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O Departamento de Polícia de High Springs, na Flórida, prendeu na manhã desta quarta-feira (15) KaShawn Nicola Roper, de 50 anos, apontada como principal suspeita do assassinato de Jazmyn Henrion, ocorrido em 2020, em Kansas City, no estado do Missouri. Roper era procurada pelo FBI e havia sido incluída, um dia antes da captura, na lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados da agência, que chegou a oferecer recompensa de até US$ 1 milhão por informações que levassem à sua localização.
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A prisão ocorreu sem resistência durante uma abordagem policial após autoridades locais receberem informações sobre a presença da suspeita na região. Ela foi encaminhada a uma unidade de detenção e aguarda o processo de extradição para o Missouri, onde responderá às acusações. Segundo comunicados oficiais divulgados à imprensa americana, a operação contou com colaboração entre forças locais e federais.
Crime chocou comunidade e mobilizou investigação nacional
O caso remonta a 23 de agosto de 2020, quando Jazmyn Henrion, de 23 anos, foi morta a tiros dentro de um carro. Outra mulher ficou ferida. De acordo com as investigações, o ataque teria ocorrido após uma altercação. Henrion, mãe de três filhos, morreu no local, o que gerou forte repercussão na comunidade local.
Roper foi formalmente indiciada semanas depois por homicídio em segundo grau, uso criminoso de arma de fogo e porte ilegal. Em julho de 2021, um mandado federal foi expedido após a suspeita deixar o estado, ampliando a busca em nível nacional. Ainda assim, ela permaneceu foragida por quase seis anos.
A inclusão na lista dos mais procurados do FBI, que raramente conta com mulheres, foi considerada decisiva. Segundo a própria agência, mais de 500 fugitivos já foram capturados após entrar no ranking desde sua criação, em 1950.
Próximos passos do processo
Com a prisão, o caso entra agora em uma nova fase judicial. Roper deverá ser transferida para o Missouri, onde enfrentará formalmente as acusações no tribunal do condado de Jackson. O processo inclui apresentação de provas, depoimentos e julgamento, sob supervisão judicial.
Para as autoridades, a captura representa um avanço significativo após anos de investigação. Em declarações divulgadas à imprensa, representantes do FBI destacaram que a cooperação entre diferentes esferas policiais e a participação da população foram fundamentais para localizar a suspeita.
A prisão também reacende a expectativa de desfecho para um caso que permaneceu sem solução por anos e que agora poderá avançar no sistema de Justiça dos Estados Unidos.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (5), que a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável.

No dia 30 de abril, ele foi preso a bordo da Flotilha Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza, que foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia.

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Além de Ávila, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido e levado para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais.

“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, acrescentou o presidente.

A prisão preventiva de Ávila e de Abu Keshek foi prorrogada até esta terça-feira.

Os ativistas faziam parte de uma segunda flotilha da Global Sumud, lançada em uma tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza por meio da entrega de assistência humanitária. Os navios haviam zarpado de Barcelona em 12 de abril.

As autoridades israelenses justificaram a prisão por suspeita de crimes que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista e transferência de propriedade para uma organização terrorista.

Em outubro do ano passado, os militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da organização e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.

A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), ligada à ONU, alertou para uma crise humanitária “sem precedentes” devido à permanência de cerca de 20 mil marinheiros no Golfo Pérsico, presos em embarcações desde o início da escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Com o tráfego praticamente paralisado no Estreito de Ormuz, as tripulações seguem sem previsão de retorno para casa, muitas sem acesso regular a água potável e, em alguns casos, sem receber salários há meses, segundo a rede CNN.
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Sem poder atracar em portos iranianos, considerados áreas de risco, e diante de restrições logísticas e de visto nos países árabes vizinhos, milhares de trabalhadores do mar — muitos vindos de nações em desenvolvimento — ficaram encurralados em alto-mar. A principal rota de saída, o Estreito de Ormuz, permanece praticamente fechada.
