A Rússia afirmou no domingo que a Ucrânia bombardeou seu território com 600 drones, matando quatro pessoas, em um dos maiores ataques ucranianos desde o início do conflito em fevereiro de 2022.
Três dias após um bombardeio pesado na capital ucraniana, ao qual Kiev prometeu responder, o Ministério da Defesa russo informou que seu sistema de defesa aérea abateu 556 drones entre 22h e 7h, horário local. Outros 30 drones teriam sido neutralizados entre 7h e 9h.
Reviravolta: Ucrânia supera Rússia em avanços por terra pela primeira vez desde 2024, enquanto guerra com drones e mísseis domina conflito
Essas interceptações, um número em taxa superior às poucas dezenas normalmente registradas, teriam ocorrido em 14 regiões russas, bem como na Crimeia anexada e nos mares Negro e de Azov, informa uma fonte na plataforma de mensagens russa Max.
Moscou e a região em seu entorno foram particularmente afetadas. Os ataques deixaram três mortos nos arredores da capital e mais um na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia.
Fim do cessar-fogo: Intensos bombardeios russos em Kiev deixam pelo menos 21 mortos
No restante da região de Moscou, várias casas e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas. Mais de 80 drones foram interceptados perto da capital e um ataque deixou 12 pessoas feridas, “principalmente trabalhadores da construção civil” em um local próximo a uma refinaria, segundo o prefeito Sergei Sobyanin.
“A produção da refinaria não foi afetada. Três prédios residenciais foram danificados”, afirmou.
Ataques com drones deixam ao menos três mortos e quatro feridos nos arredores de Moscou
A Força Aérea Ucraniana, por sua vez, afirmou no domingo ter interceptado 279 drones russos de ataque e isca, de um total de 287 lançados durante a noite. (Drones de isca são veículos maiores usados para atrapalhar a detecção de outras aeronaves por radar.)
A Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia em retaliação à campanha diária de bombardeios militares russos, que já dura mais de quatro anos.
Kiev afirma que seus alvos são instalações militares e de energia, com o intuito de reduzir a possibilidade de Moscou sustente sua ofensiva.
A região ao redor da capital ucraniana é frequentemente alvo de ataques com drones, mas Moscou, localizada a mais de 400 quilômetros da fronteira ucraniana, é um alvo muito menos frequente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou na sexta-feira que seu país tem o direito de atacar locais sensíveis na Rússia, em resposta ao ataque mortal do dia anterior que deixou pelo menos 24 mortos em Kiev.
“Temos motivos para responder atacando a indústria petrolífera russa, sua produção militar e aqueles diretamente responsáveis pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos”, escreveu Zelensky em um comunicado na sexta-feira.
A Ucrânia e a Rússia retomaram seus bombardeios na noite de segunda-feira, quando expirou uma trégua de três dias mediada pelos Estados Unidos. A trégua coincidiu com as comemorações russas do fim da Segunda Guerra Mundial.
As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, que foi desencadeada no final de fevereiro por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã.
Três dias após um bombardeio pesado na capital ucraniana, ao qual Kiev prometeu responder, o Ministério da Defesa russo informou que seu sistema de defesa aérea abateu 556 drones entre 22h e 7h, horário local. Outros 30 drones teriam sido neutralizados entre 7h e 9h.
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Essas interceptações, um número em taxa superior às poucas dezenas normalmente registradas, teriam ocorrido em 14 regiões russas, bem como na Crimeia anexada e nos mares Negro e de Azov, informa uma fonte na plataforma de mensagens russa Max.
Moscou e a região em seu entorno foram particularmente afetadas. Os ataques deixaram três mortos nos arredores da capital e mais um na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia.
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No restante da região de Moscou, várias casas e infraestruturas foram danificadas e quatro pessoas ficaram feridas. Mais de 80 drones foram interceptados perto da capital e um ataque deixou 12 pessoas feridas, “principalmente trabalhadores da construção civil” em um local próximo a uma refinaria, segundo o prefeito Sergei Sobyanin.
“A produção da refinaria não foi afetada. Três prédios residenciais foram danificados”, afirmou.
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A Força Aérea Ucraniana, por sua vez, afirmou no domingo ter interceptado 279 drones russos de ataque e isca, de um total de 287 lançados durante a noite. (Drones de isca são veículos maiores usados para atrapalhar a detecção de outras aeronaves por radar.)
A Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia em retaliação à campanha diária de bombardeios militares russos, que já dura mais de quatro anos.
Kiev afirma que seus alvos são instalações militares e de energia, com o intuito de reduzir a possibilidade de Moscou sustente sua ofensiva.
A região ao redor da capital ucraniana é frequentemente alvo de ataques com drones, mas Moscou, localizada a mais de 400 quilômetros da fronteira ucraniana, é um alvo muito menos frequente.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, declarou na sexta-feira que seu país tem o direito de atacar locais sensíveis na Rússia, em resposta ao ataque mortal do dia anterior que deixou pelo menos 24 mortos em Kiev.
“Temos motivos para responder atacando a indústria petrolífera russa, sua produção militar e aqueles diretamente responsáveis pelos crimes de guerra cometidos contra a Ucrânia e os ucranianos”, escreveu Zelensky em um comunicado na sexta-feira.
A Ucrânia e a Rússia retomaram seus bombardeios na noite de segunda-feira, quando expirou uma trégua de três dias mediada pelos Estados Unidos. A trégua coincidiu com as comemorações russas do fim da Segunda Guerra Mundial.
As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, estão suspensas desde o início da guerra no Oriente Médio, que foi desencadeada no final de fevereiro por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã.










