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Entre montes de lixo, entulho e tendas improvisadas, a rotina de milhares de palestinos deslocados em Gaza passou a incluir mais uma ameaça além da guerra. Em meio a condições precárias e à destruição da infraestrutura básica, ratos e parasitas se espalham pelos acampamentos, atacando crianças durante o sono, destruindo pertences e contribuindo para o avanço de doenças, segundo reportagem da Reuters.
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A infestação ocorre em um cenário em que a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes do território foi forçada a deixar suas casas. Muitas dessas pessoas vivem hoje em estruturas improvisadas montadas em terrenos baldios, à beira de estradas ou sobre os restos de edifícios destruídos por bombardeios.
Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, imagens registradas nesta segunda-feira mostram moradores caminhando ao lado de acúmulos de lixo próximos às tendas, em um ambiente que favorece a proliferação de roedores, conforme documentado pela Reuters.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos. A poucos dias do casamento, Amani Abu Selmi, de 20 anos, descobriu que ratos haviam destruído parte de seu enxoval. As roupas e bolsas guardadas na tenda onde vive com a família foram roídas. O vestido tradicional bordado em tom bordô, usado em casamentos palestinos, também foi danificado.
— Toda a minha felicidade se foi, transformou-se em tristeza, que se transformou em desgosto – minhas coisas se foram, meu enxoval de casamento se foi — lamentou Amani Abu Selmi à Reuters.
Palestinos caminham ao lado de montes de lixo e entulho perto de tendas para deslocados internos, em meio à proliferação de roedores, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
Bashar Taleb / AFP
Os ataques acontecem principalmente durante a noite. Khalil Al-Mashharawi, de 26 anos, contou à Reuters que seu filho de três anos teve mãos e pés mordidos por um rato enquanto dormia. Dias depois, ele próprio também foi atacado. A família vive nas ruínas da antiga casa no bairro de Tuffah, no norte de Gaza. Para tentar se proteger, ele e a esposa passaram a dormir em turnos.
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— Eles atacam enquanto dormimos. Eles podem desaparecer por um ou dois dias antes de atacarem novamente, abrindo caminho sob as telhas do piso da casa — relatou Khalil Al-Mashharawi à Reuters.
A contenção do problema é limitada. Segundo moradores, armadilhas são escassas e pouco eficazes diante das condições dos abrigos destruídos e dos acampamentos improvisados. A situação tende a se agravar com a chegada do verão, de acordo com Mohamed Abu Selmia, diretor do hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.
Ele afirmou à Reuters que a escassez de materiais para controle de pragas, como veneno para ratos, contribui para o avanço da infestação. Israel restringe a entrada de diversos itens no território alegando risco de uso militar.
O COGAT, órgão militar israelense responsável pela coordenação de atividades nos territórios palestinos, informou à Reuters que facilitou a entrada de cerca de 90 toneladas de materiais para controle de pragas e mais de 1.000 ratoeiras nas últimas semanas, como parte de um esforço conjunto com parceiros internacionais para enfrentar o problema sanitário.
Apesar disso, os efeitos já são visíveis no sistema de saúde. — Todos os dias, os hospitais registram casos de pacientes internados devido a incidentes relacionados a roedores, principalmente entre crianças, idosos e doentes — afirmou Mohamed Abu Selmia à Reuters. Ele também alertou para o risco de doenças como febre da mordida de rato, leptospirose e até peste.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos
AFP
A crise sanitária está diretamente ligada ao colapso da infraestrutura em Gaza. Sistemas de esgoto e saneamento foram amplamente destruídos durante a guerra, enquanto a coleta de lixo praticamente deixou de funcionar. Com isso, resíduos e água contaminada se acumulam próximos às áreas onde famílias vivem, cozinham e se lavam. Segundo grupos humanitários, esse cenário criou condições ideais para a proliferação de roedores e parasitas.
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Dados da Organização Mundial da Saúde indicam a dimensão do problema. Reinhilde Van de Weerdt, representante da entidade no território, afirmou à Reuters que cerca de 17.000 casos de infecções relacionadas a roedores e ectoparasitas foram registrados em Gaza apenas neste ano.
— Esta é apenas a consequência infeliz, mas previsível, de pessoas que vivem em um ambiente habitacional precário — avaliou Reinhilde Van de Weerdt à Reuters.
A situação se desenvolve em paralelo à continuidade do conflito. Mesmo após um cessar-fogo anunciado em outubro entre Israel e o Hamas, os ataques persistem. Segundo a Reuters, mais de 800 palestinos foram mortos desde então, enquanto quatro soldados israelenses também morreram no período. Israel afirma que suas ações são motivadas por ameaças do Hamas e mantém restrições à entrada de ajuda humanitária por razões de segurança.