— Temos cerca de 20 mil marinheiros no Golfo há quase oito semanas. É uma crise humanitária. Nunca enfrentamos algo assim — afirma Damien Chevallier, diretor de segurança marítima da IMO. — É uma situação sem precedentes.
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No domingo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma operação, batizada de “Projeto Liberdade”, para guiar as embarcações presas para fora da região. Segundo ele, a medida tem caráter “humanitário” e busca ajudar embarcações bloqueadas que enfrentam escassez de alimentos e suprimentos essenciais. A operação prevê o uso de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares, de acordo com o Comando Central dos EUA. No entanto, até o momento, milhares de marinheiros e centenas de embarcações permanecem presas no estreito.
O bloqueio da passagem é resultado de medidas conflitantes adotadas pelo Irã e pelos EUA. De um lado, a República Islâmica passou a restringir a navegação, permitindo a passagem apenas de embarcações de países considerados “amigáveis” mediante pagamento de taxas. De outro, o governo Trump impôs um bloqueio naval e ameaça sancionar empresas que aceitem essas condições.
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O impasse reduziu drasticamente o fluxo no estreito, de mais de cem navios por dia, em condições normais, para apenas algumas embarcações. Centenas de navios agora tentam deixar a região.
— Entre 800 e 1.000 embarcações gostariam de atravessar o Estreito de Ormuz para evacuar a área — diz Chevallier.
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Enquanto isso, as condições a bordo se deterioram. Relatos de tripulações apontam escassez de alimentos e água potável, além de jornadas prolongadas sem perspectiva de substituição.
O caso do petroleiro Auroura ilustra a gravidade da situação. Vinculado à chamada “frota fantasma” iraniana, o navio permaneceu semanas parado após o início da guerra. Tripulantes indianos relataram ter sido pressionados pelo armador a seguir viagem até o Irã para carregar petróleo, apesar dos riscos.
— A tripulação enfrenta escassez de suprimentos básicos. Eles querem voltar para casa — afirma Manoj Yadav, representante sindical.
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Segundo a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), casos como esse se repetem em toda a região.
— Não é apenas repatriação, é abandono — destaca Mohamed Arrachedi, da entidade. — Alguns marinheiros não recebem há meses.
Além das dificuldades materiais, há denúncias de intimidação por parte de armadores, que ameaçam reter salários ou impor punições a trabalhadores que se recusam a navegar em áreas de risco.
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Em alguns casos, o perigo já se concretizou. Desde o início do conflito, ao menos 10 marinheiros morreram em ataques a embarcações, segundo a IMO. Tripulantes relatam dormir vestidos, prontos para evacuar em caso de emergência.
O Auroura chegou a ser atingido por drones enquanto estava ancorado próximo aos Emirados Árabes Unidos. Imagens mostram danos à embarcação e a destruição parcial de equipamentos de segurança.
— De repente houve uma explosão. Depois, vimos destroços espalhados — conta um tripulante.
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Após semanas no mar, parte da tripulação conseguiu deixar o navio em Omã, onde foi substituída. Mas, para muitos, a saída ainda está distante.
Em outras embarcações, as condições são ainda mais precárias. Há relatos de tripulações reutilizando água de sistemas de ar-condicionado para lavar roupas e até preparar alimentos.
— Não conseguimos tomar banho. Estamos usando água dos drenos do ar-condicionado para sobreviver — diz o capitão Istique Alam, que trabalha na região.
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O sentimento entre os marinheiros é de abandono.
— Ninguém se importa conosco. O cessar-fogo não é para nós. É para as pessoas comuns — afirma Alam.
Embora acostumado a condições adversas, o capitão ressalta que o cenário atual é diferente.
— Não sou um guerreiro. Sou um marinheiro. Não tenho medo do mar, tenho medo de mísseis — diz.
