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A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de drones de longo alcance em abril, de acordo com uma análise da AFP com base em dados divulgados pela Força Aérea Ucraniana. Moscou lançou 6.583 drones desse tipo em abril, um aumento de 2% em comparação com março. As negociações entre as partes em conflito para encerrar a guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 estão paralisadas.
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Leia também: Zelensky pede aos EUA detalhes sobre proposta russa de cessar-fogo em 9 de maio; entenda
Nesse contexto, os militares russos intensificaram seus ataques diurnos, enquanto anteriormente se concentravam na noite. A Ucrânia considera essa tática para causar o máximo de vítimas civis em uma guerra que já ceifou dezenas de milhares de vidas. O número de mísseis lançados por Moscou, 141, também aumentou 2% em comparação com o mês anterior, mas é inferior aos 288 lançados em fevereiro.
Segundo dados da Força Aérea Ucraniana, 88% dos drones e mísseis foram interceptados. Kiev vem desenvolvendo sua frota de drones desde o início da guerra e se vangloria da eficácia de seus drones interceptores. Alguns países do Golfo também usaram esses dispositivos para neutralizar os drones Shahed lançados pelo Irã em retaliação à recente ofensiva israelense-americana.
“A nova tática da Rússia de combinar um amplo ataque noturno com um ataque diurno igualmente amplo provavelmente causará um aumento no número de vítimas civis”, estimou o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) em abril.
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O objetivo da Rússia pode ser atingir mais “civis e infraestrutura civil, especialmente áreas públicas e abertas, particularmente agora que as temperaturas estão subindo e mais ucranianos podem estar ao ar livre”, acrescentou o think tank americano.
Para Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, esses ataques diurnos visam “aterrorizar civis” após o devastador bombardeio de Moscou à infraestrutura de energia durante o inverno, que deixou centenas de milhares de casas sem água, eletricidade e aquecimento.
“Há também um aspecto econômico. Ataques em massa no meio do expediente praticamente paralisam as atividades”, disse ele a repórteres no início de abril.
A Rússia afirma que ataca apenas alvos militares.

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Um homem de 36 anos foi preso pela polícia israelense suspeito de agredir e derrubar uma freira francesa em Jerusalém, em um ataque registrado por câmeras de segurança e divulgado nesta quinta-feira. O ataque ocorreu na terça-feira nas proximidades do Cenáculo, tradicionalmente apontado como o local da Última Ceia de Jesus, no Monte Sião.
As imagens mostram o agressor se aproximando da religiosa e a empurrando violentamente ao chão. Segundo autoridades israelenses, a vítima sofreu ferimentos e hematomas no rosto. Após buscas, o suspeito foi localizado e detido, e a polícia informou que pediria a prorrogação da prisão preventiva.
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Em comunicado, a polícia de Israel afirmou tratar ataques contra membros do clero e comunidades religiosas com “máxima seriedade” e disse adotar política de “tolerância zero” para atos de violência.
— A Polícia de Israel trata qualquer ataque a membros do clero e comunidades religiosas com o máximo de seriedade e aplica uma política de tolerância zero a todos os atos de violência. Em uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, permanecemos comprometidos em proteger todas as comunidades e garantir que os responsáveis por violência sejam responsabilizados — afirmou o órgão em publicação.
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O nome do agressor não foi divulgado. A freira trabalha como pesquisadora ligada à Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, revelou à AFP O padre Olivier Poquillon, diretor da Escola. Ele afirma que ela não deseja se manifestar publicamente.
— Ontem, por volta das 17h45 (horário local) … ela sentiu alguém se aproximar por trás e arremessá-la com toda a força contra uma pedra — descreveu Poquillon.
Imagens mostram momento em que freira é agredida
Polícia de Israel
Vídeos que circulam nas redes sociais nesta semana mostram o momento em que um javali selvagem atravessa em alta velocidade uma rua no centro de Batman, no sudoeste da Turquia, e atinge um pedestre que atravessava uma faixa de pedestres. O ataque, registrado por câmeras de segurança e compartilhado na internet, deixou três pessoas feridas e provocou pânico entre os moradores da cidade.
