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Nem todo encontro inesperado na praia envolve conchas ou estrelas-do-mar. Em Cabo San Lucas, no México, turistas se depararam com dois raros exemplares do chamado “peixe do fim do mundo” encalhados na areia no fim de fevereiro, e a cena rapidamente virou assunto nas redes sociais.
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Os animais pertencem à espécie Regalecus glesne, conhecida popularmente como peixe-remo. O peixe vive normalmente em grandes profundidades do oceano e raramente aparece próximo à superfície, o que torna avistamentos como esse incomuns.
O momento foi registrado em vídeo e publicado pela influenciadora Monica Pittenger, que reúne cerca de 15 mil seguidores. A gravação já ultrapassou 8 milhões de visualizações e também foi republicada por páginas como We Love Animals e AccuWeather.
Veja:
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Nas imagens, um dos peixes aparece na areia, próximo à linha d’água, enquanto pessoas tentam ajudá-lo a voltar para o mar. Segundo Pittenger, sua irmã participou diretamente do resgate.
“POV: Você veio ao Cabo para a praia… e acabou resgatando uma lenda do mar. A minha irmã, Katie, ajudou um remo, um gigante do mar profundo que a maioria das pessoas nunca vê, a voltar para casa”, escreveu ela na publicação.
A influenciadora contou que, no início, ficou nervosa porque não sabia exatamente que animal era aquele ou se ele poderia oferecer algum risco. Ainda assim, segundo ela, sua irmã não hesitou em ajudar. “Ela ajudou a salvar dois deles”, relatou.
Nos comentários da postagem, o episódio despertou curiosidade e surpresa entre os usuários.
“Que loucura você viu dois ao mesmo tempo!! Pergunto-me o que os trouxe à tona. É interessante ver se acontece alguma coisa”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “Adoro isto! Também é hora de fatos engraçados: Oarfish é conhecido como o Peixe do Juízo Final porque eles geralmente aparecem encalhados antes e os terremotos atingem. Bem, Cabo fica na linha da Falha de San Andreas e tem uma média de 3-4 menos de 2 terramotos por dia.”
Também houve reações de espanto e curiosidade, como: “Uau! Isso é enorme, nunca vi um antes e tive que pesquisar no Google”, e “Oh meu Deus!!! Isso é incrível”. Alguns usuários levantaram hipóteses sobre a condição dos animais: “Li que eles vêm à tona se estiverem doentes ou feridos. Isso é tão triste que estavam dois encalhados e possíveis doentes”.
De acordo com o relato, dois peixes-remo foram vistos no local, e os turistas tentaram conduzi-los de volta para o oceano.
Montagem com o momento do resgate que circula nas redes sociais
Reprodução/Instagram/@monicaandco_
Aparição rara e cercada de lendas
O peixe-remo pode atingir vários metros de comprimento e vive em águas profundas, geralmente entre 200 e 1.000 metros. Por causa desse habitat, encontros com a espécie perto da costa são raros.
Em diferentes culturas, o animal ganhou o apelido de “peixe do fim do mundo” ou “peixe do juízo final”. O nome está ligado a antigas lendas que associam seu aparecimento na superfície a grandes eventos naturais.
Conhecido no folclore japonês como “Ryugu no tsukai”, ou “mensageiro do deus do mar”, o peixe teria a capacidade de prever terremotos e tsunamis — uma crença popular que não possui comprovação científica.
Especialistas explicam que a presença desses animais perto da superfície costuma ocorrer por fatores mais comuns, como mudanças nas correntes oceânicas, alterações na temperatura da água ou problemas de saúde do próprio peixe, que podem levá-lo a nadar fora de seu habitat natural.
O peixe-remo (Regalecus glesne) é um peixe ósseo de águas profundas que pode ultrapassar 8 metros de comprimento. Tem corpo extremamente longo e fino, de coloração prateada, semelhante a uma fita, e uma crista vermelha característica na cabeça. Considerado o peixe ósseo mais longo do mundo, ele vive no oceano profundo e raramente é visto por humanos, o que ajuda a alimentar o mistério em torno de suas aparições.

