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A poucos dias da data limite para a desincompatibilização de cargos executivos, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixaram seus cargos nesta terça-feira (31). Eles vão concorrer a cargos eletivos nas eleições gerais de outubro deste ano.

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data da eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril. O 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

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A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

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Risco de inelegibilidade

Caso o afastamento não seja cumprido, esses possíveis candidatos passam a ser considerados inelegíveis, de acordo com a Lei da Inelegibilidade. Ainda segundo o TSE, os prazos de desincompatibilização variam de acordo com o cargo ou a função que o pré-candidato ocupa e a vaga para a qual irá concorrer.

Deputados distritais, federais e senadores que queiram concorrer a outro cargo ou à reeleição não precisam deixar os mandatos.

O presidente da República não precisa renunciar ao mandato, caso queira disputar a reeleição. Se o chefe do Executivo quiser disputar outro cargo eletivo, aplica-se a norma desincompatibilização eleitoral.

O TSE disponibiliza um serviço, em sua página na internet, para verificar os prazos legais exigidos, de acordo com a função ocupada e o cargo eleitoral pretendido.

Exonerações e nomeações publicadas

Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na tarde desta terça (31), trouxe oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. A oficialização ocorreu horas depois da reunião ministerial em que Lula se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano.

No mesmo evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez. De acordo com o presidente, dos 37 ministros do governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro.

Na maior parte dos casos, os ministros que saem terão suas vagas ocupadas pelos respectivos secretários-executivos, que são justamente os cargos imediatamente inferiores na hierarquia das pastas. No caso do Ministério da Agricultura, o ministro Carlos Fávaro, que deve tentar a reeleição para senador da República, no Mato Grosso, deu lugar a André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura. No lugar de André de Paula, assume a secretária-executiva da pasta, Rivetla Edipo Cruz.

Outro afastamento, também em cumprimento à legislação eleitoral, já havia ocorrido há pouco mais de uma semana. Foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, substituído por Dario Durigan, o então secretário-executivo. Haddad vai disputar o cargo de governador do estado de São Paulo.

Outras mudanças já estão anunciadas, embora ainda sem definição oficial de substitutos. São os casos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ocupado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, mas que sairá para concorrer à reeleição na chapa de Lula; e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, com a iminente saída de Gleisi Hoffmann, que disputará uma vaga ao Senado pelo estado do Paraná. Em nenhuma das duas pastas, os substitutos foram confirmados.

Na Casa Civil, Rui Costa deve deixar o cargo oficialmente na próxima quinta-feira (2). Ele disputará uma das vagas ao Senado pela Bahia. Em seu lugar, na Casa Civil, assumirá a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior.

A seguir, confira todas as mudanças já confirmadas ou previstas nos cargos de ministros do governo federal:

Ministério da Fazenda

Sai: Fernando Haddad (PT), que deve disputar o governo de São Paulo

Entra: Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU em 20 de março

 

Ministério do Planejamento e Orçamento

Sai: Simone Tebet (MDB), que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo

Entra: Bruno Moretti, então secretário de Análise Governamental da Casa Civil

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar o Senado pelo estado do Mato Grosso

Entra: André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

Sai: Paulo Teixeira (PT), que deve disputar a reeleição para deputado federal por São Paulo

Entra: Fernanda Machiaveli, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH)

Sai: Macaé Evaristo (PT), que deve tentar a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais

Entra: Janine Mello, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Esporte

Sai: André Fufuca (PP), deputado federal eleito, ele deve tentar a disputa do Senado no Maranhão

Entra: Paulo Henrique Perna Cordeiro, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Pesca e Aquicultura

Sai: André de Paula, remanejado para o cargo de ministro da Agricultura

Entra: Rivetla Edipo Cruz, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Povos Indígenas

Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que deve tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo

Entra: Eloy Terena, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Portos e Aeroportos

Sai: Sílvio Costa Filho (Republicanos), que deve disputar a reeleição de deputado federal por Pernambuco

Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Meio Ambiente

Sai: Marina Silva (Rede), que pode disputar uma vaga ao Senado por São Paulo

Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério dos Transportes

Sai: Renan Filho (MDB), que deve concorrer ao governo de Alagoas

Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Casa Civil

Sai: Rui Costa (PT), que deve disputar o Senado pela Bahia

Entra: Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Educação (MEC)

Sai: Camilo Santana (PT), que pode disputar o governo do Ceará ou uma vaga ao Senado

Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional

Sai: Waldez Góes (PDT), que pode disputar uma vaga ao Senado pelo Amapá

Entra: Valder Ribeiro de Moura, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério das Cidades