A situação da ativista iraniana Narges Mohammadi se agravou e mobiliza apoiadores internacionais. Presa desde dezembro no Irã, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023 foi hospitalizada há cinco dias com um problema cardíaco e está em estado crítico, segundo aliados e organizações de direitos humanos que pedem sua libertação imediata.
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Mohammadi, de 54 anos, foi detida em 12 de dezembro, na cidade de Mashhad (leste do Irã), após criticar autoridades religiosas durante um funeral. Desde então, sua saúde teria se deteriorado significativamente. “Não estamos lutando apenas pela liberdade de Narges, estamos lutando para que seu coração continue batendo”, disse sua advogada, Chirinne Ardakani, em coletiva de imprensa em Paris, acrescentando que ela está “entre a vida e a morte”.
“Nunca tememos tanto pela vida de Narges; a qualquer momento corremos o risco de perdê-la”, afirmou Ardakani. Seus apoiadores pressionam há semanas por sua libertação para que ela possa receber tratamento médico adequado em Teerã, citando um “estado crítico” e perda de cerca de 20 quilos durante a prisão.
Jonathan Dagher, jornalista francês e chefe do escritório do Oriente Médio da organização Repórteres Sem Fronteiras, e as advogadas franco-iranianas Chirinne Ardakani e Mona Armande realizaram uma coletiva de imprensa após a hospitalização da ganhadora iraniana do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, no Irã
Xavier Galiana / AFP
De acordo com o grupo de apoio, Mohammadi sofreu dois supostos ataques cardíacos, em 24 de março e 1º de maio, enquanto estava detida na prisão de Zanjan, no norte do país, sendo posteriormente transferida para um hospital próximo. Agora, enfrenta uma “deterioração sem precedentes” de sua saúde.
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“É a primeira vez que dizemos que ela está entre a vida e a morte”, afirmou Jonathan Dagher, da Repórteres Sem Fronteiras. “Precisamos agir antes que seja tarde demais”, acrescentou.
Filhos da iraniana Narges Mohammadi após lerem o discurso da mãe, vencedora do Nobel do Paz, que está presa no Irã.
Fredrik Varfjell / NTB / AFP
Com mais de duas décadas de atuação, Mohammadi é uma das principais vozes contra a pena de morte e o uso obrigatório do hijab no Irã. Ao longo de mais de 25 anos, foi presa e julgada diversas vezes por seu ativismo.
Em fevereiro, recebeu uma nova sentença de seis anos de prisão por colocar em risco a segurança nacional e mais um ano e meio por propaganda contra o sistema islâmico. Ela também iniciou uma greve de fome em protesto contra as condições de detenção.
O governo brasileiro tem a expectativa de que seja assinado um acordo de cooperação para o combate ao narcotráfico na conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump. É a informação que eu obtive junto a uma alta fonte do governo. Se as conversas avançarem nas próximas horas os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Justiça Wellington Lima e Silva, iriam também na viagem a Washington para o encontro marcado entre os dois líderes para esta quinta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Justiça de Israel decidiu prolongar até domingo a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista espanhol-palestino Saif Abu Keshek, presos após participarem de uma flotilha que tentava chegar à Faixa de Gaza. Os dois são acusados pelas autoridades israelenses de ligação com o Hamas — o que negam —, enquanto Brasil e Espanha pedem a libertação imediata e contestam a legalidade da detenção.
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A decisão foi tomada por um tribunal na cidade de Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv. Esta foi a segunda vez que os ativistas compareceram à Justiça desde que foram levados ao país. Segundo um jornalista da AFP presente na audiência, ambos chegaram ao tribunal com os pés algemados.
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Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos na semana passada após serem interceptados em alto-mar, nas proximidades da Grécia, enquanto estavam a bordo da flotilha Global Sumud. A embarcação fazia parte de uma mobilização internacional que pretendia romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza.
“O tribunal aprovou a detenção deles até a manhã de domingo”, afirmou à AFP Miriam Azem, coordenadora internacional da ONG israelense Adalah, que acompanha o caso.