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Cinco italianos morreram após um acidente durante uma expedição de mergulho em cavernas submersas nas Maldivas, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta semana. O grupo desapareceu no atol de Vaavu, a cerca de 50 metros de profundidade, em uma área localizada ao sul da capital Malé.
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De acordo com o ministério, quatro das vítimas integravam uma equipe ligada à Universidade de Gênova. Entre elas estavam a professora de ecologia Monica Montefalcone, a filha dela e dois pesquisadores.
As Forças Armadas das Maldivas informaram que um dos corpos foi localizado dentro de uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade. Segundo os militares, há indícios de que os outros quatro mergulhadores também estejam no mesmo local.
A operação de busca foi classificada pelas autoridades como de “altíssimo risco”. Mergulhadores especializados e equipamentos específicos foram mobilizados para atuar na região.
Segundo a rede BBC, este pode ser o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, país do Oceano Índico conhecido internacionalmente pelo turismo de luxo e pelas ilhas de coral.
Grupo desapareceu após não retornar à superfície
De acordo com a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação da embarcação de mergulho depois que o grupo não retornou à superfície.
A polícia informou que o clima estava severo na região no momento do acidente. A área fica cerca de 100 quilômetros ao sul de Malé.
Um alerta amarelo chegou a ser emitido para embarcações de passageiros e pescadores.
A Universidade de Gênova identificou as vítimas ligadas à instituição como Monica Montefalcone; Giorgia Sommacal, filha da professora e estudante; Muriel Oddenino, pesquisadora; e Federico Gualtieri, graduado em biologia marinha.
A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho.
Em comunicado publicado na rede social X, a Universidade de Gênova expressou “as mais profundas condolências” às vítimas.
Ainda de acordo com a BBC, acidentes de mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, embora mortes tenham sido registradas nos últimos anos.
Em dezembro do ano anterior, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada próximo ao resort insular de Ellaidhoo. O marido dela morreu cinco dias depois após passar mal.
Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.
Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante a partir de restos fósseis encontrados na Tailândia. Segundo pesquisadores, o animal herbívoro de pescoço longo media cerca de 27 metros, pesava aproximadamente 27 toneladas — o equivalente a nove elefantes adultos — e viveu entre 100 milhões e 120 milhões de anos atrás.
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A descoberta foi descrita em estudo publicado na revista Scientific Reports. De acordo com os autores, trata-se do maior dinossauro já encontrado no sudeste asiático.
— Nosso dinossauro é grande pelos padrões da maioria das pessoas; provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais que Dippy, o Diplodocus — afirmou o pesquisador principal Thitiwoot Sethapanichsakul, em referência ao famoso esqueleto antes exibido no Museu de História Natural de Londres.
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AFP
O estudante de doutorado tailandês apelidou o saurópode recém-descoberto de “o último titã”. Segundo o University College London, o nome faz referência ao fato de os fósseis terem sido encontrados em uma das formações rochosas mais recentes já associadas a dinossauros na Tailândia.
A região teria se transformado posteriormente em um mar raso.
— Então este pode ser o último ou o mais recente saurópode de grande porte que encontraremos no sudeste asiático — acrescentou o pesquisador.
Fósseis foram encontrados por moradores locais
Os primeiros restos da criatura foram descobertos há cerca de dez anos por moradores do nordeste da Tailândia. A escavação, porém, só foi concluída em 2024, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira.
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AFP
Os pesquisadores afirmam que os fósseis apresentavam semelhanças com outros saurópodes já conhecidos, mas tinham características anatômicas suficientes para classificar o animal como uma nova espécie.
O dinossauro recebeu o nome de “Nagatitan chaiyaphumensis”, em referência a uma serpente do folclore do sudeste asiático, a um gigante da mitologia grega e à província de Chaiyaphum, onde os restos foram encontrados.
Uma moradora de Wakefield, na Inglaterra, está sendo obrigada a retirar da fachada de casa uma estátua de gorila de 1,20 metro de altura sob risco de receber multa de até 20 mil libras, cerca de R$ 135 mil. Adele Teale, de 59 anos, afirmou nesta semana que não pretende remover o ornamento de resina, apelidado de César, e diz que o primata se tornou parte da vizinhança e de sua própria rotina.