Sai: Jáder Filho (MDB), que disputar o Senado pelo estado do Pará

Entra: Antonio Vladimir Moura Lima, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Igualdade Racial

Sai: Anielle Franco (PT), que deve disputar um vaga de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro

Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC)

Sai: Geraldo Alckmin (PSB), que disputará a reeleição de vice-presidente a chapa com Lula

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Secretaria das Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR)

Sai: Gleisi Hoffmann (PT), que deve disputar o Senado pelo estado do Paraná

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

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Após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado na última quarta-feira (29), a oposição bolsonarista pegou emprestado um roteiro executado pelo Partido Republicano nos Estados Unidos para defender que a vaga de Luís Roberto Barroso só seja preenchida a partir do ano que vem, após a eleição presidencial em outubro. Em 2016, a legenda de Donald Trump impediu que o então presidente Barack Obama nomeasse um novo ministro da Suprema Corte no último ano do mandato do democrata. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Arquidiocese de Nova York propôs pagar US$ 800 milhões (cerca de R$ 3,96 bilhões) para resolver as ações judiciais movidas por 1.300 pessoas que afirmam ter sofrido abuso sexual — quando menores de idade — por padres e funcionários leigos, de acordo com advogados que representam 300 dos acusadores. A arquidiocese pagaria a cada acusador pelo menos US$ 250 mil, de acordo com uma carta que descreve o possível acordo e que foi enviada na segunda-feira aos acusadores por dois dos advogados dos demandantes, Jeff Anderson e Trusha Goffe.
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Os advogados insistiram para que seus clientes aceitassem o acordo, alertando que a arquidiocese provavelmente entraria com pedido de falência caso contrário — uma medida que poderia prolongar o litígio e reduzir o valor dos futuros pagamentos do acordo.
“A arquidiocese precisa que todos os sobreviventes concordem com o acordo proposto para que ele possa prosseguir”, escreveram os advogados na carta enviada por e-mail, que foi obtida pelo The New York Times.
Nos termos propostos, apresentados após vários meses de mediação, ambas as partes concordaram que “todos os sobreviventes” com processos pendentes contra a arquidiocese devem aceitar o acordo. A frase “sem exceções” está escrita em negrito e sublinhada.
“Caso haja alguma resistência, o acordo global não será concretizado”, dizem documentos analisados ​​pelo Times, e a arquidiocese e “as partes participantes podem entrar com pedido de falência ao abrigo do Capítulo 11”.
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Um porta-voz de Anderson recusou-se a comentar. A proposta surge meses depois de a arquidiocese ter anunciado planos para cortar drasticamente os seus custos a fim de financiar o acordo. Em dezembro, afirmou que planeava angariar pelo menos US$ 300 milhões e que tinha reduzido o seu orçamento operacional em 10%. Vendeu também algumas das suas propriedades mais valiosas, incluindo a sua sede na Primeira Avenida e o terreno onde se situa o Hotel Palace, na zona leste de Manhattan, que foi vendido por cerca de US$ 490 milhões.
Diversas dioceses católicas em Nova York entraram com pedido de proteção contra falência, ao abrigo do Capítulo 11, incluindo as de Long Island e Buffalo. Nenhuma é tão grande ou influente quanto a Arquidiocese de Nova York, que representa 2,5 milhões de católicos em quase 300 paróquias em Manhattan, no Bronx, em Staten Island e nos subúrbios do norte da cidade. A arquidiocese também é uma das maiores proprietárias de terras da cidade, com bilhões de dólares em ativos imobiliários.
Em fevereiro, a arquidiocese empossou o bispo Ronald A. Hicks como seu 11º arcebispo, substituindo o cardeal Timothy Dolan, que liderou a arquidiocese por mais de 16 anos e ajudou a conduzi-la durante o processo de indenização por abuso sexual. Dolan apresentou sua renúncia ao papa no ano passado, após completar 75 anos, idade em que os bispos tradicionalmente se aposentam.
Representantes da arquidiocese não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Mas, em abril, o Our Town, um veículo de notícias local, noticiou que os líderes da igreja foram alertados de que a falência era uma possibilidade. Nos termos propostos, a arquidiocese depositaria US$ 800 milhões em um fundo fiduciário para os 1.300 sobreviventes, em duas parcelas ao longo de 15 meses. O primeiro pagamento, de US$ 615 milhões, seria efetuado em 27 de julho, de acordo com os documentos.