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A Venezuela voltou a divulgar indicadores econômicos após anos de interrupção, em meio à intervenção dos Estados Unidos e à tentativa do governo de reorganizar as contas públicas, segundo o jornal El País. Dados atualizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV) mostram que a inflação foi de 32% em janeiro, 14,6% em fevereiro e 13,1% em março. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 649,5%. A publicação encerra um período de pelo menos uma década de apagão estatístico, durante o qual o BCV deixou de divulgar regularmente informações oficiais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Desde o mês de março, o mundo acompanha o drama da baleia-jubarte batizada de Timmy (ou Hope), que encalhou repetidas vezes na costa do norte da Alemanha. Jovem, com cerca de 12 toneladas e 10 metros de comprimento, o animal foi encontrado emaranhado em redes de pesca em águas rasas do Mar Báltico, uma região considerada inadequada para a espécie. Ao longo de dias, equipes tentaram conduzi-lo de volta ao mar aberto, mas, sem sucesso, autoridades locais optaram nesta semana por uma operação que envolve uma grande “piscina” flutuante que o transporta neste momento por centenas de quilômetros até o Mar do Norte, com direito a rastreamento on-line da barca e grande cobertura midiática. Além do apelo popular, o caso expôs questões sobre os limites da intervenção humana em processos naturais e irreversíveis, e o dilema entre resgates pontuais e os esforços para a conservação sistêmica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No último fim de semana, o jornal israelense Haaretz revelou que ao menos quatro navios russos, carregados com trigo de áreas ocupadas da Ucrânia, atracaram no porto de Haifa (norte de Israel) desde o início do ano, com conhecimento das autoridades locais. Foi o estopim para uma crise diplomática entre dois países que mantêm uma complexa relação em tempos de guerra, envolvendo acusações de roubo, convocações de embaixadores e críticas à “diplomacia de Twitter”.
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Segundo o Haaretz, as embarcações fariam parte da chamada “frota fantasma” russa, usada para evadir sanções internacionais a commodities como o petróleo e grãos, especialmente aqueles obtidos em áreas sob ocupação russa na Ucrânia.
As tripulações transitam por rotas alternativas no Mar Negro, empregam táticas para atrapalhar sistemas de localização e realizam transferências de carga em alto-mar — de acordo com a publicação, a área próxima ao Estreito de Kerch, que separa a Rússia continental da Crimeia ocupada, é usada com frequência para a manobra.
Toneladas de grãos são vistas no porto de Izmail, na região de Odessa, na Ucrânia
STRINGER/AFP
Além das quatro embarcações confirmadas em portos israelenses em 2026 (um navio suspeito aguarda para atracar em Haifa), há registros de que o esquema é usado desde 2023, com mais de 30 embarques anotados em documentos das autoridades russas, consultados pela publicação.
Com o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, tropas de Moscou assumiram o controle de parte das vastas áreas de produção agrícola da Ucrânia, assim como de seus estoques de trigo e outras commodities. Segundo Kiev, cerca de 15 milhões de toneladas de grãos foram tomadas nos últimos quatro anos, e sua venda ajuda a fortalecer o esforço de guerra do Kremlin.
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Cerca de duas semanas antes da reportagem do Haaretz, o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, conversou com ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, sobre um navio cargueiro russo que recebeu permissão para atracar no porto de Haifa: na ocasião ainda de forma amena, disse que “a exportação ilegal de produtos agrícolas ucranianos roubados faz parte do esforço de guerra mais amplo da Rússia” e que “esse comércio ilegal de mercadorias roubadas não deve ser permitido”.
Com os novos detalhes, o ambiente pesou.
“Relações amigáveis entre Ucrânia e Israel têm o potencial de beneficiar ambos os países, e o comércio ilegal da Rússia com grãos ucranianos roubados não deve comprometer essas relações”, disse o chanceler ucraniano, na segunda-feira, no X. “É difícil entender a falta de resposta apropriada de Israel ao pedido legítimo da Ucrânia em relação ao navio anterior que entregou bens roubados em Haifa.”
No dia seguinte, o embaixador israelense na capital ucraniana foi convocado, e o presidente Volodymyr Zelensky se juntou ao coro.
“Em qualquer país normal, a compra de bens roubados é um ato que acarreta responsabilidade legal. Isso se aplica, em particular, ao grão roubado pela Rússia. Outro navio carregando tal grão chegou a um porto em Israel e está se preparando para descarregar. Isso não é — e não pode ser — um negócio legítimo”, escreveu no X. “As autoridades israelenses não podem ignorar quais navios estão chegando aos portos do país e que carga eles estão transportando.”
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Em resposta, Sa’ar afirmou que a Ucrânia não apresentou evidências de que navios com cargas vindas de áreas ocupadas tenham chegado a seus portos e partiu para o ataque.
— O governo ucraniano não apresentou um pedido de assistência jurídica. Apresentou apenas tuítes. Isso é necessário quando as alegações dizem respeito a atos criminosos cometidos no exterior. O governo ucraniano também não apresentou provas para suas alegações — disse em Jerusalém, na terça-feira. — Rejeitamos a diplomacia de Twitter e não nos deixaremos influenciar por ela. Dizemos novamente aos nossos amigos ucranianos: se vocês tiverem alguma prova de roubo, a apresentem pelos canais apropriados.
