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O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que os dois primeiros navios mercantes de bandeira americana cruzaram o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, horas após o início da operação “Projeto Liberdade”, que o presidente Donald Trump apresentou na véspera como uma medida para garantir a livre navegação na rota naval vital para o comércio de petróleo e gás natural.
“Contratorpedeiros com mísseis guiados da Marinha dos EUA estão atualmente operando no Golfo Arábico após atravessarem o Estreito de Ormuz em apoio ao Projeto Liberdade. Forças americanas estão ativamente auxiliando os esforços para restaurar o tráfego para o transporte comercial. Como primeiro passo, 2 navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz o comunicado publicado pelo Centcom.
*Matéria em atualização

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Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, é uma das principais vozes na defesa dos direitos humanos no Irã e voltou ao centro do noticiário internacional após ser internada em estado crítico, depois de ser transferida da prisão para um hospital na província de Zanjan. A ativista cumpre pena por acusações relacionadas à sua atuação política e, segundo sua família, enfrenta um quadro de saúde grave sem acesso a tratamento especializado em Teerã.
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Engenheira formada em física, Mohammadi iniciou sua trajetória como ativista ainda na universidade, nos anos 1990, quando já se posicionava contra restrições às liberdades civis no país. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como uma das figuras mais influentes do movimento de direitos humanos iraniano, com atuação destacada em denúncias de abusos do sistema judicial e penitenciário.
Atuação contra pena de morte e repressão a mulheres
Mohammadi ganhou projeção internacional principalmente por seu trabalho contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã. Ela integrou o Centro de Defensores dos Direitos Humanos, organização fundada pela também Nobel da Paz Shirin Ebadi, e participou de campanhas que denunciaram execuções e prisões arbitrárias.
Nos últimos anos, sua atuação passou a dialogar diretamente com movimentos como o “Mulher, Vida, Liberdade”, que ganhou força após a morte de Mahsa Amini, em 2022. Mesmo presa, Mohammadi continuou a divulgar cartas e relatos sobre abusos cometidos dentro das prisões, incluindo denúncias de violência física e psicológica contra detentas.
A ativista foi presa pela primeira vez no início dos anos 2000 e, desde então, passou por sucessivos períodos de detenção. As acusações mais recorrentes envolvem “propaganda contra o Estado” e “ameaça à segurança nacional”, termos amplamente utilizados pelo regime iraniano para enquadrar opositores.
Em fevereiro deste ano, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão, somando-se a outras sentenças anteriores que elevam seu tempo total de pena. Em diferentes momentos, Mohammadi também foi submetida a isolamento e transferências entre unidades prisionais, o que, segundo organizações internacionais, agravou seu estado de saúde.
Apesar das detenções, sua atuação continuou a repercutir fora do país, mobilizando entidades de direitos humanos e governos estrangeiros. A concessão do Nobel da Paz, em 2023, ampliou essa pressão e consolidou seu nome como símbolo global da resistência ao regime iraniano.
Saúde frágil e denúncias de negligência
A condição de saúde de Mohammadi é motivo de preocupação há anos. Ela sofre de problemas cardíacos e pulmonares e já passou por procedimentos como angioplastias. Familiares e advogados afirmam que, durante períodos de prisão, ela teve acesso limitado a cuidados médicos adequados.
Segundo a Fundação Narges Mohammadi, sua transferência recente para um hospital ocorreu após uma “deterioração catastrófica” do quadro clínico, com episódios de perda de consciência e crise cardíaca. Ainda assim, o tratamento estaria restrito a medidas emergenciais para estabilização, sem acesso a acompanhamento especializado.
— O tratamento eficaz só será possível com a transferência para sua equipe médica em Teerã — afirmou a fundação em comunicado.
A família sustenta que a permanência em Zanjan representa risco elevado, já que médicos especialistas teriam indicado que o histórico clínico da ativista exige acompanhamento em centros mais equipados.