Os acusadores teriam a opção de um acordo de “pagamento rápido” de US$ 250 mil ou um processo de revisão de reclamações administrado pelo fundo fiduciário e realizado por um revisor de reclamações. A revisão levaria em consideração o que aconteceu com cada demandante e o efeito que isso teve sobre eles.
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A arquidiocese também teria que divulgar publicamente informações sobre os agressores e outros “documentos secretos” que ajudariam a “proteger melhor as crianças no futuro”, disseram os advogados. Além disso, seria obrigada a manter em seu site uma lista de bispos, padres e diáconos que foram “acusados ​​de forma crível” de abuso, e a atualizar periodicamente a lista com “futuras denúncias comprovadas”.
Até US$ 100 milhões do pagamento inicial de US$ 615 milhões seriam destinados a custos administrativos, incluindo as despesas dos advogados dos acusadores, US$ 30 milhões para o departamento jurídico da seguradora da arquidiocese e US$ 25 milhões para quaisquer reivindicações adicionais que possam surgir contra a arquidiocese com base na Lei de Violência Motivada por Gênero da cidade.
A arquidiocese contratou Daniel J. Buckley, um juiz aposentado da Califórnia, para mediar os termos do acordo. Buckley negociou um acordo entre a Arquidiocese de Los Angeles e as vítimas de abuso sexual em outubro de 2024, resultando em um acordo de US$ 880 milhões — a maior quantia individual já paga por uma diocese.
Uma das acusadoras, que pediu anonimato para falar sobre sua reação ao acordo proposto, disse que se sentiu coagida a aceitar os termos do acordo por causa da exigência de que não houvesse “nenhuma resistência” antes que a oferta pudesse prosseguir. Anderson e Goffe escreveram que estavam participando de sessões semanais de mediação há vários meses. Os advogados disseram que analisaram as finanças, os bens e a disponibilidade de seguros da arquidiocese para alcançar o “melhor resultado possível” para os acusadores.
“Se os processos contra a arquidiocese não forem resolvidos agora, é quase certo que a arquidiocese entrará com pedido de falência sob o Capítulo 11”, escreveram os advogados. “Isso daria início a um longo processo de falência, resultando em vários anos de disputas sobre os bens da arquidiocese, batalhas com suas seguradoras, milhões de dólares gastos em custos e taxas de falência e, provavelmente, um resultado financeiro igual ou pior para os sobreviventes.”
O governo colombiano avalia enviar à Índia 80 hipopótamos, um legado incomum do narcotraficante Pablo Escobar, após receber uma proposta do filho de um magnata indiano para acolhê-los nesse país e mitigar, assim, sua reprodução descontrolada.
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A Colômbia pretende sacrificar, a partir deste ano, parte dos 200 hipopótamos considerados uma espécie invasora no país, depois de serem introduzidos como uma excentricidade do barão da cocaína, morto pela polícia em 1993.
Na terça-feira, Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda esta decisão e ofereceu receber os hipopótamos em seu enorme centro de atenção aos animais Vantara, na Índia.
A ministra do Ambiente colombiana, Irene Vélez, divulgou, nesta quinta-feira (30), uma carta na qual o governo pede à Índia que confirme se o refúgio conta com as permissões necessárias para realizar a realocação dos animais e se suas instalações estão aptas a recebê-los.
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Também “para saber se (as autoridades indianas) autorizam ou não o traslado de hipopótamos para o centro Vantara”, escreveu Vélez no X.
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Na década de 1980, Escobar importou quatro hipopótamos para seu zoológico pessoal no centro do país.
Após sua morte, os animais fugiram e se estabeleceram às margens do rio Magdalena, onde alteraram o ecossistema e, inclusive, atacaram pescadores. Hoje, integram a maior manada do mundo fora da África.
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O Ministério do Ambiente estima que sem medidas de controle, poderiam chegar a 500 indivíduos em 2030.
As autoridades também realizam custosos processos de esterilização e propuseram seu traslado para outros países como alternativa ao sacrifício.
Vélez tinha dito recentemente que os hipopótamos são rejeitados por uma mutação genética devido à endogamia.
Grupos de defesa dos animais tentaram frear o sacrifício com um recurso judicial que foi negado por um tribunal.
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No entanto, por trás dessa opulência, existe uma história empresarial que começou com Dhirubhai Ambani, que fundou uma empresa têxtil na década de 1970 antes de expandir para a indústria petroquímica, lançando as bases para o império atual.
Após sua morte em 2002, o controle do conglomerado passou para seus filhos, o que levou a uma disputa interna que terminou com a divisão dos negócios. Mukesh Ambani assumiu a liderança de áreas-chave como energia e refino, enquanto seu irmão mais novo, Anil Ambani, manteve setores como telecomunicações e infraestrutura.
