A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe britânico, nesta quinta-feira, ocorreu em meio a uma nova onda de revelações sobre os vínculos de figuras do establishment político do Reino Unido com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, aprofundando a crise que atinge o primeiro-ministro Keir Starmer e seu governo.
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O premier britânico enfrentou pedidos de integrantes de seu próprio Partido Trabalhista para que deixasse o cargo, após correspondências documentarem uma relação muito mais próxima entre Epstein e Peter Mandelson, nomeado por Starmer como embaixador britânico nos Estados Unidos.
O líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, pediu que Starmer renunciasse, afirmando que o premier demonstrou mau julgamento ao nomear Mandelson, apesar de saber que os dois homens eram próximos.
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Starmer, que afirmou não conhecer a extensão da relação entre Mandelson e Epstein quando o nomeou e acusou seu ex-embaixador de mentir, prometeu permanecer no cargo. Ele recebeu posteriormente o apoio de todos os membros de seu gabinete, que disseram que a troca de liderança seria prejudicial aos esforços do partido para governar.
As revelações sobre Mandelson, no entanto, levaram à renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que mantinha proximidade com Mandelson há décadas. Tim Allan, diretor de comunicações do primeiro-ministro e amigo de Mandelson, também deixou o cargo.
O primeiro-ministro ainda enfrenta riscos políticos decorrentes do episódio. Seu governo concordou em entregar milhares de páginas de correspondências internas relacionadas à decisão de nomear Mandelson. Esses documentos podem ser divulgados a qualquer momento.
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Assessores de Starmer em 10 Downing Street estão se preparando para reportagens potencialmente prejudiciais quando os documentos forem tornados públicos.
A polícia investiga se Mandelson cometeu “má conduta no exercício de função pública” ao compartilhar documentos governamentais sensíveis com Epstein quando serviu em um governo britânico anterior.
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Mandelson encaminhou a Epstein um memorando econômico interno e compartilhou informações sobre uma votação de resgate financeiro da União Europeia.
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Mandelson negou qualquer irregularidade criminal. Mountbatten-Windsor tem negado consistentemente qualquer envolvimento em irregularidades.
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As revelações sobre Mandelson, no entanto, levaram à renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que mantinha proximidade com Mandelson há décadas. Tim Allan, diretor de comunicações do primeiro-ministro e amigo de Mandelson, também deixou o cargo.
O primeiro-ministro ainda enfrenta riscos políticos decorrentes do episódio. Seu governo concordou em entregar milhares de páginas de correspondências internas relacionadas à decisão de nomear Mandelson. Esses documentos podem ser divulgados a qualquer momento.
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