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Quando concorreu pela primeira vez à presidência em 2016, Donald J. Trump repudiou o aventurismo militar dos anos recentes, declarando que a mudança de regime é um fracasso comprovado e absoluto. Ele prometeu “parar de correr para derrubar regimes estrangeiros”.
Cobertura completa: Acompanhe em tempo real
Irã: Incertezas após a morte de Khamenei
Quando Trump concorreu à presidência em 2024, ele se gabou de não ter iniciado “novas guerras” e afirmou que, se Kamala Harris vencesse, “ela nos levaria à Terceira Guerra Mundial garantida”, enviando os “filhos e filhas” dos americanos “para lutar em uma guerra em um país que você nunca ouviu falar”.
Mal um ano depois, Trump está correndo para derrubar regimes estrangeiros e enviando filhos e filhas americanos para travar outra guerra no Oriente Médio. O autoproclamado “presidente da paz” optou por se tornar o presidente da guerra, afinal, liberando todo o poderio militar dos EUA contra o Irã com o objetivo explícito de derrubar seu governo.
Enigma sem solução
O que o Donald Trump de 2016 pensaria do Donald Trump de 2026 nunca será conhecido. Mas são figuras marcadamente diferentes no que tange à intervenção no exterior. Uma década após impulsionar-se ao mais alto cargo prometendo focar em “América em primeiro lugar”, o Trump tem se mostrado cada vez mais disposto a exercer poder no exterior.
A morte do aiatolá Ali Khamenei não muda as incertezas sobre o futuro do Irã e o equilíbrio das forças políticas no Oriente Médio
KHAMENEI.IR / AFP
O bombardeio ao Irã no sábado foi a oitava vez que ele ordenou ação militar em seu segundo mandato, mesmo após decapitar o governo da Venezuela e ameaçar derrubar o ditador de Cuba.
Poder de fazer guerra: Cresce discussão sobre limites do presidente
No vídeo em rede social postado no meio da noite “anunciando o início dessa nova guerra”, Trump apresentou um catálogo de acusações contra o Irã remontando há quase meio século, incluindo sua busca por armas nucleares e mísseis balísticos, apoio a grupos terroristas que atacaram americanos e aliados, a tomada da Embaixada dos EUA em Teerã em 1979 e o recente massacre de manifestantes iranianos. Mas ele nunca explicou por que essas agressões exigiam ação agora, e não antes, ou por que seu pensamento mudou visivelmente.
Cada vez mais longe
Tampouco reconciliou suas declarações conflitantes sobre o status da ameaça iraniana. Após se juntar a Israel no ataque ao Irã no verão passado, ele disse que havia “obliterado” o programa nuclear do país. Repetiu essa alegação no discurso sobre o Estado da União na semana passada e novamente em seu vídeo da madrugada de sábado. Mas não esclareceu por que era necessário atacar um programa já obliterado.
Ali Khamenei: Líder supremo dominou a política do Irã por quatro décadas
No entanto, ele foi mais longe do que nunca ao tornar a mudança de regime o objetivo explícito, convocando os iranianos a derrubar seus líderes. “Quando terminarmos, tomem o controle do seu governo”, disse Trump. “Será de vocês para tomar.” Ele repetiu isso em uma postagem na rede social no sábado, anunciando que o ataque matara o aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo — “uma das pessoas mais malignas da História”, nas palavras dele.
Mas como os iranianos deveriam proceder para tomar o controle permaneceu incerto. Trump escreveu que policiais e forças da Guarda Revolucionária deveriam “se fundir pacificamente aos Patriotas Iranianos e trabalhar juntos como uma unidade para trazer o País de volta à Grandeza que merece” — uma noção notável sugerindo que autoridades de segurança iranianas se aliarem de alguma forma às mesmas pessoas que elas alvejavam nas ruas semanas antes.
Mais contradições
“Seu objetivo declarado aqui, mudança de regime, é exatamente o que ele combateu em 2016”, disse Brandan P. Buck, pesquisador em estudos de política externa no Instituto Cato, de orientação liberal. “Anteriormente, o presidente usava ataques aéreos, raids e poder militar encoberto quando acreditava que poderia alcançar fins discretos com boa imagem e baixo custo. Este ataque ao Irã quebrou essa fórmula e constitui um salto para o desconhecido.”
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Os críticos de Trump rapidamente ressuscitaram suas declarações passadas para acusá-lo de abandonar suas próprias promessas, circulando clipes de vídeos de comícios de campanha e citações em redes sociais em que ele atacava Barack Obama, George W. Bush e Kamala Harris como belicistas.
Incoerências em série
Trump, 2012: “Agora que os números de Obama estão em queda livre — preparem-se para ele lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado.”
Trump, 2013: “Lembrem que eu predisse há muito tempo que o presidente Obama atacará o Irã por causa de sua incapacidade de negociar adequadamente — não é habilidoso!”
Trump, 2016: “Vamos parar a política imprudente e custosa de mudança de regime.”
Trump, noite da eleição 2024: “Não vou começar guerras. Vou parar guerras.”
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E havia muitas citações de assessores como Stephen Miller, agora chefe de gabinete adjunto da Casa Branca (“Kamala = III Guerra Mundial. Trump = Paz,” 1 de novembro de 2024), e o secretário de Defesa Pete Hegseth (“O Departamento de Guerra não será distraído por construção de democracia, intervencionismo, guerras indefinidas, mudança de regime,”6 de dezembro de 2025).
Entre os que atacaram Trump no sábado estavam não apenas liberais, mas também proeminentes líderes do movimento Make America Great, que reclamaram que ele havia sido capturado pelos neoconservadores que outrora repudiava, com críticas lideradas pelo podcaster de direita Tucker Carlson e a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, republicana da Geórgia.
“Sempre é uma mentira e sempre é América em último lugar”, escreveu Greene, que renunciou ao cargo no mês passado após romper com Trump, “em rede social”. “Mas parece a pior traição desta vez porque vem do próprio homem e da administração que todos acreditávamos ser diferente e que disse ‘não mais’.”
