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Três crianças ficaram gravemente feridas após caírem do andar superior de um ônibus escolar na tarde desta quarta-feira (7) em Ashton-in-Makerfield, na região metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Segundo a Polícia Metropolitana de Manchester (GMP), os alunos do ensino médio caíram por uma janela do último andar do veículo no período da tarde.
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De acordo com as autoridades, os ferimentos foram classificados como “potencialmente graves”, embora não haja, até o momento, indicação de risco de morte. As vítimas foram socorridas por equipes de emergência e levadas ao Hospital Infantil de Manchester; uma ambulância aérea chegou a pousar nas proximidades do local do acidente.
Investigação e atendimento às vítimas
O inspetor Simon Barrie, do distrito de Wigan da GMP, afirmou que a prioridade é garantir o atendimento adequado às crianças. “Este é um incidente grave que causará transtornos. Felizmente, não acreditamos que os ferimentos sejam fatais”, disse. Segundo ele, tudo indica, neste estágio inicial, tratar-se de “um acidente lamentável”, embora as circunstâncias ainda estejam sob investigação.
Em comunicado, a GMP informou que a apuração está em fase inicial e busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A Bolton Road chegou a ser interditada, provocando congestionamentos, especialmente no cruzamento com a Golborne Road, mas foi reaberta após as diligências iniciais dos agentes.
O vereador Danny Fletcher, do distrito de Ashton-in-Makerfield South, disse ter conversado com a polícia e relatou que algumas das crianças sofreram ferimentos que “podem mudar suas vidas”. Ele afirmou ainda ter entrado em contato com as escolas envolvidas para garantir apoio da prefeitura às famílias. “Meus pensamentos estão com as crianças e seus familiares”, declarou.
Moradores relataram a movimentação intensa de viaturas e ambulâncias no local. Uma vizinha disse ao Manchester Evening News que crianças contaram que a janela do último andar teria cedido antes da queda. A Transport for Greater Manchester (TfGM) confirmou o incidente, informou que três crianças foram levadas ao hospital e afirmou estar colaborando com a empresa de ônibus e com a polícia na investigação.