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As imagens mostram o animal correndo pela via principal sem reduzir a velocidade e avançando em direção aos pedestres. Um homem, vestido com camisa branca, colete preto e calça jeans, atravessava a rua sem perceber a aproximação do javali.
Assista:
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Em poucos segundos, o animal o atinge com força, lançando-o para o alto. O homem chega a dar uma cambalhota no ar antes de cair de rosto no asfalto, enquanto o javali segue correndo pela avenida.
Segundo relatos da imprensa local, o caso aconteceu na segunda-feira, quando o animal teria saído de uma área de floresta próxima e invadido a região urbana, passando a atacar pessoas de forma aleatória.
Pânico no centro da cidade
Além do homem atingido na faixa de pedestres, outras duas pessoas também ficaram feridas em incidentes separados provocados pelo mesmo javali. O episódio gerou correria e preocupação entre moradores que presenciaram a cena.
Equipes de emergência prestaram os primeiros socorros e encaminharam as três vítimas para um hospital da região. Até o momento, o estado de saúde delas não foi oficialmente divulgado.
Após os ataques, o javali retornou para a área de mata e não havia confirmação das autoridades locais sobre um novo avistamento do animal até a última atualização do caso.
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Internautas comentaram o episódio com espanto e também com humor diante da velocidade e da força do animal. Alguns chegaram a comparar o javali a um “tanque”.
“Nem mesmo numa faixa de pedestres há paz”, escreveu um usuário. Outro brincou: “Se tivesse placa, teríamos multado”. Um terceiro comentou: “Puxa vida, parece um tanque”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avalia retirar tropas americanas da Alemanha e indicou nesta quinta-feira (01) que também poderá reduzir o contingente militar na Itália e na Espanha, ampliando a pressão sobre aliados europeus da Otan. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e líderes europeus que criticaram a condução da guerra no Oriente Médio pelos EUA.
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“Eles não têm estado propriamente a bordo”, disse Trump ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de reduzir o contingente militar nos dois países. “A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido absolutamente horrível. Sem dúvida.” Na véspera, o republicano já havia anunciado na Truth Social que os Estados Unidos estudavam reduzir o número de tropas estacionadas na Alemanha e que uma decisão seria tomada “nos próximos dias”.
A ofensiva do presidente americano não é inédita. Em março, Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA na Europa como forma de pressionar aliados que, segundo ele, não demonstram apoio suficiente à política externa americana.
Atritos com Itália e Espanha
Na Itália, a relação com a primeira-ministra Giorgia Meloni se deteriorou por causa da resistência de Roma em aderir diretamente ao conflito com o Irã. Antes uma aliada próxima de Trump, Meloni passou a ser alvo de críticas do presidente, que chegou a afirmar que lhe faltava “coragem”. O desgaste aumentou após a recusa italiana em autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos que transportavam armas para a guerra, além de críticas da premiê a falas de Trump sobre o papa Leão XIV.
Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais duros contra a atuação americana no Oriente Médio. Trump já chegou a ameaçar impor sanções comerciais ao país e sugeriu até mesmo a suspensão espanhola da Otan, hipótese considerada inviável dentro das regras da aliança. Atualmente, cerca de 3.200 militares americanos estão estacionados em solo espanhol.
Alemanha no centro da disputa
A Alemanha concentra a maior presença militar americana na Europa, com 36.436 militares da ativa estacionados permanentemente no país, segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA divulgados em dezembro de 2025. O chanceler Friedrich Merz entrou na mira de Trump após afirmar que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã e criticar a falta de uma estratégia clara para encerrar a guerra.
Trump respondeu diretamente em sua rede social, afirmando que Merz “não sabe do que está falando” e atacando também a situação econômica alemã. O presidente americano já havia feito ameaça semelhante durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel ainda comandava o governo alemão.
A guerra no Oriente Médio aprofundou o distanciamento entre Washington e seus aliados europeus. Enquanto países como Alemanha, Itália e Espanha defendem uma solução diplomática e evitam envolvimento militar direto, Trump tem usado a presença das tropas americanas como instrumento de pressão política, reacendendo dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Otan.
Pelo menos três pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas após um grave acidente com um ônibus de passageiros em uma importante rodovia no oeste da Turquia, nesta sexta-feira (01). O veículo tombou na estrada entre Bandırma e Çanakkale, na região do distrito de Bandırma, depois que o motorista perdeu o controle da direção e colidiu contra a barreira de proteção da pista.