Mesmo encarcerada, Mohammadi segue sendo uma referência para movimentos de oposição ao regime iraniano. Sua trajetória reúne denúncias documentadas, mobilização internacional e um histórico de enfrentamento direto às autoridades.
A internação em estado crítico reacendeu a pressão de organizações e instituições internacionais para que o Irã permita seu tratamento adequado e reavalie sua prisão. Enquanto isso, seu caso permanece como um dos mais emblemáticos da repressão a ativistas no país.
Um policial foi içado de helicóptero até um rio infestado de crocodilos no nordeste da África do Sul para participar de uma operação considerada de alto risco: recuperar o corpo de um empresário desaparecido que teria sido devorado por um dos animais. Imagens da ação circulam nas redes sociais e mostram o momento em que o agente é descido por cordas até a água para imobilizar o réptil.
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O caso ocorreu às margens do rio Komati, uma região próxima ao Parque Nacional Kruger, após o desaparecimento do empresário, cujo veículo ficou preso enquanto ele tentava atravessar uma ponte baixa alagada na semana passada.
Assista:
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Segundo a imprensa local, quando os policiais chegaram ao local, encontraram apenas o carro vazio. A principal hipótese inicial era de que o homem tivesse sido arrastado pela forte correnteza ao tentar deixar o automóvel.
Diante disso, a polícia mobilizou mergulhadores, helicópteros e drones para uma ampla operação de busca. Durante as varreduras aéreas, os agentes localizaram uma pequena ilha no rio onde vários crocodilos estavam tomando sol.
O capitão Johant “Pottie” Potgieter, comandante de uma unidade de mergulho da polícia, afirmou ao site News24 que a experiência da equipe levou os investigadores a suspeitarem de um animal específico.
— Além de estar com a barriga extremamente cheia, ele não se mexeu nem tentou entrar no rio, apesar do barulho dos drones e do helicóptero — relatou à imprensa local.
Segundo Potgieter, o comportamento incomum indicava que o réptil poderia ter se alimentado recentemente. O crocodilo foi abatido antes de a equipe iniciar o resgate, descrito posteriormente pela polícia como uma “operação altamente perigosa e complexa”.
Imagens circulam nas redes sociais
Redes sociais
Resgate aéreo e restos humanos
Nas imagens divulgadas, o policial aparece sendo descido de helicóptero por cordas até a água, onde o crocodilo foi imobilizado para que ambos pudessem ser retirados por via aérea.
— A extremidade afiada de um crocodilo não é o melhor lugar para se aproximar dele — afirmou Potgieter ao portal de notícias.
O animal media cerca de 4,5 metros de comprimento e pesava aproximadamente 500 quilos. Após ser retirado do rio, ele foi levado ao Parque Nacional Kruger, onde especialistas encontraram restos humanos em seu interior.
Agora, exames de DNA estão sendo realizados para confirmar se os restos mortais pertencem ao empresário desaparecido.
Potgieter também revelou que os investigadores encontraram seis tipos diferentes de sapatos dentro do crocodilo. Segundo ele, a descoberta pode indicar que o animal tenha atacado outras pessoas anteriormente, embora tenha ressaltado que isso não representa uma prova definitiva.
— Um crocodilo come ou engole qualquer coisa — disse.
A chefe interina da polícia sul-africana, tenente-general Puleng Dimpane, elogiou os agentes envolvidos na operação e destacou a complexidade da missão, realizada em uma área de alto risco e com forte presença de predadores.
O Comando Central dos EUA (Centcom) rejeitou nesta segunda-feira que um navio de guerra americano tenha sido atingido por mísseis iranianos no Estreito de Ormuz, após a mídia estatal da nação persa relatar um incidente envolvendo o disparo de projéteis contra uma fragata na rota naval. A disputa acontece em um momento em que Washington e Teerã voltaram a trocar ameaças de ações unilaterais para manter o bloqueio ou liberar a passagem de embarcações na região.
