— Posso prolongar o processo e assumir o controle total, ou encerrar tudo em dois ou três dias e dizer aos iranianos: “Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir (seu programa nuclear)” — afirmou numa entrevista por telefone à Axios em sua primeira declaração desde os ataques.
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Trump disse ainda que, de qualquer forma, os iranianos “levarão vários anos para se recuperar desse ataque”.
O presidente americano afirmou ter tomado a decisão de autorizar a operação devido à falta de progresso nas negociações nucleares desta semana, lideradas por seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner:
— Os iranianos se aproximaram e depois recuaram, se aproximaram e depois recuaram. Entendi, portanto, que eles não querem realmente um acordo.
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Uma segunda razão para dar o aval ao ataque, disse Trump, foi a conduta do Irã nas últimas décadas. Segundo o presidente, após pedir à sua equipe para compilar todos os ataques conduzidos pelo país nos últimos 25 anos, ele constatou que “todos os meses eles faziam algo ruim, explodiam ou mataram alguém”.
O chefe do Executivo americano também afirmou que o Irã começou a reconstruir algumas das instalações nucleares que os EUA e Israel atingiram durante junho do ano passado. Segundo a Axios, analistas independentes constataram a construção de atividades em algumas das instalações, mas não concluíram que o Irã tenha de fato retomado a atividade nuclear.
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Trump disse ainda ter tido “uma ótima conversa” com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que ambos estão “no mesmo comprimento de onda” sobre os ataques.
Mais cedo, os dois líderes anunciaram que os ataques deste sábado tinham por objetivo não apenas a destruição dos programas nuclear e de mísseis iraniano, mas também a mudança de regime no país — em um momento em que a Revolução Islâmica enfrenta a maior crise interna de seus 47 anos.
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Entre centenas de alvos no Irã, estava o complexo residencial do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Imagens de satélite mostram a destruição do local. Netanyahu afirmou haver “muitos indícios” de que Khamenei foi morto no ataque.
Em entrevista à ABC News, porém, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que Khamenei e Masoud Pezeshkian, presidente do país, estão “sãos e salvos”.
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