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Segundo relatos da imprensa local, o ônibus ficou de lado após o impacto, provocando momentos de pânico entre os passageiros. Testemunhas relataram cenas de desespero e confusão logo após o capotamento, enquanto ocupantes tentavam deixar o veículo.
Assista:
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Três mortes foram confirmadas ainda no local do acidente. Equipes de resgate e serviços de emergência foram acionados rapidamente e iniciaram o trabalho de retirada dos feridos do ônibus tombado.
Todos os passageiros feridos foram encaminhados para hospitais da região, onde receberam atendimento médico. De acordo com a mídia local, alguns deles permaneciam em estado grave. Os corpos das vítimas fatais foram levados para o necrotério do Hospital de Ensino e Pesquisa de Bandırma.
A principal via precisou ser temporariamente interditada para o trabalho das equipes de socorro e para a remoção dos destjos do acidente, mas foi reaberta após a liberação completa da pista.
Imagens circulam nas redes sociais
Redes sociais
Investigação sobre as causas
Até o momento, a polícia turca não divulgou oficialmente o que provocou o acidente. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da colisão fatal e identificar se houve falha mecânica, erro humano ou influência das condições da estrada.
O caso reacende a preocupação com acidentes rodoviários no país. Há poucos meses, outro grave acidente com ônibus deixou oito mortos e 26 feridos após um veículo cair em um desfiladeiro de aproximadamente 15 metros na cidade costeira de Antalya, no sul da Turquia.
Segundo relatos locais, alguns dos 34 passageiros foram arremessados para fora do ônibus lotado quando o motorista perdeu o controle em meio a forte neblina e pista molhada, ao se aproximar de um cruzamento em vários níveis.
O governador provincial, Hulusi Sahin, afirmou que as condições climáticas contribuíram para o acidente. “O chão estava molhado e havia neblina na área. Não é um lugar para dirigir em alta velocidade, mas parece que o ônibus estava em alta velocidade”, declarou.
Na ocasião, o ônibus colidiu violentamente contra as barreiras de proteção da estrada, que cederam com o impacto. Equipes de resgate também foram mobilizadas para atender as vítimas.
O ministro da Justiça da Turquia, Yilmaz Tunc, informou que foi instaurado um inquérito judicial sobre o caso. Segundo ele, um procurador-chefe adjunto e dois procuradores públicos foram designados para conduzir a apuração.
Após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado na última quarta-feira (29), a oposição bolsonarista pegou emprestado um roteiro executado pelo Partido Republicano nos Estados Unidos para defender que a vaga de Luís Roberto Barroso só seja preenchida a partir do ano que vem, após a eleição presidencial em outubro. Em 2016, a legenda de Donald Trump impediu que o então presidente Barack Obama nomeasse um novo ministro da Suprema Corte no último ano do mandato do democrata. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Arquidiocese de Nova York propôs pagar US$ 800 milhões (cerca de R$ 3,96 bilhões) para resolver as ações judiciais movidas por 1.300 pessoas que afirmam ter sofrido abuso sexual — quando menores de idade — por padres e funcionários leigos, de acordo com advogados que representam 300 dos acusadores. A arquidiocese pagaria a cada acusador pelo menos US$ 250 mil, de acordo com uma carta que descreve o possível acordo e que foi enviada na segunda-feira aos acusadores por dois dos advogados dos demandantes, Jeff Anderson e Trusha Goffe.
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Os advogados insistiram para que seus clientes aceitassem o acordo, alertando que a arquidiocese provavelmente entraria com pedido de falência caso contrário — uma medida que poderia prolongar o litígio e reduzir o valor dos futuros pagamentos do acordo.
“A arquidiocese precisa que todos os sobreviventes concordem com o acordo proposto para que ele possa prosseguir”, escreveram os advogados na carta enviada por e-mail, que foi obtida pelo The New York Times.
Nos termos propostos, apresentados após vários meses de mediação, ambas as partes concordaram que “todos os sobreviventes” com processos pendentes contra a arquidiocese devem aceitar o acordo. A frase “sem exceções” está escrita em negrito e sublinhada.