O deputado Marlin Stutzman, republicano de Indiana, argumentou que o ataque de Trump ao Irã afastaria uma ameaça pior no futuro e pavimentaria o caminho para um novo Oriente Médio mais amigável aos EUA. “Para aqueles que dizem: ‘Bem, o presidente Trump disse que não nos levaria a guerras’, ele está nos mantendo fora de guerras a longo prazo”, disse ele à CNN.
Mudanças entre mandatos
Defensores de ação contra o Irã disseram que Trump ainda não se comprometera totalmente a mudar o governo em Teerã, deixando isso ao povo iraniano. “O discurso de Trump não foi um discurso de mudança de regime — e eu gostaria que tivesse sido”, disse Mark Dubowitz, CEO da Fundação para a Defesa das Democracias, grupo que há muito pressiona por política mais dura contra o Irã.
“A única ‘solução duradoura’, acrescentou ele, não é um ataque militar que atrase o programa de armas nucleares iranianas por meses ou anos, mas o fim do regime. “Mas isso não é exatamente o que Trump priorizou esta noite”, disse Dubowitz, “e precisamos ser honestos sobre o que ele disse, e não disse.”
Porta-aviões: EUA negam bombardeio iraniano
A crescente disposição de Trump para empregar força militar sublinha a mudança mais ampla entre seu primeiro e segundo mandatos. Ele está muito mais à vontade para usar os instrumentos de poder do que da última vez, tanto em casa quanto no exterior.
O que ele às vezes ameaçava ou considerava fazer em seu primeiro período na Casa Branca, agora age com mais prontidão, seja enviando forças federais às ruas americanas, processando inimigos percebidos, purgando o governo de desleais ou impondo tarifas a países ao redor do mundo.
A equipe que ele reuniu nos primeiros quatro anos incluía republicanos convencionais ou oficiais militares de carreira que frequentemente refreavam seus impulsos mais radicais. Mas desta vez não há John F. Kelly, Jim Mattis, Mark T. Esper ou Mark A. Milley. Em vez disso, cercou-se de conselheiros mais agressivos e “quebrem-a-china”, impulsionando ações mais ambiciosas, e figuras como Hegseth, o secretário de Estado Marco Rubio e Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, que veem seus cargos como facilitadores dos desejos do presidente em vez de dissuadi-lo deles.
Uma jornada irregular
A jornada de Trump como comandante-em-chefe tem sido irregular. Ele não tinha experiência militar ou em cargo público quando chegou ao Salão Oval em janeiro de 2017. Promoveu uma guerra mais agressiva contra o Estado Islâmico, mas às vezes hesitava em usar força, em certo momento cancelando um ataque retaliatório ao Irã com minutos de antecedência, julgando que as baixas não valeriam a pena.
Ele estava decidido a recuar do mundo, buscando trazer tropas americanas de volta de lugares como Coreia do Sul, Alemanha e Síria. Negociou um acordo de paz com o Talibã para retirar todas as forças americanas do Afeganistão, um acordo executado por seu sucessor, o presidente Joe Biden, em uma operação desastrosa.
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Mas ele também foi encorajado quando um ataque dos EUA em 2020 alvejou e matou o major-general Qassim Suleimani do Irã sem provocar as retaliações devastadoras ou guerra regional prolongada que alguns críticos previram. Da mesma forma, neste segundo mandato, a bem-sucedida operação que capturou o presidente Nicolás Maduro da Venezuela também energizou Trump.
Sua postura pública, no entanto, oscilou muito no último ano. Em um momento, ele se apresenta como um pacificador histórico, formando um suposto Conselho da Paz e reclamando por não ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz enquanto se gaba, inexatamente, de ter encerrado oito guerras — incluindo uma com o Irã. No momento seguinte, ameaça tomar a Groenlândia, retomar o Canal do Panamá, estrangular Cuba e até ir atrás do presidente da Colômbia como fez com o da Venezuela.
Charles Kupperman, que foi assessor adjunto de segurança nacional de Trump no primeiro mandato do presidente, disse que não achava que Trump tivesse evoluído em seu pensamento sobre ameaças estrangeiras. Mas, no caso do Irã, disse Kupperman, o presidente se colocou em uma posição ao investir em um esforço diplomático sempre condenado ao fracasso, deixando pouca alternativa senão ação militar.
Teatro kabuki
“É difícil determinar o processo decisório de Trump dada a séria redução do papel do N.S.C. e sua formulação de políticas”, disse ele sobre o Conselho de Segurança Nacional. “Quais opções foram desenvolvidas e apresentadas a Trump e o processo para gerá-las são questões-chave.” Mas ele acrescentou que “o esforço diplomático para engajar o Irã nunca renderia os resultados que Trump buscava. Teatro puro de Kabuki.”
O resultado do risco geopolítico de Trump dependerá não apenas de como a operação militar prossegue, mas do que vem depois. O sucesso tem o jeito de fazer os eleitores esquecerem promessas quebradas. Há pouco amor pelo regime de Teerã, e vídeos mostraram iranianos nas ruas aplaudindo relatos da morte do aiatolá Khamenei. Se Trump conseguir empurrar o governo remanescente para fora do poder, terá algo para se gabar que nenhum de seus predecessores ousou tentar.
Veja vídeo: EUA divulgam imagens de ataques ao Irã
Diferentemente das chamadas guerras eternas no Afeganistão e Iraque que ajudaram a impulsionar sua ascensão política, Trump não fez nenhum grande compromisso de tropas terrestres no Irã e parece determinado a se ater ao poder aéreo, evitando o tipo de guerra de guerrilha de guerras passadas.
Ainda assim, como o próprio Trump alertou em seu vídeo da madrugada, pode haver baixas americanas. E se o governo de Teerã cair, poderia resultar em um substituto ainda hostil aos EUA, ou em caos fratricida, como aconteceu na Líbia após Muammar el-Qaddafi ser deposto e morto em 2011.
De um jeito ou de outro, seus aliados já falavam disso como um momento de legado para Trump. Que tipo de legado ainda não está claro. Mas não será o que ele originalmente prometeu.