Um representante da Comissão Europeia declarou ao portal Euronews que as autoridades do bloco estão cientes das alegações sobre os navios russos em Israel, que “permanecem prontas para combater tais ações, incluindo medidas contra indivíduos e entidades em países terceiros, se necessário”, e que entraram “em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Israel”.
A jornalistas, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, disse que “prefere não comentar sobre isso de forma alguma nem me envolver nesse assunto”. A Rússia nega as acusações de roubo de grãos.
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Nos últimos quatro anos, Israel e Ucrânia mantiveram uma relação complexa. Em 2022, os israelenses não condenaram publicamente a invasão russa, tampouco se juntaram aos europeus e americanos na adoção de sanções e se recusaram a fornecer armas a Kiev, limitando-se a oferecer ajuda humanitária e não letal. Para analistas, uma tentativa de manter abertos os canais com ucranianos e russos, apesar da crescente retórica anti-Israel de Moscou nas últimas semanas.
Já em 2023, após o ataque do Hamas e o início da guerra em Gaza, Zelensky se pôs ao lado do governo de Israel de forma incondicional. Também demonstrou apoio à ofensiva de EUA e Israel contra o Irã (aliado da Rússia), mas não esconde o desconforto com o pouco interesse dos EUA em um acordo de paz para sua própria guerra. Desencontros entre Zelensky e o premier Benjamin Netanyahu e críticas do embaixador ucraniano em Israel a um sistema de alerta de ataques aéreos fornecido pelos israelenses ajudaram a azedar o clima.
No final de março, o líder ucraniano não incluiu Israel em uma viagem ao Oriente Médio, na qual ofereceu a expertise de seu país no uso de drones defensivos. Uma decisão esnobada pelos israelenses, já impacientes com o estilo de Zelensky e com suas demandas financeiras e militares.
— Zelensky está fazendo de tudo para que eles os levem a sério e está exagerando a ajuda ucraniana aos estados do Golfo para dizer que a Ucrânia é uma potência — disse um integrante do governo israelense ao portal Ynet, em condição de anonimato. — O motivo da raiva dos ucranianos é que eles nunca estão satisfeitos. Não importa o que você lhes dê, eles dirão que não é suficiente.
O primeiro de maio é o feriado do Dia do Trabalho — ou do Trabalhador, como é conhecido em alguns países — que celebra as lutas de trabalhadores por melhores condições no ambiente de trabalho e limites na jornada ao redor do mundo.
Neste ano, as questões trabalhistas têm voltado à pauta com o recente debate em torno do fim da escala 6×1.
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Mas o 1º de maio, que é comemorado em vários países com um feriado, é só mais um dia nos EUA. Justamente o país que deu origem à data não o celebra com um dia de descanso aos trabalhadores.
Ainda na época do rápido processo de crescimento industrial entre o fim do século XIX e o início do século XX, a falta de regulação trabalhista e de definições de limites nas horas de trabalho nas linhas de produção e a dificuldade de diálogo entre os funcionários e os patrões fizeram com que trabalhadores se organizassem em prol de melhores condições.
O Dia do Trabalho começou a ser comemorado no dia 5 de setembro de 1882 nos Estados Unidos. Foi quase no fim do verão no Hemisfério Norte, no dia 5 daquele mês, quando os trabalhadores de Nova York se reuniram em uma passeata, com direito a desfile portando estandartes e instrumentos musicais. O objetivo era demonstrar força e prosperidade da classe.
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Só que a expansão da celebração do Dia do Trabalho pelo mundo teve como origem protestos na cidade americana de Chicago. Em 1º de maio de 1886, os trabalhadores tomaram as ruas, junto da Federação Americana do Trabalho, a maior central operária dos Estados Unidos, e iniciaram um protesto que levaria dias.
Os trabalhadores, que tinham uma jornada de até 13 horas diárias por seis dias na semana, reivindicavam uma redução para oito horas de trabalho diárias, além de melhores condições nas indústrias.
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O protesto tomou forma. Mas foi alguns dias depois, na noite do dia 4, que as tensões aumentaram. Um confronto com a polícia começou, causando a morte de 11 pessoas e dezenas de feridos.
A notícia da manifestação chegou em todo o mundo. Em 1889, a Segunda Internacional (que reunia partidos socialistas e trabalhistas de vários países) definiu na França o dia do início do protesto — 1º de maio — como o Dia do Trabalho.
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— Os franceses pensam em criar a data no 14 de julho (data da queda da Bastilha, marco inicial da Revolução Francesa), mas o dia simbolizava a burguesia para eles. Naquele momento, isso não satisfazia os trabalhadores. A data do 1º de maio é pensada por conta de Chicago. E, na França, começa a ser celebrado em 1890, com “feriados forçados” e paralisações — diz Renata Moraes, professora de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
A celebração começou a se repetir nos anos seguintes com a reunião de trabalhadores em paradas comemorativas, mas também em manifestações por melhores condições laborais. Em 1920, foi a vez de a Rússia aderir à celebração.
