Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão nesta segunda-feira a ampliação da missão naval do bloco no mar Vermelho para ajudar a reabrir o estratégico estreito de Ormuz, informou a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
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“Temos interesse em manter o estreito de Ormuz aberto (quase totalmente bloqueado ao tráfego marítimo, NDLR), e por isso estamos debatendo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, declarou antes do início de uma reunião em Bruxelas com os ministros das Relações Exteriores da UE.
Kallas mencionou várias possibilidades, entre elas recorrer à missão Aspides, atualmente mobilizada no mar Vermelho.
Mas, para isso, é necessário modificar o mandato atual dessa missão, originalmente concebida para proteger navios mercantes dos ataques dos rebeldes houthis, aliados do Irã, no mar Vermelho.
“Vamos discutir com os Estados-membros para ver se realmente é possível modificar o mandato dessa missão”, explicou Kallas. Mas acrescentou que o ponto mais relevante “é saber se os Estados-membros estão dispostos a utilizar efetivamente essa missão”.
Otan terá futuro ‘muito ruim’, ameaça Trump
O presidente Donald Trump aumentou neste fim de semana a pressão sobre os aliados dos Estados Unidos e sobre a China para que enviem navios de guerra ao estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do tráfego mundial de petróleo e gás liquefeito, do qual dependem as economias asiáticas e europeias.
Trump também advertiu no domingo que a Otan enfrenta um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem a abrir o estreito.
A França havia proposto em 9 de março uma missão internacional “puramente defensiva” para reabrir o estreito, sem especificar se ela deveria ocorrer no âmbito da missão Aspides.
“Se quisermos garantir a segurança nessa região, o mais simples seria usar a operação que já temos no terreno e talvez ajustá-la um pouco”, indicou Kallas.
“Também se fala de uma coalizão de voluntários a esse respeito, mas precisamos ver igualmente o que permitiria reabrir mais rapidamente o estreito de Ormuz”, acrescentou.
Os 27 países do bloco europeu poderiam, assim, chegar a um acordo sobre “critérios” comuns, aceitáveis para os Estados Unidos, que seriam submetidos aos iranianos, explicou uma fonte diplomática.
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Kallas mencionou várias possibilidades, entre elas recorrer à missão Aspides, atualmente mobilizada no mar Vermelho.
Mas, para isso, é necessário modificar o mandato atual dessa missão, originalmente concebida para proteger navios mercantes dos ataques dos rebeldes houthis, aliados do Irã, no mar Vermelho.
“Vamos discutir com os Estados-membros para ver se realmente é possível modificar o mandato dessa missão”, explicou Kallas. Mas acrescentou que o ponto mais relevante “é saber se os Estados-membros estão dispostos a utilizar efetivamente essa missão”.
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“Se quisermos garantir a segurança nessa região, o mais simples seria usar a operação que já temos no terreno e talvez ajustá-la um pouco”, indicou Kallas.
“Também se fala de uma coalizão de voluntários a esse respeito, mas precisamos ver igualmente o que permitiria reabrir mais rapidamente o estreito de Ormuz”, acrescentou.
Os 27 países do bloco europeu poderiam, assim, chegar a um acordo sobre “critérios” comuns, aceitáveis para os Estados Unidos, que seriam submetidos aos iranianos, explicou uma fonte diplomática.








