O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, trocaram novas críticas neste sábado, ampliando uma crise diplomática sem precedentes entre os líderes dos dois países.
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Em uma publicação nas redes sociais, Trump voltou a afirmar, como já havia feito na sexta-feira, que Meloni teria pedido repetidamente uma foto com ele durante a reunião do G7 realizada nesta semana na França. Segundo o presidente americano, ele recusou o pedido porque a Itália não apoiou os Estados Unidos durante a campanha de bombardeios contra o Irã.
“Agora, depois que os Estados Unidos derrotaram militarmente o Irã, ela quer voltar a ser minha amiga para melhorar seus números. Não, obrigado!!!”, escreveu Trump.
A premiê italiana respondeu quase imediatamente em uma publicação no Instagram, classificando os comentários como “ataques constantes e sem provocação”.
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“A Itália continua sendo uma nação soberana. Em todo caso, minha popularidade não é da sua conta”, escreveu a premiê. “Sugiro que você se concentre na sua.”
Nascida em 1977 em Garbatella, um bairro de classe trabalhadora em Roma, Giorgia Meloni tem uma trajetória política precoce e intensa. Aos 15 anos, passou a integrar a ala jovem do Movimento Social Italiano (MSI), partido fundado por apoiadores do antigo ditador Benito Mussolini.
Em 2008, aos 31 anos, tornou-se a ministra da Juventude no governo de Silvio Berlusconi, foi, na época a pessoa mais jovem a ocupar um cargo público.
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Quatro anos depois, em 2012, ajudou a fundar o Fratelli d’Italia (Irmãos de Itália), um partido de direita conservadora e nacionalista. Sob o comando dela, a sigla saltou de meros 4% de votos para a liderança do país. A guinada levou Meloni a se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra da Itália.
Quando Trump voltou à Casa Branca, Meloni era vista como a principal ponte entre a nova administração americana e a União Europeia. Ela chegou a ser a única líder europeia presente na cerimônia de posse dele.
O estopim público que levou ao primeiro racha na relação de ambos ocorreu quando Trump chamou o Papa Leão XIV de “fraco” após o pontífice condenar as ações militares no Oriente Médio. Sendo a Itália um país profundamente católico, Meloni considerou as declarações “inaceitáveis” e saiu em defesa do Papa. Na ocasião, Trump respondeu dizendo que estava “chocado” com a postura da premiê e afirmou que ela não demonstrava coragem.
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“Achei que ela fosse corajosa, eu estava errado. Ela não é mais a mesma pessoa”, disparou Trump ao jornal italiano Corriere della Sera, acusando a premiê de deixar a Europa vulnerável.
Além disso, a líder italiana se opôs desde o início à guerra contra o Irã, passando a criticar o conflito com mais intensidade à medida que os preços da energia aumentavam.
Após a polêmica em relação ao Papa, a premiê passou a adotar uma postura pragmática de distanciamento do conflito liderado pelos EUA. Ela congelou acordos militares com Israel e proibiu que caças americanos usassem a base aérea de Sigonella, na Sicília, para operações de combate, citando regras em vigor desde a década de 1950 e contrariando a Casa Branca.
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As tensões pareciam ter diminuído durante a cúpula do G7 realizada nesta semana na França. Diplomatas italianos chegaram a afirmar que os dois líderes haviam superado os desentendimentos.
No entanto, em declarações exibidas pela emissora italiana La7 na sexta-feira, Trump afirmou que Meloni havia “implorado” por uma foto com ele durante o encontro e que sentiu “pena dela” ao atender ao pedido. A premiê negou a versão e afirmou que a história foi “totalmente inventada”.
Em resposta, Meloni declarou que lamentava que Trump não demonstrasse a mesma firmeza diante dos adversários do Ocidente.
“Só posso dizer que é lamentável que ele não tenha a mesma determinação com os inimigos do Ocidente e dos Estados Unidos, líderes com os quais costuma ser muito mais complacente”, afirmou durante uma reunião de líderes da União Europeia em Bruxelas.
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“Agora, depois que os Estados Unidos derrotaram militarmente o Irã, ela quer voltar a ser minha amiga para melhorar seus números. Não, obrigado!!!”, escreveu Trump.
A premiê italiana respondeu quase imediatamente em uma publicação no Instagram, classificando os comentários como “ataques constantes e sem provocação”.
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“A Itália continua sendo uma nação soberana. Em todo caso, minha popularidade não é da sua conta”, escreveu a premiê. “Sugiro que você se concentre na sua.”
Nascida em 1977 em Garbatella, um bairro de classe trabalhadora em Roma, Giorgia Meloni tem uma trajetória política precoce e intensa. Aos 15 anos, passou a integrar a ala jovem do Movimento Social Italiano (MSI), partido fundado por apoiadores do antigo ditador Benito Mussolini.
Em 2008, aos 31 anos, tornou-se a ministra da Juventude no governo de Silvio Berlusconi, foi, na época a pessoa mais jovem a ocupar um cargo público.
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Quatro anos depois, em 2012, ajudou a fundar o Fratelli d’Italia (Irmãos de Itália), um partido de direita conservadora e nacionalista. Sob o comando dela, a sigla saltou de meros 4% de votos para a liderança do país. A guinada levou Meloni a se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra da Itália.
Quando Trump voltou à Casa Branca, Meloni era vista como a principal ponte entre a nova administração americana e a União Europeia. Ela chegou a ser a única líder europeia presente na cerimônia de posse dele.
O estopim público que levou ao primeiro racha na relação de ambos ocorreu quando Trump chamou o Papa Leão XIV de “fraco” após o pontífice condenar as ações militares no Oriente Médio. Sendo a Itália um país profundamente católico, Meloni considerou as declarações “inaceitáveis” e saiu em defesa do Papa. Na ocasião, Trump respondeu dizendo que estava “chocado” com a postura da premiê e afirmou que ela não demonstrava coragem.
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Após a polêmica em relação ao Papa, a premiê passou a adotar uma postura pragmática de distanciamento do conflito liderado pelos EUA. Ela congelou acordos militares com Israel e proibiu que caças americanos usassem a base aérea de Sigonella, na Sicília, para operações de combate, citando regras em vigor desde a década de 1950 e contrariando a Casa Branca.
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No entanto, em declarações exibidas pela emissora italiana La7 na sexta-feira, Trump afirmou que Meloni havia “implorado” por uma foto com ele durante o encontro e que sentiu “pena dela” ao atender ao pedido. A premiê negou a versão e afirmou que a história foi “totalmente inventada”.
Em resposta, Meloni declarou que lamentava que Trump não demonstrasse a mesma firmeza diante dos adversários do Ocidente.
“Só posso dizer que é lamentável que ele não tenha a mesma determinação com os inimigos do Ocidente e dos Estados Unidos, líderes com os quais costuma ser muito mais complacente”, afirmou durante uma reunião de líderes da União Europeia em Bruxelas.










