O presidente colombiano, Gustavo Petro, ofereceu ao seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, abrir um diálogo sobre a crise de segurança e comércio entre os dois países, durante um fórum no Panamá que contou com a presença de ambos os líderes.
Colômbia e Equador estão envolvidos em uma guerra tarifária iniciada por Noboa, que acusa seu vizinho de não fazer o suficiente para conter os grupos de narcotráfico que operam ao longo da fronteira.
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– Ofereço-lhe a possibilidade de conversar – disse Petro a Noboa, durante discurso na cerimônia de abertura do fórum organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF). Noboa, que falou mais tarde, não respondeu à oferta, mas afirmou que “criminosos devem ser” presos porque conceder-lhes liberdade afeta os direitos de “todos nós que lutamos para fazer as coisas corretamente”.
– Devemos lutar para que nossas nações não sejam tomadas pelo narcotráfico (…) Devemos lutar para sermos verdadeiramente livres, e isso só pode ser alcançado através da força de vontade – acrescentou.
A Presidência equatoriana anunciou, horas depois, que Noboa, que tinha uma reunião pública marcada para quinta-feira com o presidente panamenho José Raúl Mulino, “antecipou seu retorno” ao Equador.
O governo colombiano já havia proposto uma reunião para reduzir a tensão no conflito, mas Quito manifestou sua discordância com as datas sugeridas.
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O presidente equatoriano impôs uma tarifa de 30% sobre os produtos colombianos, medida que foi replicada na mesma proporção por Bogotá, que também suspendeu a venda de energia elétrica para o Equador.
Posteriormente, o governo Noboa aumentou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo seu principal oleoduto. Noboa defende as tarifas como “compensação” pelo dinheiro que seu país investe na segurança da fronteira compartilhada, porosa e com quase 600 quilômetros de extensão, onde grupos armados atuam há anos.
O Equador tem a maior taxa de homicídios da América Latina, com um recorde de 52 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.
Enquanto isso, a Colômbia é a maior produtora mundial de cocaína. A grande maioria da droga passa pelo Equador antes de ser transportada para os Estados Unidos e a Europa.
Petro afirma que apreensões recordes dessa droga foram realizadas durante seu governo.
Colômbia e Equador estão envolvidos em uma guerra tarifária iniciada por Noboa, que acusa seu vizinho de não fazer o suficiente para conter os grupos de narcotráfico que operam ao longo da fronteira.
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O Equador tem a maior taxa de homicídios da América Latina, com um recorde de 52 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado.
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Petro afirma que apreensões recordes dessa droga foram realizadas durante seu governo.










