O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira os aliados de Washington pela resposta morna ao seu apelo para ajudar a proteger a navegação no Estreito de Ormuz durante a guerra dos EUA contra o Irã, mas acrescentou que “alguns países” já estão a caminho, sem citar quais. O mandatário americano também afirmou que as Forças Armadas já atacaram mais de 7 mil alvos em todo o Irã, “principalmente alvos comerciais e militares”.
Contexto: Estreito de Ormuz certamente seguirá bloqueado, diz novo líder supremo do Irã em primeiro pronunciamento
Após pressão de Trump: Alemanha diz que guerra contra o Irã ‘não tem nada a ver com a Otan’
— Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim — disse Trump durante uma reunião do Conselho do Centro Kennedy nesta segunda-feira, na Casa Branca, observando que a Europa, o Japão e outros países dependem do petróleo do Golfo Pérsico muito mais do que os Estados Unidos.
Trump acrescentou que, “durante 40 anos, estivemos protegendo vocês, e vocês não querem se envolver”, e que “encorajamos veementemente as outras nações a se envolverem conosco, e a se envolverem rapidamente e com grande entusiasmo”. Segundo ele, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, divulgará a lista dos países que estão a caminho do estreito “em breve”.
No sábado, Trump manifestou interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança no estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Mais tarde, ele aumentou a pressão sobre os aliados da Otan, declarando ao jornal Financial Times que a aliança enfrentaria um futuro “muito ruim” se seus membros não fizessem sua parte.
A recusa mais contundente ao seu esforço veio, mais cedo nesta segunda-feira, da Alemanha, cujo ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que “esta não é a nossa guerra; nós não a começamos”. Mais tarde, o chanceler Friedrich Merz reiterou que a guerra “não é assunto da Otan” e que a Alemanha não participará dela.
— Sempre ficou claro que esta guerra não é assunto da Otan — disse Merz, acrescentando que os EUA e Israel “não nos consultaram antes desta guerra”. — Nunca houve uma decisão conjunta sobre se deveríamos intervir. É por isso que a questão de como a Alemanha poderia contribuir militarmente não se sustenta. Não o faremos.
Altos funcionários do Japão, Itália e Austrália disseram, também nesta segunda-feira, que seus países não participariam dos esforços. Outros se mostraram evasivos, incluindo França, Coreia do Sul e Reino Unido, cujo primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que seu país não seria “arrastado para uma guerra mais ampla”.
Trump criticou Starmer na entrevista coletiva, dizendo estar “muito surpreso” com a atitude do Reino Unido em relação à guerra.
— Há duas semanas eu disse “por que vocês não enviam alguns navios?” e ele [Starmer] realmente não quis fazer isso. (…) Nós solicitamos dois porta-aviões, que eles têm, e ele realmente não quis fazer isso — disse Trump. — Não fiquei satisfeito com o Reino Unido. Acho que eles talvez se envolverão, mas deveriam se envolver com entusiasmo.
Em relação à França, quanto perguntado sobre as conversas com o presidente Emmanuel Macron, Trump disse que o país está numa “escala 8”, de zero a 10, no nível de disposição.
— Não é perfeito — disse Trump, dando de ombros. — Mas é a França.
Após reunião com ministros das Relações Exteriores dos 27 países do bloco europeu, a principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “esta não é uma guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo”. Por ora, afirmou, a UE não expandirá a operação marítima no Oriente Médio para ajudar a proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.
Os preços globais da energia dispararam com o tráfego de petroleiros praticamente paralisado no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent, referência global para o petróleo, chegou a atingir brevemente US$ 106 (R$ 507) nesta segunda-feira.
‘Obliterados’
Durante a entrevista coletiva, Trump também afirmou que os EUA já “conseguiram uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones” do Irã, acrescentando que “os mísseis estão chegando aos poucos agora porque eles não têm muitos mísseis restantes”. Ainda segundo o republicano, as Forças Armadas dos EUA já afundaram ou destruíram mais de 100 navios da marinha iraniana na última semana e meia.
— Eles foram literalmente obliterados disse — Trump, num discurso que se assemelhou ao realizado no ano passado após os ataques às instalações nucleares iranianas.
Ao falar sobre Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, Trump disse ter recebido relatos de seus assessores de que ele teria ficado desfigurado em decorrência de ataques, ou que teria perdido uma perna, enquanto outros dizem que ele estaria morto. Ele acrescentou que Washington não tem certeza com quem poderá negociar em Teerã.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, citando uma fonte iraniana não identificada, o filho do aiatolá Ali Khamenei, morto pelos bombardeios americano-israelenses no início da guerra, sofreu ferimentos leves, mas não foram divulgados detalhes. Ele também não fez nenhuma declaração até então.
