O Rei Charles III desembarca em Washington nesta segunda-feira em um momento de forte tensão entre Estados Unidos e Reino Unido, provocado pela guerra contra o Irã e pela recusa britânica em participar da ofensiva liderada pelo presidente Donald Trump. A visita oficial, que também inclui a rainha Camilla, ocorre na oitava semana do conflito e em meio ao desgaste diplomático com o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. O britânico classificou a ação americana como uma “guerra de escolha”, o que irritou Trump.
Trump 2.0: Em momento crítico, trumpismo não se beneficiará da reação desafiadora do presidente a nova ameaça à sua vida
Contexto: Charles III discursará no Congresso dos EUA em primeira visita ao país como Rei
O rei Charles III e a rainha Camilla do Reino Unido são recebidos pela chefe de protocolo dos EUA, Monica Crowley, à chegada à Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
KENT NISHIMURA / AFP
Apesar do contexto, autoridades afirmam que a viagem de quatro dias não tem relação direta com a crise. Como chefe de Estado, o monarca não atua em decisões políticas nem comenta assuntos de governo.
Ainda assim, a visita é vista em Londres como uma tentativa indireta de amenizar o clima. A expectativa é que a agenda simbólica, com cerimônias, encontros públicos e celebrações, reforce os laços históricos entre os dois países, que completam 250 anos de relação diplomática neste ano.
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Trump, que nos últimos meses atacou Starmer e criticou o poder militar britânico, sinalizou disposição para reduzir o tom. Em entrevista à BBC, ele afirmou que a presença do rei pode ajudar.
— Ele é fantástico. Um homem fantástico. Com certeza — disse.
Entenda: Rei Charles III fará primeira visita de Estado aos EUA em celebração aos 250 anos da independência
A recepção começa sob forte esquema de segurança, após um ataque a tiros no jantar de correspondentes da Casa Branca no sábado, evento do qual Trump precisou sair às pressas.
O avião do rei Charles III e da rainha Camilla do Reino Unido é visto após a aterrisagem na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
O casal real será recebido com cerimônia oficial e um evento nos jardins, organizado pela embaixada britânica. Na terça-feira, Charles terá um encontro reservado com Trump no Salão Oval, considerado o momento mais sensível da visita.
Autoridades britânicas dizem que não está prevista uma sessão de perguntas à imprensa, comum em visitas de chefes de governo. Ainda assim, há preocupação com a possibilidade de declarações imprevisíveis do presidente.
Ataque com tiros: suspeito de ataque a jantar com Trump comparecerá a tribunal federal em Washington nesta segunda
Nos bastidores, teme-se que Trump use o encontro para criticar Starmer ou pressionar o rei a se posicionar sobre a guerra. Em entrevista recente ao jornal britânico Telegraph, o presidente afirmou que Charles “teria adotado uma postura diferente” em comparação com a do premier britânico.
Uma guarda de honra aproxima-se após o rei Charles III e a rainha Camilla do Reino Unido terem aterrisado na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
Outro ponto de tensão envolve as Ilhas Malvinas. Um relatório do Pentágono sugeriu que os EUA poderiam rever o apoio à soberania britânica sobre o território como resposta à postura de Londres no conflito com o Irã.
A Argentina reivindica as ilhas, enquanto o governo britânico destaca que a população local já votou majoritariamente por permanecer sob domínio do Reino Unido.
‘Forte defensor do cristianismo evangélico’: Suspeito de ataque em jantar com presença de Trump fazia parte de uma fraternidade cristã
A imprensa britânica trata a viagem como um teste para o reinado. Manchetes recentes classificaram a visita como “de alto risco” e alertaram para possíveis constrangimentos diplomáticos.
O líder liberal-democrata Ed Davey chegou a pedir o cancelamento da viagem.
— Temo pelo que Trump possa dizer ou fazer enquanto nosso rei é obrigado a ficar ao lado dele — afirmou no Parlamento.
Veja: Pressão doméstica faz líderes europeus recalcularem rota e confrontarem Trump
Starmer rejeitou a sugestão e disse que o papel da monarquia é justamente manter laços de longo prazo.
— O objetivo da visita é marcar os 250 anos da relação entre nossos países — ressaltou.
Além do encontro com Trump, Charles deve discursar em sessão conjunta do Congresso, repetindo o gesto feito por sua mãe, a rainha Elizabeth II, em 1991. Assessores dizem que ele evitará temas do noticiário e focará na cooperação histórica entre os dois países.
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O rei deve destacar parcerias em ciência, inovação, economia e defesa, reforçando a ideia de continuidade da aliança.
Apesar do esforço para manter o foco institucional, a visita ocorre em meio a questões delicadas envolvendo a família real. O rei ainda não se reconciliou totalmente com o filho Harry, que vive nos EUA, enquanto seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, enfrenta desgaste após denúncias ligadas ao empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Embora Andrew não tenha sido formalmente acusado e negue irregularidades, sua relação com Epstein e com Ghislaine Maxwell afetou a imagem da monarquia. Assessores indicam que Charles evitará o tema durante a viagem, priorizando uma agenda voltada à educação, meio ambiente e apoio a jovens.
A visita inclui ainda compromissos em Nova York, como ida ao memorial do 11 de Setembro ao lado do prefeito Zohran Mamdani e do ex-prefeito Michael Bloomberg, além de projetos sociais no Harlem.
