O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou o Irã nesta quinta-feira a chegar a um “acordo significativo” com os Estados Unidos ou “coisas ruins acontecerão”, enquanto um grande destacamento militar americano no Oriente Médio ganha forma. Ele alertou ainda que Washington “pode ter que ir um passo além” se nenhum acordo for alcançado, acrescentando que uma decisão pode ocorrer “nos próximos 10 dias”.
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— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza.
As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
Conversas indiretas: Sob pressão dos EUA, Irã diz que ‘princípios orientadores’ foram acordados em negociações nucleares
Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
De acordo com o site americano de notícias Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
Em atualização.
Tradição esvaziada: Sem diplomatas de carreira, Trump entrega negociações com Irã e Ucrânia a aliado e genro
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— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza.
As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
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Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
De acordo com o site americano de notícias Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
Em atualização.