Veja outras postagens

A agência de defesa civil de Cuba publicou recentemente um “guia” para “proteger a população contra agressão militar”, segundo diversos sites de governos provinciais, em meio a uma crise crescente com os Estados Unidos. A publicação deste documento, que não foi noticiada nacionalmente pela mídia estatal, ocorre em um momento particularmente tenso na relação entre Washington e Havana, inimigos ideológicos há mais de seis décadas.
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Desde o final de janeiro, o governo dos EUA, liderado por Donald Trump, impôs um embargo energético à ilha controlada pelos comunistas, localizada a 150 quilômetros da costa dos EUA, considerando-a uma “ameaça excepcional” à segurança americana devido aos seus laços estreitos com a Rússia, a China e o Irã. Esta semana, John Ratcliffe, diretor da agência de inteligência dos EUA (CIA), viajou a Havana para se reunir com altos funcionários cubanos e discutir a profunda crise que a ilha enfrenta.
O documento do Estado-Maior da Defesa Civil Nacional, dirigido “a todas as famílias cubanas”, fornece informações “práticas” para “proteger a vida contra possíveis ataques inimigos”, segundo um comunicado divulgado na sexta-feira no Portal do Cidadão da província de Havana.
A rádio provincial de Sancti Spíritus, província localizada na região central do país, publicou as informações em seu site no sábado, disponibilizando o documento para download.
Intitulado “Proteger, Resistir, Sobreviver e Vencer”, o guia inclui uma série de recomendações que vão desde a preparação de “um kit familiar com água potável, alimentos prontos para consumo, um rádio com bateria extra, uma lanterna, medicamentos e itens de higiene” até a atenção às “sirenes de ataque aéreo”. O documento também incentiva os leitores a aprenderem “primeiros socorros” e enfatiza a importância de se manterem informados “por meio dos conselhos de defesa locais”.
A divulgação discreta do documento ocorre em um momento em que Cuba, com seus 9,6 milhões de habitantes, atravessa uma crise socioeconômica sem precedentes. A situação da rede elétrica também é crítica, já que o país ficou sem reservas de diesel e óleo combustível desde que o bloqueio energético imposto pelos EUA interrompeu o abastecimento de combustível no país. Antes, as commodities eram vendidas a Cuba pelo regime venezuelano de Nicolás Maduro, capturado em janeiro por tropas americanas em Caracas.
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Na sexta-feira, Cuba conseguiu restabelecer sua rede elétrica nacional após um apagão massivo que deixou sete das 15 províncias da ilha sem energia no dia anterior.
Os apagões intermináveis ​​e repetidos têm provocado protestos em diversos bairros de Havana nos últimos dias. Em meio à crise energética, Havana afirmou que está considerando aceitar os US$ 100 milhões em ajuda oferecidos por Washington, sob a condição de que sejam distribuídos por meio da Igreja Católica.
Desde o fim de janeiro, apenas um petroleiro russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto foi autorizado a atracar em Cuba, aliviando a crise em abril. O combustível, porém, já se esgotou, fazendo o país conviver com cortes de eletricidade que ultrapassam 19 horas diárias na capital — enquanto em várias províncias os apagões se estendem por dias inteiros.
Dois membros da campanha de Abelardo de la Espriella, o principal candidato de direita à Presidência da Colômbia, foram mortos a tiros na sexta-feira em uma área rural do país, informaram as autoridades. Segundo um comunicado da equipe de De la Espriella, o coordenador local da campanha, Rogers Mauricio Devia, e seu assessor, Eder Fabián Cardona, foram emboscados na noite de ontem por quatro homens armados em motocicletas enquanto trafegavam pelo departamento de Meta, na região centro-leste da Colômbia, após coletarem material de campanha.
“Esses eventos são extremamente graves e preocupantes por si só, mas também porque ocorrem no contexto eleitoral, afetando gravemente o exercício dos direitos políticos e a participação democrática”, afirmou a Defensoria Pública no sábado.
Segundo colocado nas pesquisas: Principal candidato de direita da Colômbia diz que atacará aviões e navios carregados de drogas se eleito presidente
‘Erro tático’: Guerrilheiros dissidentes da Colômbia assumem responsabilidade por explosão com 21 mortos
A segurança é uma questão central na corrida para as eleições presidenciais de 31 de maio. O senador de esquerda e favorito nas pesquisas, Iván Cepeda — apoiado pelo presidente, Gustavo Petro —, e seus rivais de direita, De la Espriella e Paloma Valencia, relataram ter recebido ameaças de morte.
Os três estão em campanha sob forte esquema de segurança em meio a uma onda de ataques e assassinatos no país.
Como um dos históricos redutos das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Meta mantém presença guerrilheira e é um dos corredores de tráfico de cocaína do país. A oposição afirma que as negociações de paz fracassadas do governo Petro com a maioria das organizações acabaram dando espaço para que esses grupos se fortalecessem.
“A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa ‘paz total’ que tem sido excelente para os criminosos e muito custosa para os colombianos”, afirmou Valencia em abril, quando expôs o plano de assassinato contra ela após ser comunicada por autoridades.
A candidata a vice-presidente de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada por várias horas em fevereiro por um grupo de dissidentes rebeldes que se opunham ao acordo de paz de 2016 que desarmou a maior parte das FARC.
Na Colômbia, é comum que grupos armados, que se financiam por meio de atividades ilegais como o tráfico de drogas e a extorsão, exerçam pressão violenta para influenciar as eleições. As plantações de coca na Colômbia aumentaram 18% durante o governo de Petro, segundo dados da polícia divulgados no fim de abril. O último dado das Nações Unidas sobre a área plantada data de 2023, quando registrou um recorde de 253 mil hectares de folhas de coca, matéria-prima para a produção de cocaína. A Colômbia é o maior fornecedor mundial dessa droga.