No domingo anterior, a Justiça israelense já havia autorizado uma primeira prorrogação da prisão preventiva por dois dias. Desde então, a ONG Adalah afirma ter tido acesso aos ativistas e denunciou supostos “maus-tratos” durante a detenção — acusações que foram negadas pelas autoridades de Israel.
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A prisão gerou reação internacional. Os governos de Brasil e da Espanha cobraram a libertação dos ativistas. O governo espanhol classificou a medida como “ilegal” e “inaceitável” e afirmou, por meio do Ministério das Relações Exteriores, que Israel não apresentou “nenhuma prova” das supostas ligações com o Hamas, grupo que governa Gaza.
A flotilha interceptada fazia parte de uma iniciativa maior, inicialmente composta por cerca de 50 embarcações, com o objetivo de levar ajuda e chamar atenção para a crise humanitária no território palestino, devastado pela guerra e com acesso severamente limitado a suprimentos básicos.
Já o Ministério das Relações Exteriores de Israel sustenta que os dois ativistas têm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), entidade sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo Washington, a organização atuaria de forma clandestina em apoio ao Hamas.
A baleia jubarte conhecida como Timmy, pode já estar morta mesmo após a operação privada de resgate que ocorreu no final do mês de abril. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (5), o Museu Oceanográfico Alemão, em Stralsund, afirmou que não há informações verificáveis sobre o paradeiro do animal desde 2 de maio e que, diante de seu estado debilitado, é “muito provável” que ela não tenha sobrevivido.
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Segundo os especialistas, o último avistamento confirmado ocorreu às 9h24 daquele dia, por meio de um drone, já em mar aberto no Mar do Norte. Desde então, nenhuma instituição independente conseguiu confirmar a localização ou o estado de saúde da baleia. O museu defende que, para comprovar o sucesso da missão, os responsáveis pela operação devem divulgar o modelo exato do rastreador instalado no animal, registros fotográficos da fixação do dispositivo e os dados brutos completos transmitidos.
Timmy havia encalhado diversas vezes na Baía de Wismar, no Mar Báltico, desde o mês de março, mas foi retirada por uma iniciativa privada financiada pela empresária do setor equestre Karin Walter-Mommert e pelo cofundador da MediaMarkt, Walter Gunz. A operação teria custado ao menos 1,5 milhão de euros, sem incluir despesas com navios e tripulação.
Inicialmente celebrada como uma ação de salvamento, a remoção da baleia passou a ser alvo de críticas de cientistas e ambientalistas. A veterinária Kirsten Tönnies, ligada à iniciativa privada, afirmou que o mamífero foi liberado “cedo demais” e sem o acompanhamento previsto. O plano original era soltá-lo mais distante da costa, em águas mais profundas, mas a liberação ocorreu a cerca de 70 quilômetros ao norte de Skagen, na Dinamarca, em uma rota marítima movimentada .
Leia o comunicado na íntegra:
Declaração do Museu Oceanográfico Alemão: Transmissão de dados da baleia jubarte:
Informações científicas verificáveis ​​de forma independente sobre o paradeiro da baleia no Mar do Norte são de enorme importância para a investigação do caso da baleia jubarte que encalhou diversas vezes no Mar Báltico e para lidar com futuros encalhes de grandes baleias vivas.
O último avistamento confirmado da baleia jubarte em mar aberto foi em 2 de maio, às 9h24, por meio de um drone. Desde então, não houve mais informações verificáveis ​​de forma independente sobre o paradeiro ou o estado de saúde do animal. Dado que a baleia estava extremamente debilitada e encalhou repetidamente em um curto período após tentativas anteriores de resgate, é muito provável que ela não tivesse forças para nadar em águas profundas por um período prolongado e que não esteja mais viva. Para comprovar o sucesso da missão de resgate, é essencial que as seguintes informações sejam divulgadas de forma transparente: o modelo exato do rastreador, a localização e o tipo de fixação na baleia com evidências fotográficas, os dados brutos completos transmitidos e o acesso à transmissão ao vivo dos dados para uma organização independente. Informações verificáveis ​​sobre a situação do País de Gales não são apenas de grande interesse científico e público, mas também devem ser do interesse próprio de iniciativas privadas.
