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Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, é uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos no Irã e voltou ao centro do noticiário internacional após ser internada em estado crítico, depois de ser transferida da prisão para um hospital na província de Zanjan. A ativista cumpre pena por acusações relacionadas à sua atuação política e, segundo sua família, enfrenta um quadro de saúde grave sem acesso a tratamento especializado em Teerã.
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Engenheira formada em física, Mohammadi iniciou sua trajetória como ativista ainda na universidade, nos anos 1990, quando já se posicionava contra restrições às liberdades civis no país. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como uma das figuras mais influentes do movimento de direitos humanos iraniano, com atuação destacada em denúncias de abusos do sistema judicial e penitenciário.
Atuação contra pena de morte e repressão a mulheres
Mohammadi ganhou projeção internacional principalmente por seu trabalho contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã. Ela integrou o Centro de Defensores dos Direitos Humanos, organização fundada pela também Nobel da Paz Shirin Ebadi, e participou de campanhas que denunciaram execuções e prisões arbitrárias.
Nos últimos anos, sua atuação passou a dialogar diretamente com movimentos como o “Mulher, Vida, Liberdade”, que ganhou força após a morte de Mahsa Amini, em 2022. Mesmo presa, Mohammadi continuou a divulgar cartas e relatos sobre abusos cometidos dentro das prisões, incluindo denúncias de violência física e psicológica contra detentas.
A ativista foi presa pela primeira vez no início dos anos 2000 e, desde então, passou por sucessivos períodos de detenção. As acusações mais recorrentes envolvem “propaganda contra o Estado” e “ameaça à segurança nacional”, termos amplamente utilizados pelo regime iraniano para enquadrar opositores.
Em fevereiro deste ano, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão, somando-se a outras sentenças anteriores que elevam seu tempo total de pena. Em diferentes momentos, Mohammadi também foi submetida a isolamento e transferências entre unidades prisionais, o que, segundo organizações internacionais, agravou seu estado de saúde.
Apesar das detenções, sua atuação continuou a repercutir fora do país, mobilizando entidades de direitos humanos e governos estrangeiros. A concessão do Nobel da Paz, em 2023, ampliou essa pressão e consolidou seu nome como símbolo global da resistência ao regime iraniano.
Saúde frágil e denúncias de negligência
A condição de saúde de Mohammadi é motivo de preocupação há anos. Ela sofre de problemas cardíacos e pulmonares e já passou por procedimentos como angioplastias. Familiares e advogados afirmam que, durante períodos de prisão, ela teve acesso limitado a cuidados médicos adequados.
Segundo a Fundação Narges Mohammadi, sua transferência recente para um hospital ocorreu após uma “deterioração catastrófica” do quadro clínico, com episódios de perda de consciência e crise cardíaca. Ainda assim, o tratamento estaria restrito a medidas emergenciais para estabilização, sem acesso a acompanhamento especializado.
— O tratamento eficaz só será possível com a transferência para sua equipe médica em Teerã — afirmou a fundação em comunicado.
A família sustenta que a permanência em Zanjan representa risco elevado, já que médicos especialistas teriam indicado que o histórico clínico da ativista exige acompanhamento em centros mais equipados.
Mesmo encarcerada, Mohammadi segue sendo uma referência para movimentos de oposição ao regime iraniano. Sua trajetória reúne denúncias documentadas, mobilização internacional e um histórico de enfrentamento direto às autoridades.
A internação em estado crítico reacendeu a pressão de organizações e instituições internacionais para que o Irã permita seu tratamento adequado e reavalie sua prisão. Enquanto isso, seu caso permanece como um dos mais emblemáticos da repressão a ativistas no país.

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O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) confirmou que vai apresentar nesta segunda-feira (4) o parecer sobre o Projeto de Lei nº 2.780 /2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A votação do projeto está pautada para esta terça-feira (5).

Relator do projeto na Câmara dos Deputados, o parlamentar assegurou que a proposição leva em conta sugestões apresentadas por entidades, órgãos e especialistas do setor de mineração, da indústria e do Poder Público.