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Segundo Adele, a escultura é mais do que um simples enfeite de jardim. Apaixonada por gorilas, ela conta que já mantinha a peça na residência anterior, em Leeds, onde permaneceu por 15 anos sem qualquer contestação. Após se mudar para Wakefield há seis anos, ela vendeu o objeto, mas decidiu recomprá-lo em agosto de 2024 por 600 libras e reinstalá-lo, meses depois, em um pedestal de madeira entre duas janelas do andar superior da casa onde vive com o marido, Trevor, e o filho, Billy.
Disputa com a prefeitura
A primeira notificação oficial veio em maio de 2025, quando o Conselho de Wakefield informou ter recebido uma reclamação sobre a presença de uma “estrutura animal” na propriedade. Com base na Lei de Planejamento Urbano e Rural de 1990, o órgão argumentou que a instalação poderia exigir autorização formal por alterar de forma relevante a aparência externa do imóvel.
Em julho do mesmo ano, Adele recebeu uma notificação de fiscalização afirmando que a estátua era “proeminente e chamativa”, destoava da área ao redor e causava impacto negativo na paisagem local e no cinturão verde da região. Ela tentou obter uma licença retroativa e recorreu da decisão, mas a Inspetoria de Planejamento rejeitou o pedido nesta semana e manteve a determinação de retirada até 9 de junho de 2026.
— Ele é meu melhor amigo e eu nunca pretendo me desfazer dele. Todo mundo adora o Caesar, ele faz parte da comunidade — afirmou Adele à imprensa local em entrevista nesta semana.
— Eu simplesmente não entendo qual é o problema. Não consigo acreditar em toda essa confusão por causa de um gorila. Ele não passa de um enfeite de jardim, e eu não concordo que ele precise de autorização da prefeitura.
Joe Jenkinson, diretor de Serviços de Planejamento, Transporte e Rodovias Estratégicas do Conselho de Wakefield, defendeu a decisão e disse que a estrutura não pode ser tratada como simples item decorativo.
— Entendemos que nem todos concordarão, mas, de acordo com as normas de planejamento, isso não é classificado como um elemento decorativo menor. Além disso, destoa do ambiente circundante. Portanto, requer licença de construção — declarou em comunicado. Caso a ordem não seja cumprida dentro de quatro semanas, Adele poderá ser levada ao tribunal de magistrados e multada formalmente.
Primeiro veio uma luz intensa rasgando o céu. Depois, um estrondo ensurdecedor, calor capaz de vaporizar rochas, ventos supersônicos, tsunamis gigantes e um inverno global que mergulhou a Terra na escuridão. Há 66 milhões de anos, o impacto de um asteroide no atual Caribe desencadeou o maior colapso ambiental do planeta e levou à extinção dos dinossauros.
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Publicado nesta segunda-feira (11) pelo The Conversation, um artigo assinado por especialistas em meteorítica e paleontologia reconstrói, em detalhes, como teriam sido as horas, dias e anos seguintes ao impacto do asteroide que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e desencadeou uma das maiores extinções da história do planeta.
O corpo celeste, estimado em cerca de 10 quilômetros de diâmetro, colidiu com a região que hoje corresponde ao Caribe, próximo à Península de Yucatán, no México. Na época, no fim do período Cretáceo, o nível do mar era muito mais alto do que o atual, e a área do impacto estava totalmente coberta por água.
Segundo os pesquisadores, o evento foi suficiente para extinguir os dinossauros não aviários e cerca de metade de todas as espécies existentes na Terra.
Os segundos que mudaram tudo
Antes da colisão, o asteroide já podia ser visto no céu como um ponto luminoso, semelhante a uma estrela fixa. Nas últimas horas, porém, seu brilho se tornava cada vez mais intenso.
Minutos ou segundos antes do impacto, qualquer ser vivo próximo teria visto uma enorme bola de fogo cruzando o céu, acompanhada por estalos e crepitações provocados pelo aquecimento extremo do ar.
