Uma equipe de elite composta por mergulhadores de caverna finlandeses acaba de desembarcar nas Ilhas Maldivas para uma missão de altíssimo risco: localizar e resgatar quatro italianos que desapareceram em um complexo subaquático profundo no Atol de Vaavu. Convocados pela DAN Europe (rede de assistência médica a mergulhadores), os especialistas preparam seus equipamentos para retomar as buscas na manhã desta segunda-feira (18).
O grupo de resgate conta com Jenni Westerlund, Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist — os dois últimos ganharam fama mundial após o documentário Diving Into The Unknown (2016), que registrou o resgate dramático de corpos em uma caverna na Noruega.
A entrada dos finlandeses ocorre em um momento crítico. As Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), que coordenavam a operação, suspenderam os trabalhos no dia 16 após uma tragédia paralela: o sargento-mor Mohamed Mahudhee, um dos mergulhadores militares que tentava acessar uma câmara estreita do complexo, morreu em decorrência de doença descompressiva.
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Reprodução/X
A DAN Europe classificou o local do acidente como “altamente complexo”. A entrada da caverna fica a uma profundidade letal de 55 a 60 metros, estendendo-se por centenas de metros em um labirinto de salões e passagens apertadas.
“As vítimas podem estar em áreas de dificílimo acesso, o que exige um planejamento extremamente cuidadoso. É uma operação de extremo risco”, explicou Laura Marroni, CEO da DAN Europe.
O caso gerou uma forte troca de acusações. A Albatros Top Boat, operadora italiana responsável pelo barco Duke of York, onde o grupo estava hospedado, afirmou que o roteiro do grupo previa apenas mergulhos rasos para a coleta de amostras de corais. Nas Maldivas, ultrapassar a marca de 30 metros de profundidade é estritamente proibido sem uma licença especial.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Stella garantiu que a empresa jamais autorizaria a entrada em uma caverna a 50 metros. Ela revelou um detalhe assustador: embora fossem mergulhadores experientes, as vítimas pareciam usar equipamentos recreativos padrão, totalmente impróprios para o nível de técnica e redundância de gás exigidos em cavernas profundas.
O governo das Maldivas suspendeu a licença de operação do barco Duke of York por tempo indeterminado enquanto as investigações ocorrem. Paralelamente, o Ministério Público de Roma abriu seu próprio inquérito para apurar responsabilidades.
“Todo mundo ali sabe que as regras foram quebradas”, cravou o instrutor veterano Shaff Naeem à agência de notícias ANSA. Consultor da guarda costeira e com mais de 50 mergulhos técnicos na mesma caverna, Naeem especula que a tragédia foi causada por um “efeito dominó”: a combinação letal de falta de cilindros extras (falta de gás), narcose por nitrogênio (que causa desorientação mental severa em grandes profundidades) e baixa visibilidade no teto da caverna.
Para agravar o cenário, a região estava sob alerta amarelo meteorológico no momento do mergulho, com fortes ventos, mar agitado e a presença das perigosas e violentas correntes típicas daquele atol.
O grupo de resgate conta com Jenni Westerlund, Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist — os dois últimos ganharam fama mundial após o documentário Diving Into The Unknown (2016), que registrou o resgate dramático de corpos em uma caverna na Noruega.
A entrada dos finlandeses ocorre em um momento crítico. As Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), que coordenavam a operação, suspenderam os trabalhos no dia 16 após uma tragédia paralela: o sargento-mor Mohamed Mahudhee, um dos mergulhadores militares que tentava acessar uma câmara estreita do complexo, morreu em decorrência de doença descompressiva.
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Reprodução/X
A DAN Europe classificou o local do acidente como “altamente complexo”. A entrada da caverna fica a uma profundidade letal de 55 a 60 metros, estendendo-se por centenas de metros em um labirinto de salões e passagens apertadas.
“As vítimas podem estar em áreas de dificílimo acesso, o que exige um planejamento extremamente cuidadoso. É uma operação de extremo risco”, explicou Laura Marroni, CEO da DAN Europe.
O caso gerou uma forte troca de acusações. A Albatros Top Boat, operadora italiana responsável pelo barco Duke of York, onde o grupo estava hospedado, afirmou que o roteiro do grupo previa apenas mergulhos rasos para a coleta de amostras de corais. Nas Maldivas, ultrapassar a marca de 30 metros de profundidade é estritamente proibido sem uma licença especial.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Stella garantiu que a empresa jamais autorizaria a entrada em uma caverna a 50 metros. Ela revelou um detalhe assustador: embora fossem mergulhadores experientes, as vítimas pareciam usar equipamentos recreativos padrão, totalmente impróprios para o nível de técnica e redundância de gás exigidos em cavernas profundas.
O governo das Maldivas suspendeu a licença de operação do barco Duke of York por tempo indeterminado enquanto as investigações ocorrem. Paralelamente, o Ministério Público de Roma abriu seu próprio inquérito para apurar responsabilidades.
“Todo mundo ali sabe que as regras foram quebradas”, cravou o instrutor veterano Shaff Naeem à agência de notícias ANSA. Consultor da guarda costeira e com mais de 50 mergulhos técnicos na mesma caverna, Naeem especula que a tragédia foi causada por um “efeito dominó”: a combinação letal de falta de cilindros extras (falta de gás), narcose por nitrogênio (que causa desorientação mental severa em grandes profundidades) e baixa visibilidade no teto da caverna.
Para agravar o cenário, a região estava sob alerta amarelo meteorológico no momento do mergulho, com fortes ventos, mar agitado e a presença das perigosas e violentas correntes típicas daquele atol.










