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Apenas um dia antes da reunião dos ministros da Defesa da Otan, o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, afirmou que a organização precisa de “mais forças, mais recursos e uma base industrial muito mais forte” diante do atual cenário de segurança. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Rutte elogiou o acordo firmado entre Washington e Teerã e minimizou os impactos dos cortes anunciados pelos Estados Unidos nas forças colocadas à disposição da Otan. Ele também disse esperar que os aliados apresentem atualizações sobre como estão cumprindo a meta de destinar 5% do PIB à defesa até 2035.
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— Espero que os países apresentem planos claros, concretos e críveis para atingir esse objetivo, de preferência bem antes do prazo acordado — disse, citando os ajustes das contribuições americanas para o modelo de forças da Otan. — Isso foi retratado como um problema, mas essa não é a realidade. Os EUA deixaram claro que estão comprometidos com a Otan. Esse compromisso vem acompanhado da expectativa de que os aliados compartilhem de forma mais justa a responsabilidade por nossa segurança aqui na Europa.
Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, os Estados Unidos planejam reduzir significativamente as aeronaves e navios de guerra que disponibilizam para operações da Otan na Europa, o que deve limitar a capacidade da aliança de realizar ataques de longo alcance e operações de vigilância. A decisão inclui a redução do número de caças F-16 e F-15E, de aeronaves de reconhecimento marítimo e a retirada de todos os aviões-tanque de reabastecimento aéreo anteriormente disponíveis para a Europa.
Ainda de acordo com a decisão, serão reposicionados um submarino lançador de mísseis e um porta-aviões, além de vários navios de guerra e dezenas de aeronaves. Também serão reposicionados dois grupos de bombardeiros anteriormente designados para a defesa do continente. O Pentágono não divulgou o cronograma da redução, mas autoridades americanas indicaram à imprensa que ela entrará em vigor muito em breve.
Entrevista: ‘Europa precisa armar-se para ter capacidade de dissuasão’, diz executiva de gigante francesa do setor de Defesa
A medida de Washington despertou preocupações de que a Europa possa ficar mais vulnerável diante de uma Rússia considerada agressiva, em meio a questionamentos sobre o compromisso do presidente Donald Trump com a aliança. Diversos diplomatas europeus insistiram que a Europa pode ampliar sua participação para substituir as capacidades que os EUA estão retirando, mas desde que receba tempo suficiente para preencher essas lacunas.
— [O ajuste] não se refere principalmente a onde as forças e os equipamentos estão atualmente, mas a quem faria o quê caso nossos planos de defesa fossem ativados. Esse modelo dependia excessivamente dos EUA. Agora, os EUA ajustaram suas contribuições prometidas, e outros aliados aumentaram sua participação — disse Rutte. — É crucial que Europa e Canadá façam mais na frente convencional, entendendo que os Estados Unidos têm obrigações em todo o mundo que precisam ser consideradas. Isso é justo.
Estreito de Ormuz
Ainda durante a entrevista coletiva, Rutte elogiou o recente acordo anunciado por Trump com o Irã, afirmando que ele oferece uma oportunidade para garantir que Teerã jamais desenvolva uma arma nuclear e contribuirá para a segurança global. Questionado sobre uma possível assistência da Otan ou de países europeus em Ormuz, ele respondeu que isso ocorreria fora da estrutura formal da aliança, mas que está claro que França e Reino Unido estão coordenando ações nesse sentido e que o tema foi discutido na cúpula do G7, na França.
— Se a Otan terá ou não um papel ali… se isso for útil, é claro que desempenharemos um papel — afirmou o secretário-geral. — Mas, se eles puderem fazer isso sem nós, tudo bem também; estamos sempre prontos para ajudar, caso isso seja desejado. A ação dos Estados Unidos para impedir a ameaça de um Irã armado com armas nucleares e degradar sua capacidade de mísseis balísticos melhora a segurança de todos nós.
Guerra eletrônica: Rússia usa satélites militares para sabotar o GPS europeu, demonstra cientista americano
Os dois lados concordaram com o acordo no domingo e planejam assiná-lo formalmente na sexta-feira, na Suíça, abrindo caminho para 60 dias de negociações destinadas a encerrar a guerra de forma definitiva e impor novos limites rigorosos ao programa nuclear iraniano. O Irã deverá receber amplos incentivos financeiros como parte do pacto, incluindo o direito de vender petróleo, acessar um fundo de US$ 300 bilhões e obter acesso gradual a ativos atualmente congelados, segundo uma versão final do texto citada pela Bloomberg.
