O Comando Central dos EUA (Centcom) rejeitou nesta segunda-feira que um navio de guerra americano tenha sido atingido por mísseis iranianos no Estreito de Ormuz, após a mídia estatal da nação persa relatar um incidente envolvendo o disparo de projéteis contra uma fragata na rota naval. A disputa acontece em um momento em que Washington e Teerã voltaram a trocar ameaças de ações unilaterais para manter o bloqueio ou liberar a passagem de embarcações na região.
Sem explicar como: Trump diz que Marinha dos EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de amanhã
Recálculo: Guerra no Irã queimou munições estratégicas dos EUA projetadas para potenciais confrontos com China e Rússia
“A AFIRMAÇÃO: A mídia estatal iraniana afirma que o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis. A VERDADE: Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças dos EUA estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, afirmou o Centcom em uma publicação na rede social X.
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O comunicado americano foi publicado pouco após a agência de notícias semioficial Fars afirmar que a Marinha do Irã teria disparado dois mísseis contra um navio americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, citando fontes locais. O incidente, ainda de acordo com a agência, teria ocorrido perto da ilha Jask, após a fragata americana rejeitar alertas emitidos por militares iranianos, que teriam considerado a atitude da embarcação uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
Outra agência de notícias iraniana, a Irna, citou mais cedo que dois contratorpedeiros americanos teriam evitado prosseguir por Ormuz ao receberem alertas emitidos via rádio.
A disputa ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no domingo que a Marinha dos EUA iria escoltar navios represados no estreito desde o começo da guerra com o Irã. O republicano não deu detalhes de como o plano — chamado por ele de Projeto Liberdade — seria de fato executado, mas disse que começaria nesta segunda-feira.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu Trump na Truth Social. “Este processo, Projeto Liberdade, terá início na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio.”
O comando militar do Irã respondeu que atacaria caso militares dos EUA entrassem em Ormuz após a ameaça de Trump. A sinalização mostrou que os estrategistas militares em Teerã não estão dispostos a abrir mão do controle da passagem estratégica por onde transitavam 20% do petróleo e gás natural produzidos no mundo antes da guerra.
“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB. “Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das Forças Armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”.
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou um novo mapa da região, mostrando a área que ainda estaria mantendo sob controle. A zona é limitada por duas linhas traçadas entre as duas margens de Ormuz: a primeira entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e a outra entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
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(Com AFP)
*Matéria em atualização.
Sem explicar como: Trump diz que Marinha dos EUA conduzirá navios para fora do Estreito de Ormuz a partir de amanhã
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“A AFIRMAÇÃO: A mídia estatal iraniana afirma que o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã atingiu um navio de guerra dos EUA com dois mísseis. A VERDADE: Nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido. As forças dos EUA estão apoiando o Projeto Liberdade e fazendo cumprir o bloqueio naval aos portos iranianos”, afirmou o Centcom em uma publicação na rede social X.
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O comunicado americano foi publicado pouco após a agência de notícias semioficial Fars afirmar que a Marinha do Irã teria disparado dois mísseis contra um navio americano que tentava cruzar o Estreito de Ormuz, citando fontes locais. O incidente, ainda de acordo com a agência, teria ocorrido perto da ilha Jask, após a fragata americana rejeitar alertas emitidos por militares iranianos, que teriam considerado a atitude da embarcação uma “violação da segurança do tráfego e da navegação”.
Outra agência de notícias iraniana, a Irna, citou mais cedo que dois contratorpedeiros americanos teriam evitado prosseguir por Ormuz ao receberem alertas emitidos via rádio.
A disputa ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar no domingo que a Marinha dos EUA iria escoltar navios represados no estreito desde o começo da guerra com o Irã. O republicano não deu detalhes de como o plano — chamado por ele de Projeto Liberdade — seria de fato executado, mas disse que começaria nesta segunda-feira.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam continuar seus negócios livremente e com eficiência”, escreveu Trump na Truth Social. “Este processo, Projeto Liberdade, terá início na manhã de segunda-feira, horário do Oriente Médio.”
O comando militar do Irã respondeu que atacaria caso militares dos EUA entrassem em Ormuz após a ameaça de Trump. A sinalização mostrou que os estrategistas militares em Teerã não estão dispostos a abrir mão do controle da passagem estratégica por onde transitavam 20% do petróleo e gás natural produzidos no mundo antes da guerra.
“Anunciamos que qualquer armada de força estrangeira — especialmente as forças militares agressivas dos Estados Unidos — será alvo de ataques se pretender entrar no estreito de Ormuz”, declarou o general Ali Abdollahi, do comando central do Exército iraniano, em comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB. “Afirmamos reiteradas vezes que a segurança do estreito de Ormuz está sob o controle das Forças Armadas da República Islâmica do Irã e que, em qualquer circunstância, qualquer passagem segura deve ser coordenada com essas forças”.
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou um novo mapa da região, mostrando a área que ainda estaria mantendo sob controle. A zona é limitada por duas linhas traçadas entre as duas margens de Ormuz: a primeira entre o Monte Mubarak, no Irã, e o sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e a outra entre a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, e Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
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(Com AFP)
*Matéria em atualização.