Entenda: Visita da realeza britânica aos EUA promete
Na reta final da viagem, o casal irá à Virgínia, onde visitará o Cemitério Nacional de Arlington e participará de eventos ligados ao aniversário americano.
A rainha também participará de ações voltadas à alfabetização, incluindo uma celebração dos 100 anos do personagem Ursinho Pooh.
O Palácio de Buckingham espera que a visita ajude a conter o desgaste recente. Situação semelhante ocorreu em 1957, quando Elizabeth II visitou Washington após a crise do Canal de Suez. Na ocasião, o então presidente Dwight D. Eisenhower exaltou a parceria entre os países e declarou confiança no futuro da relação.
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KENT NISHIMURA / AFP
Apesar do contexto, autoridades afirmam que a viagem de quatro dias não tem relação direta com a crise. Como chefe de Estado, o monarca não atua em decisões políticas nem comenta assuntos de governo.
Ainda assim, a visita é vista em Londres como uma tentativa indireta de amenizar o clima. A expectativa é que a agenda simbólica, com cerimônias, encontros públicos e celebrações, reforce os laços históricos entre os dois países, que completam 250 anos de relação diplomática neste ano.
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Trump, que nos últimos meses atacou Starmer e criticou o poder militar britânico, sinalizou disposição para reduzir o tom. Em entrevista à BBC, ele afirmou que a presença do rei pode ajudar.
— Ele é fantástico. Um homem fantástico. Com certeza — disse.
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A recepção começa sob forte esquema de segurança, após um ataque a tiros no jantar de correspondentes da Casa Branca no sábado, evento do qual Trump precisou sair às pressas.
O avião do rei Charles III e da rainha Camilla do Reino Unido é visto após a aterrisagem na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
O casal real será recebido com cerimônia oficial e um evento nos jardins, organizado pela embaixada britânica. Na terça-feira, Charles terá um encontro reservado com Trump no Salão Oval, considerado o momento mais sensível da visita.
Autoridades britânicas dizem que não está prevista uma sessão de perguntas à imprensa, comum em visitas de chefes de governo. Ainda assim, há preocupação com a possibilidade de declarações imprevisíveis do presidente.
Ataque com tiros: suspeito de ataque a jantar com Trump comparecerá a tribunal federal em Washington nesta segunda
Nos bastidores, teme-se que Trump use o encontro para criticar Starmer ou pressionar o rei a se posicionar sobre a guerra. Em entrevista recente ao jornal britânico Telegraph, o presidente afirmou que Charles “teria adotado uma postura diferente” em comparação com a do premier britânico.
Uma guarda de honra aproxima-se após o rei Charles III e a rainha Camilla do Reino Unido terem aterrisado na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
Outro ponto de tensão envolve as Ilhas Malvinas. Um relatório do Pentágono sugeriu que os EUA poderiam rever o apoio à soberania britânica sobre o território como resposta à postura de Londres no conflito com o Irã.
A Argentina reivindica as ilhas, enquanto o governo britânico destaca que a população local já votou majoritariamente por permanecer sob domínio do Reino Unido.
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A imprensa britânica trata a viagem como um teste para o reinado. Manchetes recentes classificaram a visita como “de alto risco” e alertaram para possíveis constrangimentos diplomáticos.
O líder liberal-democrata Ed Davey chegou a pedir o cancelamento da viagem.
— Temo pelo que Trump possa dizer ou fazer enquanto nosso rei é obrigado a ficar ao lado dele — afirmou no Parlamento.
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Starmer rejeitou a sugestão e disse que o papel da monarquia é justamente manter laços de longo prazo.
— O objetivo da visita é marcar os 250 anos da relação entre nossos países — ressaltou.
Além do encontro com Trump, Charles deve discursar em sessão conjunta do Congresso, repetindo o gesto feito por sua mãe, a rainha Elizabeth II, em 1991. Assessores dizem que ele evitará temas do noticiário e focará na cooperação histórica entre os dois países.
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O rei deve destacar parcerias em ciência, inovação, economia e defesa, reforçando a ideia de continuidade da aliança.
Apesar do esforço para manter o foco institucional, a visita ocorre em meio a questões delicadas envolvendo a família real. O rei ainda não se reconciliou totalmente com o filho Harry, que vive nos EUA, enquanto seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, enfrenta desgaste após denúncias ligadas ao empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Embora Andrew não tenha sido formalmente acusado e negue irregularidades, sua relação com Epstein e com Ghislaine Maxwell afetou a imagem da monarquia. Assessores indicam que Charles evitará o tema durante a viagem, priorizando uma agenda voltada à educação, meio ambiente e apoio a jovens.
A visita inclui ainda compromissos em Nova York, como ida ao memorial do 11 de Setembro ao lado do prefeito Zohran Mamdani e do ex-prefeito Michael Bloomberg, além de projetos sociais no Harlem.
Entenda: Visita da realeza britânica aos EUA promete
Na reta final da viagem, o casal irá à Virgínia, onde visitará o Cemitério Nacional de Arlington e participará de eventos ligados ao aniversário americano.
A rainha também participará de ações voltadas à alfabetização, incluindo uma celebração dos 100 anos do personagem Ursinho Pooh.
O Palácio de Buckingham espera que a visita ajude a conter o desgaste recente. Situação semelhante ocorreu em 1957, quando Elizabeth II visitou Washington após a crise do Canal de Suez. Na ocasião, o então presidente Dwight D. Eisenhower exaltou a parceria entre os países e declarou confiança no futuro da relação.










