— Agora pode-se confirmar que a baleia-jubarte encalhada perto de Anholt é a mesma baleia que havia encalhado anteriormente na Alemanha e foi alvo de tentativas de resgate — disse Jane Hansen, chefe de divisão da Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca, em um comunicado à AFP.
A carcaça da baleia foi avistada pela primeira vez na costa da ilha dinamarquesa de Anholt, no mar de Kattegat, entre a Suécia e a Dinamarca, na quinta-feira, mas inicialmente as autoridades não conseguiram confirmar se era a mesma baleia.
— As condições de hoje tornaram possível que um funcionário local da Agência de Natureza da Dinamarca localizasse e recuperasse um dispositivo de rastreamento acoplado que ainda estava preso às costas da baleia. A posição e a aparência do dispositivo confirmam que se trata da mesma baleia que havia sido observada e manuseada anteriormente em águas alemãs — disse Hansen.
Homens atuam no resgate da baleia Timmy
FRANK MOLTER / AFP
Hansen acrescentou que “neste momento, não há planos concretos para remover a baleia da área ou para realizar uma necropsia, e atualmente não se considera que ela represente um problema na área.”
A Agência de Proteção Ambiental da Dinamarca disse que, embora compreenda “o considerável interesse do público nesta baleia em particular”, enfatizou que as pessoas devem manter uma distância segura e evitar se aproximar dela.
— Isso porque a baleia pode ser portadora de doenças que também podem ser transmitidas aos humanos, e também pode haver risco de explosão — já que a decomposição cria grandes volumes de gases, afirmou a agência.
Na Alemanha, a baleia foi vista pela primeira vez no banco de areia perto da cidade de Luebeck, na costa do Mar Báltico da Alemanha, antes de se libertar, mas depois acabou ficando presa novamente por diversas vezes.
Várias tentativas de salvá-la falharam, e as autoridades já haviam anunciado que estavam desistindo. Mas então dois empresários ricos, Karin Walter-Mommert e Walter Gunz, intervieram para financiar o resgate, cujo custo foi estimado em 1,5 milhão de euros.
Eles elaboraram o que muitos viram como um plano improvável: atrair a baleia para o porão cheio de água de uma barcaça especial e rebocá-la de volta ao seu habitat natural. Alguns especialistas da época criticaram o plano de resgate financiado por fundos privados, dizendo que ele apenas causaria mais sofrimento ao animal.