Ao longo dos anos, Mukesh consolidou sua posição à frente da Reliance Industries, impulsionando uma expansão significativa para novos mercados, particularmente com o lançamento de serviços digitais que transformaram o acesso à internet no país. Esse crescimento não apenas fortaleceu a fortuna da família, mas também posicionou a empresa como um ator-chave na economia global.
A corrida espacial tomou um rumo inesperado em direção à sustentabilidade global, com a construtora japonesa Shimizu Corporation revelando um projeto de engenharia colossal chamado Luna Ring. A iniciativa propõe circundar o equador da Lua com um cinturão ininterrupto de painéis solares para coletar energia continuamente e transmiti-la à Terra, superando as limitações climáticas e os ciclos de dia e noite que atualmente restringem as fontes de energia renováveis ​​em nosso planeta.
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De acordo com a documentação técnica da Shimizu, o projeto prevê um anel com aproximadamente 11.000 quilômetros de comprimento, atingindo uma largura de 400 quilômetros em seu ponto mais largo. A ideia central é transformar a Lua em uma enorme usina de energia que forneça energia limpa para qualquer região da Terra, independentemente de sua localização geográfica. Segundo a análise da empresa, essa mudança de paradigma busca ir além da dependência de recursos finitos, como os combustíveis fósseis, e adotar um modelo baseado em um fornecimento virtualmente ilimitado de energia verde.
O funcionamento do Anel Lunar depende de um sistema de conversão complexo, onde a radiação solar, que incide constantemente sobre a superfície lunar, seria transformada em eletricidade por células fotovoltaicas dispostas no cinturão. Cabos de alta capacidade transportariam essa energia para o lado visível da Lua. De lá, utilizando antenas transmissoras de 20 quilômetros de diâmetro, a eletricidade seria convertida em feixes de micro-ondas ou laser de alta densidade, que seriam emitidos diretamente para estações receptoras na Terra.
Essas estações, chamadas de rectennas no caso das micro-ondas, converteriam a energia recebida de volta em eletricidade para a rede elétrica global ou, alternativamente, em hidrogênio para armazenamento e combustível. Um aspecto crucial da proposta é a estratégia de construção, visto que, dada a impossibilidade logística de transportar todos os materiais da Terra, Shimizu propõe a utilização de recursos locais.
O projeto Luna Ring, planejado pela Shimizu Corporation
Divulgação/Shimizu Corporation
O regolito lunar seria processado para a obtenção de materiais essenciais como concreto, vidro, cerâmica e oxigênio. O plano diretor detalha que, para atingir esse nível de infraestrutura, seriam utilizadas equipes de robôs avançados operados remotamente da Terra. Esses robôs seriam responsáveis ​​por perfurar, nivelar o terreno e montar os módulos, trabalhando continuamente 24 horas por dia. A presença humana, embora limitada, seria necessária para auxiliar em tarefas técnicas complexas e supervisionar as operações.
A viabilidade tecnológica deste projeto é, por ora, tema de intenso debate na comunidade científica. Obstáculos como a logística espacial, a eficiência da transmissão de energia a longa distância e os custos operacionais extremamente elevados colocam o projeto Luna Ring no âmbito de propostas de longo prazo. Mesmo assim, Shimizu mantém um cronograma otimista que prevê o início da construção até 2035, com base nos avanços incrementais na mineração espacial e na robótica observados desde os experimentos da NASA e da JAXA no final do século XX.
A promessa desta rede de energia vai além da geração de eletricidade. Os proponentes do projeto apontam que a transição para uma sociedade do hidrogênio poderia reduzir drasticamente o impacto ambiental, já que esse combustível produz apenas água quando consumido. Sob essa perspectiva, a disponibilidade massiva de energia também permitiria o aprimoramento dos sistemas globais de abastecimento de água potável e alimentos. Com uma eficiência de transmissão atmosférica estimada em 98% tanto para lasers quanto para micro-ondas, a infraestrutura visa garantir que a energia solar captada no vácuo do espaço chegue aos centros de consumo terrestres com perdas mínimas, alcançando assim uma harmonia sustentável entre a humanidade e o meio ambiente.
O projeto, descrito como um desafio tecnológico sem precedentes, representa uma tentativa de transformar o sonho de energia inesgotável em uma realidade tangível. Enquanto as agências espaciais continuam com missões como a Artemis II, o conceito de Shimizu ressalta a importância estratégica da Lua não apenas como destino de exploração, mas também como componente fundamental da arquitetura energética do século XXI. O sucesso dessa visão dependerá, em última análise, de uma coordenação internacional sem precedentes para financiar e construir um projeto que, se concretizado, redefinirá o cenário energético mundial.
