O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que “ninguém sabe” quem assumiria o poder se o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, fosse deposto. Rubio prestava esclarecimentos a um grupo de senadores sobre a ação militar dos Estados Unidos em Caracas em 3 de janeiro quando foi questionado sobre a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.
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Em comparação com a pauta central do encontro, o secretário de Estado classificou que a situação em Teerã seria “muito mais complexa” do que a da Venezuela por se tratar de um regime que está no poder há muito tempo e “exigiria muita reflexão cuidadosa”. Rubio também sugeriu que os EUA poderiam atacar o Irã preventivamente para proteger as forças americanas na região.
— Acho sensato e prudente manter uma presença militar na região que possa responder e, potencialmente, não necessariamente o que vai acontecer, mas se necessário, prevenir um ataque contra milhares de militares americanos e outras instalações na região, bem como contra nossos aliados — disse ele a membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
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Rubio acrescentou que espera que a situação “não chegue a esse ponto”, mas argumentou que o Irã acumulou a capacidade de realizar um ataque desse tipo. Ao ser questionado sobre o que aconteceria se o líder supremo fosse deposto, ele declarou: “Essa é uma questão em aberto”.
— Ninguém sabe o que assumiria o poder — afirmou, destacando que o sistema no Irã “está dividido entre o líder supremo e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que responde regularmente a ele”, e “indivíduos quase eleitos” que “em última instância, precisam submeter tudo o que fazem à aprovação do líder supremo”.
Durante a sessão no Senado, Rubio chegou a declarar que a República Islâmica do Irã está em seu ponto mais frágil da história e previu que os protestos contra o governo serão retomados.
— Esse regime provavelmente está mais fraco do que nunca, e o problema fundamental que enfrenta (…) é que não tem como atender às principais reivindicações dos manifestantes, que é o colapso de sua economia — disse Rubio ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, enquanto Washington intensifica a pressão sobre Teerã.
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A declaração do secretário de Estado corrobora informações reveladas dois dias antes pelo New York Times, de que o presidente Donald Trump recebeu diversos relatórios de inteligência indicando que a posição do governo do Irã está se enfraquecendo, segundo várias pessoas familiarizadas com o conteúdo das análises. De acordo com esses documentos, o controle do regime sobre o poder atingiu seu ponto mais frágil desde a derrubada do xá, na Revolução Islâmica de 1979, um marco histórico que redefiniu a estrutura política do país.
Os relatórios apontam que os protestos que eclodiram em dezembro tiveram impacto significativo sobre setores do governo iraniano. As manifestações ganharam relevância especial por terem alcançado regiões que autoridades consideravam redutos tradicionais de apoio ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora tenham perdido intensidade, o governo segue em uma posição delicada. As avaliações de inteligência ressaltam que, além da instabilidade social, a economia iraniana atravessa um dos períodos mais frágeis de sua história recente.
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— Acho sensato e prudente manter uma presença militar na região que possa responder e, potencialmente, não necessariamente o que vai acontecer, mas se necessário, prevenir um ataque contra milhares de militares americanos e outras instalações na região, bem como contra nossos aliados — disse ele a membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
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Rubio acrescentou que espera que a situação “não chegue a esse ponto”, mas argumentou que o Irã acumulou a capacidade de realizar um ataque desse tipo. Ao ser questionado sobre o que aconteceria se o líder supremo fosse deposto, ele declarou: “Essa é uma questão em aberto”.
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