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“O parecer que estou construindo não é um documento isolado. É resultado de escuta, diálogo e responsabilidade com o futuro do Brasil”, assegurou Jardim, nas redes sociais.

Em uma postagem, esta manhã, o deputado antecipou que vai manter a proposta de criação de um comitê ou conselho responsável por definir, por resolução, quais os minerais críticos e estratégicos do país. O grupo será vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral, órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

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Além de priorizar projetos empresariais relacionados ao aproveitamento dos minerais críticos nacionais, acelerando licenciamentos, o projeto prevê incentivos fiscais e a concessão de linhas de crédito especiais – incluindo a aplicação do Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) – para fomentar a pesquisa, lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável.

Para Jardim, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos deve garantir que o país aproveite as vastas reservas para desenvolver uma cadeia industrial interna, de produtos com valor agregado.

“Não é apenas sobre extrair recursos. É sobre decidir qual papel o Brasil quer ocupar nessa nova economia: ser fornecedor de matéria-prima ou protagonista na geração de valor, tecnologia e desenvolvimento”, acrescentou o deputado.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. Principalmente porque, conforme destacou Jardim, embora esteja “sentado sobre algumas das maiores reservas estratégicas do planeta”, o Brasil não possui uma política nacional que confira a estes minerais estratégicos a importância que merecem.

“Estamos falando de um setor estratégico, capaz de posicionar o país no centro da nova economia global. E o caminho é claro: agregar valor aqui dentro, gerar empregos qualificados e transformar nossos recursos em desenvolvimento real”, argumentou Jardim, que também relatou a proposta original na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara.

Vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara, Jardim foi designado relator do projeto final em setembro de 2025, depois que o plenário aprovou o regime de urgência para análise da proposta original, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG).

Entenda

Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países, importantes por serem imprescindíveis para produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Já os chamados elementos terras raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, será recebido pelo papa Leão XIV nesta quinta-feira, no Vaticano, onde deve discutir a situação no Oriente Médio e temas relacionados à América Latina. O encontro ocorre em meio a tensões recentes entre o pontífice e o presidente americano, Donald Trump.
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Segundo o Departamento de Estado, Rubio estará em Roma entre quarta e sexta-feira. Em comunicado, a pasta informou que o secretário “se reunirá com líderes da Santa Sé para discutir a situação no Oriente Médio e os interesses mútuos no Hemisfério Ocidental (América Latina)”.
O Vaticano já havia confirmado a audiência privada com o papa para as 11h30 no horário local (6h30 em Brasília). De acordo com fontes ouvidas pela AFP, o encontro é visto como uma tentativa de “descongelar” as relações entre a Santa Sé e o governo dos Estados Unidos.
Durante a viagem, Rubio também deve se reunir com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e com autoridades italianas. Entre os encontros previstos estão o chanceler Antonio Tajani e, segundo fontes italianas, o ministro da Defesa Guido Crosetto. O chefe da diplomacia americana também solicitou uma reunião com a primeira-ministra Giorgia Meloni.
Papa Leão XIV durante visita à cidade de Malabo, na Guiné Equatorial, durante viagem de 11 dias por países na África
Alberto Pizzoli/ AFP
“As reuniões com seus homólogos italianos se concentrarão em interesses de segurança compartilhados e alinhamento estratégico”, acrescentou o Departamento de Estado.
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A visita ocorre após críticas públicas de Trump ao papa. O presidente americano reagiu a posicionamentos de Leão XIV — que tem defendido a paz em conflitos internacionais e criticado políticas migratórias — chamando-o de “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”.
O Vaticano, por sua vez, mantém historicamente um papel diplomático ativo, inclusive em países como Cuba — tema sensível para Rubio, que é cubano-americano e participou de iniciativas para aumentar a pressão dos Estados Unidos sobre o governo da ilha.
Antes mesmo da recente troca de críticas, pesquisas realizadas em março e abril já indicavam crescimento da desaprovação a Trump entre católicos americanos.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião

Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (5) para analisar pareceres de representações contra parlamentares envolvidos na ocupação do Plenário Ulysses Guimarães, em agosto de 2025.

A reunião será às 12 horas, no plenário 11.