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“A AFIRMAÇÃO: A mídia estatal iraniana afirma que o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis. A VERDADE: Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças dos EUA estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, afirmou o Centcom em uma publicação na rede social X.
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O comunicado americano foi publicado pouco após a agência de notícias semioficial Fars afirmar que a Marinha do Irã teria disparado dois mísseis contra um navio americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, citando fontes locais. O incidente, ainda de acordo com a agência, teria ocorrido perto da ilha Jask, após a fragata americana rejeitar alertas emitidos por militares iranianos, que teriam considerado a atitude da embarcação uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
Outra agência de notícias iraniana, a Irna, citou mais cedo que dois contratorpedeiros americanos teriam evitado prosseguir por Ormuz ao receberem alertas emitidos via rádio.
A disputa ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no domingo que a Marinha dos EUA iria escoltar navios represados no estreito desde o começo da guerra com o Irã. O republicano não deu detalhes de como o plano — chamado por ele de Projeto Liberdade — seria de fato executado, mas disse que começaria nesta segunda-feira.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu Trump na Truth Social. “Este processo, Projeto Liberdade, terá início na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio.”
O comando militar do Irã respondeu que atacaria caso militares dos EUA entrassem em Ormuz após a ameaça de Trump. A sinalização mostrou que os estrategistas militares em Teerã não estão dispostos a abrir mão do controle da passagem estratégica por onde transitavam 20% do petróleo e gás natural produzidos no mundo antes da guerra.
“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB. “Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das Forças Armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”.
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou um novo mapa da região, mostrando a área que ainda estaria mantendo sob controle. A zona é limitada por duas linhas traçadas entre as duas margens de Ormuz: a primeira entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e a outra entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
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(Com AFP)
*Matéria em atualização.
A Marinha do Irã disparou mísseis contra um navio de guerra americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, afirmaram fontes locais à agência de notícias Fars nesta segunda-feira, em um momento em que Washington e Teerã voltaram a trocar ameaças de ações unilaterais para manter o bloqueio ou liberar a passagem de embarcações na região. Os governos ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.
O relato publicado pela Fars afirma que os iranianos dispararam dois mísseis contra uma fragata americana que navegava por Ormuz perto da ilha Jask. O incidente foi considerado uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
(Com AFP)
*Matéria em atualização.
Uma explosão em uma área residencial de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, deixou duas pessoas mortas e outras três feridas, entre elas uma criança, na manhã deste domingo. O caso ocorreu na Sterncourt Road, na região de Frenchay, e está sendo tratado pela Polícia de Avon e Somerset como um “incidente grave” de causa suspeita.
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Segundo as autoridades, equipes de emergência foram acionadas por volta das 6h30, após relatos de uma explosão em um endereço da rua. No local, um homem e uma mulher foram encontrados mortos. Os familiares das vítimas já foram informados.
Outras três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, foram levadas ao hospital com ferimentos leves, informou a corporação.
Pouco antes da explosão, a polícia havia sido chamada para atender uma ocorrência de violência doméstica no mesmo endereço. A relação entre os dois episódios ainda está sendo apurada, e a investigação permanece em estágio inicial.
Apesar da gravidade do caso, a polícia afirmou que não procura por nenhum suspeito neste momento e reforçou que o incidente não está sendo tratado como um possível ataque terrorista.
Área isolada e evacuação de moradores
Um amplo cordão de isolamento foi montado na região como medida de precaução, e moradores que vivem dentro da área restrita foram retirados de suas casas e encaminhados para um centro temporário de acolhimento instalado no pub e restaurante Snuff Mill Harvester, nas proximidades.
Além disso, outra residência localizada em Speedwell, também em Bristol, está sendo investigada por ter ligação com o homem que morreu na explosão.
Em nota, a Polícia de Avon e Somerset informou que o isolamento foi necessário para garantir a segurança pública e permitir o avanço das apurações.