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Em meio a relatos de avanços nas negociações para encerrar a guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, surgiu com uma nova e inesperada demanda: para, ele, qualquer plano deve incluir a adesão obrigatória de países de maioria muçulmana do Oriente Médio e regiões próximas aos Acordos de Abraão, mecanismo criado em seu primeiro mandato para a normalização dos laços com Israel. Hoje, os Acordos contam com cinco signatários, mas há poucos sinais de que o grupo possa ganhar novos membros em breve, mesmo diante da pressão da Casa Branca.
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Na longa publicação em sua rede social, o Truth Social, Trump disse que em suas conversas com líderes mundiais sobre o conflito, alegou os EUA deveriam ser recompensados pelo trabalho para “tentar resolver esse quebra-cabeça tão complexo” criado pela guerra contra o Irã com a adesão em massa, obrigatória e simultânea aos Acordos de Abraão.
“É possível que um ou dois tenham um motivo para não o fazer, e isso será aceito, mas a maioria deveria estar pronta, disposta e apta a fazer deste Acordo com o Irã um evento muito mais histórico do que seria de outra forma”, escreveu Trump, antes de listar os países que gostaria de ver nos Acordos de Abraão: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (já membro), Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein (já membro).
O presidente não mencionou que o conflito lançado no dia 28 de fevereiro começou por decisão dele próprio, também sob pressão de Israel — antes disso, agências de inteligência de vários governos repetiram que o Irã não era uma ameaça iminente à segurança regional, e que estava a anos de distância de obter uma bomba nuclear. Trump tampouco se referiu aos impactos provocados pela ofensiva militar, como os ataques retaliatórios no Golfo e o fechamento do Estreito de Ormuz.
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Apresentados como um dos grandes feitos seus dois mandatos, os Acordos de Abraão têm como ponto central a normalização das relações com Israel, com a promessa de incentivos econômicos e ganhos políticos. A contenção da principal força militar e política antagonista aos EUA no Oriente Médio, o Irã, era outro objetivo declarado.
— Este acordo aumentou a estabilidade regional e a prosperidade econômica. Também criou uma oportunidade única na forma de uma coalizão regional contra a ameaça iraniana — afirmou, em janeiro de 2023, o então chanceler de Israel, Eli Cohen. — Meu objetivo é fortalecer os Acordos de Abraão existentes e expandir as relações com outros países.
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A iniciativa tem como membros Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos, Sudão (a ratificação foi adiada pela guerra civil) e Cazaquistão, o único não árabe. Ao contrário de propostas anteriores, não havia qualquer compromisso com a Questão Palestina.
“Os Acordos de Abraão foram modelados com base em uma ideia antiga defendida por alguns estrategistas israelenses: acordos bilaterais com Estados árabes garantiriam segurança por meio do comércio e das trocas econômicas, marginalizando os palestinos e adiando qualquer consideração sobre suas demandas por autodeterminação”, escreveu Arang Keshavarzian, professor de Estudos do Oriente Médio e Islâmicos na Universidade de Nova York, em artigo no Projeto de Pesquisa e Informação sobre o Oriente Médio.
No Truth Social, o presidente deixou claro quem é a “joia da coroa”: a Arábia Saudita. Seu antecessor, Joe Biden, investiu pesado para convencer Riad a se juntar à inciativa, e havia movimentos dos sauditas rumo a uma aproximação com Israel, como a autorização para o uso de seu espaço aéreo.
Mas tudo mudou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, dando início à guerra na Faixa de Gaza e à desestabilização subsequente do Oriente Médio. De acordo com documentos apresentados pelos militares de Israel, atribuídos à liderança do grupo, um dos objetivos do ataque era desestabilizar a expansão dos Acordos.
“Até outubro de 2023, acreditava-se que os sauditas estavam preparados para avançar com a normalização das relações mesmo sem a concretização imediata da solução de dois Estados”, escreveu Yoel Guzansky, pesquisador do Instituto Estudos de Segurança Nacional de Israel, em artigo publicado em fevereiro. “Desde então, o reino passou a considerar o apoio aos palestinos crucial para preservar sua legitimidade interna e proteger a posição do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman.”
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Os relatos sobre a escala da destruição em Gaza, aliada à crise humanitária e às mais de 70 mil mortes, elevaram a pressão por um Estado palestino, rejeitado pelo governo do premier israelense, Benjamin Netanyahu. As invasões do Líbano, com sinais de que Israel planeja retomar a ocupação militar, impulsionaram críticas à normalização. A guerra no Irã, na qual as monarquias do Golfo foram incluídas à revelia, demonstrou que a segurança prometida pelos Acordos de Abraão não era plena.