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Além do Brasil, cerca de 80 países celebram o Dia Internacional do Trabalho, como Itália, Alemanha, China e Portugal.
Por aqui, a comemoração do 1º de Maio como feriado foi sancionada pelo presidente Artur Bernardes em setembro de 1924, começando a valer no ano seguinte. O governo do presidente mineiro teve pequenos avanços na legislação, como assistência médica e definição de aposentadoria para alguns setores.
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Acervo O Globo
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A decretação desses pontos foi uma consequência da grande greve geral de 1917, que começou em São Paulo. Trabalhadores paralisaram suas atividades nas fábricas reivindicando direitos trabalhistas.
Mas foi com o presidente Getúlio Vargas (1930-45 e 1950-54)que o 1º de maio ganhou força. Em 1931, a comemoração da abolição da escravidão, em 13 de maio de 1988, deixa de ser feriado, e a folga é transferida para o 1º de Maio, o Dia do Trabalho.
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A partir de 1938, o Estado Novo de Vargas começa a valorizar a ideia de trabalho, estimulando grandes passeatas pelo Rio de Janeiro.
– A festa passa a ter um tom pedagógico, passando um recado de exceção, valorizando quem trabalha. Vargas se utiliza dos grandes discursos, reforçando sua ideia de proximidade com o povo – diz a historiadora.
Foi em 1940 que o então presidente sancionou, naquele dia, a lei do salário mínimo. A partir dali, em todo dia 1º de maio era anunciado o reajuste do piso salarial.
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Dois homens foram executados nesta quinta-feira no sul dos Estados Unidos, na Flórida e no Texas. O primeiro passou quase 50 anos no corredor da morte. James Hitchcock, de 70 anos, foi condenado à morte em 1977 pelo assassinato, no ano anterior, de sua sobrinha de 13 anos, Cynthia Driggers.
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Seus quase 50 anos no corredor da morte o tornaram um dos presos que passaram mais tempo no corredor da morte nos Estados Unidos. Ele morreu por injeção letal na Penitenciária Estadual da Flórida em Raiford, informou o Departamento de Correções do estado em seu site.
No Texas, James Broadnax, de 37 anos, foi executado por injeção letal. Ele havia sido condenado à morte pelo roubo e assassinato, em 2008, de dois produtores musicais, Stephen Swan e Matthew Butler.
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Com as execuções de hoje, o número de execuções nos Estados Unidos desde o início do ano chegou a dez, todas por injeção letal. Seis dessas execuções ocorreram na Flórida, três no Texas e uma em Oklahoma.
Em 2025, um total de 47 presos foram executados, o maior número desde 2009, quando 52 foram registradas. A grande maioria das execuções nos Estados Unidos é feita por injeção letal, com 39 realizadas por esse método em 2025. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados. Três estados — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — têm uma moratória sobre ela.
Os jornalistas credenciados voltarão a entrar na Casa Rosada, sede do governo da Argentina, na segunda-feira, após mais de uma semana de bloqueio devido a uma denúncia de suposta espionagem, confirmou nesta quinta-feira à AFP uma fonte da Presidência.
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A medida revoga uma restrição inédita que, desde 23 de abril, impedia o acesso de cerca de 50 repórteres ao seu local habitual de trabalho, e que havia provocado críticas de associações de imprensa, líderes da oposição e da Igreja Católica. Além da reabertura, o chefe de Gabinete de MIlei, Manuel Adorni, dará uma entrevista coletiva no local na manhã de segunda-feira. Ele está no centro de um escândalo de corrupção, e nega todas as acusações.
O governo de Javier Milei havia justificado a decisão como uma medida “preventiva”, depois que a Casa Militar, responsável pela segurança da sede presidencial, promoveu uma investigação judicial contra dois jornalistas do canal Todo Noticias por terem filmado em setores supostamente restritos e sem autorização. Os jornalistas alegaram que contavam com permissão e que os locais registrados costumam ser visitados inclusive por crianças durante excursões escolares.
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O jornal Ámbito Financiero apresentou, em 24 de abril, um recurso de amparo judicial, enquanto o Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (Sipreba) preparava ações semelhantes. Na segunda-feira, o monsenhor Jorge Lozano, responsável pela Comunicação Social do Episcopado, aproximou-se da Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, para expressar solidariedade com os jornalistas impedidos de entrar e fez um apelo ao diálogo.
Milei mantém uma relação áspera com a imprensa, a quem desqualifica com insultos como “imundos” e, nas redes sociais, costuma publicar a sigla NOLSALP: “Não odiamos o suficiente os jornalistas”. Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, em relatório publicado nesta quinta-feira, “a injúria, a difamação e as ameaças do governo de Javier Milei contra jornalistas e veículos de comunicação críticos tornaram-se constantes desde sua chegada ao poder”. O país aparece na 98º posição (de um total de 180) no ranking global de liberdade de imprensa, uma queda de 11 posições em relação a 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (30). 

