Análise: Trump diz que guerra contra o Irã seria ‘facilmente vencida’, mas imagens de satélite sugerem dificuldades
Sob ameaça de ataque: Iranianos preparam mochilas de emergência, estocam suprimentos e planejam rotas de fuga
Em conversa com jornalistas, Trump disse que está frustrado com a posição do Irã nas negociações, mas afirmou que ainda não havia decidido se atacaria o território iraniano. Ao ser questionado sobre o uso da força militar no país persa, o presidente respondeu:
— Não quero, mas às vezes é necessário.
Questionado se um ataque desencadearia uma guerra total no Oriente Médio, o presidente americano afirmou achar que “sempre se pode dizer que há um risco. Sabe, quando há guerra, há risco em tudo, tanto bom quanto ruim”.
Horas antes, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que os funcionários não essenciais da Embaixada do país em Jerusalém deixem Israel “devido a riscos de segurança”, apontando que os americanos e seus familiares deveriam considerar sair do Estado judeu “enquanto voos comerciais estão disponíveis”.
O anúncio de Washington provocou uma reação em cadeia entre países ocidentais e potências estrangeiras, que também aconselharam a saída de seus cidadãos de países da região, alertando para as preocupações relativas à segurança. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que afirmou ter havido “progressos” nas conversas diplomáticas de quinta-feira, pediu nesta sexta que a Casa Branca abandone “exigências excessivas” para alcançar o acordo.
Apesar das reiteradas ameaças feitas por ele, Trump afirma que prioriza a diplomacia, mas na última terça-feira, durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso americano, acusou Teerã de ter “ambições nucleares”. Segundo o republicano, o Irã desenvolveu “mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases” militares e quer produzir outros ainda mais poderosos, capazes de “alcançar em breve os EUA”.
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Em uma maratona diplomática que teve uma etapa crucial concluída na quinta-feira em Omã, EUA e Irã ainda não apresentaram o esboço de um acordo, como quer o presidente americano, centrado em controles do programa nuclear iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o que foi acertado, mas uma reunião de equipes técnicas está prevista para a semana que vem, em Viena, e o tom dos que estavam à mesa foi de otimismo.
Mesmo assim, a Casa Branca não descarta um ataque, mais amplo do que o de junho do ano passado, para forçar o regime a concordar com seus termos, ou até derrubá-lo. Trump disse que “venceria facilmente” uma guerra, mas lideranças do Pentágono alertam para os riscos de um conflito prolongado, que é rejeitado pela maioria dos americanos. Imagens de satélite comprovam que os iranianos aprenderam com os bombardeios americanos recentes, e que destruir seus alvos estratégicos não será simples como prevê o republicano.
*Em atualização