Há menos de um mês, Petro apresentou os números da polícia mostrando que, em meados de 2022, quando assumiu a Presidência, estavam registrados 218.246 hectares de plantações de coca, em comparação com 258.144 hectares no final de 2025.
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Outro grupo guerrilheiro dissidente é suspeito de ter ordenado o assassinato de Miguel Uribe, que foi baleado durante um comício em Bogotá em junho do ano passado. O crime reacendeu o fantasma da violência política em um país onde vários candidatos à Presidência foram assassinados por traficantes de drogas entre as décadas de 1980 e 1990.
Wes Streeting, que renunciou ao cargo de secretário de saúde do Reino Unido esta semana, anunciou no sábado que disputará eleições para substituir Keir Starmer como líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro, após o partido sofrer resultados desastrosos nas eleições locais.
“Precisamos de uma disputa adequada com os melhores candidatos em campo, e eu serei um dos candidatos”, disse Streeting em um evento de um centro de pesquisa em Londres, dois dias depois de o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, revelar sua candidatura a deputado.
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Se for bem-sucedido, isso permitiria que Burnham concorra à liderança do Partido Trabalhista, uma disputa que agora parece praticamente inevitável, embora ainda não tenha sido formalmente iniciada pelos deputados.
A movimentação política no Reino Unido começou desde que Keir Starmer começou a perder popularidade, pressionado entregar a liderança do governo e do Partido Trabalhista. Cotado entre os favoritos para assumir o posto em caso de uma queda de Starmer, Streeting disse ter “perdido a confiança” na liderança do premier em sua carta de renúncia.
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Ligado a uma ala mais centrista do Partido Trabalhista, Streeting teve uma conversa com o premier no começo da semana, em meio a uma debandada de secretários do governo. A conversa, apontada pela imprensa britânica, durou menos de 20 minutos, sem maiores declarações públicas sobre o conteúdo em seguida. O anúncio da candidatura saiu só dois dias depois.
Streeting falou nesta semana sobre a dura derrota do partido nas eleições regionais da semana passada. No primeiro desafio eleitoral sob a liderança de Starmer, a legenda perdeu cadeiras em uma extensa área do país, vendo em paralelo um avanço da extrema direita britânica, com uma ascensão destacada do Reform UK — um resultado que causou preocupação entre alas progressistas do país.
“Os resultados eleitorais da semana passada foram sem precedentes — tanto pela dimensão da derrota quanto pelas consequências desse fracasso. Pela primeira vez na história do nosso país, nacionalistas estão no poder em todos os cantos do Reino Unido — incluindo um perigoso nacionalismo inglês representado por Nigel Farage e o Reform UK”, escreveu Streeting, definindo o partido extremista como “uma ameaça aos valores e ideais” britânicos e ” uma ameaça existencial à integridade futura do Reino Unido”.
O agora ex-secretário citou também a falta de confiança de setores progressistas nos trabalhistas, relacionando a crise do partido à “impopularidade do governo”, mencionando “erros individuais de política”, como a decisão de Starmer de cortar auxílio para combustível no inverno. Streeting também criticou uma suposta falta de diálogo interno com partidários.
Liderança em crise
A derrota eleitoral do Partido Trabalhista nas eleições regionais do Reino Unido foram apenas o último desdobramento de um governo liderado por um premier cuja aprovação nunca superou a rejeição, de acordo com pesquisas de opinião. Mesmo antes da derrota, Starmer já vinha sofrendo pressões para renunciar, em meio a dificuldades econômicas, falta de avanços em pautas como a imigração ilegal e o caso envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA, em um momento em que os laços dele com o criminoso sexual Jeffrey Epstein já eram conhecidos.
O premier afirmou durante a semana que não renunciaria, apoiando-se no argumento de que havia assumido um compromisso de entregar projetos de governo ao eleitorado. A pressão dos aliados, contudo, foi no sentido de retirá-lo do cargo. Quatro membros do gabinete de Starmer renunciaram na terça-feira e pelo menos 80 deputados de seu partido pediram publicamente que ele renunciasse.
Além de Streeting e Burnham, uma potencial candidata a substituir Starmer é a ex-vice-líder trabalhista Angela Rayner. Angela ainda lida, porém, com uma problema que teve com o fisco, que a derrubou do governo e ainda não foi resolvido. Streeting também tem suas fragilidades: entre elas as conexões que mantinha com Mandelson.
Com AFP
Uma baleia-jubarte que passou por uma operação de resgate na Alemanha há duas semanas, após ter encalhado no local, foi encontrada morta perto de uma ilha dinamarquesa, disseram autoridades no sábado. A baleia, apelidada de “Timmy” pela mídia alemã, foi inicialmente avistada presa em um banco de areia no dia 23 de março. Após várias tentativas fracassadas, ela foi finalmente colocada em uma barcaça e libertada no Mar do Norte, na costa da Dinamarca, em 2 de maio.
— Agora pode-se confirmar que a baleia-jubarte encalhada perto de Anholt é a mesma baleia que havia encalhado anteriormente na Alemanha e foi alvo de tentativas de resgate — disse Jane Hansen, chefe de divisão da Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca, em um comunicado à AFP.
A carcaça da baleia foi avistada pela primeira vez na costa da ilha dinamarquesa de Anholt, no mar de Kattegat, entre a Suécia e a Dinamarca, na quinta-feira, mas inicialmente as autoridades não conseguiram confirmar se era a mesma baleia.