Guerra na Ucrânia
Em outro momento da entrevista coletiva, Rutte foi perguntado sobre o que a Ucrânia deve receber da cúpula da Otan no próximo mês, prevista para ocorrer na Turquia. Ele afirmou que já houve algumas declarações positivas saídas do G7, e que a Otan se concentrará “particularmente” no que Kiev precisa para “manter a luta”, incluindo o fornecimento contínuo de equipamentos militares, entre eles interceptadores americanos para os sistemas Patriot. O foco, destacou, será “garantir que haja dinheiro disponível”.
— Estou bastante confiante de que, coletivamente, garantiremos que vocês tenham o que precisam, na medida em que europeus e americanos possam ajudar na sua defesa — disse o secretário-geral, acrescentando que espera que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tenha uma agenda cheia de reuniões na cúpula da Otan em Ancara, mas que não haverá “uma reunião sentada à mesa com todos os 32 líderes”.
Entenda: Pentágono cancela envio de brigada à Europa como parte do plano de Trump de reduzir presença militar no continente
Rutte também foi questionado sobre a aparente ajuda da China à Rússia por meio de treinamento militar, conforme revelado recentemente pela chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas. Ele afirmou que a Otan está “constantemente tentando acompanhar exatamente o que a China está fazendo” e que a declaração do G7 sobre a Ucrânia divulgada nesta quarta mostra que os aliados da Otan estão “totalmente comprometidos em garantir que a Ucrânia mantenha sua posição na luta contra a Rússia e seja capaz de se defender”.
— Não somos ingênuos. Acompanhamos tudo de perto — disse ele sobre as relações entre Pequim e Moscou. — Não posso dizer mais agora, ou pelo menos não nesta entrevista coletiva aberta, mas vocês podem ter certeza de que monitoramos cada detalhe.
Diálogo com a Rússia
O secretário foi perguntado, ainda, sobre a possível reabertura de canais de diálogo com a Rússia, defendida por alguns líderes, entre eles o presidente da Finlândia, Alexander Stubb. Ele respondeu que isso é “claramente algo debatido entre os aliados”, principalmente no âmbito da União Europeia, mas que ainda não surgiu em nível da Otan. Ele também foi questionado sobre se Trump tem se aproximado da posição de Kiev sobre o fim da guerra e, mais uma vez, elogiou o líder americano por “quebrar o impasse” no ano passado.
— São necessários dois para dançar — afirmou, acrescentando que o presidente russo, Vladimir Putin, não parece disposto a participar de negociações neste momento. — E aqui está o presidente americano que, penso eu, vem desempenhando um papel muito positivo há um ano e meio na tentativa de encerrar esta guerra. Ele quer encerrá-la, e eu o apoio completamente.
A reunião de ministros da Defesa ocorrerá em Bruxelas na quinta-feira e antecede a cúpula anual da aliança em Ancara. Além das discussões sobre gastos militares e planejamento de forças, os aliados deverão tratar de temas como dissuasão nuclear, tema altamente sigiloso dentro da organização, e o apoio à Ucrânia. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou presença na reunião, e a expectativa é a de que ele pressione os países europeus a assumir uma parcela maior no esforço militar da aliança.
(Com Bloomberg e New York Times)

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O Grok, aplicativo de inteligência artificial (IA) de Elon Musk, foi utilizado em ataques contra o Irã, revelou o governo dos Estados Unidos em um documento judicial ao qual a AFP teve acesso na terça-feira. No texto, datado de 15 de junho, o governo do presidente americano, Donald Trump, defende as turbinas a gás utilizadas por um gigantesco centro de dados pertencente à empresa xAI, do magnata, que é alvo de uma ação ambiental.
Contexto: Versão de memorando entre EUA e Irã aponta que programa nuclear e temas centrais ficaram para negociação futura
Entenda: No G7, Trump celebra memorando com Irã e promete solução para a Ucrânia, mas ceticismo segue presente
O Departamento de Justiça dos EUA argumenta que o processo “coloca em risco a segurança nacional, econômica e energética americana ao buscar interromper o fornecimento de eletricidade para a inovação em inteligência artificial que apoia as operações militares do Departamento de Guerra”.
Em sua argumentação, os procuradores federais apresentaram o depoimento do chefe de IA do Pentágono, Cameron Stanley, que afirma sob juramento que o Grok já está sendo utilizado no estratégico Projeto Maven.
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Trata-se do programa militar de seleção de alvos assistida por IA das Forças Armadas americanas, que inicialmente operava com o modelo Claude, da Anthropic.