“O cordão de isolamento foi colocado como medida de precaução para ajudar a manter a segurança do público. As pessoas que vivem dentro desse cordão estão, portanto, sendo evacuadas para um centro de acolhimento temporário”, informou a corporação.
Moradores relataram momentos de tensão logo após o estrondo. Um residente que preferiu não se identificar disse ao portal BristolLive que ouviu uma forte explosão por volta das 6h30.
Segundo ele, ao sair de casa para verificar o que havia acontecido, foi orientado por policiais armados a retornar imediatamente para dentro da residência. O morador afirmou ainda que vizinhos viram fumaça saindo de uma das casas atingidas.
Mais tarde, ele e outros residentes foram orientados a deixar suas casas e seguir até um bar próximo, enquanto mais equipes de emergência chegavam ao local.
Esquadrão antibomba e alerta de segurança
Em comunicado divulgado na tarde de domingo, o superintendente Matt Ebbs afirmou que especialistas da equipe de Desativação de Artefatos Explxivos do Exército Britânico foram acionados para realizar buscas no local, como medida preventiva.
“Um cordão de isolamento foi estabelecido para proteger o público e permitir a realização de investigações no local. Isso incluiu buscas especializadas realizadas pela equipe de Desativação de Artefatos Explosivos do Exército Britânico, como medida de precaução”, declarou.
Ebbs acrescentou que o isolamento deve permanecer pelo menos até o fim da tarde e que patrulhas policiais continuarão circulando pela região para tranquilizar os moradores.
“A segurança pública será sempre a nossa prioridade e iremos reduzir o cordão de isolamento assim que for seguro para as pessoas regressarem às suas casas”, afirmou.
Polícia descarta terrorismo
A corporação também reforçou que, apesar da recente elevação do nível de ameaça terrorista no Reino Unido, o episódio não está sendo tratado como um atentado.
Nesta semana, o nível de ameaça no país foi elevado de “substancial” para “grave”, classificação que indica que um ataque terrorista é considerado “altamente provável” em solo britânico.
Ainda assim, a Polícia de Avon e Somerset pediu que a população evite especulações sobre o caso.
“Pedimos às pessoas que não especulem sobre as circunstâncias e continuamos a encorajar o público a evitar a área enquanto os serviços de emergência respondem a este incidente”, afirmou a corporação.
As autoridades seguem investigando as circunstâncias da explosão.
Longe da guerra no Irã, as interrupções no fluxo de petróleo e gás estão se espalhando por Uttar Pradesh, um estado na índia mais populoso que o Brasil. Polos industriais com cadeias de suprimentos especializadas pontilham sua zona rural densamente povoada. Cada distrito se especializa em um ramo: latão em Moradabad, couro em Kanpur, tapetes em Bhadohi e vidro em Firozabad. Agora, em Firozabad, as fábricas de vidro que dependem do gás natural importado, principalmente do Golfo Pérsico, estão expostas à escassez e aos altos preços. Em risco estão os meios de subsistência de até 1 milhão de pessoas que dependem da fabricação de vidro para o seu emprego.
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As fábricas de Firozabad, a apenas 34 km do Taj Mahal, estão proibidas de usar fornos a carvão desde 1996 para proteger a fachada de mármore branco do monumento. Na cidade, centenas de pequenas e médias empresas produzem de tudo, desde garrafas e miçangas até lustres e faróis, gerando mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,96 bilhões) em um bom ano, incluindo US$ 200 milhões (R$ 992 milhões) em exportações.
Os riscos vão além da cidade. A economia da Índia está agora entre as maiores do mundo, logo atrás da Alemanha e do Japão, mas o desemprego permanece teimosamente alto. Indústrias de mão de obra intensiva, como a fabricação de vidro, são cruciais para gerar mais empregos e transformar a vasta força de trabalho do país em uma vantagem competitiva. O desafio está crescendo, com cerca de 9 milhões de jovens entrando no mercado de trabalho a cada ano.