— As condições de hoje tornaram possível que um funcionário local da Agência de Natureza da Dinamarca localizasse e recuperasse um dispositivo de rastreamento acoplado que ainda estava preso às costas da baleia. A posição e a aparência do dispositivo confirmam que se trata da mesma baleia que havia sido observada e manuseada anteriormente em águas alemãs — disse Hansen.
Homens atuam no resgate da baleia Timmy
FRANK MOLTER / AFP
Hansen acrescentou que “neste momento, não há planos concretos para remover a baleia da área ou para realizar uma necropsia, e atualmente não se considera que ela represente um problema na área.”
A Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca disse que, embora compreenda “o considerável interesse do público nesta baleia em particular”, enfatizou que as pessoas devem manter uma distância segura e evitar se aproximar dela.
— Isso porque a baleia pode ser portadora de doenças que também podem ser transmitidas aos humanos, e também pode haver risco de explosão — já que a decomposição cria grandes volumes de gases, afirmou a agência.
Na Alemanha, a baleia foi vista pela primeira vez no banco de areia perto da cidade de Luebeck, na costa do Mar Báltico da Alemanha, antes de se libertar, mas depois acabou ficando presa novamente por diversas vezes.
Várias tentativas de salvá-la falharam, e as autoridades já haviam anunciado que estavam desistindo. Mas então dois empresários ricos, Karin Walter-Mommert e Walter Gunz, intervieram para financiar o resgate, cujo custo foi estimado em 1,5 milhão de euros.
Eles elaboraram o que muitos viram como um plano improvável: atrair a baleia para o porão cheio de água de uma barcaça especial e rebocá-la de volta ao seu habitat natural. Alguns especialistas da época criticaram o plano de resgate financiado por fundos privados, dizendo que ele apenas causaria mais sofrimento ao animal.
Pelo menos oito pessoas morreram e 35 ficaram feridas neste sábado (16) no centro de Bangkok, após a colisão entre um trem de carga e um ônibus, informaram os serviços de emergência tailandeses. O acidente aconteceu durante a tarde em um cruzamento muito movimentado no centro da capital tailandesa.
— Oito pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas. O incêndio já foi apagado e estamos tentando encontrar os cadáveres — disse à AFP o chefe de polícia de Bangkok, Urumporn Koondejsumrit.
Imagens publicadas nas redes sociais mostram o trem se aproximando a uma velocidade moderada de uma passagem de nível, onde sofre a colisão com o ônibus, que pegou fogo. O incêndio foi rapidamente controlado e a área isolada para permitir o trabalho dos socorristas.
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— Eu vi a colisão. As chamas se espalharam em questão de segundos. Eu estava com minha filha e fomos embora imediatamente. Não tive coragem de olhar para trás para ver se havia vítimas — disse uma testemunha ao canal público ThaiPBS.
O primeiro-ministro do país, Anutin Charnvirakul, ordenou uma investigação para determinar as causas do acidente.
Acidentes de transporte são relativamente frequentes na Tailândia. Em janeiro, 32 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na queda de um guindaste sobre um trem de passageiros no nordeste do país.
O governo de Israel anunciou hoje ter matado Ezedin Al Hadad, chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, apresentado como um dos arquitetos dos atentados de 7 de outubro de 2023.
Desde aquele dia, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas no território israelense, o Exército e os serviços de inteligência de Israel executam uma campanha contra os líderes políticos e os comandantes militares de alto escalão do grupo em Gaza e em toda a região.
Na sexta-feira, as Forças Armadas israelenses anunciaram um ataque aéreo em Gaza contra o lider do grupo e, neste sábado, confirmaram a morte.
“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, afirmou um comunicado militar.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram a morte de Al Hadad.
“Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”, disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou a morte.
Um grupo de pessoas retirou ontem o corpo de Al Hadad, apoiado em uma maca e envolto em uma bandeira do Hamas, das ruínas do edifício que teria sido atingido.
O governo israelense apontava o líder do grupo como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Al Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o comunicado israelense.
O chefe do Estado-Maior do Exército de Isral, tenente-coronel Eyal Zamir, qualificou a morte do líder do braço armado do Hamas de “conquista operacional significativa”.
“Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir em nota.
“Hoje conseguimos eliminá-lo. As Forças de Defesa de Israel continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, acrescentou.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Desde o início da guerra, Israel afirma ter eliminado vários líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar, também considerado um dos mentores do massacre de 7 de outubro. Outro integrante morto foi Mohamed Deif, um comandante do braço armado do Hamas.
Os ataques israelenses também atingiram integrante do Hamas no Líbano, além de comandantes do Hezbollah grupo armado pró-regime do Irã, aliado do grupo, incluindo seu líder Hassan Nasrallah, assassinado em Beirute.
Apesar de um cessar-fogo entre Hamas e Israel ter entrado em vigor em outubro, Gaza continua mergulhada em uma espiral de violência, e ambas as partes trocam acusações sobre violações da trégua.
Pelo menos 856 palestinos morreram desde o início formal do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde do território. No mesmo período, o Exército israelense registrou a morte de cinco soldados em Gaza.

