Um comportamento inédito registrado por cientistas nas águas do Arquipélago de Revillagigedo, no México, revelou que tubarões-das-galápagos estão usando raias-manta gigantes para aliviar a irritação causada por parasitas presos à pele. A interação, documentada por dois grupos independentes de pesquisadores, pode representar uma estratégia alternativa de higiene adotada pela espécie diante da redução de seus limpadores naturais.
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Ao todo, foram registrados oito episódios em que os tubarões esfregam o focinho e as brânquias contra o corpo das raias-manta. Segundo os pesquisadores, o movimento ajuda a remover piolhos-do-mar, pequenos crustáceos que se fixam na pele dos peixes e se alimentam de muco e tecido, podendo comprometer a saúde dos hospedeiros quando presentes em grande quantidade.
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Os registros foram descritos em estudos publicados nas revistas científicas Marine Biodiversity e Environmental Biology of Fishes. De acordo com a pesquisadora Jane Vinesky, autora principal de um dos trabalhos, controlar esses parasitas é importante para evitar danos à saúde dos tubarões.
Higiene em alto-mar
A explicação para a escolha das raias-manta está na textura de sua pele. Esses animais possuem dentículos dérmicos — pequenas estruturas semelhantes a escamas — que deixam sua superfície bastante áspera, funcionando como uma espécie de lixa natural capaz de desprender os organismos aderidos ao corpo dos tubarões.
Segundo o biólogo Mauricio Hoyos, diretor da organização de conservação Pelagios Kakunjá e coautor de um dos estudos, os tubarões parecem explorar deliberadamente essa característica para remover os parasitas.
Tradicionalmente, tubarões recorrem às chamadas estações de limpeza, onde peixes menores retiram detritos e organismos de seus corpos. Entre esses limpadores está o peixe-anjo Clarion. No entanto, pesquisadores apontam que a degradação ambiental tem reduzido a abundância desses animais, o que pode estar incentivando comportamentos alternativos como o registrado no México.
Os cientistas também observaram diferenças na reação das raias-manta conforme o porte dos visitantes. Enquanto indivíduos jovens costumam ser tolerados durante o contato, tubarões adultos frequentemente fazem as raias se afastarem, possivelmente para evitar lesões ou mordidas acidentais.
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Higiene em alto-mar
A explicação para a escolha das raias-manta está na textura de sua pele. Esses animais possuem dentículos dérmicos — pequenas estruturas semelhantes a escamas — que deixam sua superfície bastante áspera, funcionando como uma espécie de lixa natural capaz de desprender os organismos aderidos ao corpo dos tubarões.
Segundo o biólogo Mauricio Hoyos, diretor da organização de conservação Pelagios Kakunjá e coautor de um dos estudos, os tubarões parecem explorar deliberadamente essa característica para remover os parasitas.
Tradicionalmente, tubarões recorrem às chamadas estações de limpeza, onde peixes menores retiram detritos e organismos de seus corpos. Entre esses limpadores está o peixe-anjo Clarion. No entanto, pesquisadores apontam que a degradação ambiental tem reduzido a abundância desses animais, o que pode estar incentivando comportamentos alternativos como o registrado no México.
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