“Caso haja alguma resistência, o acordo global não será concretizado”, dizem documentos analisados ​​pelo Times, e a arquidiocese e “as partes participantes podem entrar com pedido de falência ao abrigo do Capítulo 11”.
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Um porta-voz de Anderson recusou-se a comentar. A proposta surge meses depois de a arquidiocese ter anunciado planos para cortar drasticamente os seus custos a fim de financiar o acordo. Em dezembro, afirmou que planeava angariar pelo menos US$ 300 milhões e que tinha reduzido o seu orçamento operacional em 10%. Vendeu também algumas das suas propriedades mais valiosas, incluindo a sua sede na Primeira Avenida e o terreno onde se situa o Hotel Palace, na zona leste de Manhattan, que foi vendido por cerca de US$ 490 milhões.
Diversas dioceses católicas em Nova York entraram com pedido de proteção contra falência, ao abrigo do Capítulo 11, incluindo as de Long Island e Buffalo. Nenhuma é tão grande ou influente quanto a Arquidiocese de Nova York, que representa 2,5 milhões de católicos em quase 300 paróquias em Manhattan, no Bronx, em Staten Island e nos subúrbios do norte da cidade. A arquidiocese também é uma das maiores proprietárias de terras da cidade, com bilhões de dólares em ativos imobiliários.
Em fevereiro, a arquidiocese empossou o bispo Ronald A. Hicks como seu 11º arcebispo, substituindo o cardeal Timothy Dolan, que liderou a arquidiocese por mais de 16 anos e ajudou a conduzi-la durante o processo de indenização por abuso sexual. Dolan apresentou sua renúncia ao papa no ano passado, após completar 75 anos, idade em que os bispos tradicionalmente se aposentam.
Representantes da arquidiocese não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Mas, em abril, o Our Town, um veículo de notícias local, noticiou que os líderes da igreja foram alertados de que a falência era uma possibilidade. Nos termos propostos, a arquidiocese depositaria US$ 800 milhões em um fundo fiduciário para os 1.300 sobreviventes, em duas parcelas ao longo de 15 meses. O primeiro pagamento, de US$ 615 milhões, seria efetuado em 27 de julho, de acordo com os documentos.
Os acusadores teriam a opção de um acordo de “pagamento rápido” de US$ 250 mil ou um processo de revisão de reclamações administrado pelo fundo fiduciário e realizado por um revisor de reclamações. A revisão levaria em consideração o que aconteceu com cada demandante e o efeito que isso teve sobre eles.
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A arquidiocese também teria que divulgar publicamente informações sobre os agressores e outros “documentos secretos” que ajudariam a “proteger melhor as crianças no futuro”, disseram os advogados. Além disso, seria obrigada a manter em seu site uma lista de bispos, padres e diáconos que foram “acusados ​​de forma crível” de abuso, e a atualizar periodicamente a lista com “futuras denúncias comprovadas”.
Até US$ 100 milhões do pagamento inicial de US$ 615 milhões seriam destinados a custos administrativos, incluindo as despesas dos advogados dos acusadores, US$ 30 milhões para o departamento jurídico da seguradora da arquidiocese e US$ 25 milhões para quaisquer reivindicações adicionais que possam surgir contra a arquidiocese com base na Lei de Violência Motivada por Gênero da cidade.
A arquidiocese contratou Daniel J. Buckley, um juiz aposentado da Califórnia, para mediar os termos do acordo. Buckley negociou um acordo entre a Arquidiocese de Los Angeles e as vítimas de abuso sexual em outubro de 2024, resultando em um acordo de US$ 880 milhões — a maior quantia individual já paga por uma diocese.
Uma das acusadoras, que pediu anonimato para falar sobre sua reação ao acordo proposto, disse que se sentiu coagida a aceitar os termos do acordo por causa da exigência de que não houvesse “nenhuma resistência” antes que a oferta pudesse prosseguir. Anderson e Goffe escreveram que estavam participando de sessões semanais de mediação há vários meses. Os advogados disseram que analisaram as finanças, os bens e a disponibilidade de seguros da arquidiocese para alcançar o “melhor resultado possível” para os acusadores.