O uso da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral deste ano deve ser um ponto de especial atenção do ministro Nunes Marques à frente do Tribunal Superior Eleitoral. 

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o uso da tecnologia poderá transbordar até outubro e agravar a circulação de notícias falsas em contexto de grande polarização política e baixo letramento digital.

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O advogado eleitoral Jonatas Moreth, mestre em Direito Constitucional, avalia que a Justiça Eleitoral atua para coibir desvios já ocorridos em meio à práticas de manipulação que se aperfeiçoam.

“O processo eleitoral e o papel dos tribunais eleitorais se assemelham ao que ocorre no esporte com o doping e o antidoping. O doping sempre está um pouco à frente do antidoping. Ou seja, inventa-se uma droga que não é pega nos exames rotineiros, até que um procedimento consegue captar e passa a ser acrescido nos exames”, explica.

Para o professor Marcus Ianoni, do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, a capacidade da Justiça Eleitoral em agir vai depender da disponibilidade de quadros técnicos qualificados.

“Eu fico com um pouco de dúvida se toda a burocracia que tem será suficiente para dar conta de tudo”, pondera o acadêmico se referindo à possibilidade de aumento e sofisticação do uso da inteligência artificial para manipular a atenção dos eleitores e suas intenções de voto.

“Enfrentar os efeitos nocivos da inteligência artificial nas eleições” é uma das três prioridades que o ministro Nunes Marques terá à frente do TSE, informa a assessoria de imprensa de seu gabinete à Agência Brasil.

Debate e diálogo

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, também quer “privilegiar o debate e o direito de resposta de todos os envolvidos no processo eleitoral” e assegurar “diálogo com os tribunais regionais e as principais demandas do país”.

Para Jonatas Moreth, Nunes Marques objetiva articular toda a Justiça Eleitoral e fazer com que os tribunais regionais e o TSE trabalhem “numa mesma sintonia e de forma uníssona.”

A concordância e a unidade dos tribunais podem ser determinantes na escolha de modelo de atuação: se mais intervencionista e proibitiva, como ocorreu durante a gestão do ministro Alexandre Moraes, de agosto de 2022 a junho de 2024, ou mais liberal, considera Moreth.

“Eu tenho um grau de preocupação, não porque eu não defendo o debate mais livre quando é um debate de ideias, mas quando é uma arena de ofensa e de mentira”, alerta.

Na avaliação do cientista político Marcus Ianoni, o ministro Nunes Marques “tende para ideia mais expandida de liberdade de expressão, em nome do suposto debate”. Mas o TSE poderá impor limites, avalia.