Entre montes de lixo, entulho e tendas improvisadas, a rotina de milhares de palestinos deslocados em Gaza passou a incluir mais uma ameaça além da guerra. Em meio a condições precárias e à destruição da infraestrutura básica, ratos e parasitas se espalham pelos acampamentos, atacando crianças durante o sono, destruindo pertences e contribuindo para o avanço de doenças, segundo reportagem da Reuters.
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A infestação ocorre em um cenário em que a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes do território foi forçada a deixar suas casas. Muitas dessas pessoas vivem hoje em estruturas improvisadas montadas em terrenos baldios, à beira de estradas ou sobre os restos de edifícios destruídos por bombardeios.
Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, imagens registradas nesta segunda-feira mostram moradores caminhando ao lado de acúmulos de lixo próximos às tendas, em um ambiente que favorece a proliferação de roedores, conforme documentado pela Reuters.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos. A poucos dias do casamento, Amani Abu Selmi, de 20 anos, descobriu que ratos haviam destruído parte de seu enxoval. As roupas e bolsas guardadas na tenda onde vive com a família foram roídas. O vestido tradicional bordado em tom bordô, usado em casamentos palestinos, também foi danificado.
— Toda a minha felicidade se foi, transformou-se em tristeza, que se transformou em desgosto – minhas coisas se foram, meu enxoval de casamento se foi — lamentou Amani Abu Selmi à Reuters.
Palestinos caminham ao lado de montes de lixo e entulho perto de tendas para deslocados internos, em meio à proliferação de roedores, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
Bashar Taleb / AFP
Os ataques acontecem principalmente durante a noite. Khalil Al-Mashharawi, de 26 anos, contou à Reuters que seu filho de três anos teve mãos e pés mordidos por um rato enquanto dormia. Dias depois, ele próprio também foi atacado. A família vive nas ruínas da antiga casa no bairro de Tuffah, no norte de Gaza. Para tentar se proteger, ele e a esposa passaram a dormir em turnos.
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— Eles atacam enquanto dormimos. Eles podem desaparecer por um ou dois dias antes de atacarem novamente, abrindo caminho sob as telhas do piso da casa — relatou Khalil Al-Mashharawi à Reuters.
A contenção do problema é limitada. Segundo moradores, armadilhas são escassas e pouco eficazes diante das condições dos abrigos destruídos e dos acampamentos improvisados. A situação tende a se agravar com a chegada do verão, de acordo com Mohamed Abu Selmia, diretor do hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.
Ele afirmou à Reuters que a escassez de materiais para controle de pragas, como veneno para ratos, contribui para o avanço da infestação. Israel restringe a entrada de diversos itens no território alegando risco de uso militar.
O COGAT, órgão militar israelense responsável pela coordenação de atividades nos territórios palestinos, informou à Reuters que facilitou a entrada de cerca de 90 toneladas de materiais para controle de pragas e mais de 1.000 ratoeiras nas últimas semanas, como parte de um esforço conjunto com parceiros internacionais para enfrentar o problema sanitário.
Apesar disso, os efeitos já são visíveis no sistema de saúde. — Todos os dias, os hospitais registram casos de pacientes internados devido a incidentes relacionados a roedores, principalmente entre crianças, idosos e doentes — afirmou Mohamed Abu Selmia à Reuters. Ele também alertou para o risco de doenças como febre da mordida de rato, leptospirose e até peste.
Dentro desses abrigos frágeis, os impactos são diretos e cotidianos
AFP
A crise sanitária está diretamente ligada ao colapso da infraestrutura em Gaza. Sistemas de esgoto e saneamento foram amplamente destruídos durante a guerra, enquanto a coleta de lixo praticamente deixou de funcionar. Com isso, resíduos e água contaminada se acumulam próximos às áreas onde famílias vivem, cozinham e se lavam. Segundo grupos humanitários, esse cenário criou condições ideais para a proliferação de roedores e parasitas.
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Dados da Organização Mundial da Saúde indicam a dimensão do problema. Reinhilde Van de Weerdt, representante da entidade no território, afirmou à Reuters que cerca de 17.000 casos de infecções relacionadas a roedores e ectoparasitas foram registrados em Gaza apenas neste ano.
— Esta é apenas a consequência infeliz, mas previsível, de pessoas que vivem em um ambiente habitacional precário — avaliou Reinhilde Van de Weerdt à Reuters.