Rastreamento contestado e dúvidas sobre o resgate
A promessa de monitoramento por GPS também virou alvo de desconfiança. A equipe responsável afirmou ter instalado um dispositivo capaz de acompanhar o animal e transmitir seus sinais vitais, mas especialistas contestam essa possibilidade. Ao jornal Bild, o biólogo marinho Peter Madsen, da Universidade de Aarhus, afirmou que não há transmissor GPS comercial capaz de fornecer esse tipo de dado fisiológico em baleias.
Além disso, permanece incerto como a soltura ocorreu de fato. Segundo reportagem da Euro News, relatos apontam que Timmy teria se chocado diversas vezes contra as laterais da embarcação durante o transporte e não há clareza se ela foi solta com segurança ou simplesmente retirada do navio sem condições reais de sobrevivência.
Quando encalhou, em março, a baleia apresentava fragmentos de redes de pesca na boca. Biólogos marinhos também questionam a versão da equipe de resgate de que o animal teria expelido sozinho o plástico ingerido. Organizações como o Greenpeace e cientistas do próprio museu haviam se manifestado contra o transporte, defendendo outra abordagem para um animal já considerado gravemente fragilizado .
O caso reacendeu o debate sobre a conservação dos mares do Norte e Báltico. Entidades como o WWF Alemanha alertam que, embora 45% dessas áreas sejam oficialmente protegidas, os ecossistemas seguem em estado crítico devido à pesca intensiva, ao aquecimento das águas e à exploração de combustíveis fósseis. Para especialistas, o destino de Timmy expõe não apenas um resgate controverso, mas também a fragilidade crescente da vida marinha na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Papa Leão XIV está “ameaçando muitos católicos” pela forma com que se manifesta sobre a guerra contra o Irã, acusando o Pontífice de não se importar se Teerã vai desenvolver ou não armas nucleares. O novo comentário de Trump reacende a divergência entre a liderança americana e líder da Santa Sé, dias antes de uma visita oficial do secretário de Estado Marco Rubio ao Vaticano.
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— Eu acredito que ele [Papa Leão XIV] está colocando muitos católicos e muitas pessoas em risco. Mas, enfim, se depende do Papa… Ele acha que está tudo certo o Irã ter uma arma nuclear — afirmou o presidente em uma entrevista no domingo ao apresentador conservador Hugh Hewitt, em uma fala que ganhou repercussão internacional nesta terça-feira.
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Trump e Leão XIV trocaram críticas publicamente nos últimos meses. O primeiro Papa americano da História — que também tem nacionalidade peruana — já havia atacado a política anti-imigração de Trump e a guerra no Irã, mas foi após um discurso antibélico que o presidente americano partiu para um enfrentamento público, chamando-o de “fraco” e “terrível” em política externa. O Sumo Pontífice reagiu dizendo ter o “dever moral de se manifestar” contra a guerra e assegurou não ter “medo” do governo Trump.
As críticas do republicano indignaram vários dirigentes, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni — uma líder de extrema direita que costuma atuar como ponte entre a Europa e Washington. Ao sair em defesa de Leão XIV, ela também foi criticada por Trump
Leão XIV nunca se posicionou a favor do Irã obter armas nucleares. Ele também tem se mostrado um seguidor da tradição antibelicista do Vaticano, um aspecto marcante de seu antecessor, o Papa Francisco.
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A renovação da polêmica acontece dias antes de um dos principais assessores de Trump, Marco Rubio, ao Vaticano. A agenda foi anunciada na segunda-feira, e o encontro vai acontecer na quinta. O Departamento de Estado afirmou que o secretário vai analisar junto à Santa Sé “a situação no Oriente Médio e os interesses comuns” nas Américas.