Os sistemas inteligentes Maven (Maven Smart Systems, MSS) do projeto “permitiram às forças americanas lançar mais de 2 mil munições contra 2 mil alvos distintos em um período de 96 horas durante a Operação Fúria Épica” contra o Irã, afirmou Stanley em sua declaração.
Veja: Ex-funcionário da xAI diz ter sido demitido por questionar a segurança do Grok
O responsável pela área de IA do Pentágono elogiou a tecnologia de Musk pelo “enorme aumento da eficiência operacional possibilitado pelo modelo Grok Gov”.
A NAACP, organização de direitos civis que atua na defesa dos direitos dos afro-americanos, processou a xAI sob a acusação de operar dezenas de turbinas sem licença, em violação à Lei do Ar Limpo.
O grupo afirma que essas turbinas poluem bairros majoritariamente negros, mas a xAI sustenta que os equipamentos são temporários e móveis e, portanto, não estão sujeitos à regulamentação.
Líderes do G7 divulgaram nesta quarta-feira uma declaração conjunta pedindo um “cessar-fogo imediato” no Líbano, vinculando a estabilização do país à implementação do acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. No texto, os chefes de governo de Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá classificaram o entendimento entre Washington e Teerã como uma “oportunidade histórica” e um “avanço” para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e reduzir tensões regionais.
G7: Trump ameaça voltar a ‘lançar bombas’ se o Irã ‘não se comportar’ às vésperas de acordo para encerrar guerra
Contexto: No G7, Trump celebra memorando com Irã e promete solução para a Ucrânia, mas ceticismo segue presente
“No Líbano, apoiamos, por meio de um cessar-fogo imediato e robusto, os esforços da liderança libanesa para alcançar o desarmamento do Hezbollah e o monopólio das armas, bem como para proteger a integridade territorial e a soberania do Líbano com as garantias internacionais de segurança apropriadas”, diz o texto.
Os líderes também disseram apoiar o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã “sob a forte liderança do presidente Trump” e afirmaram estar prontos para contribuir com sua implementação. Segundo o texto, o entendimento oferece uma oportunidade para impedir que Teerã adquira armas nucleares e enfrentar ameaças relacionadas às suas atividades regionais e ao seu programa de mísseis balísticos.
O comunicado acrescenta que uma iniciativa liderada por Reino Unido e França poderá ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, embora novas negociações ainda sejam necessárias para tratar das ameaças atribuídas ao Irã na região. A Agência Internacional de Energia (IEA) afirmou que a reabertura da passagem marítima é essencial para conter o choque provocado pela alta dos preços do petróleo e do gás.
— A solução mais importante para esse problema é a abertura plena e incondicional do estreito de Ormuz à navegação — disse o diretor da agência, Fatih Birol.
Entenda: Memorando entre EUA e Irã aponta que programa nuclear; temas centrais ficaram para negociação futura
Além do Líbano, os líderes do G7 prometeram acelerar os esforços humanitários e de reconstrução em Gaza e pediram o fim da violência na Cisjordânia. No ataque mais recente, colonos israelenses vandalizaram uma mesquita e atearam fogo ao local na vila palestina de Jaljilya, segundo relatos locais. Imagens mostram os danos no interior do prédio, com pichações em hebraico nas paredes.
Violência continua
Enquanto os líderes defendiam um cessar-fogo imediato, os confrontos no Líbano continuaram. Segundo a rede catari al-Jazeera, o Hezbollah disparou uma barragem de foguetes contra tropas israelenses que avançavam perto de Kfar Tebnit, nos arredores de Nabatieh. A mídia estatal libanesa também informou que drones israelenses atingiram os vilarejos de Mansouri, Aaziyyeh e Braachit, causando vítimas.
Os detalhes do acordo entre Estados Unidos e Irã permanecem oficialmente sob sigilo, mas cópias vazadas do memorando circularam na imprensa americana. De acordo com o texto, o Irã concordaria em reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz após a assinatura formal do acordo e teria autorização para vender petróleo sem restrições. O acordo também prevê o fim imediato dos combates entre Israel e Hezbollah no Líbano, embora não mencione uma retirada das tropas israelenses, uma das principais exigências de Teerã.
Estreito de Ormuz: O que se sabe sobre a reabertura da principal rota de escoamento de petróleo do mundo
As informações vazadas indicam ainda que Washington trabalharia para encerrar sanções americanas e das Nações Unidas contra o Irã caso seja alcançado um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano. Reportagens também mencionaram a possibilidade de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento econômico do país.