A Índia é o terceiro maior importador mundial de petróleo e gás, e, à medida que sua economia cresce, também cresce sua conta de importação. No início da guerra na Ucrânia, as refinarias recorreram ao petróleo bruto russo com desconto. Mas, após a pressão do governo Trump para que cessassem as compras da Rússia, as refinarias voltaram aos fornecedores tradicionais: Iraque, Arábia Saudita e outros países que dependem do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Aqui, o impacto não é sentido nos postos de gasolina. O governo indiano mantém os preços do diesel e da gasolina estáveis, e poucos moradores possuem carros. No entanto, a escassez e a disparada dos preços do gás natural ameaçam o trabalho fabril que perdura há séculos.
A tradição de fabricação de vidro em Firozabad remonta ao século XVI, quando o imperador Akbar mandou reciclar objetos mogóis em um forno local. Hoje, mil caminhões carregados de vidro quebrado chegam diariamente de toda a Índia e de outros países. Desde março, montanhas de cacos se acumulam intocadas, pois derretê-los tornou-se muito caro.
Mesmo antes da crise energética, o setor já enfrentava dificuldades. Os fabricantes de vidro locais estavam perdendo terreno para os concorrentes chineses, que possuíam fábricas mais avançadas. A maioria dos fabricantes de vidro chineses utiliza fornos elétricos, uma opção praticamente inacessível para a maioria das empresas em Firozabad. Além disso, a rede elétrica da Índia não é suficientemente estável para fornecer eletricidade confiável e acessível a essas operações. Com a alta dos preços do petróleo, a vantagem de custo da China só aumenta.
Já se passaram três décadas desde que Firozabad enfrentou uma grande crise energética — quando medidas para proteger o Taj Mahal forçaram a transição para o gás. Naquela época, apenas um terço das fábricas de vidro sobreviveram à mudança.
Nos bazares tradicionais de Firozabad, o cenário ainda é de abundância. Riquixás carregados de vidro branco, sem tingimento, passam por fileiras de pulseiras coloridas enquanto os atacadistas abastecem as lojas. Essas pulseiras, vendidas por apenas 2 centavos cada, podem estar entre os objetos de alegria mais baratos do mundo. Mesmo antes da crise, as margens de lucro eram pequenas. Agora, os preços subiram cerca de 30%.
Mukesh Bansal, um fabricante de vidro local e vice-presidente da Federação de Fabricantes de Vidro de Toda a Índia, manteve seus funcionários na folha de pagamento. Mas, com a escassez de gás, ele foi forçado a praticamente extinguir um de seus dois fornos. Em abril, sua fábrica normalmente já teria começado a produzir enfeites de Natal para exportação aos Estados Unidos. Este ano, isso não aconteceu.
Os fornos de Firozabad, que produzem cerca de 70% do vidro da Índia, precisam queimar continuamente a uma temperatura em torno de 1.580°C. Isso requer milhares de quilos de gás diariamente.
“Não fazemos parte da guerra, mas estamos sofrendo as consequências”, disse ele.
A pressão está se espalhando para os compradores. Suraj Mehta, diretor de estratégia da Hindusthan National Glass & Industries, afirmou que as garrafas de vidro se tornaram “mais difíceis e mais caras de adquirir” em toda a Índia nos últimos dois meses. Os fabricantes de vidro estão absorvendo cerca de metade do aumento, repassando o restante para cervejarias, fabricantes de refrigerantes, oficinas mecânicas e fornecedores de produtos médicos.
Binni Mittal, presidente da Sociedade Cooperativa do Parque Industrial de Firozabad, é dono de uma fábrica de pulseiras que emprega centenas de trabalhadores que aquecem, moldam e cortam vidro incandescente para produzir as peças. Seu fornecimento habitual de gás caiu 20%, obrigando-o a reduzir a produção em 40%. De uma cabine com ar-condicionado ao lado de sua fornalha, Mittal observou os custos do gás subirem. O abastecimento se manteve estável, mas os preços oscilaram drasticamente.
