Drones ucranianos atingiram diversos pontos de Moscou na quinta-feira no maior ataque aéreo de Kiev à capital russa desde o início da guerra entre os dois países. O bombardeio teve como principal alvo a refinaria de petróleo Gazprom Neft, localizada na capital russa. Os danos ao local, que acabou incendiado, podem ser vistos em imagens de satélite divulgadas neste sábado.
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Veja imagens do ataque
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Em uma das fotos, reveladas pela rádio Svoboda, serviço de língua russa financiado pelo congresso dos EUA, é possível ver um tanque de combustível totalmente destruído, como se estivesse ‘destampado’.
Entenda ataque
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu a ofensiva como uma resposta ao ataque russo contra um complexo histórico de mosteiro em Kiev, ocorrido no início da semana.
“Não queremos esta guerra e nunca quisemos”, disse o presidente ucraniano em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. “Mas, se a Ucrânia vai arder, sua Moscou também vai arder… é hora de acabar com a agressão, hora de acabar com esta guerra.”
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Em reação, o ministro das Relações Exteriores da Rússia anunciou que o país lançaria grandes “ataques em grupo” contra a Ucrânia “regularmente” em resposta à ofensiva contra Moscou.
A escala do ataque ucraniano de longo alcance, aparentemente planejado para interromper as operações da refinaria de petróleo de Kapotnya, pegou de surpresa a maior parte dos moradores de uma cidade que normalmente não alerta a população com sirenes antiaéreas. A ofensiva provocou mensagens de pânico nas redes sociais.
Segundo relatos, muitos moradores dos subúrbios de Moscou só souberam do ataque ao ver drones sobrevoando a região.
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“Nenhum SMS, nenhuma sirene. Toda a informação está em chats locais — há muito mais ali do que na TV”, disse um morador de Moscou em mensagem ao site russo independente Meduza, sediado no exterior.
Imagens publicadas na internet mostraram três colunas de fumaça saindo da refinaria de Kapotnya. O ataque foi o segundo em dois dias contra a instalação, que, segundo autoridades locais, deixou pelo menos 17 feridos, incluindo duas crianças.
A refinaria, uma das instalações energéticas mais importantes de Moscou, fornece até 40% da gasolina da capital russa e cerca de 50% de seu óleo diesel.
A Rússia afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 555 drones ucranianos em várias regiões durante a noite. O número de aparelhos efetivamente abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.
O presidente russo, Vladimir Putin, estava em Kazan, a 700 quilômetros a leste de Moscou, onde recebeu líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático em meio aos esforços da Rússia para fortalecer relações comerciais e outros laços.
Kiev também foi atingida nesta semana por um grande ataque com mísseis balísticos e drones, em uma escalada significativa da guerra aérea. Putin havia alertado sobre iminentes “ataques sistêmicos” contra a Ucrânia.
A ofensiva contra Moscou ocorreu horas depois de Zelensky afirmar que havia realizado “uma importante ligação de coordenação” com os presidentes dos Estados Unidos e da França e obtido promessas vitais de mais apoio durante a cúpula do G7 desta semana.
Líderes europeus demonstraram otimismo em relação às perspectivas da Ucrânia. Antes de uma cúpula na noite de quinta-feira, em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a situação estava mudando.
“Vemos que a Ucrânia está mantendo a linha, até recuperando parcialmente território”, afirmou, acrescentando que a Rússia enfrenta dificuldades e impõe “uma cortina de ferro digital sobre seu povo” — referência à censura na internet.
Ao chegar a Bruxelas para conversas com líderes da União Europeia, Zelensky disse que era “realmente um grande momento para a Ucrânia”, saudando a decisão de iniciar negociações formais de adesão ao bloco no começo da semana. Ele afirmou esperar discutir mais apoio à Ucrânia para pressionar Putin a sentar-se à mesa de negociações.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, teria contatado o Kremlin em uma tentativa de envolver Putin em discussões sobre o fim da guerra, segundo a Bloomberg. Um porta-voz de Costa não comentou.
Um funcionário da União Europeia disse ao Guardian que, nas últimas semanas, “contatos breves em nível diplomático” foram feitos “para abrir canais de comunicação, mas nada foi discutido em substância”.
O funcionário afirmou que, em qualquer cenário futuro, “a UE tem interesses específicos que precisarão ser defendidos, portanto é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia”.
Zelensky deveria discutir com líderes europeus a possibilidade de um sistema de defesa contra mísseis balísticos. A Rússia tem atacado repetidamente a Ucrânia com esse tipo de armamento, que as defesas aéreas têm dificuldade de conter.
O secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, anunciou na quinta-feira, durante reunião de aliados ocidentais em Bruxelas, que o Reino Unido pagaria 750 milhões de libras para fornecer a Kiev mais 150 mil drones fabricados na Ucrânia e mais de 350 mísseis de defesa aérea.
O financiamento vem de um empréstimo de 2,26 bilhões de libras obtido com base nos juros gerados por ativos do Banco Central russo congelados desde o início da invasão em larga escala, em 2022.