A situação se desenvolve em paralelo à continuidade do conflito. Mesmo após um cessar-fogo anunciado em outubro entre Israel e o Hamas, os ataques persistem. Segundo a Reuters, mais de 800 palestinos foram mortos desde então, enquanto quatro soldados israelenses também morreram no período. Israel afirma que suas ações são motivadas por ameaças do Hamas e mantém restrições à entrada de ajuda humanitária por razões de segurança.
A Venezuela voltou a divulgar indicadores econômicos após anos de interrupção, em meio à intervenção dos Estados Unidos e à tentativa do governo de reorganizar as contas públicas, segundo o jornal El País. Dados atualizados pelo Banco Central da Venezuela (BCV) mostram que a inflação foi de 32% em janeiro, 14,6% em fevereiro e 13,1% em março. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 649,5%. A publicação encerra um período de pelo menos uma década de apagão estatístico, durante o qual o BCV deixou de divulgar regularmente informações oficiais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Desde o mês de março, o mundo acompanha o drama da baleia-jubarte batizada de Timmy (ou Hope), que encalhou repetidas vezes na costa do norte da Alemanha. Jovem, com cerca de 12 toneladas e 10 metros de comprimento, o animal foi encontrado emaranhado em redes de pesca em águas rasas do Mar Báltico, uma região considerada inadequada para a espécie. Ao longo de dias, equipes tentaram conduzi-lo de volta ao mar aberto, mas, sem sucesso, autoridades locais optaram nesta semana por uma operação que envolve uma grande “piscina” flutuante que o transporta neste momento por centenas de quilômetros até o Mar do Norte, com direito a rastreamento on-line da barca e grande cobertura midiática. Além do apelo popular, o caso expôs questões sobre os limites da intervenção humana em processos naturais e irreversíveis, e o dilema entre resgates pontuais e os esforços para a conservação sistêmica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No último fim de semana, o jornal israelense Haaretz revelou que ao menos quatro navios russos, carregados com trigo de áreas ocupadas da Ucrânia, atracaram no porto de Haifa (norte de Israel) desde o início do ano, com conhecimento das autoridades locais. Foi o estopim para uma crise diplomática entre dois países que mantêm uma complexa relação em tempos de guerra, envolvendo acusações de roubo, convocações de embaixadores e críticas à “diplomacia de Twitter”.
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Segundo o Haaretz, as embarcações fariam parte da chamada “frota fantasma” russa, usada para evadir sanções internacionais a commodities como o petróleo e grãos, especialmente aqueles obtidos em áreas sob ocupação russa na Ucrânia.
As tripulações transitam por rotas alternativas no Mar Negro, empregam táticas para atrapalhar sistemas de localização e realizam transferências de carga em alto-mar — de acordo com a publicação, a área próxima ao Estreito de Kerch, que separa a Rússia continental da Crimeia ocupada, é usada com frequência para a manobra.
Toneladas de grãos são vistas no porto de Izmail, na região de Odessa, na Ucrânia
STRINGER/AFP
Além das quatro embarcações confirmadas em portos israelenses em 2026 (um navio suspeito aguarda para atracar em Haifa), há registros de que o esquema é usado desde 2023, com mais de 30 embarques anotados em documentos das autoridades russas, consultados pela publicação.
Com o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, tropas de Moscou assumiram o controle de parte das vastas áreas de produção agrícola da Ucrânia, assim como de seus estoques de trigo e outras commodities. Segundo Kiev, cerca de 15 milhões de toneladas de grãos foram tomadas nos últimos quatro anos, e sua venda ajuda a fortalecer o esforço de guerra do Kremlin.
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Cerca de duas semanas antes da reportagem do Haaretz, o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, conversou com ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, sobre um navio cargueiro russo que recebeu permissão para atracar no porto de Haifa: na ocasião ainda de forma amena, disse que “a exportação ilegal de produtos agrícolas ucranianos roubados faz parte do esforço de guerra mais amplo da Rússia” e que “esse comércio ilegal de mercadorias roubadas não deve ser permitido”.
Com os novos detalhes, o ambiente pesou.
“Relações amigáveis entre Ucrânia e Israel têm o potencial de beneficiar ambos os países, e o comércio ilegal da Rússia com grãos ucranianos roubados não deve comprometer essas relações”, disse o chanceler ucraniano, na segunda-feira, no X. “É difícil entender a falta de resposta apropriada de Israel ao pedido legítimo da Ucrânia em relação ao navio anterior que entregou bens roubados em Haifa.”