Trump negou que exista qualquer compromisso financeiro americano com a reconstrução iraniana e afirmou que o memorando não é definitivo. Em reunião com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, durante a cúpula do G7, Trump disse que poderá retomar ataques contra o Irã caso não aprove os termos finais do acordo.
— É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, voltaremos a atirar neles, a lançar bombas. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos imediatamente a lançar bombas bem no meio da cabeça deles — afirmou, rejeitando informações de que o acordo inclua um fundo de reconstrução para Teerã. — Não vamos colocar nem 10 centavos. Não estamos investindo e não temos nenhum fundo.
Entenda: Irã insiste que fim da guerra no Líbano é parte de entendimento com os EUA, mas acordo deixa perguntas sem resposta
O vice-presidente americano, JD Vance, descreveu o memorando como “um acordo de paz regional” que inclui os países do Golfo, Israel e o Líbano. Em entrevista ao programa da jornalista americana Megyn Kelly, ele reconheceu que o cessar-fogo no território libanês ainda é imperfeito, com “alguns disparos de ambos os lados”, embora tenha destacado que “há muito menos tiros agora do que havia há duas semanas”:
— Às vezes, um cessar-fogo significa apenas que estão atirando menos. Esse é o progresso, e então você passa para a próxima etapa — disse, acrescentando que o texto do acordo será divulgado até sexta-feira, com negociadores do Catar e do Paquistão pedindo que a publicação ocorra de forma gradual devido a sensibilidades diplomáticas.
No Líbano, o presidente Joseph Aoun adotou um tom mais conciliador em relação ao Irã e afirmou que o país aceita ajuda de qualquer nação para alcançar um cessar-fogo, incluindo Teerã. Ao mesmo tempo, ressaltou que as negociações entre Líbano e Israel seguem de forma independente do acordo entre Estados Unidos e Irã.
— As garantias que recebemos, e aquilo em que insistimos, são de que o caminho do Líbano nas negociações é independente, embora certamente sejamos favoráveis a um cessar-fogo e a qualquer país que nos ajude, incluindo o Irã — afirmou, acrescentando: — O Estado libanês é soberano em suas decisões e, pela primeira vez, é ele quem conduz as negociações, e ninguém negocia em nosso nome.
Desde o anúncio do acordo entre EUA e Irã, famílias deslocadas pela guerra no sul do Líbano começaram a retornar para suas casas. Muitas encontraram suas vilas e cidades quase completamente destruídas pelos bombardeios israelenses, que mataram quase 4 mil pessoas e deslocaram mais de um milhão desde a retomada dos confrontos com o Hezbollah, em 2 de março. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que ataques israelenses continuaram no sul do país na manhã desta quarta, mesmo após os líderes do G7 pedirem um cessar-fogo imediato.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que voltará a “lançar bombas” contra o Irã caso o país “não se comporte”. A declaração foi feita dois dias antes da cerimônia de assinatura, na Suíça, de um acordo destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.
Contexto: No G7, Trump celebra memorando com Irã e promete solução para a Ucrânia, mas ceticismo segue presente
Entenda: Versão de memorando entre EUA e Irã aponta que programa nuclear e temas centrais ficaram para negociação futura
Trump falou em Evian, no leste da França, onde os líderes do G7 celebraram o entendimento alcançado entre Washington e Teerã como uma “oportunidade histórica” para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
— É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, voltaremos a atirar neles, a lançar bombas. Se eles não se comportarem, voltaremos imediatamente a lançar bombas bem no meio da cabeça deles — declarou à imprensa durante uma reunião com seu homólogo egípcio, Abdel Fatah al Sisi.
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— Porque se comportaram mal durante 47 anos — acrescentou Trump, em referência à República Islâmica, fundada após a revolução que levou à derrubada do xá, um aliado dos EUA, em 1979.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro com o assassinato, em ataques aéreos, do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Análise: Irã entrará nas negociações nucleares se sentindo encorajado
Outras autoridades importantes do regime iraniano foram mortas durante as cinco primeiras semanas do conflito, antes da entrada em vigor de uma trégua, em 8 de abril.
As negociações sobre um pacto definitivo entre EUA e Irã para acabar com o conflito começarão na sexta‑feira, após a assinatura do acordo na Suíça, e prosseguirão por um período de 60 dias para definir seus detalhes.