Logo depois veio o estrondo sônico.
A energia liberada foi tão brutal que formou, em segundos, uma cavidade com cerca de 30 quilômetros de profundidade, quase três vezes mais profunda que a Fossa das Marianas, e uma cratera final de aproximadamente 180 quilômetros de diâmetro.
As temperaturas ultrapassaram 9 mil graus Celsius no ponto de impacto, vaporizando rochas, água e o próprio asteroide. Qualquer forma de vida próxima foi instantaneamente incinerada.
Mesmo a até 2 mil quilômetros de distância, as chances de sobrevivência eram mínimas. A radiação térmica e os ventos supersônicos foram suficientes para matar rapidamente a maioria dos animais.
Furacões, megatsunamis e chuva ácida
Cinco minutos após a colisão, os ventos ainda tinham força equivalente à de um furacão de categoria 5. A atmosfera local atingia mais de 226°C, transformando a sensação em algo semelhante a estar dentro de um forno.
Incêndios florestais se espalharam rapidamente e megatsunamis com até 100 metros de altura atingiram primeiro as margens do atual Golfo do México, devastando regiões inteiras.
Em uma hora, uma faixa de poeira e material incandescente já havia dado a volta no planeta. O céu começou a escurecer até em regiões distantes, como a atual China e a Nova Zelândia.
No dia seguinte, tsunamis de cerca de 50 metros avançavam pelo Atlântico, Pacífico e Índico, enquanto a fuligem dos incêndios e a poeira bloqueavam a luz solar.
Sem sol, árvores, plantas e fitoplâncton deixaram de fazer fotossíntese. A temperatura global despencou.
Uma semana depois, a radiação solar que chegava à superfície era apenas um milésimo do normal. A temperatura média caiu pelo menos 5°C, e chuvas ácidas passaram a atingir o planeta.
Os autores explicam que o impacto vaporizou sedimentos ricos em enxofre e gerou óxidos de nitrogênio suficientes para produzir ácido sulfúrico e ácido nítrico. Em alguns modelos, a acidez da chuva poderia chegar a níveis comparáveis aos do ácido de bateria.
— Neste momento, a Terra não era um lugar muito agradável — resumem os pesquisadores no artigo .
Um ano depois, só restavam os sobreviventes
Após um ano, o Sol ainda mal aparecia. A temperatura média global estava cerca de 15°C abaixo do normal, instaurando um verdadeiro inverno planetário.
Dinossauros terrestres, pterossauros e grandes répteis marinhos desapareceram. Também foram extintos grupos como amonites, belemnites e diversos organismos marinhos.
Sobreviveram principalmente espécies pequenas, capazes de se esconder em tocas ou sobreviver na água, como tartarugas, pequenos crocodilos, lagartos, algumas aves e mamíferos do tamanho de ratos.
Esses sobreviventes acabariam dando origem a novos ecossistemas e abrindo caminho para a expansão dos mamíferos, e, milhões de anos depois, para o surgimento dos primatas e dos humanos.
A cratera e as provas científicas
As primeiras evidências modernas dessa colisão começaram a ganhar força em 1980, quando o físico ganhador do Nobel Luis Alvarez identificou um enriquecimento anormal de irídio em uma camada geológica na Dinamarca e na Itália.
O irídio é raro na superfície terrestre, mas comum em meteoritos, o que levou à hipótese de um impacto gigantesco.
Em 1991, a descoberta da cratera de Chicxulub, enterrada sob a Península de Yucatán, consolidou a teoria. Desde então, novas evidências reforçaram que houve, de fato, um resfriamento abrupto global e uma extinção em massa associada ao evento.
Hoje, 66 milhões de anos depois, os cientistas lembram que aquele “inverno nuclear”, como foi chamado inicialmente, alterou para sempre o rumo da vida no planeta.
E fazem um alerta: embora provocado por um asteroide, muitos dos efeitos atmosféricos observados naquela época, como mudanças climáticas extremas, oscilações de temperatura e colapso ambiental, encontram ecos preocupantes no presente, agora causados pela própria ação humana.