“Se os processos contra a arquidiocese não forem resolvidos agora, é quase certo que a arquidiocese entrará com pedido de falência sob o Capítulo 11”, escreveram os advogados. “Isso daria início a um longo processo de falência, resultando em vários anos de disputas sobre os bens da arquidiocese, batalhas com suas seguradoras, milhões de dólares gastos em custos e taxas de falência e, provavelmente, um resultado financeiro igual ou pior para os sobreviventes.”
O governo colombiano avalia enviar à Índia 80 hipopótamos, um legado incomum do narcotraficante Pablo Escobar, após receber uma proposta do filho de um magnata indiano para acolhê-los nesse país e mitigar, assim, sua reprodução descontrolada.
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A Colômbia pretende sacrificar, a partir deste ano, parte dos 200 hipopótamos considerados uma espécie invasora no país, depois de serem introduzidos como uma excentricidade do barão da cocaína, morto pela polícia em 1993.
Na terça-feira, Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda esta decisão e ofereceu receber os hipopótamos em seu enorme centro de atenção aos animais Vantara, na Índia.
A ministra do Ambiente colombiana, Irene Vélez, divulgou, nesta quinta-feira (30), uma carta na qual o governo pede à Índia que confirme se o refúgio conta com as permissões necessárias para realizar a realocação dos animais e se suas instalações estão aptas a recebê-los.
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Também “para saber se (as autoridades indianas) autorizam ou não o traslado de hipopótamos para o centro Vantara”, escreveu Vélez no X.
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Na década de 1980, Escobar importou quatro hipopótamos para seu zoológico pessoal no centro do país.
Após sua morte, os animais fugiram e se estabeleceram às margens do rio Magdalena, onde alteraram o ecossistema e, inclusive, atacaram pescadores. Hoje, integram a maior manada do mundo fora da África.
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O Ministério do Ambiente estima que sem medidas de controle, poderiam chegar a 500 indivíduos em 2030.
As autoridades também realizam custosos processos de esterilização e propuseram seu traslado para outros países como alternativa ao sacrifício.
Vélez tinha dito recentemente que os hipopótamos são rejeitados por uma mutação genética devido à endogamia.
Grupos de defesa dos animais tentaram frear o sacrifício com um recurso judicial que foi negado por um tribunal.
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No entanto, por trás dessa opulência, existe uma história empresarial que começou com Dhirubhai Ambani, que fundou uma empresa têxtil na década de 1970 antes de expandir para a indústria petroquímica, lançando as bases para o império atual.
Após sua morte em 2002, o controle do conglomerado passou para seus filhos, o que levou a uma disputa interna que terminou com a divisão dos negócios. Mukesh Ambani assumiu a liderança de áreas-chave como energia e refino, enquanto seu irmão mais novo, Anil Ambani, manteve setores como telecomunicações e infraestrutura.
Ao longo dos anos, Mukesh consolidou sua posição à frente da Reliance Industries, impulsionando uma expansão significativa para novos mercados, particularmente com o lançamento de serviços digitais que transformaram o acesso à internet no país. Esse crescimento não apenas fortaleceu a fortuna da família, mas também posicionou a empresa como um ator-chave na economia global.
A corrida espacial tomou um rumo inesperado em direção à sustentabilidade global, com a construtora japonesa Shimizu Corporation revelando um projeto de engenharia colossal chamado Luna Ring. A iniciativa propõe circundar o equador da Lua com um cinturão ininterrupto de painéis solares para coletar energia continuamente e transmiti-la à Terra, superando as limitações climáticas e os ciclos de dia e noite que atualmente restringem as fontes de energia renováveis ​​em nosso planeta.
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De acordo com a documentação técnica da Shimizu, o projeto prevê um anel com aproximadamente 11.000 quilômetros de comprimento, atingindo uma largura de 400 quilômetros em seu ponto mais largo. A ideia central é transformar a Lua em uma enorme usina de energia que forneça energia limpa para qualquer região da Terra, independentemente de sua localização geográfica. Segundo a análise da empresa, essa mudança de paradigma busca ir além da dependência de recursos finitos, como os combustíveis fósseis, e adotar um modelo baseado em um fornecimento virtualmente ilimitado de energia verde.