“A liberdade de expressão não pode ser usada para viabilizar qualquer tipo de expressão, como mentiras, calúnia, difamação e injúria. Enfim, tem certos limites previstos na lei”, pondera Ianoni.

Pesquisas

O professor também se preocupa com a divulgação de pesquisas eleitorais. 

“Acho que o TSE tem que estar devidamente capacitado para garantir que as regras das pesquisas sejam respeitadas e para combater eventuais pesquisas, digamos, clandestinas, que possam tentar confundir a cabeça do eleitor”, diz.

Para ele, a legislação pode estar adequada para evitar a veiculação de resultados fraudulentos, porém é preciso fiscalização efetiva. 

“É proibido atravessar o sinal vermelho, mas se não tiver um guarda de trânsito ali ou um radar, a pessoa pode atravessar o sinal vermelho sem nenhuma consequência”, compara.

Fraudes em pesquisas eleitorais costumam ser denunciadas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). A legislação determina a obrigação de registro na Justiça Eleitoral, o nome do estatístico responsável, além de informações sobre a amostra, o questionário e a aplicação. 

“Mas não tem uma auditoria mais precisa, mais cuidadosa quanto à realização das pesquisas”, aponta o advogado Jonatas Moreth. 

“A gente não conseguiu, infelizmente, até o momento, uma fórmula que preserve algum grau de autonomia da empresa e ao mesmo tempo tenha maior garantia de auditoria e de fiscalização”, complementa.