O exército israelense pediu aos moradores de cinco vilarejos no sul do Líbano que evacuassem imediatamente na sexta-feira, em antecipação a possíveis ataques contra o Hezbollah, apesar do cessar-fogo com o Líbano que visava interromper os combates.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo grupo terrorista Hezbollah, o Exército de Defesa se vê obrigado a agir com força”, publicou Avichay Adraee, porta-voz do exército em árabe, listando cinco vilarejos próximos à cidade de Tiro, na costa sul do Líbano.
“Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e manter uma distância de pelo menos 1.000 metros dos vilarejos e cidades”, acrescentou.
O estado do Texas executou seu 600º condenado à morte desde 1982 na quinta-feira, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar o argumento de que o homem não poderia ser condenado à morte devido à sua deficiência intelectual.
Edward Lee Busby Jr. foi declarado morto após receber uma injeção letal pelo assassinato, em 2004, de Laura Lee Crane, uma professora universitária aposentada de 77 anos. Em sua declaração final, ele pediu desculpas à sua família e à família de Crane, implorando por perdão, de acordo com uma transcrição fornecida pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas. “A Sra. Crane era uma mulher adorável. Eu nunca quis que nada de ruim acontecesse com ela. Sinto muito”, disse ele.
Os advogados de Busby tentaram impedir a execução, argumentando que ele tinha uma deficiência intelectual. No entanto, na quinta-feira, a Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora, anulou a suspensão da execução concedida por um tribunal inferior. Busby tornou-se a 12ª pessoa executada no Texas este ano.
Desde 1982, quando o estado retomou a pena capital após uma moratória nacional, 600 pessoas foram executadas. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados americanos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que fez “acordos comerciais fantásticos” com o líder chinês Xi Jinping, durante o segundo dia de negociações em Pequim.
“Muita coisa boa resultou disso. Fizemos alguns acordos comerciais fantásticos, ótimos para ambos os países”, disse Trump enquanto visitava os jardins de Zhongnanhai, o complexo da liderança central chinesa.
O chefe do sistema prisional da Rússia revelou, nesta quinta-feira, que a população carcerária do país sofreu uma queda de quase 40% desde 2022, quando teve início a guerra na Ucrânia. Uma redução em parte relacionada à ida de dezenas de milhares de detentos às linhas de frente, na esperança da redução de pena ou um perdão completo.
— Se no final de 2021 havia 465 mil [presos], agora há 282 mil, dos quais 85 mil estão em centros de detenção provisória e instalações que funcionam como centros de detenção provisória — disse Arkady Gostev, diretor do Serviço Penitenciário Federal, em entrevista à agência Tass.
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Segundo Gostev, a redução ocorreu devido à “humanização das penas criminais por meio da expansão da prática de imposição de trabalhos forçados e outros tipos de punição não relacionados à prisão, penas suspensas e restrições à liberdade”. Mas ele reconheceu o impacto dos alistamentos, ofertados aos detentos — sem distinção sobre o crime que cometeram — desde 2022, de forma a incrementar a disponibilidade de soldados para uma guerra travada, prioritariamente, por terra.
Não há dados oficiais sobre quantos detentos assinaram contratos para combater na Ucrânia. Nos dois primeiros anos do conflito, o portal independente Mediazona relatou uma queda na população carcerária que chegou a 54 mil nas colônias penais masculinas. Em 2024, o Mediazona, em parceria com o serviço russo da rede BBC, afirmou que 48 mil prisioneiros se alistaram através da milícia Grupo Wagner, e que 17 mil deles morreram durante a batalha pelo controle de Bakhmut (2022-2023).
Segundo a inteligência ucraniana, os alistamentos prisionais, agora realizados diretamente pelo Ministério da Defesa, somaram 180 mil até o fim de 2025. Aos que voltam com vida, a promessa é de redução de penas ou de persão judicial.
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Muitos dos ex-detentos e agora veteranos retornam do front com traumas e ferimentos graves, e os casos de reincidência criminal se acumulam ao redor da Federação Russa. Especialistas dizem que alguns “sentem indiferença” em relação às vidas dos demais cidadãos, e que o abuso de álcool e drogas é prevalente. Em um país onde a violência doméstica é uma epidemia, as mulheres — especialmente as companheiras, mães, filhas e irmãs — são vítimas preferenciais dos ataques.
