Os ministérios da Defesa do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram neste domingo (10) que suas defesas aéreas abateram diversos drones, sem feridos. Os EAU afirmaram ainda que o Irã é o responsável pelo ataque em seu território. Já o Kuwait informou que “drones hostis” foram detectados no espaço aéreo do país. Na costa do Catar, um navio cargueiro britânico sofreu um “pequeno incêndio” após ser atingido por drones de origem desconhecida, em ataque que Londres classificou como “escalada perigosa e inaceitável que ameaça a segurança das rotas marítimas”.
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Neste sábado (9), o Reino Unido anunciou que deslocará para o Oriente Médio o destróier HMS Dragon, atualmente no Mediterrâneo, em preparação para uma “futura missão internacional de proteção ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz”, uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta. De acordo com o o ministério britânico da Defesa, a decisão faz parte de um esforço de “planejamento rigoroso” para “garantir a segurança do estreito, quando as condições permitirem”, em uma coalizão internacional co-liderada com a França.
Horas antes do incidente com o cargueiro próximo a Doha, em conversa telefônica com o chanceler iraniano, o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, falou sobre os esforços “destinados a alcançar a paz e a reforçar a segurança e a estabilidade na região”.
Em comunicado, reproduzido pela rede catari AlJazeera, o premier enfatizou “que a liberdade de navegação é um princípio bem estabelecido que não admite concessões, e fechar o Estreito de Ormuz ou usá-lo como moeda de troca só levará ao agravamento da crise e a uma maior exposição dos interesses vitais dos países da região a mais perigo”.
Após o ataque, ainda de origem desconhecida, o Catar condenou o que chamou de “violação flagrante do princípio da liberdade de navegação e das disposições do direito internacional”.
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No Kuwait, o porta-voz do Ministério da Defesa, coronel Saud Abdulaziz Al-Atwan, afirmou que suas defesas aéreas responderam de acordo com os procedimentos estabelecidos após ter “lidado com drones hostis”.
Em meio aos relatos de ataques, uma explosão foi ouvida na cidade portuária iraniana de Chabahar, que, segundo a agência semioficial iraniana Mehr, teria sido causada por uma “operação planejada de destruição de munições não detonadas”.
Irã responde à proposta de paz
O Irã enviou sua resposta à mais recente proposta apresentada pelos Estados Unidos com o objetivo de encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro, quando Washington e Tel Aviv atacaram Teerã, informou neste domingo a imprensa estatal iraniana. A comunicação, também de acordo com a Irna, foi feita através do Paquistão, país que vem atuando como principal canal diplomático entre os países nas negociações indiretas.
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A agência afirmou que a resposta de Teerã se concentra em “acabar com a guerra na região e garantir a segurança marítima” no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
Antes do envio, segundo a TV estatal, o chefe do comando militar central do Irã, Ali Abdollahi, reuniu-se com o líder supremo Mojtaba Khamenei para abordar “novas diretrizes e orientações para a continuação das operações para enfrentar o inimigo”.
Homem enrolado em bandeira do Irã segura a imagem do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, em ato em Teerã
AFP
Segundo a rede americana CNN, o líder supremo desempenha papel crucial na estratégia da guerra e na condução das negociações com os Estados Unidos, apesar de seu isolamento desde o início da guerra e de seus ferimentos no joelho e nas costas. O Wall Street Journal, que ouviu uma fonte sob condição de anonimato, afirmou que Khamenei também sofreu queimaduras graves que atingiram rosto, braço, tronco e perna.
Altos funcionários da Guarda Revolucionária Islâmica têm comandado as operações diárias no teatro de guerra, juntamente com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. No início da semana, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou à mídia estatal que teve uma reunião de duas horas e meia com Khamenei, no primeiro encontro presencial relatado entre uma alta autoridade iraniana e o líder supremo.
(Com AFP)