O presidente russo, Vladimir Putin, visitará a China, seu parceiro estratégico, em viagem oficial nos dias 19 e 20 de maio (terça e quarta), poucos dias depois da visita do americano, Donald Trump ao país asiático.
A China considera a Rússia um sócio prioritário na criação de uma nova ordem mundial multipolar pós-ocidental.
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O Kremlin anunciou que, durante a visita Putin discutirá com o líder supremo da China, Xi Jinping, como “fortalecer ainda mais o relacionamento global e a cooperação estratégica” entre os dois países.
Eles discutirão “importantes questões internacionais e regionais” e assinarão uma declaração conjunta, afirmou um comunicado.
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Também está previsto um encontro de Putin com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir cooperação econômica e comercial bilateral.
Guerras, oficialmente, não estão na pauta. Trump, que busca papel de mediador na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, precedeu Putin em sua visita à China.
A viagem do chefe de Estado russo ocorre em um momento no qual os esforços diplomáticos para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia estão paralisados. O avanço lento nas conversas se deve, em particular, ao envolvimento dos EUA na guerra no Oriente Médio.
Uma breve trégua intermediada por Trump interrompeu a campanha de bombardeios intensos longe das linhas de combate na fronteira entre Rússia e Ucrânia, mas os ataques foram retomados assim que o acordo expirou na noite da última segunda-feira.
A China afirma ser favorável a negociações de paz e respeito à integridade territorial de todos os países, mas nunca condenou a Rússia por sua ofensiva militar lançada na Ucrânia em fevereiro de 2022. O governo chinês alega ser uma parte neutra na guerra.
Pequim nega fornecer armas letais a qualquer um dos lados e acusa os países ocidentais de prolongar as hostilidades ao armar a Ucrânia.
Como parceira econômica da Rússia, porém, a China é a maior compradora mundial de combustíveis russos, incluindo derivados de petróleo, que alimentam a máquina de guerra.
Antes da chegada de Trump à China, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy pediu a ele que discutisse com Xi Jinping como encerrar a ofensiva russa.
Trump deixou a China na sexta-feira dizendo que havia alcançado acordos comerciais “fantásticos”, sem fornecer muitos detalhes.
A fabricante de aeronaves Boeing confirmou um “compromisso inicial” pelo qual a China comprará 200 aviões, após o anúncio de Trump.
A China, por sua vez, afirmou concordar com Trump em estabelecer uma “relação construtiva de estabilidade estratégica”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, elogiou a cúpula EUA-China, enfatizando a natureza privilegiada dos laços entre Moscou e Pequim.
“Se os acordos alcançados ou a serem alcançados por Pequim e Washington servirem aos interesses de nossos amigos chineses, só podemos ficar satisfeitos”, declarou ele na sexta-feira em uma coletiva de imprensa em Nova Déli. Mas “estamos ligados à China por relações (…) que são mais profundas e fortes do que as alianças políticas e militares tradicionais. Este é um novo tipo de relacionamento que estabiliza a política global e a economia global mais do que qualquer outro fator”, disse Lavrov.
Uma mulher, estudante da Universidade de Gênova, foi a única sobrevivente do grupo de mergulhadores vítimas de uma tragédia que deixou cinco italianos mortos nas Maldivas. Apesar de estar preparada para se juntar aos colegas pesquisadores no mergulho, na quinta-feira (14), a jovem decidiu permanecer a bordo do iate enquanto o grupo desceu ao fundo do mar no Atol de Vaavu, informou o jornal italiano La Repubblica.
Não ficou claro por que a estudante, que não foi identificada, mudou de ideia e permaneceu no iate, o Duke of York. Segundo o governo italiano, os mergulhadores tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, perto da ilha de Alimatha. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas.
Ela foi a “única sobrevivente direta daquele dia” e uma “testemunha fundamental para a reconstrução dos momentos finais antes do acidente”, informou o veículo. Embora as autoridades tenham afirmado que havia cerca de 20 pessoas a bordo da embarcação, quando ela saiu em direção a Atol de Vavvu, ela era a única que deveria ter mergulhado.
Apesar do mergulho arriscado, na caverna conhecida por sua forte correnteza, toda a equipe de mergulhadores era formada por pesquisadores, em sua maioria experientes. Monica Montefalcone, professora de biologia marinha na Universidade de Gênova, e sua filha de 20 anos, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; e o cientista marinho Federico Gualtieri, foram as vítimas da excursão. Eles estavam acompanhados de um instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, que também morreu.
Resgate de ‘alto risco’
O porta-voz do governo das Maldivas , Mohamed Hussain Shareef, afirmou que a caverna “é tão profunda que nem mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos se aventuram a chegar perto”.
“Haverá uma investigação separada sobre como esses mergulhadores foram além da profundidade permitida, mas nosso foco agora é a busca e o resgate”, disse ele após o incidente.
A guarda costeira e as unidades militares das Maldivas lançaram uma operação de busca e resgate de “alto risco” utilizando mergulhadores especializados , barcos e apoio aéreo, mas as condições climáticas adversas na área, incluindo ventos fortes e um alerta amarelo oficial, tornaram as operações mais difíceis do que o esperado.
Um comunicado da Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF) afirma que “um corpo foi encontrado entre os cinco mergulhadores no Atol de Vaavu”. “O corpo foi encontrado dentro de uma caverna. Acredita-se que os outros quatro mergulhadores também estejam dentro da mesma, que se estende a uma profundidade de cerca de 60 metros”.
Toxicidade do oxigênio
Segundo a mídia local, uma das hipóteses mais aceitas pela guarda costeira e por especialistas é a toxicidade do oxigênio. Esse fenômeno ocorre quando a mistura do cilindro é inadequada, tornando o oxigênio tóxico em certas profundidades.
“A 50 metros de profundidade no mar, existem vários riscos; é uma verdadeira tragédia”, afirma Alfonso Bolognini, presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica. “Podemos formular diversas hipóteses neste momento: uma mistura respiratória inadequada pode criar uma crise hiperóxica quando há um aumento na pressão parcial de oxigênio nos tecidos e no plasma sanguíneo, o que pode causar problemas neurológicos.”
“É provável que algo tenha dado errado com os tanques”, disse o pneumologista Claudio Micheletto ao veículo de comunicação italiano Adnkronos. “A morte por toxicidade do oxigênio, ou hiperóxia, é uma das mortes mais dramáticas que podem ocorrer durante um mergulho — um fim horrível”, acrescentou Micheletto, diretor de pneumologia do Hospital Universitário de Verona.
Um juiz francês vai abrir denúncia contra o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018.
A vítima do crime, um escritor radicado nos EUA que era crítico do regime de Riad, foi assassinado e esquartejado em outubro daquele ano no consulado saudita em Istambul. Seu corpo nunca foi encontrado.
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De acordo com um relatório da CIA divulgado durante a presidência de Joe Biden, bin Salman ordenou o assassinato. O escândalo custou à monarquia petroleira um período de relativo isolamento internacional.
“Um juiz de instrução especializado em crimes contra a humanidade analisará a denúncia apresentada pelas ONGs Trial International e Repórteres Sem Fronteiras”, que alegam tortura e desaparecimentos forçados, informou à AFP autoridades francesas antiterrosimo.
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A denúncia original foi apresentada pela Trial International, que afirma lutar “contra a impunidade por crimes internacionais”, e pela Democracia para o Mundo Árabe Agora (Dawn), organização para a qual Khashoggi trabalhava.
Ambas as organizações recorreram aos tribunais franceses em julho de 2022, aproveitando uma visita de Mohammed bin Salman à França. A Repórteres Sem Fronteiras juntou-se a elas posteriormente.
Os grupos de jornalistas acusam Mohammed bin Salman de cumplicidade em tortura e desaparecimento forçado como parte de um grupo organizado e alegam que ele “ordenou o assassinato por asfixia” do jornalista.
Durante anos, o Ministério Público se opôs à abertura de uma investigação na França, argumentando que a denúncia das organizações não era de competência da justiça francesa.
Finalmente, um tribunal de apelações decidiu que a queixa apresentada pela Trial International e pela RSF poderia ser admitida, em uma decisão emitida em 11 de maio, à qual a AFP teve acesso. A Dawn, porém, organização fundada por Khashoggi meses antes de seu assassinato, não poderá participar como parte civil no caso.
“O crime do qual Jamal Khashoggi foi vítima é um crime abominável, decidido e planejado nos mais altos escalões do Estado saudita, que ordenou a execução de um jornalista que era uma voz dissidente e independente”, disse o advogado da RSF, Emmanuel Daoud.
Bin Salman, que é na prática chefe de Estado na Arábia Saudita, foi recebido em Washington em novembro pelo presidente Donald Trump e, em resposta a uma pergunta da imprensa, disse que o assassinato de Khashoggi foi “um grande erro”.

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