“Quando a guerra terminar, esses Estados se encontrarão numa encruzilhada, e o caminho que cada um seguirá é uma incógnita”, escreveu Marwan Muasher, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional, em artigo de abril, acrescentando que há diferenças crescentes entre países como Arábia Saudita e os Emirados Árabes sobre como lidar com Israel.
Além dos hesitantes sauditas, os Acordos de Abraão não entusiasmam os demais governos citados por Trump. E nem a pressão vinda da Casa Branca deve quebrar esse impasse.
No Paquistão, mediador das conversas entre EUA e Irã e que tem no discurso anti-Israel uma constante, alguns analistas chegaram a ventilar uma normalização no início da década, mas a forte oposição pública e a guerra em Gaza enterraram a ideia a médio ou longo prazo. O Catar, que assume uma postura de neutralidade no Oriente Médio e se apresentou como mediador em conflitos envolvendo os israelenses, rejeitou publicamente a oferta em tempos recentes. Contudo, a monarquia possui uma complexa e pouco transparente relação com Israel.
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O Egito, primeiro país árabe a estabelecer relações com Israel, tem rejeitado há anos as ofensivas americanas para se juntar aos Acordos, que incluem promessas de apoio econômico. As autoridades citam a existência de acordos entre os dois países, criticam a falta de solução para a Questão Palestina e veem a iniciativa como um caminho para a ampliação do poder israelense. A Jordânia tem laços com Israel desde 1994, mas exige que temas como um Estado palestino independente e o status de regiões anexadas por Israel, como Jerusalém Oriental, guiem acordos regionais de paz. Estima-se que três milhões de palestinos vivam no país.
Antes de outubro de 2023, a Turquia — que reconheceu Israel em 1949 — estava prestes a receber Netanyahu em Ancara, mas a guerra em Gaza interrompeu a aproximação, dando lugar ao antagonismo aberto e ao corte dos laços comerciais. Nos últimos tempos, o presidente Recep Tayyip Erdogan vinha ainda evitando tecer críticas aos Acordos de Abraão (como as feitas em 2022), mas sem dar sinais de que pretenda aderir.
Numa noite recente, Yusimi Castellano agachou-se sobre seu fogão de ferro, arrumando o carvão e colocando cuidadosamente o isopor e o plástico que usava como acendedor sobre ele. Usou um isqueiro para iniciar uma pequena fogueira. Uma fumaça tóxica invadia seu apartamento no 18º andar, espalhando-se eventualmente em direção ao antigo quartel militar onde se diz que começou a Revolução Cubana e às montanhas verdejantes que circundam Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Milhares de manifestantes marcharam nesta segunda-feira em La Paz para exigir a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, na quarta semana de protestos que provocaram escassez de produtos básicos em cidades importantes do país andino. Em um momento em que a Bolívia passa por aquela que já é considerada a pior crise econômica em quatro décadas, o mandatário de centro-direita que ascendeu ao poder em novembro classificou os atos como um teste à transição do país para uma economia mais aberta e para a democracia boliviana.
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— Há muitos interesses internos e externos em fazer esta democracia fracassar e provocar desordem regional — afirmou Paz em entrevista à rede de TV Wall Street Week, da Bloomberg, no sábado, a partir do Palácio Presidencial. — Esta é uma questão sobre saber se a democracia na Bolívia é viável ou não.
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Paz, que assumiu o cargo após duas décadas de governos socialistas, tem alternando entre tentativas de diálogo com os manifestantes e a mobilização de forças de segurança para reprimi-los. Em viagem à cidade de Sucre, nesta segunda-feira, o presidente anunciou que reduzirá seu salário pela metade — em uma medida quase simbólica, uma vez que o valor corresponde a 24 mil bolivianos (cerca de 17 mil reais) — e fez um novo apelo ao diálogo com as organizações que lideram os protestos. No entanto, descartou dialogar com manifestantes radicais que usem de violência.
— Uma minoria não pode governar, uma minoria não pode abusar de nós e faremos cumprir claramente a Constituição — advertiu o presidente, que já havia anteriormente destacado que o Ordenamento Jurídico boliviano permite o uso de força para contenção de distúrbios sociais.