O funcionamento do Anel Lunar depende de um sistema de conversão complexo, onde a radiação solar, que incide constantemente sobre a superfície lunar, seria transformada em eletricidade por células fotovoltaicas dispostas no cinturão. Cabos de alta capacidade transportariam essa energia para o lado visível da Lua. De lá, utilizando antenas transmissoras de 20 quilômetros de diâmetro, a eletricidade seria convertida em feixes de micro-ondas ou laser de alta densidade, que seriam emitidos diretamente para estações receptoras na Terra.
Essas estações, chamadas de rectennas no caso das micro-ondas, converteriam a energia recebida de volta em eletricidade para a rede elétrica global ou, alternativamente, em hidrogênio para armazenamento e combustível. Um aspecto crucial da proposta é a estratégia de construção, visto que, dada a impossibilidade logística de transportar todos os materiais da Terra, Shimizu propõe a utilização de recursos locais.
O projeto Luna Ring, planejado pela Shimizu Corporation
Divulgação/Shimizu Corporation
O regolito lunar seria processado para a obtenção de materiais essenciais como concreto, vidro, cerâmica e oxigênio. O plano diretor detalha que, para atingir esse nível de infraestrutura, seriam utilizadas equipes de robôs avançados operados remotamente da Terra. Esses robôs seriam responsáveis ​​por perfurar, nivelar o terreno e montar os módulos, trabalhando continuamente 24 horas por dia. A presença humana, embora limitada, seria necessária para auxiliar em tarefas técnicas complexas e supervisionar as operações.
A viabilidade tecnológica deste projeto é, por ora, tema de intenso debate na comunidade científica. Obstáculos como a logística espacial, a eficiência da transmissão de energia a longa distância e os custos operacionais extremamente elevados colocam o projeto Luna Ring no âmbito de propostas de longo prazo. Mesmo assim, Shimizu mantém um cronograma otimista que prevê o início da construção até 2035, com base nos avanços incrementais na mineração espacial e na robótica observados desde os experimentos da NASA e da JAXA no final do século XX.
A promessa desta rede de energia vai além da geração de eletricidade. Os proponentes do projeto apontam que a transição para uma sociedade do hidrogênio poderia reduzir drasticamente o impacto ambiental, já que esse combustível produz apenas água quando consumido. Sob essa perspectiva, a disponibilidade massiva de energia também permitiria o aprimoramento dos sistemas globais de abastecimento de água potável e alimentos. Com uma eficiência de transmissão atmosférica estimada em 98% tanto para lasers quanto para micro-ondas, a infraestrutura visa garantir que a energia solar captada no vácuo do espaço chegue aos centros de consumo terrestres com perdas mínimas, alcançando assim uma harmonia sustentável entre a humanidade e o meio ambiente.
O projeto, descrito como um desafio tecnológico sem precedentes, representa uma tentativa de transformar o sonho de energia inesgotável em uma realidade tangível. Enquanto as agências espaciais continuam com missões como a Artemis II, o conceito de Shimizu ressalta a importância estratégica da Lua não apenas como destino de exploração, mas também como componente fundamental da arquitetura energética do século XXI. O sucesso dessa visão dependerá, em última análise, de uma coordenação internacional sem precedentes para financiar e construir um projeto que, se concretizado, redefinirá o cenário energético mundial.
Entre montes de lixo, entulho e tendas improvisadas, a rotina de milhares de palestinos deslocados em Gaza passou a incluir mais uma ameaça além da guerra. Em meio a condições precárias e à destruição da infraestrutura básica, ratos e parasitas se espalham pelos acampamentos, atacando crianças durante o sono, destruindo pertences e contribuindo para o avanço de doenças, segundo reportagem da Reuters.
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A infestação ocorre em um cenário em que a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes do território foi forçada a deixar suas casas. Muitas dessas pessoas vivem hoje em estruturas improvisadas montadas em terrenos baldios, à beira de estradas ou sobre os restos de edifícios destruídos por bombardeios.
Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, imagens registradas nesta segunda-feira mostram moradores caminhando ao lado de acúmulos de lixo próximos às tendas, em um ambiente que favorece a proliferação de roedores, conforme documentado pela Reuters.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos. A poucos dias do casamento, Amani Abu Selmi, de 20 anos, descobriu que ratos haviam destruído parte de seu enxoval. As roupas e bolsas guardadas na tenda onde vive com a família foram roídas. O vestido tradicional bordado em tom bordô, usado em casamentos palestinos, também foi danificado.