O colegiado deve analisar representações (Reps 24/25, 25/25 e 27/25) contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

Na semana passada, o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), apresentou  parecer recomendando a suspensão, por dois meses, dos mandatos desses três deputados.

Eles são acusados pela Mesa Diretora de tentar impedir o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir o controle do Plenário durante a ocupação do Plenário em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pela votação da anistia aos atos do 8 de janeiro.

O colegiado também deve analisar o parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) sobre a Representação 26/25, contra Marcos Pollon. Maia recomendou a suspensão do mandato do parlamentar por 90 dias.

Na representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta, também durante a ocupação do Plenário.

“Ninguém se importa com os marinheiros. O cessar-fogo não é para nós. É para as pessoas comuns.” O desabafo de Istique Alam, um comandante que está a bordo de um petroleiro dos Emirados Árabes Unidos, próximo à costa de Omã, resume a situação de cerca de 20 mil trabalhadores do mar que continuam presos no Estreito de Ormuz desde o início da escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. Apesar da trégua em vigor desde 8 de abril, eles seguem impedidos de deixar a região. Ao mesmo tempo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma operação, batizada de “Projeto Liberdade”, para guiar as embarcações presas para fora da região, mas sem explicar como.
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“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu o presidente, no domingo, em sua plataforma Truth Social.
Segundo Trump, a medida tem caráter “humanitário” e busca ajudar embarcações bloqueadas que enfrentam escassez de alimentos e suprimentos essenciais. A operação prevê o uso de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares, de acordo com o Comando Central dos EUA.
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O Irã reagiu com ameaças diretas. O general Ali Abdollahi afirmou que qualquer força estrangeira — “especialmente as forças militares americanas” — será alvo de ataques caso se aproxime ou entre no estreito. Autoridades iranianas também classificaram a iniciativa como uma violação do cessar-fogo.
Centenas de tripulações e embarcações estão retidas na região há mais de dois meses e seguem sem previsão de saída.
— Todo mundo quer voltar para casa. À noite, eu apago as luzes do meu navio porque não sabemos o que pode acontecer — relata Alam à CNN.
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Apesar da posição de comando, ele admite que sente medo.
— Sou um ser humano. Não sou um guerreiro. Sou um marinheiro — afirma.
Segundo estimativas da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência da ONU, cerca de 2 mil navios estão parados na região, impedidos de cruzar o estreito após o fechamento imposto pelo Irã em meio ao conflito. A via marítima é estratégica para o transporte global de petróleo, e a paralisação tem impactos tanto econômicos quanto humanitários.
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O capitão afirma ter presenciado ataques de perto.
— Vi um caça atacar um drone — diz. — Muitas pessoas estão assustadas, porque não confiamos nesses líderes.
Como apelo, ele pede a reabertura da rota.
— Se querem lutar, lutem entre vocês, mas, por favor, abram o Estreito de Ormuz. Assim, a vida normal pode recomeçar — ressalta.
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Relatos semelhantes se repetem entre os tripulantes. Em entrevista à rede britânica BBC, o capitão de petroleiro Ramoon Kapoor descreveu ter testemunhado “diversos ataques, vários mísseis e explosões”, classificando a situação como “bastante tensa”. Segundo ele, a tripulação enfrenta níveis elevados de estresse e ansiedade.
Embora o cessar-fogo tenha interrompido os ataques, a incerteza persiste.
— Todos estão contando os dias [para voltar para casa] — conta Kapoor, acrescentando que muitos já começaram a arrumar seus pertences para uma possível liberação repentina.
Outro marinheiro, que conseguiu deixar a região, descreveu “caos total” e “pânico” a bordo após o início da guerra. Em depoimento à IMO, ele relatou “mísseis sendo interceptados e fogos no céu” e afirmou que a maioria da tripulação não conseguia dormir.
A situação levou países membros da ONU a condenarem formalmente a interrupção do transporte marítimo global pelo Irã, durante uma reunião em Londres. Uma resolução aprovada pela IMO afirmou que as ações do país representam risco grave à vida humana e ao meio ambiente marinho.
Apesar disso, o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, criticou o foco excessivo em debates diplomáticos, em detrimento de soluções concretas.