A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

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Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV. 

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

Lula também destacou que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula. 

“Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo. 

“Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

Título alterado às 22h07 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o fim da escala 6×1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.

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“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores”, disse Lula em cadeia nacional de Rádio e TV. 

“Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, complementou.

O tema tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.

Ainda no pronunciamento, o presidente antecipou o lançamento do Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada. A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% e permitir o uso de parte do FGTS para quitar débitos.

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.

Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse o presidente.

Além dessas duas medidas, Lula também abordou outros temas no discurso, como taxas reduzidas de desemprego e de inflação, ampliação da licença paternidade, mudanças no imposto de renda e auxílio para gás de cozinha. E afirmou que, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ações do governo brasileiro têm impedido a população de lidar com efeitos do aumento global do preço do petróleo. 

“Quando os combustíveis sobem, o custo do transporte cresce, o preço dos alimentos aumenta e o custo de vida fica mais caro para o povo. Mas o nosso governo agiu rapidamente. Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, disse Lula.

Ao menos cinco pessoas ficaram feridas em um ataque a faca em uma escola de Ensino Médio em Tacoma, Washington, nos Estados Unidos. Alunos, professores e funcionários foram surpreendidos na tarde desta quinta-feira (30), horário local.
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Segundo as primeiras informações, de acordo com a mídia norte-americana, quatro estudantes e um segurança ficaram feridos. Autoridades, como polícia e socorristas, foram informados de um possível esfaqueamento decorrente de uma briga. Ainda não está claro se as pessoas foram atingidas por um agressor ou se ficaram feridas enquanto tentavam fugir.
De acordo com as primeiras infomrações da mídia local, quatro pessoas ficaram em estado grave, mas não há informações sobre o tipo de ferimentos e se há risco de vida. O suspeito foi encontrado e detido pela polícia. A área está segura agora.
O canal Fox da região noticiou que todas as cinco vítimas foram levadas para um hospital local. Os policiais estão trabalhando na unidade para obter informações sobre o ocorrido. As autoridades disseram que ainda não está claro onde o suspeito conseguiu a faca utilizada.
O presidente Donald Trump ofereceu o segundo jantar de Estado de seu segundo mandato na noite de terça-feira (28), em homenagem ao monarca britânico, o Rei Charles III, e sua esposa, a rainha Camilla.
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Durante sua visita de Estado oficial, o rei procurou relembrar aos americanos os fortes laços culturais, históricos e políticos entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, em meio a tensões nas relações diplomáticas e à guerra entre EUA e Israel no Irã. Melania Trump, a primeira-dama, liderou os preparativos para o jantar, que, segundo a Casa Branca, visa homenagear a “relação especial” entre os dois países.
A seguir o menu do jantar oferecido, conforme fornecido pela Casa Branca.
Comidas
Primeiro prato: velouté de legumes da horta, palmito, chalotas tostadas e hortelã