— Toda a minha felicidade se foi, transformou-se em tristeza, que se transformou em desgosto – minhas coisas se foram, meu enxoval de casamento se foi — lamentou Amani Abu Selmi à Reuters.
Palestinos caminham ao lado de montes de lixo e entulho perto de tendas para deslocados internos, em meio à proliferação de roedores, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
Bashar Taleb / AFP
Os ataques acontecem principalmente durante a noite. Khalil Al-Mashharawi, de 26 anos, contou à Reuters que seu filho de três anos teve mãos e pés mordidos por um rato enquanto dormia. Dias depois, ele próprio também foi atacado. A família vive nas ruínas da antiga casa no bairro de Tuffah, no norte de Gaza. Para tentar se proteger, ele e a esposa passaram a dormir em turnos.
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— Eles atacam enquanto dormimos. Eles podem desaparecer por um ou dois dias antes de atacarem novamente, abrindo caminho sob as telhas do piso da casa — relatou Khalil Al-Mashharawi à Reuters.
A contenção do problema é limitada. Segundo moradores, armadilhas são escassas e pouco eficazes diante das condições dos abrigos destruídos e dos acampamentos improvisados. A situação tende a se agravar com a chegada do verão, de acordo com Mohamed Abu Selmia, diretor do hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.
Ele afirmou à Reuters que a escassez de materiais para controle de pragas, como veneno para ratos, contribui para o avanço da infestação. Israel restringe a entrada de diversos itens no território alegando risco de uso militar.
O COGAT, órgão militar israelense responsável pela coordenação de atividades nos territórios palestinos, informou à Reuters que facilitou a entrada de cerca de 90 toneladas de materiais para controle de pragas e mais de 1.000 ratoeiras nas últimas semanas, como parte de um esforço conjunto com parceiros internacionais para enfrentar o problema sanitário.
Apesar disso, os efeitos já são visíveis no sistema de saúde. — Todos os dias, os hospitais registram casos de pacientes internados devido a incidentes relacionados a roedores, principalmente entre crianças, idosos e doentes — afirmou Mohamed Abu Selmia à Reuters. Ele também alertou para o risco de doenças como febre da mordida de rato, leptospirose e até peste.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos
AFP
A crise sanitária está diretamente ligada ao colapso da infraestrutura em Gaza. Sistemas de esgoto e saneamento foram amplamente destruídos durante a guerra, enquanto a coleta de lixo praticamente deixou de funcionar. Com isso, resíduos e água contaminada se acumulam próximos às áreas onde famílias vivem, cozinham e se lavam. Segundo grupos humanitários, esse cenário criou condições ideais para a proliferação de roedores e parasitas.
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Dados da Organização Mundial da Saúde indicam a dimensão do problema. Reinhilde Van de Weerdt, representante da entidade no território, afirmou à Reuters que cerca de 17.000 casos de infecções relacionadas a roedores e ectoparasitas foram registrados em Gaza apenas neste ano.
— Esta é apenas a consequência infeliz, mas previsível, de pessoas que vivem em um ambiente habitacional precário — avaliou Reinhilde Van de Weerdt à Reuters.
A situação se desenvolve em paralelo à continuidade do conflito. Mesmo após um cessar-fogo anunciado em outubro entre Israel e o Hamas, os ataques persistem. Segundo a Reuters, mais de 800 palestinos foram mortos desde então, enquanto quatro soldados israelenses também morreram no período. Israel afirma que suas ações são motivadas por ameaças do Hamas e mantém restrições à entrada de ajuda humanitária por razões de segurança.
A Venezuela voltou a divulgar indicadores econômicos após anos de interrupção, em meio à intervenção dos Estados Unidos e à tentativa do governo de reorganizar as contas públicas, segundo o jornal El País. Dados atualizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV) mostram que a inflação foi de 32% em janeiro, 14,6% em fevereiro e 13,1% em março. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 649,5%. A publicação encerra um período de pelo menos uma década de apagão estatístico, durante o qual o BCV deixou de divulgar regularmente informações oficiais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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