Enquanto o fluxo de navios cargueiros começa a ser restabelecido no Estreito de Ormuz e o mundo aguarda com expectativa a assinatura oficial do memorando de entendimento entre EUA e Irã, que, espera-se, dará início à fase final de um amplo processo de paz a partir de sexta-feira, autoridades americanas e iranianas desescalaram a retórica agressiva e tentaram reclamar a suspensão das hostilidades como uma vitória própria. Sem o texto acordado disponível para consulta pública, uma versão obtida pela rede americana CNN indica o que analistas e fontes informadas tinham revelado anteriormente: os termos negociados até o momento limitam-se a restabelecer o tráfego naval em Ormuz e oferecer algum alívio financeiro ao Irã, enquanto as questões mais sensíveis foram todas deixadas para as negociações de um acordo final.
A versão do texto a qual a rede americana teve acesso foi obtida com uma autoridade dos EUA, de acordo com a publicação, e teve seu conteúdo confirmado por três fontes diplomáticas que têm conhecimento sobre as negociações. A própria reportagem, no entanto, ponderou que os termos podem sofrer alterações até a assinatura pública na Suíça, prevista para sexta-feira, à medida que detalhes técnicos ainda estão em fase de finalização.
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O memorando tem 14 pontos e confirma em grande parte o que foi discutido por fontes anônimas e por autoridades em declarações públicas nos últimos meses. Foram citados no documento temas centrais, como o programa nuclear do Irã, o fim das sanções americanas ao Irã, a retirada das forças americanas da região e o suposto fundo de investimentos de US$ 300 bilhões para o desenvolvimento econômico da nação persa. Contudo, não há qualquer definição sobre eles, além de que serão tratados na fase seguinte de negociação.
Entre os compromissos tratados para início imediato, o texto contém apenas declarações de respeito mútuo à soberania dos países e à não interferência em assuntos internos, e cláusulas que definem um formato para a reabertura de Ormuz e a retirada de minas navais pelo Irã, e o fim do bloqueio dos EUA a portos iranianos e liberação de ativos financeiros iranianos congelados no exterior, sob autorização do Departamento do Tesouro americano.
Se por um lado, a versão do texto confirma a declaração do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que na terça-feira afirmou que o memorando se tratava de “um documento muito genérico” e com poucos detalhes, por outro fundamenta a avaliação compartilhada por analistas nos últimos dias, de que o Irã saiu fortalecido estrategicamente do conflito.
Sufocado economicamente, em uma realidade que provocou grandes protestos contra o regime no fim do ano passado, Teerã conseguiu concessões importantes no âmbito da negociação para aliviar a crise financeira do país. Além disso, inseriu-se em uma relação “negocial” com Washington, evitando uma capitulação, como inicialmente desejado pelo presidente Donald Trump, apesar dos ataques de Washington.
O artigo inicial do texto obtido pela CNN resume a volatilidade dos termos. Nele, as partes assumem o compromisso “juntamente com seus aliados na atual guerra” ao “fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, e comprometem-se a não iniciar, a partir de agora, qualquer ação hostil um contra o outro, abstendo-se também da ameaça ou do uso da força entre si”. O dispositivo, porém, acrescenta uma ressalva ao final: “O acordo final [que se espera obter após 60 dias] confirmará as disposições deste artigo e dos demais artigos”.
O documento revela que alguns compromissos foram assumidos parcialmente. No caso do programa nuclear iraniano, um dos termos afirma que Teerã nunca desenvolverá armas nucleares — algo que a liderança iraniana reafirma desde antes da morte do aiatolá Ali Khamenei. Porém, as determinações sobre o destino do urânio enriquecido pelo Irã e “todas as demais questões relacionadas ao programa nuclear” ficaram para negociações futuras.
Uma turista francesa está sendo investigada pelas autoridades de Veneza após ser flagrada espalhando as cinzas de um ente querido nas águas da Lagoa de Veneza, uma prática que é regulamentada na cidade italiana. O caso ganhou repercussão depois que um vídeo gravado por passageiros de um vaporetto, o tradicional ônibus aquático veneziano, viralizou nas redes sociais, nesta semana.
Vídeo mostra briga generalizada entre mulheres em clube de praia de luxo nas Bahamas; segurança tenta conter confusão
Urso invade área de piquenique em parque nacional da Turquia e come alimentos deixados em mesa
As imagens mostram a mulher, cuja identidade não foi divulgada, despejando o conteúdo de uma sacola pela lateral da embarcação enquanto ela passava nas proximidades da ilha de San Giorgio Maggiore. Durante a gravação, é possível ouvir reações de surpresa e protestos de outros passageiros diante da cena.
