A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enfrenta uma crise política após a revelação, nesta quarta-feira, de que enviou catálogos de presentes a parlamentares de seu partido, o Partido Liberal Democrático (PLD), na esteira da vitória expressiva da legenda nas eleições legislativas realizadas no início do mês.
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Mais de 300 congressistas receberam a possibilidade de escolher um item do catálogo “como uma expressão de apreço por seu sucesso na eleição tão difícil”, escreveu Takaichi em mensagem publicada na rede social X. A premiê ressaltou que não houve uso de recursos públicos na iniciativa.
O episódio remete a um escândalo de financiamento ilícito que atingiu o PLD em 2023. À época, a crise resultou na saída do então primeiro-ministro Fumio Kishida do cargo e contribuiu para que seu sucessor, Shigeru Ishiba, perdesse a maioria parlamentar em 2025.
A repercussão do caso foi imediata. A notícia sobre os catálogos “poderia facilmente levar as pessoas a dizer ‘primeira-ministra Takaichi, você também?'”, afirmou na terça-feira Junya Ogawa, líder da legenda de oposição Aliança Reforma Centrista.
Em publicação no X, o opositor declarou que “este é um novo fato pelo qual ela deverá prestar contas”.
Nesta quarta-feira, durante sessão no Parlamento, Takaichi informou que cada presente, incluindo custos de envio e impostos, teve valor aproximado de 30 mil ienes (cerca de R$ 978). Segundo ela, os recursos partiram de um departamento do PLD na província de Nara, que é liderado pela própria primeira-ministra.
A legislação japonesa sobre financiamento político proíbe que pessoas físicas façam doações diretamente a candidatos a cargos públicos, mas permite contribuições a partidos políticos.
Quem é Sanae Takaichi?
Ex-baterista de uma banda universitária de “heavy metal”, Takaichi demonstrou recentemente suas habilidades musicais ao interpretar duas canções de K-pop ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
As imagens da premiê sorridente, tocando bateria com energia, repercutiram nas redes sociais e geraram elogios. Alguns internautas chegaram a questionar se o vídeo havia sido produzido por inteligência artificial.
Assim como seu mentor, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, ela buscou aproximação com Donald Trump, a quem dirigiu elogios e presenteou com itens que iam de uma bolsa e um taco de golfe a carne bovina dos Estados Unidos.
Embora se declare admiradora da premiê britânica Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro”, Takaichi ainda não demonstrou empenho em mobilizar apoio com base em questões de gênero.
Suas posições a situam na ala direita de um partido já conservador. Ela se opõe, por exemplo, à mudança de uma lei do século XIX que exige que casais casados adotem o mesmo sobrenome — regra que, na maioria dos casos, leva mulheres a assumirem o nome do marido.
Takaichi se casou duas vezes com o mesmo homem, um ex-parlamentar do PLD. No primeiro casamento, adotou o sobrenome dele; no segundo, ele passou a usar o dela.
Apesar de prometer elevar o equilíbrio de gênero no governo a níveis “nórdicos”, nomeou apenas duas mulheres entre os 19 integrantes do gabinete ao assumir o cargo.
Na economia, defende afrouxamento monetário agressivo e expansão fiscal, em linha com as políticas de Shinzo Abe para conter a inflação persistente.
Ao assumir a liderança do partido, fez uma promessa: “trabalharei, trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”.
Ela cumpriu. Em novembro, afirmou dormir apenas entre duas e quatro horas por noite, após repercussão causada pela convocação de uma reunião de equipe às três da madrugada.
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Mais de 300 congressistas receberam a possibilidade de escolher um item do catálogo “como uma expressão de apreço por seu sucesso na eleição tão difícil”, escreveu Takaichi em mensagem publicada na rede social X. A premiê ressaltou que não houve uso de recursos públicos na iniciativa.
O episódio remete a um escândalo de financiamento ilícito que atingiu o PLD em 2023. À época, a crise resultou na saída do então primeiro-ministro Fumio Kishida do cargo e contribuiu para que seu sucessor, Shigeru Ishiba, perdesse a maioria parlamentar em 2025.
A repercussão do caso foi imediata. A notícia sobre os catálogos “poderia facilmente levar as pessoas a dizer ‘primeira-ministra Takaichi, você também?'”, afirmou na terça-feira Junya Ogawa, líder da legenda de oposição Aliança Reforma Centrista.
Em publicação no X, o opositor declarou que “este é um novo fato pelo qual ela deverá prestar contas”.
Nesta quarta-feira, durante sessão no Parlamento, Takaichi informou que cada presente, incluindo custos de envio e impostos, teve valor aproximado de 30 mil ienes (cerca de R$ 978). Segundo ela, os recursos partiram de um departamento do PLD na província de Nara, que é liderado pela própria primeira-ministra.
A legislação japonesa sobre financiamento político proíbe que pessoas físicas façam doações diretamente a candidatos a cargos públicos, mas permite contribuições a partidos políticos.
Quem é Sanae Takaichi?
Ex-baterista de uma banda universitária de “heavy metal”, Takaichi demonstrou recentemente suas habilidades musicais ao interpretar duas canções de K-pop ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
As imagens da premiê sorridente, tocando bateria com energia, repercutiram nas redes sociais e geraram elogios. Alguns internautas chegaram a questionar se o vídeo havia sido produzido por inteligência artificial.
Assim como seu mentor, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, ela buscou aproximação com Donald Trump, a quem dirigiu elogios e presenteou com itens que iam de uma bolsa e um taco de golfe a carne bovina dos Estados Unidos.
Embora se declare admiradora da premiê britânica Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro”, Takaichi ainda não demonstrou empenho em mobilizar apoio com base em questões de gênero.
Suas posições a situam na ala direita de um partido já conservador. Ela se opõe, por exemplo, à mudança de uma lei do século XIX que exige que casais casados adotem o mesmo sobrenome — regra que, na maioria dos casos, leva mulheres a assumirem o nome do marido.
Takaichi se casou duas vezes com o mesmo homem, um ex-parlamentar do PLD. No primeiro casamento, adotou o sobrenome dele; no segundo, ele passou a usar o dela.
Apesar de prometer elevar o equilíbrio de gênero no governo a níveis “nórdicos”, nomeou apenas duas mulheres entre os 19 integrantes do gabinete ao assumir o cargo.
Na economia, defende afrouxamento monetário agressivo e expansão fiscal, em linha com as políticas de Shinzo Abe para conter a inflação persistente.
Ao assumir a liderança do partido, fez uma promessa: “trabalharei, trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”.
Ela cumpriu. Em novembro, afirmou dormir apenas entre duas e quatro horas por noite, após repercussão causada pela convocação de uma reunião de equipe às três da madrugada.