O governo havia convidado a federação de agricultores de La Paz para negociações no domingo, mas a reunião foi cancelada devido a confrontos entre manifestantes e policiais no sábado. Também tinha sido pré-agendada uma reunião mensal de um conselho socioeconômico para quarta-feira, a fim de discutir legislações econômica de setores-chave, incluindo petróleo e gás, mineração, investimentos e lítio.
Nesta segunda, a praça onde fica o Palácio de Governo estava protegida por centenas de policiais de choque. Novos confrontos foram registrados. O acesso à Plaza de Armas foi cercado pelos agentes e por grades metálicas, cercas e correntes. Vendedores ambulantes comercializavam máscaras e vinagre, para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo, lançado nas marchas da semana passada. Imagens feitas por fotojornalistas no local mostram a área coberta de fumaça, provavelmente de bombas de efeito moral, e manifestantes usando pedras e fogos de artifício contra os policiais.
Manifestantes exigem renúncia do presidente boliviano, Rodrigo Paz
Marvin Recinos/AFP
Protestos, violência e ameaças
Os protestos começaram no início de maio com um chamado à greve da Central Operária Boliviana (COB), o maior sindicato do país. Os bloqueios de estradas já chegam a cerca de cinquenta pontos no território boliviano. Os manifestantes rejeitam a política econômica liberal de Paz, exigem aumentos salariais e o responsabilizam pela distribuição de gasolina de má qualidade que danificou milhares de veículos.
— O que queremos? Que renuncie! Quando? Agora! — gritavam uma multidão de agricultores, operários e caminhoneiros enquanto detonavam fogos de artifício e seguiam em direção a La Paz a partir da cidade vizinha de El Alto.
Protesto em La Paz reuniu agricultores, operários, caminhoneiros e apoiadores do ex-presidente Evo Morales
Marvin Recinos/AFP
Após ex-presidente não comparecer à audiência: Julgamento de Evo por suposto tráfico de menor é suspenso na Bolívia
No sábado, o governo tentou romper bloqueios nas estradas para viabilizar um corredor para a entrada de alimentos, remédios e gasolina em La Paz e El Alto. Outras cidades, como Cochabamba, Potosí e Oruro também enfrentam escassez de produtos básicos.
Os manifestantes retomaram os bloqueios no domingo horas após os confrontos com as forças de segurança. O ministro de Obras Públicas Mauricio Zamora disse ter sido alvo de emboscadas três vezes por manifestantes armados com pedras e explosivos no sábado, dizendo ter sentido que sua vida foi colocada em risco.
À sombra de Evo
Ainda durante a entrevista no sábado, Paz afirmou que há setores que não querem permitir que a Bolívia dê o próximo passo em sua transformação. O presidente assumiu o governo após cerca de 20 anos de governo do Movimiento ao Socialismo (MAS), sigla que por anos foi dirigida pelo ex-presidente Evo Morales.
— O passado não quer dar lugar ao presente e ao futuro, e isso faz parte do conflito que estamos vivendo — disse Paz, que afirmou vislumbrar controlar o déficit fiscal do país, fazer um processo de abertura econômica e dirimir tensões raciais e culturais até o fim de seu mandato. — Nosso governo representa o encerramento de um ciclo de gestão dos últimos 20 anos. Essa transição não será fácil, mas claramente é o caminho certo para liberar as forças produtivas da Bolívia.
Homem usa fogos de artifício durante protesto contra Paz
Aizar Raldes/AFP
Os agricultores, líderes sindicais e apoiadores de Evo Morales que exigem a renúncia de Paz, argumentam que, após seis meses no cargo, o presidente falhou em cumprir sua promessa de resolver a grave crise econômica da Bolívia. O ex-presidente, que se acredita estar escondido dentro do complexo de uma rádio na zona produtora de coca de Chapare, em Cochabamba — seu tradicional reduto político —, pediu a convocação de eleições antecipadas em 90 dias.
O governo dos Estados Unidos anunciou ter começado a fornecer “assistência alimentar emergencial e apoio logístico operacional” à Bolívia, para ajudar pessoas afetadas pela escassez de medicamentos e alimentos causada pelos bloqueios, segundo comunicado do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado americano no sábado. O secretário Marco Rubio afirmou na semana passada que os EUA não permitirão que “criminosos e traficantes de drogas derrubem líderes democraticamente eleitos em nosso Hemisfério”. (Com Bloomberg e AFP)
A primeira encíclica do Papa Leão XIV, apresentada na segunda (25), trata primordialmente do impacto da inteligência artificial (IA) na sociedade. Ao marcar posição contra a substituição do ser humano por uma mediação técnica, o pontífice se colocou em campo oposto a alguns dos mais poderosos e influentes nomes e empresas do mundo da tecnologia, incluindo Elon Musk, Mark Zuckerberg, OpenAI, Google, Marc Andreessen e Peter Thiel. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6×1, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), propõe que um dos dias de repouso semanal remunerado seja, preferencialmente, no domingo. 