Confira:
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Regras rígidas para dispersão de cinzas
Segundo a legislação local, a dispersão de cinzas só pode ocorrer em áreas previamente autorizadas. Entre os locais permitidos estão os chamados Jardins da Memória, localizados nos cemitérios de San Michele, Mestre e Marghera. Também é autorizada a dispersão no Mar Adriático, a mais de 600 metros da costa, ou em uma área específica da lagoa ao norte de Veneza, desde que haja comunicação prévia e autorização das autoridades competentes.
Fora dessas condições, a prática é proibida e pode resultar em multas significativas. Nas redes sociais, internautas criticaram a atitude da turista. Em um dos comentários mais compartilhados, um usuário escreveu: “Existem regras e elas devem ser respeitadas”.
Vídeo gravado por passageiros de um ônibus aquático viralizou nas redes sociais e levou autoridades italianas a apurar possível violação das regras locais para dispersão de cinzas
Redes Sociais
O episódio ocorre em meio a outros casos semelhantes registrados em destinos turísticos europeus. Recentemente, uma mulher britânica foi filmada espalhando as cinzas de um familiar pelas ruas de Oia, em Santorini, na Grécia. O grupo que a acompanhava cantava a música “Everything’s Gonna Be Alright”, de Bob Marley, enquanto realizava a homenagem. A cena provocou forte reação entre moradores da ilha.
— Não se pode simplesmente espalhar cinzas por todo lado. Venta constantemente na nossa ilha, então tudo isso foi parar nos pedestres, nas lojas e nas casas. É preciso finalmente estabelecer alguns limites — afirmou um funcionário ligado à Câmara de Comércio local, classificando o episódio como uma “bomba sanitária”.
Ao início de uma sessão de trabalho programada para discutir o “relançamento do crescimento econômico equilibrado” durante o encontro do G7 na França, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou aos demais líderes reunidos aos pés dos Alpes franceses que ele “é o chefe”, nesta quarta-feira — em um momento em que a participação americana em assuntos europeus e a aliança com aliados ocidentais são motivos de tensões internas no grupo.
O momento da chegada de Trump foi capturado em vídeo e compartilhado por contas ligadas à Casa Branca nas redes sociais. A sessão de trabalho estava prestes a começar e outros líderes mundiais já estavam posicionados, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Trump chegou à sala e disparou: “Eu sou o chefe”.
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A declaração provocou algumas risadas, enquanto o presidente americano se acomodava à direita do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron. Trump o cumprimentou e perguntou se o inglês de Macron estava em dia.
Geralmente avesso a formatos multilaterais como o G7, Trump tem feito algumas concessões, tendo inclusive demonstrado concordância em ratificar uma declaração conjunta sobre a sobre guerra na Ucrânia, pedindo maior pressão sobre a Rússia — embora, na véspera, tenha afirmado que a disputa em território europeu não era um assunto americano. (Com AFP)
Uma briga envolvendo cerca de 12 mulheres causou tumulto em um clube de praia de luxo nas Bahamas e mobilizou equipes de segurança para conter a confusão. O episódio ocorreu no Royal Caribbean Beach Club, em Paradise Island, um dos destinos turísticos mais visitados do arquipélago, e foi registrado por testemunhas que compartilharam vídeos nas redes sociais, nesta semana.
Veja vídeo: Urso invade área de piquenique em parque nacional da Turquia e come alimentos deixados em mesa
Entenda: Operação na Flórida retira 3,7 toneladas de pítons gigantes para proteger a fauna local
As imagens mostram um grupo de mulheres trocando empurrões, socos e puxões de cabelo na faixa de areia do complexo turístico pouco antes das 17h do dia 8 de junho. Segundo relatos de testemunhas à imprensa local, a confusão teria começado após uma discussão verbal que se intensificou rapidamente. Ainda não há informações oficiais sobre o motivo do desentendimento.
Confira:
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Segurança e turistas tentaram interromper confronto
Nos vídeos, ao menos três seguranças aparecem tentando separar as envolvidas enquanto a música continuava sendo tocada pelo sistema de som do local. Em determinado momento, uma das mulheres cai desacordada no chão durante a briga. As gravações também mostram agressões como puxões de cabelo e joelhadas, enquanto frequentadores observam a cena com surpresa.
Além da equipe de segurança, alguns turistas que estavam em uma piscina próxima entraram na área da confusão na tentativa de ajudar a encerrar o confronto. Apesar dos esforços, as imagens indicam que os agentes tiveram dificuldades para controlar a situação devido ao número de pessoas envolvidas.
Paradise Island é um dos principais polos turísticos das Bahamas e recebe visitantes durante todo o ano, especialmente por suas praias e resorts de luxo.