— Não vejo como essas discussões, procedimentos e votações ajudam os 20 mil marinheiros que estão há semanas retidos — afirma.
Enquanto impasses políticos persistem, trabalhadores do mar seguem à deriva, aguardando não apenas o fim do conflito, mas a possibilidade de, finalmente, voltar para casa.
Um navio sul-coreano sofreu uma explosão seguida de um incêndio no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, que não informou sobre vítimas.
A embarcação, de bandeira panamenha e operada por uma importante empresa de navegação sul-coreana, estava encalhada no estreito e tinha 24 tripulantes a bordo, sendo seis sul-coreanos e 18 estrangeiros. A causa da explosão e do incêndio, bem como a extensão dos danos, estão sendo investigadas.
“O governo continuará a manter uma comunicação estreita com os países relevantes em relação ao incidente e tomará as medidas necessárias para garantir a segurança dos navios e tripulantes sul-coreanos no Estreito de Ormuz”, afirmou o ministério em comunicado.
A empresa de transporte marítimo informou que um incêndio começou na casa de máquinas após uma explosão no navio graneleiro, acrescentando que os membros da tripulação estão trabalhando para extinguir as chamas. “É muito cedo para determinar se foi causado por um ataque externo”, disse um funcionário da empresa.
Desde a ofensiva israelense-americana contra o Irã em 28 de fevereiro, a República Islâmica bloqueia essa via por onde, antes da guerra, passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Matéria em atualização. Com informações de AFP e Yonhap
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos para se encontrar o presidente americano Donald Trump. A reunião, que ocorrerá na Casa Branca, em Washington, está prevista para acontecer na quinta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que os dois primeiros navios mercantes de bandeira americana cruzaram o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, horas após o início da operação “Projeto Liberdade”, que o presidente Donald Trump apresentou na véspera como uma medida para garantir a livre navegação na rota naval vital para o comércio de petróleo e gás natural.
“Contratorpedeiros com mísseis guiados da Marinha dos EUA estão atualmente operando no Golfo Arábico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade. Forças americanas estão ativamente auxiliando os esforços para restaurar o tráfego para o transporte comercial. Como primeiro passo, 2 navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz o comunicado publicado pelo Centcom.
*Matéria em atualização
Um policial foi içado de helicóptero até um rio infestado de crocodilos no nordeste da África do Sul para participar de uma operação considerada de alto risco: recuperar o corpo de um empresário desaparecido que teria sido devorado por um dos animais. Imagens da ação circulam nas redes sociais e mostram o momento em que o agente é descido por cordas até a água para imobilizar o réptil.
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O caso ocorreu às margens do rio Komati, uma região próxima ao Parque Nacional Kruger, após o desaparecimento do empresário, cujo veículo ficou preso enquanto ele tentava atravessar uma ponte baixa alagada na semana passada.
Assista:
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Segundo a imprensa local, quando os policiais chegaram ao local, encontraram apenas o carro vazio. A principal hipótese inicial era de que o homem tivesse sido arrastado pela forte correnteza ao tentar deixar o automóvel.
Diante disso, a polícia mobilizou mergulhadores, helicópteros e drones para uma ampla operação de busca. Durante as varreduras aéreas, os agentes localizaram uma pequena ilha no rio onde vários crocodilos estavam tomando sol.
O capitão Johant “Pottie” Potgieter, comandante de uma unidade de mergulho da polícia, afirmou ao site News24 que a experiência da equipe levou os investigadores a suspeitarem de um animal específico.
— Além de estar com a barriga extremamente cheia, ele não se mexeu nem tentou entrar no rio, apesar do barulho dos drones e do helicóptero — relatou à imprensa local.
Segundo Potgieter, o comportamento incomum indicava que o réptil poderia ter se alimentado recentemente. O crocodilo foi abatido antes de a equipe iniciar o resgate, descrito posteriormente pela polícia como uma “operação altamente perigosa e complexa”.
Imagens circulam nas redes sociais
Redes sociais
Resgate aéreo e restos humanos
Nas imagens divulgadas, o policial aparece sendo descido de helicóptero por cordas até a água, onde o crocodilo foi imobilizado para que ambos pudessem ser retirados por via aérea.
— A extremidade afiada de um crocodilo não é o melhor lugar para se aproximar dele — afirmou Potgieter ao portal de notícias.