A audiência do Papa com Rubio, que é católico devoto que vai regularmente à missa, está prevista para as 11h30 (6h30 em Brasília) de quinta, e deverá durar cerca de 30 minutos. O diplomata também se reunirá com o secretário de Estado e número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, segundo uma fonte do governo italiano.
Segundo a imprensa italiana, a audiência no Vaticano tem como objetivo tentar retomar as relações bilaterais após a polêmica surgida em abril por causa das críticas de Trump contra o Papa. (Com AFP)
Em meio a acusações de Teerã sobre descumprimentos ao cessar-fogo temporário com as ações no Estreito de Ormuz na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira que o “Projeto Liberdade”, uma operação anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, para liberar o tráfego de embarcações civis pela rota naval, é uma iniciativa temporária e defensiva, separada da Operação Fúria Épica — como foi batizada a ofensiva contra o Irã, em parceria com Israel.
— O Projeto Liberdade tem natureza defensiva, escopo focado e duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana — afirmou Hegseth. — Forças americanas não vão precisar entrar em águas territoriais iranianas ou no espaço aéreo. Não é necessário. Não estamos buscando briga, mas o Irã também não pode ser autorizado a bloquear países inocentes e seus bens em águas internacionais.
*Matéria em atualização
O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país no diálogo com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, culpou Washington nesta terça-feira pela nova onda de violência no Estreito de Ormuz e acusou as forças americanas de violarem o cessar-fogo, um dia após o início de uma operação para liberar o tráfego de navios mercantes na região. Em um momento que há confirmação de ao menos uma embarcação escoltada por navios militares dos EUA, a autoridade iraniana afirmou que Teerã “ainda nem sequer começou” a impor pressão sobre o controle de Ormuz.
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“A nova equação do Estreito de Ormuz está se consolidando. A segurança da navegação e do trânsito de energia foi colocada em risco pelos Estados Unidos e seus aliados ao violarem o cessar-fogo e imporem um bloqueio; no entanto, seu mal será reduzido”, escreveu Ghalibaf. “Sabemos muito bem que a continuidade da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem sequer começamos”.
A declaração do presidente do Parlamento do Irã ocorre após o início do “Projeto Liberdade”, iniciativa anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, no domingo, para liberar a passagem de navios mercantes presos no estreito desde o início da guerra. O primeiro dia da operação, na segunda-feira, levou a um embate direto entre forças iranianas e americanas, com a confirmação de Washington sobre o afundamento de seis lanchas rápidas da nação persa, além de disparos de projéteis pelo Irã que voltaram a atingir a região.
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O comando militar em Teerã confirmou ter disparado mísseis, foguetes e drones em resposta a violações do bloqueio decretado pela Guarda Revolucionária iraniana por navios dos EUA. Além de tiros de advertência contra embarcações de guerra, disparos atingiram ao menos um navio petroleiro e um porto nos Emirados Árabes Unidos. Um navio sul-coreano também registrou uma explosão na segunda-feira, em um caso que foi colocado em investigação. Seul anunciou nesta terça estar analisando um pedido dos EUA para se unir ao esforço para liberar a rota naval.
Os novos bombardeios contra um país do Golfo Pérsico acenderam um alerta global sobre uma nova escalada do conflito, que levou a um choque no preço do petróleo desde o início da guerra. Líderes de países europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenaram os ataques contra Abu Dhabi.
Em um comunicado exibido na TV estatal iraniana, o alto comando militar negou que planejasse atingir os Emirados Árabes, culpando o “aventureirismo militar americano” pelos fatos do dia anterior — uma declaração no mesmo tom adotado por Ghalibaf, que afirmou que os descumprimentos dos EUA colocavam a segurança da navegação e do trânsito de energia “em risco”.
Em Washington, Trump minimizou as consequências dos ataques iranianos na véspera. Em um post na segunda-feira, o presidente americano disse que “além do navio sul-coreano, até este momento não houve danos ao atravessar o estreito”.