No dia seguinte, o embaixador israelense na capital ucraniana foi convocado, e o presidente Volodymyr Zelensky se juntou ao coro.
“Em qualquer país normal, a compra de bens roubados é um ato que acarreta responsabilidade legal. Isso se aplica, em particular, ao grão roubado pela Rússia. Outro navio carregando tal grão chegou a um porto em Israel e está se preparando para descarregar. Isso não é — e não pode ser — um negócio legítimo”, escreveu no X. “As autoridades israelenses não podem ignorar quais navios estão chegando aos portos do país e que carga eles estão transportando.”
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Em resposta, Sa’ar afirmou que a Ucrânia não apresentou evidências de que navios com cargas vindas de áreas ocupadas tenham chegado a seus portos e partiu para o ataque.
— O governo ucraniano não apresentou um pedido de assistência jurídica. Apresentou apenas tuítes. Isso é necessário quando as alegações dizem respeito a atos criminosos cometidos no exterior. O governo ucraniano também não apresentou provas para suas alegações — disse em Jerusalém, na terça-feira. — Rejeitamos a diplomacia de Twitter e não nos deixaremos influenciar por ela. Dizemos novamente aos nossos amigos ucranianos: se vocês tiverem alguma prova de roubo, a apresentem pelos canais apropriados.
Um representante da Comissão Europeia declarou ao portal Euronews que as autoridades do bloco estão cientes das alegações sobre os navios russos em Israel, que “permanecem prontas para combater tais ações, incluindo medidas contra indivíduos e entidades em países terceiros, se necessário”, e que entraram “em contato com o Ministério das Relações Exteriores de Israel”.
A jornalistas, o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, disse que “prefere não comentar sobre isso de forma alguma nem me envolver nesse assunto”. A Rússia nega as acusações de roubo de grãos.
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Nos últimos quatro anos, Israel e Ucrânia mantiveram uma relação complexa. Em 2022, os israelenses não condenaram publicamente a invasão russa, tampouco se juntaram aos europeus e americanos na adoção de sanções e se recusaram a fornecer armas a Kiev, limitando-se a oferecer ajuda humanitária e não letal. Para analistas, uma tentativa de manter abertos os canais com ucranianos e russos, apesar da crescente retórica anti-Israel de Moscou nas últimas semanas.
Já em 2023, após o ataque do Hamas e o início da guerra em Gaza, Zelensky se pôs ao lado do governo de Israel de forma incondicional. Também demonstrou apoio à ofensiva de EUA e Israel contra o Irã (aliado da Rússia), mas não esconde o desconforto com o pouco interesse dos EUA em um acordo de paz para sua própria guerra. Desencontros entre Zelensky e o premier Benjamin Netanyahu e críticas do embaixador ucraniano em Israel a um sistema de alerta de ataques aéreos fornecido pelos israelenses ajudaram a azedar o clima.
No final de março, o líder ucraniano não incluiu Israel em uma viagem ao Oriente Médio, na qual ofereceu a expertise de seu país no uso de drones defensivos. Uma decisão esnobada pelos israelenses, já impacientes com o estilo de Zelensky e com suas demandas financeiras e militares.
— Zelensky está fazendo de tudo para que eles os levem a sério e está exagerando a ajuda ucraniana aos estados do Golfo para dizer que a Ucrânia é uma potência — disse um integrante do governo israelense ao portal Ynet, em condição de anonimato. — O motivo da raiva dos ucranianos é que eles nunca estão satisfeitos. Não importa o que você lhes dê, eles dirão que não é suficiente.
O primeiro de maio é o feriado do Dia do Trabalho — ou do Trabalhador, como é conhecido em alguns países — que celebra as lutas de trabalhadores por melhores condições no ambiente de trabalho e limites na jornada ao redor do mundo.
Neste ano, as questões trabalhistas têm voltado à pauta com o recente debate em torno do fim da escala 6×1.
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Mas o 1º de maio, que é comemorado em vários países com um feriado, é só mais um dia nos EUA. Justamente o país que deu origem à data não o celebra com um dia de descanso aos trabalhadores.
Ainda na época do rápido processo de crescimento industrial entre o fim do século XIX e o início do século XX, a falta de regulação trabalhista e de definições de limites nas horas de trabalho nas linhas de produção e a dificuldade de diálogo entre os funcionários e os patrões fizeram com que trabalhadores se organizassem em prol de melhores condições.
O Dia do Trabalho começou a ser comemorado no dia 5 de setembro de 1882 nos Estados Unidos. Foi quase no fim do verão no Hemisfério Norte, no dia 5 daquele mês, quando os trabalhadores de Nova York se reuniram em uma passeata, com direito a desfile portando estandartes e instrumentos musicais. O objetivo era demonstrar força e prosperidade da classe.
