Poucas semanas antes da cerimônia de formatura do ensino médio, o estudante hondurenho Luis Fernando Cabrera Chavarria, de 18 anos, passou a realizar suas provas finais dentro de um centro de detenção de imigrantes no Texas, nos Estados Unidos. Aluno da Northeast Early College High School, em Austin, ele foi preso em 1º de maio durante uma blitz policial enquanto voltava para casa após um turno noturno de trabalho em uma unidade da rede Popeyes.
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Segundo o Departamento de Segurança Pública do Texas, Cabrera Chavarria foi parado por um policial rodoviário na Interestadual 35 devido a um suposto registro vencido do veículo. O agente atuava sob o programa 287(g), parceria entre autoridades locais e o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), que permite a aplicação de leis federais de imigração em abordagens rotineiras.
Após constatar que o jovem não possuía documentação legal para permanecer no país, o policial acionou o ICE. Cabrera Chavarria foi então transferido para o Centro de Processamento de Imigração do Condado de Karnes, onde segue detido enquanto responde a procedimentos migratórios.
Tentativa de participar da formatura
Apesar da detenção, o estudante continua realizando atividades escolares com apoio do distrito educacional de Austin, que informou estar em contato com a equipe jurídica do adolescente para garantir acesso às tarefas e avaliações. A expectativa da defesa é conseguir sua liberação antes da cerimônia de formatura, marcada para 2 de junho.
— Eles já o fizeram perder o baile de formatura. Já o fizeram perder várias aulas. Hoje ele está fazendo uma prova final praticamente da prisão — afirmou o deputado democrata Greg Casar à emissora KXAN, após visitar o centro de detenção.
O advogado do estudante, Jim Harrington, entrou com um pedido de habeas corpus questionando a legalidade da prisão. O caso deve avançar após resposta do governo federal e posterior análise judicial.
De acordo com a defesa, Cabrera Chavarria chegou aos Estados Unidos em 2019, aos 11 anos, junto da família, vinda de Honduras. Além de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, ele atuava como goleiro do time de futebol da escola e ajudou a equipe a conquistar títulos distritais e estaduais.
Familiares e professores descrevem o jovem como dedicado e responsável. Sua irmã relatou que ele conciliava aulas, treinos e jornadas de trabalho que frequentemente terminavam às 2h da manhã. Nos períodos livres, ainda ajudava a cuidar do sobrinho bebê.
— Ele quer se formar. Ele quer subir ao palco com a sua turma. Ele é um líder. Tem bom coração e bom caráter — disse o ex-professor de inglês Joe Dunlap à KXAN.
Em nota, o ICE afirmou que o estudante “admitiu livremente não ter base legal ou documentação para permanecer nos EUA” e declarou que ele permanecerá sob custódia enquanto o processo migratório estiver em andamento. Um representante da agência acrescentou que pessoas em situação irregular deveriam deixar o país voluntariamente para preservar futuras possibilidades de retorno legal aos Estados Unidos.
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Após constatar que o jovem não possuía documentação legal para permanecer no país, o policial acionou o ICE. Cabrera Chavarria foi então transferido para o Centro de Processamento de Imigração do Condado de Karnes, onde segue detido enquanto responde a procedimentos migratórios.
Tentativa de participar da formatura
Apesar da detenção, o estudante continua realizando atividades escolares com apoio do distrito educacional de Austin, que informou estar em contato com a equipe jurídica do adolescente para garantir acesso às tarefas e avaliações. A expectativa da defesa é conseguir sua liberação antes da cerimônia de formatura, marcada para 2 de junho.
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O advogado do estudante, Jim Harrington, entrou com um pedido de habeas corpus questionando a legalidade da prisão. O caso deve avançar após resposta do governo federal e posterior análise judicial.
De acordo com a defesa, Cabrera Chavarria chegou aos Estados Unidos em 2019, aos 11 anos, junto da família, vinda de Honduras. Além de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, ele atuava como goleiro do time de futebol da escola e ajudou a equipe a conquistar títulos distritais e estaduais.
Familiares e professores descrevem o jovem como dedicado e responsável. Sua irmã relatou que ele conciliava aulas, treinos e jornadas de trabalho que frequentemente terminavam às 2h da manhã. Nos períodos livres, ainda ajudava a cuidar do sobrinho bebê.
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Em nota, o ICE afirmou que o estudante “admitiu livremente não ter base legal ou documentação para permanecer nos EUA” e declarou que ele permanecerá sob custódia enquanto o processo migratório estiver em andamento. Um representante da agência acrescentou que pessoas em situação irregular deveriam deixar o país voluntariamente para preservar futuras possibilidades de retorno legal aos Estados Unidos.