Uma fonte israelense ouvida pela CNN afirmou que EUA e Israel mantém estreita coordenação neste momento para uma possível nova rodada de ataques contra o Irã, que teria como alvo a infraestrutura energética e o assassinato de altos funcionários da nação persa. Os planos seriam os mesmos de antes do início da trégua e teriam como objetivo arrancar concessões nas negociações, que não foram alcançados em tratativas diplomáticas.
Escolta naval
Embora a operação militar dos EUA para liberar o tráfego em Ormuz tenha começado na segunda-feira, os detalhes sobre a participação permaneciam incertos. Comunicados do Comando Central dos EUA apontaram que as embarcações civis seriam “guiadas” pelo estreito, o que levantou dúvidas sobre se isso se limitaria a um compartilhamento de informações sobre rotas seguras ou se seria estendido a uma escolta naval de fato.
A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou nesta terça-feira que um de seus navios, o Alliance Fairfax, de bandeira americana, atravessou o Estreito de Ormuz escoltado pelas forças de Washington.
O navio estava bloqueado no Golfo desde fevereiro e foi “oferecida a oportunidade” de partir em companhia do Exército americano. “Posteriormente, o navio deixou o Golfo Pérsico acompanhado por meios militares americanos” em 4 de maio, informou a empresa em um comunicado. (Com AFP)
A Justiça da Flórida marcou para 2 de junho de 2026 a execução de Andrew Richard Lukehart, de 53 anos, condenado pelo assassinato de Gabrielle Hanshaw, um bebê de apenas cinco meses, em fevereiro de 1996. O governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou, na sexta-feira (1), a nona ordem de execução do ano no estado, determinando que a pena seja cumprida por injeção letal.
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Segundo registros judiciais obtidos pela emissora News4Jax, Lukehart tinha 22 anos na época do crime e cuidava da filha de sua namorada quando tentou trocar sua fralda. Como a bebê não permaneceu deitada de costas, ele teria empurrado repetidamente e com força a cabeça e o pescoço da criança contra o chão, provocando sua morte.
Tentativa de encobrir o assassinato
Após o crime, ele jogou o corpo da menina em um lago próximo e deixou o local. Cerca de 30 minutos depois, ligou para a namorada alegando que Gabrielle havia sido sequestrada por um desconhecido e que ele estaria perseguindo o suposto autor do rapto. Inicialmente, disse à polícia que o sequestro havia ocorrido em frente à casa da companheira, mas depois mudou a versão e afirmou que tudo teria acontecido em uma loja.
As contradições levaram à descoberta da farsa, e Lukehart acabou confessando o assassinato. Durante o julgamento, ele afirmou aos jurados que entrou em pânico ao perceber que a criança havia parado de respirar. “Fiquei com medo, entrei em pânico, corri para fora, joguei a fralda fora, pulei no meu carro, liguei o motor e fui embora”, declarou. Após cerca de uma hora e meia de deliberação, o júri o considerou culpado.
Em março de 1997, um mês após a condenação, os jurados votaram por 9 a 3 pela recomendação da pena de morte. Ao ouvir a sentença, Lukehart permaneceu sentado com expressão considerada fria no tribunal, enquanto familiares reagiram com desespero, sua mãe deixou o local gritando.
A nova execução ocorre dias após a morte de James Ernest Hitchcock, de 70 anos, também na Flórida. Ele foi executado na quinta-feira (30) por ter assassinado Cynthia Driggers, de 13 anos, em 1976. Segundo dados do sistema penal americano, 47 pessoas foram executadas nos Estados Unidos no ano passado. A Flórida liderou o número de execuções, seguida por Alabama, Carolina do Sul e Texas. No estado, todas as penas capitais são cumpridas por injeção letal, com a aplicação de um sedativo, um agente paralisante e uma substância que interrompe o funcionamento do coração.

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