Segurança e turistas tentaram interromper confronto
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A astronauta americana Christina Koch recebeu nesta quarta-feira, na Espanha, o Prêmio Princesa das Astúrias da Concórdia de 2026. Em abril, ela se tornou a primeira mulher a participar de uma missão espacial à Lua.
Koch “contribuiu para ampliar as fronteiras da humanidade”, afirmou o júri do prêmio, concedido pela Fundação Princesa das Astúrias, vinculada à herdeira do trono da Coroa espanhola.
A astronauta, de 47 anos, contou com o apoio de “um amplo trabalho coletivo, cuja exemplaridade se projeta para todos por meio da mensagem da missão espacial Artemis II: ‘Terra, vocês são uma equipe'”, destacou a decisão do júri, lida por Adrián Barbón, presidente da região das Astúrias.
Koch integrou a missão Artemis II ao lado dos americanos Reid Wiseman e Victor Glover e do canadense Jeremy Hansen. A missão concluiu uma viagem ao redor da Lua, marcando o retorno de astronautas ao satélite natural meio século após o programa Apollo.
Após decolar da Flórida em 1º de abril, a tripulação aventurou-se mais longe no espaço do que qualquer ser humano havia ido antes. O grupo retornou dez dias depois com centenas de gigabytes de dados da primeira viagem lunar desde a última missão Apollo, em 1972.
Trajetória marcada por recordes
Nascida em Michigan em 1979 e com o sonho de se tornar astronauta desde a infância, Koch foi escolhida entre 36 candidaturas de 16 nacionalidades que concorriam ao prêmio neste ano.
Sua trajetória é “uma inspiração para as futuras gerações — sobretudo de mulheres — e um símbolo da capacidade humana de superar desafios por meio do trabalho, da colaboração e da empatia”, destacou uma nota da Fundação Princesa das Astúrias.
— Sentirei falta de estar tão próxima de tantas pessoas e de ter um propósito comum, uma missão comum, trabalhando arduamente nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância, junto com uma equipe em terra — afirmou Koch quando ainda participava da missão Artemis.
Primeira mulher a viajar à Lua, Koch também acumula outros marcos na exploração espacial. Em 2019, participou da primeira caminhada espacial exclusivamente feminina da história e, em 2020, estabeleceu o recorde feminino de permanência contínua no espaço, com 328 dias.
Último prêmio anunciado da edição de 2026
Criados em 1981, os Prêmios Princesa das Astúrias são considerados os mais prestigiados do mundo ibero-americano. Cada categoria é dotada de 50 mil euros e de uma escultura criada pelo artista catalão Joan Miró.
O prêmio da Concórdia foi o último dos oito galardões anunciados nesta edição.
No ano passado, a premiação foi concedida ao Museu Nacional de Antropologia do México por seu trabalho de “defesa e preservação” do patrimônio da humanidade.
Neste ano, o Prêmio Princesa das Astúrias das Artes foi atribuído à cantora americana Patti Smith. O de Comunicação e Humanidades ficou com o estúdio japonês de animação Ghibli; o de Pesquisa Científica, com os químicos britânicos David Klenerman e Shankar Balasubramanian e o biofísico francês Pascal Mayer; e o de Cooperação Internacional, com o Banco Global de Sementes de Svalbard.
Também foram premiados o historiador britânico Timothy Garton Ash, na categoria Ciências Sociais; o futebolista argentino Lionel Messi, em Esportes; e o escritor britânico Julian Barnes, em Letras.
Os prêmios serão entregues em outubro, em Oviedo, capital das Astúrias, pela princesa Leonor, herdeira do trono espanhol, e pelos reis Felipe VI e Letizia.
As autoridades da Carolina do Sul intensificam as buscas por Elena Katherine Moore, personal trainer de 39 anos que desapareceu após deixar uma academia na cidade de Lexington, nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Polícia de Lexington, ela foi vista pela última vez na noite de 11 de junho, depois de fazer o check-in na unidade da Planet Fitness, localizada na Whiteford Way.
Entenda: Corpo de jovem de 21 anos que desapareceu após nadar em lago ‘amaldiçoado’ é encontrado nos EUA
Saiba mais: Turista americana está desaparecida há 15 dias após trilha na Costa Rica; mau tempo interrompe buscas
A investigação aponta que Moore, que trabalha como personal trainer na Wolf’s Fitness Center, entrou na academia por volta das 18h40. Imagens de câmeras de segurança registraram a mulher conversando com funcionários da recepção antes de deixar o local. Depois disso, ela foi vista caminhando em direção a uma área de mata nos fundos de uma loja da rede Lowe’s Home Improvement. O desaparecimento foi comunicado à polícia pelo marido no dia seguinte.