“Se a guerra continuar assim”, disse ele, “nossa indústria será destruída”.
Antes da guerra no Irã, o maior problema de Mittal era a escassez de mão de obra. Agora, ele teme que demitir funcionários possa significar perdê-los permanentemente, mesmo que os preços da energia voltem ao normal. No passado, ele teria contratado legiões de trabalhadores, mas o trabalho é tão árduo que poucas famílias querem que seus filhos o façam. No mês passado, a temperatura chegou a 42°C à sombra e muito mais alta perto das fornalhas. Ele não está mais contratando.
Em um mercado de trabalho a céu aberto em Firozabad, Saddam Hussein, um cortador de vidro de 32 anos, esperava por trabalho. Ele costumava sustentar a mulher e os três filhos com um salário de cerca de US$ 6 por dia. No último mês, conseguiu trabalho apenas quatro ou cinco dias por semana.
“A guerra acabou lá, mas nós estamos sendo mortos aqui”, disse ele. “Quando não consigo trabalho, minha família passa fome.”
Com a piora das condições de trabalho, cresce o descontentamento. Há algumas semanas, milhares de trabalhadores da indústria eletrônica foram às ruas em partes de Uttar Pradesh, próximas a Nova Délhi, para protestar contra os salários e as condições de trabalho. Os portões das fábricas foram invadidos. Policiais usaram gás lacrimogêneo e prenderam centenas de pessoas. Muitos reclamaram que os salários já não acompanhavam o custo de vida mesmo antes da crise energética elevar o preço de itens essenciais como o gás de cozinha.
Outros setores também estão sentindo a pressão sobre o fornecimento de energia e o emprego. Em Khurja, a cerca de 80 km a sudeste de Délhi, artesãos produzem cerâmica desde a Idade Média.
“O combustível é a principal parte do nosso produto”, disse Shalabh Singhania, da RK Potteries, estimando que ele represente de 30% a 35% dos custos. Seus fornos operam em temperaturas mais baixas do que os fornos de vidro, o que lhe permitiu desligá-los durante o mês de março sem danificá-los. O negócio exige muita mão de obra. “Uma caneca passa pelas mãos de 30 trabalhadores”, disse ele.
Ele hesitou em suspender os contratos de trabalho, porque a maioria havia viajado longas distâncias para trabalhar e raramente retornaria se fosse embora. Ele estimou que, em determinado momento, 98% dos fornos de Khurja haviam fechado. Eles só reabriram depois que o governo permitiu a queima de diesel, normalmente proibido para conter a poluição do ar em Délhi.
Enquanto sua fábrica produz utensílios domésticos, outras em Khurja fabricam isoladores cerâmicos para a crescente rede elétrica da Índia — um sinal de que a crise energética também está restringindo os materiais necessários para aliviá-la. Indústrias como a de Singhania dependem de redes de cooperação estreitamente interligadas entre proprietários, trabalhadores e compradores.
“Se um elo se rompe nessa corrente, toda a corrente se rompe”, disse ele. “A corrente já está se rompendo.”
A proibição de celulares em alguns estados americanos tinha como objetivo melhorar muitos dos problemas que afetavam a educação americana, incluindo distração, bullying, queda nas notas dos testes e absenteísmo. A ideia atraiu um apoio bipartidário raro e, nos últimos três anos, dois terços dos estados aprovaram leis que restringem o uso de celulares nas escolas. Mas as proibições alcançaram apenas alguns dos objetivos que educadores e pais esperavam, pelo menos até agora, de acordo com um novo estudo, o maior do gênero, que será publicado nesta segunda-feira pelo National Bureau of Economic Research.
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Escolas que adotaram proibições rigorosas — exigindo que os alunos mantivessem seus dispositivos em bolsas trancadas durante todo o dia letivo — observaram uma queda significativa no uso de celulares pelos alunos. No entanto, as notas dos testes não aumentaram, em média, nesses locais. E, inicialmente, a proibição de celulares levou a taxas de suspensão mais altas.