O primeiro prato oferece um delicado velouté de ervas frescas, sedoso e aromático, complementado por uma refrescante salada de palmito. Finalizado com chalotas tostadas crocantes e um toque de hortelã fresca para dar frescor e contraste.
Segundo prato: Ravioli de ervas frescas da primavera, queijo ricota, morchelas e emulsão de parmesão.
O segundo prato consiste em um ravióli artesanal de ervas da primavera, com ervas da horta da Casa Branca, generosamente recheado com ricota cremosa, morchelas terrosas e delicadamente coberto com uma leve emulsão de parmesão, que realça a essência do prato.
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Terceiro prato: linguado à meunière, pavé de batata, alho-poró selvagem, ervilhas-de-cheiro, azeite de salsa
O terceiro prato é um clássico linguado à meunière, preparado com maestria e banhado em manteiga noisette (“nutty brown butter”). O peixe foi acompanhado por alho-poró selvagem (ramps) tenro, ervilhas-de-cheiro doces, pavé de batata (batatas em camadas) e com toque final refinado e sazonal de azeite de salsa.
Sobremesa: mel da Casa Branca, crémeux de fava de baunilha, bolo de chocolate sem farinha, joconde de amêndoa, sorvete de Crème Fraîche
Para a sobremesa, os convidados foram servidos com um bolo de chocolate em formato de colmeia, recheado com um creme de baunilha suave e delicadamente coberto com um joconde de amêndoas. O joconde, um pão de ló fino e leve como uma pluma, confere à sobremesa um sabor de nozes, equilibrado com uma farofa de manteiga noisette. A colmeia foi complementada com sorvete de crème fraîche e mel da Casa Branca.
De cenouras minúsculas a canteiros exclusivos: Ex-jardineiro da realeza britânica revela preferências do Rei Charles
Vinhos
Os vinhos a seguir foram selecionados para complementar o menu, homenageando a herança compartilhada e a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Reino Unido, e celebrando a força da vinicultura americana na atualidade.
Riesling “Heritage” 2024 da Hopkins Vineyards
Penner-Ash Pinot Noir “Willamette Valley” 2022, Penner-Ash Wine Cellars
Newton Chardonnay “Unfiltered” 2022, Vinhedo Newton
Entretenimento
O entretenimento da noite contou com apresentações de músicos militares dos Estados Unidos, incluindo os fuzileiros navais, o Exército e a Força Aérea, como a Banda de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, conhecida como “The President’s Own” (A Banda do Presidente), o Coral do Exército dos Estados Unidos, a Banda de Cordas do Exército dos Estados Unidos, os Trompetes Herald do Exército dos Estados Unidos, os Sargentos Cantores da Força Aérea dos Estados Unidos e a Banda de Cordas da Força Aérea dos Estados Unidos.
Arranjos florais e decoração
A decoração da noite reflete uma admiração compartilhada por jardins. Flores de cerejeira receberam os convidados logo na entrada do Grand Foyer. Inspiradas na beleza dos jardins ingleses, árvores imponentes e jardineiras floridas de lilás realçam o esplendor do ambiente. As mesas, cobertas com toalhas de linho verde plissadas, foram adornadas com flores da estação, como lilás, ranúnculos, flox e lírios-do-vale, ressaltando a beleza da primavera. O verde exuberante do jardim foi complementado por detalhes em dourado e branco.
As mesas foram postas com mais de 250 peças de vermeil da coleção da Casa Branca, juntamente com cerâmicas artesanais de renomados artistas americanos, incluindo Ben Wolff. O Serviço de Aniversário Clinton foi apresentado com menus pintados à mão, com os pratos servidos tanto na porcelana usada por Clinton quanto na usada por Bush. Enraizados em tradições apreciadas em ambos os lados do Atlântico, esses detalhes refletem a longa e duradoura amizade entre os Estados Unidos e o Reino Unido.

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