Imagens dos ataques a Moscou pareciam mostrar o uso de mísseis híbridos drone-cruzeiro Bars, da Ucrânia, usados pela primeira vez no ano passado. Acreditava-se que eles tivessem alcance de cerca de 560 a 800 quilômetros, projetados para ataques de precisão, mas seu uso contra Moscou sugeriria um alcance maior.
A Ucrânia vem reduzindo rapidamente a distância em relação à Rússia na capacidade de produzir em massa armas de ataque de longo alcance. Kiev intensificou nos últimos meses seus ataques com drones contra a Rússia, atingindo refinarias de petróleo que financiam o caixa de guerra de Moscou, enquanto as negociações diplomáticas para encerrar o conflito seguem paralisadas.
Ao menos sete drones parecem ter superado as defesas aéreas russas, incluindo um que aparentemente atingiu um edifício alto no distrito de Zhukovsky. O tráfego foi interrompido no anel viário de Moscou perto da refinaria, informou a emissora RIA, citando o Ministério do Interior, enquanto o tráfego aéreo foi afetado nos aeroportos de Vnukovo, Sheremetyevo e Zhukovsky.
Imagens publicadas nas redes sociais pareciam mostrar um operador russo de sistema portátil de defesa aérea tentando derrubar um drone de ataque ucraniano momentos antes de ele atingir a refinaria.
Um ataque na terça-feira já teria interrompido as operações da refinaria de Kapotnya, ampliando os danos generalizados às instalações energéticas russas e levando a crise de combustíveis a avançar pelo país.
A Rússia, terceiro maior produtor de petróleo do mundo e grande exportadora de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima neste mês enquanto tenta administrar uma escassez provocada por extensos ataques ucranianos com drones contra suas refinarias.
Setores linha-dura russos pediram retaliação de Moscou, com alguns defendendo que o Kremlin considere o uso de armas nucleares contra a Ucrânia.
“O que mais precisa acontecer antes de começarmos a lutar de verdade?”, escreveu no Telegram o bilionário ultraconservador Konstantin Malofeev. “Por que não estamos usando as armas nucleares que nossos antepassados criaram e armazenaram com os esforços de todo o país precisamente para momentos como este?”
Andrey Gurulyov, tenente-general reformado e deputado da Duma, pediu que a Rússia “ataque o inimigo sem piedade” em resposta à ofensiva.
“Precisamos fortalecer nosso sistema de defesa aérea, mas, acima de tudo, precisamos atingir o inimigo”, disse ele à RTVI. “Atingir o inimigo sem piedade, sem pensar demais.”
Entre o fim da noite de quarta-feira e o início da manhã de quinta, a Rússia lançou mais de 200 drones e vários mísseis balísticos contra a Ucrânia, segundo a Força Aérea ucraniana.
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Entenda ataque
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu a ofensiva como uma resposta ao ataque russo contra um complexo histórico de mosteiro em Kiev, ocorrido no início da semana.
“Não queremos esta guerra e nunca quisemos”, disse o presidente ucraniano em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. “Mas, se a Ucrânia vai arder, sua Moscou também vai arder… é hora de acabar com a agressão, hora de acabar com esta guerra.”
Bolívia: Veja o que se sabe sobre crise entre governo, indígenas e ‘cocaleiros’ que fez país decretar estado de emergência
Em reação, o ministro das Relações Exteriores da Rússia anunciou que o país lançaria grandes “ataques em grupo” contra a Ucrânia “regularmente” em resposta à ofensiva contra Moscou.
A escala do ataque ucraniano de longo alcance, aparentemente planejado para interromper as operações da refinaria de petróleo de Kapotnya, pegou de surpresa a maior parte dos moradores de uma cidade que normalmente não alerta a população com sirenes antiaéreas. A ofensiva provocou mensagens de pânico nas redes sociais.
Segundo relatos, muitos moradores dos subúrbios de Moscou só souberam do ataque ao ver drones sobrevoando a região.
Rei Charles lamenta acidente entre trens na Inglaterra e acompanha atualizações sobre investigação: ‘profundamente entristecido’
“Nenhum SMS, nenhuma sirene. Toda a informação está em chats locais — há muito mais ali do que na TV”, disse um morador de Moscou em mensagem ao site russo independente Meduza, sediado no exterior.
Imagens publicadas na internet mostraram três colunas de fumaça saindo da refinaria de Kapotnya. O ataque foi o segundo em dois dias contra a instalação, que, segundo autoridades locais, deixou pelo menos 17 feridos, incluindo duas crianças.
A refinaria, uma das instalações energéticas mais importantes de Moscou, fornece até 40% da gasolina da capital russa e cerca de 50% de seu óleo diesel.
A Rússia afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 555 drones ucranianos em várias regiões durante a noite. O número de aparelhos efetivamente abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.
O presidente russo, Vladimir Putin, estava em Kazan, a 700 quilômetros a leste de Moscou, onde recebeu líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático em meio aos esforços da Rússia para fortalecer relações comerciais e outros laços.
Kiev também foi atingida nesta semana por um grande ataque com mísseis balísticos e drones, em uma escalada significativa da guerra aérea. Putin havia alertado sobre iminentes “ataques sistêmicos” contra a Ucrânia.
