O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avalia retirar tropas americanas da Alemanha e indicou nesta quinta-feira (01) que também poderá reduzir o contingente militar na Itália e na Espanha, ampliando a pressão sobre aliados europeus da Otan. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e líderes europeus que criticaram a condução da guerra no Oriente Médio pelos EUA.
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“Eles não têm estado propriamente a bordo”, disse Trump ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de reduzir o contingente militar nos dois países. “A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido absolutamente horrível. Sem dúvida.” Na véspera, o republicano já havia anunciado na Truth Social que os Estados Unidos estudavam reduzir o número de tropas estacionadas na Alemanha e que uma decisão seria tomada “nos próximos dias”.
A ofensiva do presidente americano não é inédita. Em março, Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA na Europa como forma de pressionar aliados que, segundo ele, não demonstram apoio suficiente à política externa americana.
Atritos com Itália e Espanha
Na Itália, a relação com a primeira-ministra Giorgia Meloni se deteriorou por causa da resistência de Roma em aderir diretamente ao conflito com o Irã. Antes uma aliada próxima de Trump, Meloni passou a ser alvo de críticas do presidente, que chegou a afirmar que lhe faltava “coragem”. O desgaste aumentou após a recusa italiana em autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos que transportavam armas para a guerra, além de críticas da premiê a falas de Trump sobre o papa Leão XIV.
Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais duros contra a atuação americana no Oriente Médio. Trump já chegou a ameaçar impor sanções comerciais ao país e sugeriu até mesmo a suspensão espanhola da Otan, hipótese considerada inviável dentro das regras da aliança. Atualmente, cerca de 3.200 militares americanos estão estacionados em solo espanhol.
Alemanha no centro da disputa
A Alemanha concentra a maior presença militar americana na Europa, com 36.436 militares da ativa estacionados permanentemente no país, segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA divulgados em dezembro de 2025. O chanceler Friedrich Merz entrou na mira de Trump após afirmar que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã e criticar a falta de uma estratégia clara para encerrar a guerra.
Trump respondeu diretamente em sua rede social, afirmando que Merz “não sabe do que está falando” e atacando também a situação econômica alemã. O presidente americano já havia feito ameaça semelhante durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel ainda comandava o governo alemão.
A guerra no Oriente Médio aprofundou o distanciamento entre Washington e seus aliados europeus. Enquanto países como Alemanha, Itália e Espanha defendem uma solução diplomática e evitam envolvimento militar direto, Trump tem usado a presença das tropas americanas como instrumento de pressão política, reacendendo dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Otan.
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A ofensiva do presidente americano não é inédita. Em março, Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA na Europa como forma de pressionar aliados que, segundo ele, não demonstram apoio suficiente à política externa americana.
Atritos com Itália e Espanha
Na Itália, a relação com a primeira-ministra Giorgia Meloni se deteriorou por causa da resistência de Roma em aderir diretamente ao conflito com o Irã. Antes uma aliada próxima de Trump, Meloni passou a ser alvo de críticas do presidente, que chegou a afirmar que lhe faltava “coragem”. O desgaste aumentou após a recusa italiana em autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos que transportavam armas para a guerra, além de críticas da premiê a falas de Trump sobre o papa Leão XIV.
Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais duros contra a atuação americana no Oriente Médio. Trump já chegou a ameaçar impor sanções comerciais ao país e sugeriu até mesmo a suspensão espanhola da Otan, hipótese considerada inviável dentro das regras da aliança. Atualmente, cerca de 3.200 militares americanos estão estacionados em solo espanhol.
Alemanha no centro da disputa
A Alemanha concentra a maior presença militar americana na Europa, com 36.436 militares da ativa estacionados permanentemente no país, segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA divulgados em dezembro de 2025. O chanceler Friedrich Merz entrou na mira de Trump após afirmar que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã e criticar a falta de uma estratégia clara para encerrar a guerra.
Trump respondeu diretamente em sua rede social, afirmando que Merz “não sabe do que está falando” e atacando também a situação econômica alemã. O presidente americano já havia feito ameaça semelhante durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel ainda comandava o governo alemão.
A guerra no Oriente Médio aprofundou o distanciamento entre Washington e seus aliados europeus. Enquanto países como Alemanha, Itália e Espanha defendem uma solução diplomática e evitam envolvimento militar direto, Trump tem usado a presença das tropas americanas como instrumento de pressão política, reacendendo dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Otan.