O deputado apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório à comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o tema, que analisa a proposta ainda nesta segunda-feira.

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O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

Transição

A proposta do relator traz um período de transição para a redução da jornada de trabalho.

Em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 horas para 42 horas semanais.

Um ano após a entrada em vigor da mudança, reduziria mais duas horas, para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”, porém que a queda gradual reduz eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que lei ordinária poderá dispor sobre a jornada e descanso de regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

As novas regras não se aplicam aos trabalhadores com carga de trabalho igual ou inferior a 40 horas semanais.

Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes”, afirmou.

>> O que prevê o relatório:

60 dias após a promulgação da emenda constitucional:     

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso após ; 
  • jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 14 meses:

  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

Pejotização

Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores, classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, disse.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

A exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Contratos com a administração pública

Nos casos de contratos da administração pública direta e indireta, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta Emenda Constitucional.”

A medida vale para os contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados contratados passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta Emenda Constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta Emenda Constitucional”, diz o texto.

Os militares dos Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira ataques classificados como “de autodefesa” contra lançadores de mísseis e embarcações iranianas na região do Estreito de Ormuz, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom). De acordo com os militares, as ações ocorreram para proteger tropas americanas de ameaças das forças iranianas, em meio ao cessar-fogo e às negociações para encerrar a guerra.
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“As forças dos EUA realizaram ataques de autodefesa no sul do Irã hoje para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, disse o porta-voz do Centcom, Timothy Hawkins, à CNN em comunicado. “Os alvos incluíram lançadores de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas. O Comando Central dos EUA continua defendendo nossas forças enquanto atua com contenção durante o cessar-fogo em andamento.”
No início de maio, forças americanas também atingiram instalações militares iranianas após ataques considerados “não provocados” contra navios de guerra dos EUA que transitavam pela região.
Acordo segue pendente
Enquanto a situação em Ormuz segue tensa, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira que a Arábia Saudita, o Catar e o Paquistão normalizem as relações com Israel como parte de um acordo de paz com o Irã. Por sua vez, o Irã já havia alertado que ainda não está perto de chegar a um acordo de paz com os Estados Unidos, embora tenha havido progresso.
Trump argumentou que “após todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para resolver em conjunto esse quebra-cabeça muito complexo, deveria ser uma obrigação de todos esses países, no mínimo, assinar os Acordos de Abraão”, assinados a partir de 2020, que normalizaram as relações entre Israel e os países árabes.
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— Os países em questão são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (que já é membro), Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein (que também já é membro) — acrescentou.
Nos países muçulmanos que já fazem parte dos Acordos de Abraão, esses acordos gozam de pouca popularidade entre seus habitantes, principalmente porque não abordam o conflito palestino-israelense.
Países como a Arábia Saudita e o Catar declararam que jamais normalizarão suas relações com Israel a menos que um Estado palestino independente seja criado.
Uma delegação iraniana liderada pelo negociador-chefe, o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Ghalibaf; pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi; e pelo governador do Banco Central Abdolnaser Hemmati, viajou ao Catar nesta segunda-feira para avançar nas negociações.
Uma fonte próxima ao assunto indicou que a visita tem como foco questões relacionadas ao Estreito de Ormuz, ao urânio altamente enriquecido e à questão dos fundos iranianos congelados.
Na manhã desta segunda-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a alimentar as expectativas de um acordo iminente, depois de ter afirmado no fim de semana que era possível que “o mundo recebesse boas notícias nas próximas horas”.
— Pensávamos que poderíamos ter notícias ontem à noite [domingo], ou talvez hoje [segunda-feira], mas eu não daria muita importância a isso — disse Rubio em Nova Délhi, referindo-se ao possível acordo.
Mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, respondeu que “isso é algo que ninguém pode afirmar com certeza”.
‘Esmagar’ o Hezbollah
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira que ordenou ao Exército que intensificasse sua ofensiva no Líbano para “esmagar” o Hezbollah, depois que, segundo ele, o grupo apoiado pelo Irã atacou forças israelenses com drones. “Ordenei a aceleração de nossas operações”, declarou o primeiro-ministro israelense em um vídeo publicado em seu canal no Telegram.
O líder israelense declarou no domingo que concordou com Trump que “qualquer acordo final com o Irã deve eliminar completamente a ameaça nuclear” antes que a paz possa ser alcançada.
As forças americanas e iranianas mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto as negociações diplomáticas continuam em busca de uma solução para o conflito. Mesmo assim, o Irã continua bloqueando a navegação no Estreito de Ormuz, e os EUA continuam bloqueando os portos iranianos.
Baqai afirmou que o Irã continuará controlando o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz mediante a cobrança de taxas, mas garantiu que isso não significa que Teerã queira “cobrar pedágios”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu uma ordem para restabelecer o acesso internacional à internet, informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira, citando um funcionário. A conexão foi quase totalmente interrompida durante quase 90 dias em decorrência da guerra contra os Estados Unidos e Israel. Agências internacionais noticiaram que o mecanismo de como e quando o Irã se retomaria o acesso à internet global no país ainda é desconhecido. Esta não é a primeira interrupção digital que o país enfrenta, mas especialistas em infraestrutura da internet acreditam que seja quase sem precedentes em sua gravidade e precisão.
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Segundo o observatório de internet NetBlocks, a maioria da população do país, de mais de 90 milhões de habitantes, não conseguiu acessar a internet mundial por pelo menos 87 dias até esta segunda-feira. Apenas alguns cidadãos tiveram acesso à rede por meio de VPNs caras e avançadas que contornam as restrições, proibidas no país.