Ainda assim, os professores ficaram muito satisfeitos com a mudança, relatando menos distrações causadas pelo uso pessoal de celulares. Com o tempo, os alunos de escolas com proibições rigorosas relataram uma maior sensação de bem-estar pessoal.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Stanford, da Universidade Duke, da Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Michigan, utilizou dados da Yondr, uma empresa que fabrica capas para celulares com fecho magnético especial. Os alunos são obrigados a colocar seus celulares em capas individuais ao chegarem à escola. Eles ficam com suas capas, mas só podem destravá-las após o toque do último sinal.
Pesquisadores compararam escolas que usam o Yondr com escolas demograficamente semelhantes que não utilizam o dispositivo. Essas escolas do grupo de controle também costumavam limitar o uso de celulares, mas de forma menos rigorosa. Às vezes, permitiam que os alunos usassem os telefones entre as aulas ou os mantivessem escondidos, desde que permanecessem fora da vista. O uso de celulares também diminuiu nessas escolas, mas não tanto quanto nas que usavam o Yondr, de acordo com dados de GPS e pesquisas com professores.
No geral, os pesquisadores analisaram mais de 40 mil escolas entre 2019 e 2026. O estudo baseia-se em uma ampla gama de fontes, incluindo notas de provas, relatórios disciplinares, dados de GPS e pesquisas com professores e alunos.
O estudo constatou que os sinais de celular emitidos pelas escolas diminuíram 30% nos três primeiros anos após a adoção dos dispositivos Yondr pelas escolas. Essa é uma mudança significativa, provavelmente causada pela perda de acesso dos alunos aos seus aparelhos. Os adultos ainda conseguiam usar seus celulares na escola, e, mesmo com a tela bloqueada, os celulares ainda podiam enviar e receber sinais, como o recebimento de mensagens de texto ou e-mails.
Segundo pesquisas com professores, a proporção de alunos que usavam celulares em sala de aula para fins não acadêmicos caiu de 61% para 13% nas escolas que utilizavam as bolsas protetoras, o que sugere que os alunos não conseguiam burlar as proibições de forma generalizada.
Ainda assim, as proibições tiveram um efeito “próximo de zero” nas notas dos testes, de acordo com o estudo. As notas dos testes são afetadas por muitos fatores, incluindo a estabilidade da vida familiar dos alunos e a qualidade do ensino e do currículo. Os pesquisadores também observaram que, uma vez que os celulares foram proibidos, os alunos podem ter se distraído com outras formas de tecnologia, como laptops, que são onipresentes nas salas de aula americanas.
As proibições também não melhoraram a frequência escolar nem a percepção do bullying online. E, no primeiro ano após a implementação das proibições rigorosas, as suspensões de alunos aumentaram em média 16% — uma mudança significativa e preocupante.
O estudo não consegue determinar exatamente por que as suspensões aumentaram depois que as escolas começaram a usar as bolsas Yondr. Os autores levantaram a hipótese de que alguns alunos estavam se metendo em problemas por violarem as proibições, enquanto outros estavam enfrentando mais conflitos com os colegas porque “não estavam mais se anestesiando” com seus celulares, disse Thomas S. Dee, um dos autores e economista da educação em Stanford.
Os problemas com a disciplina estudantil diminuíram ao longo dos anos subsequentes. De modo geral, Dee afirmou que considerou o estudo um relatório inicial “encorajador” sobre proibições rigorosas de celulares. Ele alertou contra o abandono de uma política amplamente apoiada simplesmente porque as notas dos testes não aumentaram imediatamente ou porque a implementação apresentou desafios disciplinares.
“Há um longo histórico de reformas passageiras na educação que surgem e desaparecem rapidamente”, disse ele.
