Professores do sindicato da educação, o CNTE, decidiram encerrar neste sábado os protestos que mantinham na Cidade do México e em Oaxaca, após 20 dias de greve, bloqueios e manifestações. O movimento, liderado por uma ala dissidente da organização, exigia um aumento salarial de 100% e a revogação de uma lei de aposentadorias, além de outras reivindicações relacionadas às condições de trabalho da categoria.
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A decisão foi tomada após uma série de negociações com a Secretaria de Educação Pública (SEP). Segundo a Comissão Nacional Única de Negociação da CNTE, uma reunião de seis horas com autoridades resultou em acordos favoráveis sobre uma lista de 14 pontos.
Entre os tópicos abordados estão um bônus de fim de ano equivalente a 90 dias de salário, a equiparação de benefícios em outros estados, bolsas integrais para filhos de professores, a recontratação de docentes afastados de seus cargos e a garantia de que não haverá descontos salariais nem represálias econômicas aos participantes da greve.
Apesar dos avanços, suas principais demandas não foram contempladas. A CNTE reivindicava a revogação da reforma previdenciária do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado de 2007, o retorno ao sistema anterior de aposentadoria e a eliminação de reformas educacionais que considera prejudiciais aos trabalhadores da educação.
A insatisfação com essas questões também foi manifestada durante um evento da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em Baja California, onde professores gritaram “Claudia, você mentiu!” em protesto contra a falta de respostas às reivindicações da categoria.
Bloqueios na cidade
Durante a paralisação, professores ocuparam ruas do centro histórico da capital com barracas e faixas, promoveram bloqueios em diferentes pontos da cidade e tentaram boicotar eventos relacionados à Copa do Mundo. Em 11 de junho, o grupo buscou impedir a abertura do torneio na Cidade do México, mas foram impedidos pelas autoridades, que reforçaram a segurança nos acessos ao Estádio Azteca, onde foi realizada a partida inaugural entre México e África do Sul.
Os manifestantes voltaram a tentar chegar ao estádio em 17 de junho, durante a partida entre Colômbia e Uzbequistão, mas foram novamente contidos. As autoridades também impediram que os professores chegassem ao Zócalo, principal praça pública do país, onde ocorre a “fan fest” da Copa, evento que tem atraído grandes multidões.
Sheinbaum afirmou durante os protestos que seu governo não recorreria à repressão nem cairia em provocações, defendendo a continuidade do diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, comerciantes da região central da Cidade do México relataram prejuízos causados pelos bloqueios e cobraram das autoridades uma solução para a ocupação.
Após uma assembleia estadual, a líder da seção 22 da CNTE em Oaxaca, Yenni Araceli Pérez, afirmou que os professores retornarão ao estado para se reorganizar. Segundo ela, a retirada dos protestos não representa uma derrota do movimento, mas uma etapa de preparação.
A seção também prevê a retomada das aulas na segunda-feira, embora tenha deixado aberta a possibilidade de novas ações caso os compromissos assumidos pelo governo não sejam cumpridos. Pedro Hernández, representante da CNTE na capital, confirmou o retorno às salas de aula e afirmou que o movimento continuará mobilizado.
— Voltamos às nossas salas de aula porque vamos cumprir nosso compromisso com os estudantes, as comunidades e os pais — disse, acrescentando que o grupo não está derrotado. — Não conseguiram enfraquecer nossa convicção de que essa luta vai continuar.
(Com AFP)
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Entre os tópicos abordados estão um bônus de fim de ano equivalente a 90 dias de salário, a equiparação de benefícios em outros estados, bolsas integrais para filhos de professores, a recontratação de docentes afastados de seus cargos e a garantia de que não haverá descontos salariais nem represálias econômicas aos participantes da greve.
Apesar dos avanços, suas principais demandas não foram contempladas. A CNTE reivindicava a revogação da reforma previdenciária do Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado de 2007, o retorno ao sistema anterior de aposentadoria e a eliminação de reformas educacionais que considera prejudiciais aos trabalhadores da educação.
A insatisfação com essas questões também foi manifestada durante um evento da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, em Baja California, onde professores gritaram “Claudia, você mentiu!” em protesto contra a falta de respostas às reivindicações da categoria.
Bloqueios na cidade
Durante a paralisação, professores ocuparam ruas do centro histórico da capital com barracas e faixas, promoveram bloqueios em diferentes pontos da cidade e tentaram boicotar eventos relacionados à Copa do Mundo. Em 11 de junho, o grupo buscou impedir a abertura do torneio na Cidade do México, mas foram impedidos pelas autoridades, que reforçaram a segurança nos acessos ao Estádio Azteca, onde foi realizada a partida inaugural entre México e África do Sul.
Os manifestantes voltaram a tentar chegar ao estádio em 17 de junho, durante a partida entre Colômbia e Uzbequistão, mas foram novamente contidos. As autoridades também impediram que os professores chegassem ao Zócalo, principal praça pública do país, onde ocorre a “fan fest” da Copa, evento que tem atraído grandes multidões.
Sheinbaum afirmou durante os protestos que seu governo não recorreria à repressão nem cairia em provocações, defendendo a continuidade do diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, comerciantes da região central da Cidade do México relataram prejuízos causados pelos bloqueios e cobraram das autoridades uma solução para a ocupação.
Após uma assembleia estadual, a líder da seção 22 da CNTE em Oaxaca, Yenni Araceli Pérez, afirmou que os professores retornarão ao estado para se reorganizar. Segundo ela, a retirada dos protestos não representa uma derrota do movimento, mas uma etapa de preparação.
A seção também prevê a retomada das aulas na segunda-feira, embora tenha deixado aberta a possibilidade de novas ações caso os compromissos assumidos pelo governo não sejam cumpridos. Pedro Hernández, representante da CNTE na capital, confirmou o retorno às salas de aula e afirmou que o movimento continuará mobilizado.
— Voltamos às nossas salas de aula porque vamos cumprir nosso compromisso com os estudantes, as comunidades e os pais — disse, acrescentando que o grupo não está derrotado. — Não conseguiram enfraquecer nossa convicção de que essa luta vai continuar.
(Com AFP)