As autoridades inicialmente impuseram um apagão da internet a partir de 8 de janeiro em resposta a protestos em massa contra o governo que tomaram conta do país e foram reprimidos com grave violência. Em fevereiro, as conexões voltaram gradualmente ao normal, pouco antes de um novo apagão ser iniciado após o início da Operação Fúria Épica, quando as Forças Armadas americanas e israelenses bombardearam o Irã em 28 de fevereiro.
Em tempos normais, o acesso à internet global permanece fortemente restrito no país por meio da censura de muitos sites. Enquanto isso, as autoridades da República Islâmica dependem cada vez mais de uma intranet para fornecer serviços conectados sem depender da internet mundial, principalmente para escolas que atualmente seguem um currículo online.
Ao longo das últimas semanas, muitos líderes empresariais iranianos e ativistas pela liberdade na internet denunciaram o bloqueio como uma violação dos direitos humanos e uma grave ameaça a uma economia que já se encontrava em profunda crise.
Há relatos de que a teocracia recorreu a “jammers” — supostamente de uso militar — para bloquear o acesso ao Starlink, que é proibido no país. Paralelamente, forças de segurança passaram a apreender antenas parabólicas em cidades como Teerã, Sanandaj e Isfahan, além de Marivan, Mahabad e Baneh, noticiou a BBC Persian.
Após anos priorizando o bloqueio eletrônico de sinais, o regime indica agora uma mudança de estratégia, com a retomada da retirada física das parabólicas como forma de controle das comunicações.
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Fim da guerra
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira que foi alcançado um certo grau de entendimento com os Estados Unidos em muitas questões, mas deixou claro que um acordo não é iminente. A declaração ocorre dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, elevar a expectativa pelo fim da guerra ao afirmar que um acordo tinha sido “em grande parte negociado”, apesar do recuo de domingo, quando apontou que Washington não pretende “se precipitar” para alcançar termos finais sem que os objetivos americanos sejam atingidos.
— É correto afirmar que chegamos a conclusões sobre grande parte das questões, mas ninguém pode afirmar que isso significa que a assinatura de um acordo seja iminente — disse Baghaei a repórteres, em declarações transmitidas pela emissora estatal iraniana.
Baghaei descreveu o acordo como uma estrutura preliminar que não entra em detalhes sobre as questões mais espinhosas e reiterou a exigência de Teerã de que a guerra termine em todas as frentes, incluindo o Líbano.
— O foco das negociações é o fim da guerra e, nesta fase, não há discussão sobre detalhes nucleares — acrescentou o porta-voz, referindo-se a um dos principais pontos de discórdia: o programa nuclear iraniano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio à crise provocada por protestos e bloqueios de estradas no país vizinho, que já afetam o abastecimento em algumas regiões bolivianas.
A pedido de Rodrigo Paz, o presidente brasileiro determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia. O Planalto, no entanto, não detalhou quais tipos de assistência serão encaminhados nem o prazo para o envio do auxílio.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto após o telefonema, Lula manifestou solidariedade ao governo e à população da Bolívia diante da situação humanitária enfrentada pelo país. Durante a conversa, o presidente brasileiro defendeu o respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito e afirmou que a saída para a crise deve ocorrer por meio do diálogo entre o governo e os movimentos sociais.
Ainda de acordo com o governo brasileiro, Lula ressaltou a importância de evitar episódios de violência e de preservar a paz social durante as negociações.
Na última quarta-feira, Rodrigo Paz anunciou mudanças em seu gabinete para incluir setores sociais que exigem participação em seu governo, em um esforço para conter os fortes protestos sociais que pedem sua renúncia. Paz, com apenas seis meses no poder, enfrenta pressão social, principalmente de povos indígenas, agricultores e mineiros, que mantêm bloqueios de estradas em La Paz e arredores há três semanas, em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.
Vários países europeus enfrentaram altas temperaturas nesta segunda-feira (25), algo muito acima do normal para o mês de maio, com 34,8º C nos arredores de Londres, oito departamentos em alerta laranja na França e previsão de até 38º C na Espanha durante a semana.
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Assembleia Geral: ONU adota resolução que obriga países a cumprirem metas climáticas; EUA, Irã, Israel e Rússia se opõem
O Reino Unido, onde o máximo já registrado em um mês de maio foi de 32,8º C em 1922 e em 1944, registrou temperatura recorde para o mês.
Em Kew Gardens, ao sul de Londres, foram registrados 34,8º C, indicou no X a agência meteorológica nacional, Met Office. “Os recordes costumam ser superados apenas por décimos de grau, o que torna esta onda de calor excepcional para esta época do ano”, destacou.
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Cientistas afirmam que a mudança climática provocada pelo ser humano está intensificando os fenômenos meteorológicos extremos, como ondas de calor, secas e inundações, o que faz com que os recordes de temperatura sejam superados com mais frequência.
Greg Dewhurst, meteorologista da Met Office, declarou à AFP que o aumento das temperaturas extremas é “um claro indício da mudança climática em ação” e que é muito provável que isso se torne “o novo normal”.
Lindy Brand-Daloze, de 66 anos, uma australiana que vive em Londres há 12 anos, não se lembra de um calor semelhante em maio.
— Espero que a geração mais jovem leve isso realmente a sério e mude seus hábitos. Mas quando vemos os dirigentes de todo o mundo, que não se importam nem um pouco, é realmente preocupante— destacou.
Na semana passada, os assessores sobre o clima alertaram o governo britânico de que o país está “construído para um clima que já não existe” e o instaram a adaptar infraestruturas como escolas e hospitais.
A agência meteorológica britânica declarou, no domingo, uma onda de calor em oito regiões da Inglaterra, entre elas a Grande Londres e os condados de Suffolk e Essex (leste do país). Essa classificação é acionada quando as temperaturas superam os 27º C durante três dias consecutivos, limite que em Londres se situa em 28º C.
Alerta laranja na França
Na Espanha, a agência estatal de meteorologia (Aemet) alertou no X que o “episódio de temperaturas extraordinariamente altas para a época do ano” continuará “em todo o país e durante toda a semana, exceto nas Ilhas Canárias”.
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Além disso, a partir de quarta-feira haverá “noites tropicais generalizadas no sudoeste da Península”, acrescentou, especificando que o pico de temperaturas chegará “entre quarta e sexta-feira, com máximas generalizadas de 36–38º C”.
Na França, o instituto nacional de meteorologia (Météo-France) declarou alerta laranja por onda de calor em oito departamentos, um nível acima do “episódio de calor muito forte” em que o país está imerso desde domingo.
O alerta laranja corresponde a episódios de onda de calor, isto é, pelo menos três dias e três noites seguidos de calor intenso.
Nesta segunda-feira, 18 departamentos do oeste e da Île-de-France, onde fica Paris, estavam em alerta amarelo (pico de calor intenso ou calor persistente); algo que nunca havia ocorrido em um mês de maio desde que esse sistema foi criado, em 2004.
A comuna de Bergerac registrou máxima de 34,7 °C, enquanto as cidades de Nantes e Angers (centro-oeste) não ficaram muito atrás.
Para terça-feira, são esperadas temperaturas entre 32 °C e 35 °C em grande parte da região da Bretanha (norte), “com picos de 36 °C e até 37 °C previstos no sul do país”, indicou a Météo France.