O animal media cerca de 4,5 metros de comprimento e pesava aproximadamente 500 quilos. Após ser retirado do rio, ele foi levado ao Parque Nacional Kruger, onde especialistas encontraram restos humanos em seu interior.
Agora, exames de DNA estão sendo realizados para confirmar se os restos mortais pertencem ao empresário desaparecido.
Potgieter também revelou que os investigadores encontraram seis tipos diferentes de sapatos dentro do crocodilo. Segundo ele, a descoberta pode indicar que o animal tenha atacado outras pessoas anteriormente, embora tenha ressaltado que isso não representa uma prova definitiva.
— Um crocodilo come ou engole qualquer coisa — disse.
A chefe interina da polícia sul-africana, tenente-general Puleng Dimpane, elogiou os agentes envolvidos na operação e destacou a complexidade da missão, realizada em uma área de alto risco e com forte presença de predadores.
O Comando Central dos EUA (Centcom) rejeitou nesta segunda-feira que um navio de guerra americano tenha sido atingido por mísseis iranianos no Estreito de Ormuz, após a mídia estatal da nação persa relatar um incidente envolvendo o disparo de projéteis contra uma fragata na rota naval. A disputa acontece em um momento em que Washington e Teerã voltaram a trocar ameaças de ações unilaterais para manter o bloqueio ou liberar a passagem de embarcações na região.
Sem explicar como: Trump diz que Marinha dos EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de amanhã
Recálculo: Guerra no Irã queimou munições estratégicas dos EUA projetadas para potenciais confrontos com China e Rússia
“A AFIRMAÇÃO: A mídia estatal iraniana afirma que o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis. A VERDADE: Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças dos EUA estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, afirmou o Centcom em uma publicação na rede social X.
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O comunicado americano foi publicado pouco após a agência de notícias semioficial Fars afirmar que a Marinha do Irã teria disparado dois mísseis contra um navio americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, citando fontes locais. O incidente, ainda de acordo com a agência, teria ocorrido perto da ilha Jask, após a fragata americana rejeitar alertas emitidos por militares iranianos, que teriam considerado a atitude da embarcação uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
Outra agência de notícias iraniana, a Irna, citou mais cedo que dois contratorpedeiros americanos teriam evitado prosseguir por Ormuz ao receberem alertas emitidos via rádio.
A disputa ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no domingo que a Marinha dos EUA iria escoltar navios represados no estreito desde o começo da guerra com o Irã. O republicano não deu detalhes de como o plano — chamado por ele de Projeto Liberdade — seria de fato executado, mas disse que começaria nesta segunda-feira.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu Trump na Truth Social. “Este processo, Projeto Liberdade, terá início na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio.”
O comando militar do Irã respondeu que atacaria caso militares dos EUA entrassem em Ormuz após a ameaça de Trump. A sinalização mostrou que os estrategistas militares em Teerã não estão dispostos a abrir mão do controle da passagem estratégica por onde transitavam 20% do petróleo e gás natural produzidos no mundo antes da guerra.
“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB. “Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das Forças Armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”.
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou um novo mapa da região, mostrando a área que ainda estaria mantendo sob controle. A zona é limitada por duas linhas traçadas entre as duas margens de Ormuz: a primeira entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e a outra entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
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(Com AFP)
*Matéria em atualização.
A Marinha do Irã disparou mísseis contra um navio de guerra americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, afirmaram fontes locais à agência de notícias Fars nesta segunda-feira, em um momento em que Washington e Teerã voltaram a trocar ameaças de ações unilaterais para manter o bloqueio ou liberar a passagem de embarcações na região. Os governos ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.
O relato publicado pela Fars afirma que os iranianos dispararam dois mísseis contra uma fragata americana que navegava por Ormuz perto da ilha Jask. O incidente foi considerado uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
(Com AFP)
*Matéria em atualização.

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