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Só que a expansão da celebração do Dia do Trabalho pelo mundo teve como origem protestos na cidade americana de Chicago. Em 1º de maio de 1886, os trabalhadores tomaram as ruas, junto da Federação Americana do Trabalho, a maior central operária dos Estados Unidos, e iniciaram um protesto que levaria dias.
Os trabalhadores, que tinham uma jornada de até 13 horas diárias por seis dias na semana, reivindicavam uma redução para oito horas de trabalho diárias, além de melhores condições nas indústrias.
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O protesto tomou forma. Mas foi alguns dias depois, na noite do dia 4, que as tensões aumentaram. Um confronto com a polícia começou, causando a morte de 11 pessoas e dezenas de feridos.
A notícia da manifestação chegou em todo o mundo. Em 1889, a Segunda Internacional (que reunia partidos socialistas e trabalhistas de vários países) definiu na França o dia do início do protesto — 1º de maio — como o Dia do Trabalho.
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— Os franceses pensam em criar a data no 14 de julho (data da queda da Bastilha, marco inicial da Revolução Francesa), mas o dia simbolizava a burguesia para eles. Naquele momento, isso não satisfazia os trabalhadores. A data do 1º de maio é pensada por conta de Chicago. E, na França, começa a ser celebrado em 1890, com “feriados forçados” e paralisações — diz Renata Moraes, professora de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
A celebração começou a se repetir nos anos seguintes com a reunião de trabalhadores em paradas comemorativas, mas também em manifestações por melhores condições laborais. Em 1920, foi a vez de a Rússia aderir à celebração.
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Além do Brasil, cerca de 80 países celebram o Dia Internacional do Trabalho, como Itália, Alemanha, China e Portugal.
Por aqui, a comemoração do 1º de Maio como feriado foi sancionada pelo presidente Artur Bernardes em setembro de 1924, começando a valer no ano seguinte. O governo do presidente mineiro teve pequenos avanços na legislação, como assistência médica e definição de aposentadoria para alguns setores.
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A decretação desses pontos foi uma consequência da grande greve geral de 1917, que começou em São Paulo. Trabalhadores paralisaram suas atividades nas fábricas reivindicando direitos trabalhistas.
Mas foi com o presidente Getúlio Vargas (1930-45 e 1950-54)que o 1º de maio ganhou força. Em 1931, a comemoração da abolição da escravidão, em 13 de maio de 1988, deixa de ser feriado, e a folga é transferida para o 1º de Maio, o Dia do Trabalho.
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A partir de 1938, o Estado Novo de Vargas começa a valorizar a ideia de trabalho, estimulando grandes passeatas pelo Rio de Janeiro.
– A festa passa a ter um tom pedagógico, passando um recado de exceção, valorizando quem trabalha. Vargas se utiliza dos grandes discursos, reforçando sua ideia de proximidade com o povo – diz a historiadora.
Foi em 1940 que o então presidente sancionou, naquele dia, a lei do salário mínimo. A partir dali, em todo dia 1º de maio era anunciado o reajuste do piso salarial.
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Dois homens foram executados nesta quinta-feira no sul dos Estados Unidos, na Flórida e no Texas. O primeiro passou quase 50 anos no corredor da morte. James Hitchcock, de 70 anos, foi condenado à morte em 1977 pelo assassinato, no ano anterior, de sua sobrinha de 13 anos, Cynthia Driggers.
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Seus quase 50 anos no corredor da morte o tornaram um dos presos que passaram mais tempo no corredor da morte nos Estados Unidos. Ele morreu por injeção letal na Penitenciária Estadual da Flórida em Raiford, informou o Departamento de Correções do estado em seu site.
No Texas, James Broadnax, de 37 anos, foi executado por injeção letal. Ele havia sido condenado à morte pelo roubo e assassinato, em 2008, de dois produtores musicais, Stephen Swan e Matthew Butler.
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Com as execuções de hoje, o número de execuções nos Estados Unidos desde o início do ano chegou a dez, todas por injeção letal. Seis dessas execuções ocorreram na Flórida, três no Texas e uma em Oklahoma.
Em 2025, um total de 47 presos foram executados, o maior número desde 2009, quando 52 foram registradas. A grande maioria das execuções nos Estados Unidos é feita por injeção letal, com 39 realizadas por esse método em 2025. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados. Três estados — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — têm uma moratória sobre ela.

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