Em atualização.
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— Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim — disse Trump durante uma reunião do Conselho do Centro Kennedy nesta segunda-feira, na Casa Branca, observando que a Europa, o Japão e outros países dependem do petróleo do Golfo Pérsico muito mais do que os Estados Unidos.
Trump acrescentou que, “durante 40 anos, estivemos protegendo vocês, e vocês não querem se envolver”, e que “encorajamos veementemente as outras nações a se envolverem conosco, e a se envolverem rapidamente e com grande entusiasmo”. Segundo ele, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, divulgará a lista dos países que estão a caminho do estreito “em breve”.
No sábado, Trump manifestou interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança no estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Mais tarde, ele aumentou a pressão sobre os aliados da Otan, declarando ao jornal Financial Times que a aliança enfrentaria um futuro “muito ruim” se seus membros não fizessem sua parte.
A recusa mais contundente ao seu esforço veio, mais cedo nesta segunda-feira, da Alemanha, cujo ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que “esta não é a nossa guerra; nós não a começamos”. Mais tarde, o chanceler Friedrich Merz reiterou que a guerra “não é assunto da Otan” e que a Alemanha não participará dela.
— Sempre ficou claro que esta guerra não é assunto da Otan — disse Merz, acrescentando que os EUA e Israel “não nos consultaram antes desta guerra”. — Nunca houve uma decisão conjunta sobre se deveríamos intervir. É por isso que a questão de como a Alemanha poderia contribuir militarmente não se sustenta. Não o faremos.
Altos funcionários do Japão, Itália e Austrália disseram, também nesta segunda-feira, que seus países não participariam dos esforços. Outros se mostraram evasivos, incluindo França, Coreia do Sul e Reino Unido, cujo primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que seu país não seria “arrastado para uma guerra mais ampla”.
Trump criticou Starmer na entrevista coletiva, dizendo estar “muito surpreso” com a atitude do Reino Unido em relação à guerra.
— Há duas semanas eu disse “por que vocês não enviam alguns navios?” e ele [Starmer] realmente não quis fazer isso. (…) Nós solicitamos dois porta-aviões, que eles têm, e ele realmente não quis fazer isso — disse Trump. — Não fiquei satisfeito com o Reino Unido. Acho que eles talvez se envolverão, mas deveriam se envolver com entusiasmo.
Em relação à França, quanto perguntado sobre as conversas com o presidente Emmanuel Macron, Trump disse que o país está numa “escala 8”, de zero a 10, no nível de disposição.
— Não é perfeito — disse Trump, dando de ombros. — Mas é a França.
Após reunião com ministros das Relações Exteriores dos 27 países do bloco europeu, a principal diplomata da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “esta não é uma guerra da Europa, mas os interesses da Europa estão diretamente em jogo”. Por ora, afirmou, a UE não expandirá a operação marítima no Oriente Médio para ajudar a proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz.
Os preços globais da energia dispararam com o tráfego de petroleiros praticamente paralisado no Estreito de Ormuz. O preço do petróleo Brent, referência global para o petróleo, chegou a atingir brevemente US$ 106 (R$ 507) nesta segunda-feira.
‘Obliterados’
Durante a entrevista coletiva, Trump também afirmou que os EUA já “conseguiram uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones” do Irã, acrescentando que “os mísseis estão chegando aos poucos agora porque eles não têm muitos mísseis restantes”. Ainda segundo o republicano, as Forças Armadas dos EUA já afundaram ou destruíram mais de 100 navios da marinha iraniana na última semana e meia.
— Eles foram literalmente obliterados disse — Trump, num discurso que se assemelhou ao realizado no ano passado após os ataques às instalações nucleares iranianas.
Ao falar sobre Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, Trump disse ter recebido relatos de seus assessores de que ele teria ficado desfigurado em decorrência de ataques, ou que teria perdido uma perna, enquanto outros dizem que ele estaria morto. Ele acrescentou que Washington não tem certeza com quem poderá negociar em Teerã.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, citando uma fonte iraniana não identificada, o filho do aiatolá Ali Khamenei, morto pelos bombardeios americano-israelenses no início da guerra, sofreu ferimentos leves, mas não foram divulgados detalhes. Ele também não fez nenhuma declaração até então.
Em atualização.