A ofensiva contra Moscou ocorreu horas depois de Zelensky afirmar que havia realizado “uma importante ligação de coordenação” com os presidentes dos Estados Unidos e da França e obtido promessas vitais de mais apoio durante a cúpula do G7 desta semana.
Líderes europeus demonstraram otimismo em relação às perspectivas da Ucrânia. Antes de uma cúpula na noite de quinta-feira, em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a situação estava mudando.
“Vemos que a Ucrânia está mantendo a linha, até recuperando parcialmente território”, afirmou, acrescentando que a Rússia enfrenta dificuldades e impõe “uma cortina de ferro digital sobre seu povo” — referência à censura na internet.
Ao chegar a Bruxelas para conversas com líderes da União Europeia, Zelensky disse que era “realmente um grande momento para a Ucrânia”, saudando a decisão de iniciar negociações formais de adesão ao bloco no começo da semana. Ele afirmou esperar discutir mais apoio à Ucrânia para pressionar Putin a sentar-se à mesa de negociações.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, teria contatado o Kremlin em uma tentativa de envolver Putin em discussões sobre o fim da guerra, segundo a Bloomberg. Um porta-voz de Costa não comentou.
Um funcionário da União Europeia disse ao Guardian que, nas últimas semanas, “contatos breves em nível diplomático” foram feitos “para abrir canais de comunicação, mas nada foi discutido em substância”.
O funcionário afirmou que, em qualquer cenário futuro, “a UE tem interesses específicos que precisarão ser defendidos, portanto é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia”.
Zelensky deveria discutir com líderes europeus a possibilidade de um sistema de defesa contra mísseis balísticos. A Rússia tem atacado repetidamente a Ucrânia com esse tipo de armamento, que as defesas aéreas têm dificuldade de conter.
O secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, anunciou na quinta-feira, durante reunião de aliados ocidentais em Bruxelas, que o Reino Unido pagaria 750 milhões de libras para fornecer a Kiev mais 150 mil drones fabricados na Ucrânia e mais de 350 mísseis de defesa aérea.
O financiamento vem de um empréstimo de 2,26 bilhões de libras obtido com base nos juros gerados por ativos do Banco Central russo congelados desde o início da invasão em larga escala, em 2022.
Imagens dos ataques a Moscou pareciam mostrar o uso de mísseis híbridos drone-cruzeiro Bars, da Ucrânia, usados pela primeira vez no ano passado. Acreditava-se que eles tivessem alcance de cerca de 560 a 800 quilômetros, projetados para ataques de precisão, mas seu uso contra Moscou sugeriria um alcance maior.
A Ucrânia vem reduzindo rapidamente a distância em relação à Rússia na capacidade de produzir em massa armas de ataque de longo alcance. Kiev intensificou nos últimos meses seus ataques com drones contra a Rússia, atingindo refinarias de petróleo que financiam o caixa de guerra de Moscou, enquanto as negociações diplomáticas para encerrar o conflito seguem paralisadas.
Ao menos sete drones parecem ter superado as defesas aéreas russas, incluindo um que aparentemente atingiu um edifício alto no distrito de Zhukovsky. O tráfego foi interrompido no anel viário de Moscou perto da refinaria, informou a emissora RIA, citando o Ministério do Interior, enquanto o tráfego aéreo foi afetado nos aeroportos de Vnukovo, Sheremetyevo e Zhukovsky.
Imagens publicadas nas redes sociais pareciam mostrar um operador russo de sistema portátil de defesa aérea tentando derrubar um drone de ataque ucraniano momentos antes de ele atingir a refinaria.
Um ataque na terça-feira já teria interrompido as operações da refinaria de Kapotnya, ampliando os danos generalizados às instalações energéticas russas e levando a crise de combustíveis a avançar pelo país.
A Rússia, terceiro maior produtor de petróleo do mundo e grande exportadora de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima neste mês enquanto tenta administrar uma escassez provocada por extensos ataques ucranianos com drones contra suas refinarias.
Setores linha-dura russos pediram retaliação de Moscou, com alguns defendendo que o Kremlin considere o uso de armas nucleares contra a Ucrânia.
“O que mais precisa acontecer antes de começarmos a lutar de verdade?”, escreveu no Telegram o bilionário ultraconservador Konstantin Malofeev. “Por que não estamos usando as armas nucleares que nossos antepassados criaram e armazenaram com os esforços de todo o país precisamente para momentos como este?”
Andrey Gurulyov, tenente-general reformado e deputado da Duma, pediu que a Rússia “ataque o inimigo sem piedade” em resposta à ofensiva.
“Precisamos fortalecer nosso sistema de defesa aérea, mas, acima de tudo, precisamos atingir o inimigo”, disse ele à RTVI. “Atingir o inimigo sem piedade, sem pensar demais.”
Entre o fim da noite de quarta-feira e o início da manhã de quinta, a Rússia lançou mais de 200 drones e vários mísseis balísticos contra a Ucrânia, segundo a Força Aérea ucraniana.