Novas imagens ampliam investigação
De acordo com uma atualização divulgada pela polícia, imagens obtidas posteriormente mostraram Moore caminhando pelo estacionamento de um supermercado Publix próximo às 21h17 daquela mesma noite, seguindo em direção à Old Cherokee Road. Ela vestia um moletom verde-oliva com zíper e calças esportivas pretas, as mesmas roupas usadas quando esteve na academia.
Desde então, equipes de busca realizaram operações com drones e varreduras detalhadas na área arborizada próxima ao último local onde ela foi vista. Nesta segunda-feira (15), uma nova mobilização reuniu policiais e equipes de emergência na região. Em nota, o Departamento de Polícia de Lexington informou que a ação não se tratava de uma operação de recuperação, mas de um esforço para descartar uma possível área onde a mulher pudesse estar. Nenhum vestígio foi encontrado.
A inspetora Missy Silcox afirmou à ABC News que o desaparecimento é considerado incomum. — Isso é muito atípico para ela —, declarou. Segundo a investigadora, os agentes não encontraram indícios de crime até o momento nem acreditam que Moore estivesse em perigo iminente quando desapareceu. A polícia também informou que ela provavelmente estava com um telefone celular, mas o aparelho não emitia sinal durante as buscas.
Amigos descrevem Moore como uma pessoa ativa e querida na comunidade local. Em entrevista ao Daily Mail, o amigo Justin Robertson afirmou: — Elena é muito querida em nossa comunidade. Ela ama a natureza, o lago e tem paixão pela vida.
As autoridades seguem recebendo informações e reforçam que qualquer detalhe pode ser importante para a investigação. — Estamos apenas na expectativa de recebermos informações. Até mesmo a menor pista pode ser crucial para desvendarmos este caso — afirmou Silcox.
Duas estudantes universitárias morreram após serem arrastadas para o mar pela maré crescente na região de Bonny Doon Beach, no condado de Santa Cruz, na Califórnia. As vítimas foram identificadas pelo Gabinete do Xerife local como Harshita Nair, de 21 anos, e Mahial Sran, de 20 anos, ambas moradoras de Fremont. As jovens haviam concluído juntas o ensino médio na Washington High School, em 2023, e estavam prestes a se formar na universidade em 2027.
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Segundo as autoridades, as duas estavam próximas a uma formação costeira conhecida como “buraco de fechadura” quando foram surpreendidas pelas ondas na quarta-feira (10). O local permite o acesso a uma faixa mais estreita de areia apenas durante períodos de maré baixa, tornando-se perigoso quando o nível do mar sobe. Em comunicado, o capitão Kyle Breton, do Corpo de Bombeiros Voluntários do Condado de Santa Cruz, afirmou que a área frequentemente pega visitantes desprevenidos.
— O que também estamos vendo é que as pessoas passam pelo buraco de fechadura para chegar à praia de Yellow Bank e ficam presas lá porque a maré sobe — explicou Breton em coletiva de imprensa.
Área registra resgates frequentes
Equipes do Corpo de Bombeiros de Santa Cruz e do Departamento de Parques Estaduais da Califórnia mobilizaram oito nadadores de resgate para localizar as estudantes. Uma delas foi encontrada nas proximidades de Yellow Bank Beach, enquanto a outra estava perto de Panther Beach. Ambas foram retiradas da água e encaminhadas a hospitais da região.
Harshita Nair morreu pouco depois do resgate. Mahial Sran permaneceu internada em estado crítico até sábado, quando teve a morte confirmada. Nair cursava estudos jurídicos na Universidade da Califórnia em Berkeley e pretendia atuar nas áreas jurídica e de serviço público. Já Sran estudava saúde pública e psicologia na Universidade Estadual de San José e participava de iniciativas voltadas ao apoio acadêmico e social de estudantes da área.
As praias de Bonny Doon e Yellow Bank são conhecidas pelas ondas íngremes e correntes intensas, fatores que aumentam o risco de acidentes. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, uma ondulação de longo período atingia a costa no momento do incidente, favorecendo a formação de fortes correntes de retorno e ondas consideradas traiçoeiras.
O serviço local de resgate marítimo informou que este foi o quinto atendimento realizado em apenas um mês em um trecho de cerca de 1,6 quilômetro entre Yellow Bank e Bonny Doon. Após o acidente, autoridades reforçaram orientações de segurança para frequentadores das praias, incluindo manter distância de estruturas à beira-mar e evitar virar as costas para o oceano.

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