A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou há pouco a análise da proposta do fim da escala 6×1. O colegiado pretende votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

O Executivo e a Câmara fecharam um acordo nesta segunda-feira (25) que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC).

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Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também nesse prazo a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas semanais, e 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais

O acordo foi anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e de Relações Institucionais, José Guimarães.

“A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 horas em um ano, após essa primeira redução de 2 horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta.

Ao iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), agradeceu o empenho de Motta na tramitação da proposta e disse que a ação do governo foi fundamental para o avanço do debate.

“O momento político de a gente ter um governo que tem compromisso com a classe trabalhadora também nos ajudou. Tem um conjunto de fatores que permite que a gente possa estar fazendo história nesse momento”, afirmou.

A proposta, após a promulgação da PEC, em 60 dias:

  •     início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; 
  •     jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 1 ano:

  •  jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais. 

O trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2).

Regras para MEI 

O presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou a proposta para que os microempreendedores individuais (MEI) sejam autorizados a contratar mais empregados, aumentando ainda o valor do faturamento. 

Atualmente, os MEI só podem contratar um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria. 

“A ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho. Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho”, explicou Motta. 

A mudança para os MEI e possíveis alterações para categorias específicas devem ser tratadas depois da aprovação da PEC, em projeto de lei com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalidades que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade”, acrescentou Hugo Motta.

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