Em um comunicado por escrito, a Yondr afirmou ter se orgulhado de participar do primeiro estudo nacional e independente sobre a proibição de celulares. “Como acontece com qualquer mudança na cultura escolar, há um período inicial de adaptação, mas a pesquisa confirmou que as escolas superam rapidamente esses desafios iniciais e percebem benefícios duradouros”, dizia o comunicado.
Em Cape Girardeau, no estado americano do Missouri, o superintendente adjunto, Brice Beck, disse que seu distrito estava muito satisfeito com as bolsas Yondr, que se tornaram uma ferramenta poderosa para atrair e reter professores qualificados e ansiosos para trabalhar em salas de aula mais focadas. Ainda mais empolgante, disse ele, foi a mudança que os adultos observaram na vida social dos adolescentes — algo que não pode ser medido pelas notas dos testes.
“Na hora do almoço, você verá todas essas crianças conversando umas com as outras”, disse Beck. “É bem mais barulhento, mas daquele jeito bom de barulhento.”
Uma menina de 11 anos morreu em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque a tiros em uma escola no sul da Turquia ocorrido há mais de duas semanas, elevando para 10 o número de estudantes mortos no atentado, informou a imprensa local nesta segunda-feira.
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Atirador deixa nove mortos em escola na Turquia; ataque a tiros é o segundo em dois dias
Almina Agaoglu morreu no hospital, segundo informou a emissora privada de televisão NTV.
Um jovem de 14 anos abriu fogo em uma escola da província de Kahramanmaras, em 15 de abril, matando estudantes de 10 e 11 anos e também um professor. O adolescente autor do ataque morreu no local.
Investigação e repercussão
As autoridades informaram que o adolescente levou cinco armas de fogo para a escola e era filho de um inspetor de polícia, que desde então foi detido.
Em um incidente separado ocorrido no dia anterior, na província de Sanliurfa, um ex-aluno abriu fogo em seu antigo instituto, ferindo 16 pessoas, antes de tirar a própria vida ao ser confrontado pela polícia.
Os ataques chocaram a opinião pública e provocaram indignação em todo o país.
O presidente Recep Tayyip Erdogan destituiu um dos vice-ministros da Educação e anunciou que o governo introduzirá medidas para restringir a posse de armas.
Um terremoto de magnitude 6,0 sacudiu a ilha de Samar, no centro das Filipinas, às 14h09 (06h09 GMT), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), nesta segunda-feira.
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O epicentro do sismo estava localizado a cerca de nove quilômetros da localidade costeira de San Julian e tinha profundidade de 73,3 quilômetros, detalhou o USGS.
Relatos de danos leves
Um agente da polícia local disse à AFP que o terremoto foi “forte e repentino”, embora, até aquele momento, não houvesse relatos de danos mais graves.
“Aqui na delegacia, uma das vigas que sustentam o teto se rompeu (…) Vi que alguns móveis se moveram”, afirmou o policial. Ele acrescentou que, junto com seus colegas, saiu da sede por temor de réplicas.
Os terremotos ocorrem quase diariamente nas Filipinas, um arquipélago situado no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e à costa do Pacífico.
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“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB.
“Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das forças armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”, acrescentou.
O Irã mantém um controle rígido sobre Ormuz — ponto-chave para o tráfego mundial de hidrocarbonetos — desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o país em 28 de fevereiro.
Reação e operação marítima
Em represália, Teerã atacou alvos em Israel e em países do Golfo.
Trump afirmou que a nova operação marítima, batizada de “Projeto Libertad”, foi um gesto “humanitário” para as tripulações dos numerosos navios retidos pelo bloqueio na passagem marítima, que poderiam estar ficando sem alimentos e outros suprimentos cruciais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu sua participação na reabertura do trecho de Ormuz e classificou a medida como uma ação “concertada” entre o Irã e os Estados Unidos.
“É a única solução que permitiria reabrir o trecho de Ormuz de forma duradura, para garantir a navegação livre, sem restrições e com segurança”, disse.

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