— Sabemos que veteranos de guerra são mais propensos a cometer violência doméstica do que homens que não passaram por essas experiências traumáticas — disse ao GLOBO, em 2025, Jenny Mathers, professora de Política Internacional da Universidade Aberystwyth, do Reino Unido. — Alguns desses homens já cometeram crimes de agressão e até assassinato em suas comunidades, o que aumenta a insegurança real e percebida que muitos russos sentem no dia a dia.
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Para os detentos que permanecem dentro do sistema prisional, um dos mais extensos do planeta e que não é conhecido por fornecer condições adequadas aos que ali cumprem suas penas, a guerra também se faz presente. À Tass, Gostev disse que muitos itens produzidos pelos prisioneiros (em um sistema de trabalho forçado herdado dos tempos soviéticos) vão para as Forças Armadas
— Ao longo de um ano, empregamos cerca de 16 mil detentos para esses fins, especificamente, para a produção desses produtos. Produzimos itens para as Operações Militares Especiais (nome oficial na Rússia da guerra na Ucrânia] no valor aproximado de 5,5 bilhões de rublos (R$ 389 milhões). No total, o volume de produção em 2025 foi de 47 bilhões de rublos (R$ 3,2 bilhões).
Comissionado em 1975, o USS Nimitz (CVN-68) é o mais antigo porta-aviões em operação no mundo e um dos principais símbolos da supremacia naval americana nas últimas décadas. Na última semana, o navio passou pelo Rio de Janeiro durante aquela que deve ser sua última viagem, apesar das indicações de que a aposentadoria do gigante de 333 metros de comprimento ainda não está à vista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Foram 31 dias de apuração e um resultado fora do esperado. O longo processo de contagem de votos do primeiro turno no Peru, que culminou anteontem com a escolha do esquerdista Roberto Sánchez para seguir na disputa com Keiko Fujimori, é resultado da recente “judicialização da política” no país, afirmam especialistas, o que põe em xeque a lisura do segundo turno, em 7 de junho.
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Horas antes de que o nome de Roberto Sánchez — da coalizão Juntos pelo Peru (JP) e herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo — fosse confirmado estaticamente para a disputa contra Keiko em 7 de junho, o Ministério Público (MP) do Peru pediu cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez por supostos crimes de “falsa declaração em procedimento administrativo e falsificação de informações sobre contribuições e receitas” de campanha entre 2018 e 2020. O timing para o pedido do MP não foi um mero detalhe: reforçou a percepção de interferência política no processo eleitoral.
— É resultado de um processo que vemos há vários anos de politização da Justiça ou judicialização da política. Há uma porta giratória entre certos partidos políticos e o atual sistema de Justiça. Cargos-chave foram ocupados por atores próximos à direita e ao Fujimorismo — explica a cientista política peruana Adriana Urratia.
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No Peru, o órgão eleitoral é formado por três instituições autônomas: o Júri Nacional de Eleições (JNE), que serve como uma espécie de juiz das atas impugnadas e contestadas; a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), responsável pela parte logística da votação; e o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (Reniec), que faz o cadastro e controle dos eleitores, e tem um papel secundário.
Nos últimos anos, devido às mudanças recentes, os representantes dos órgãos passaram a ser nomeados pelo Congresso — que, após uma profunda crise política e sucessivos impeachments, funciona hoje como peça central na escolha de presidentes interinos. Na última década, nenhum presidente eleito conseguiu terminar seu mandato de 5 anos.
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O primeiro turno, em 12 de abril, foi marcado por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura das seções eleitorais em vários locais de votação, especialmente em Lima — onde vivem um terço dos eleitores. De maneira inédita, o pleito teve que ser estendido até o dia seguinte para mais de 50 mil peruanos que não haviam conseguido votar.
Por causa das falhas, nos dias que se seguiram ao pleito, o JNE passou a contestar publicamente a autoridade da ONPE, fragilizando um processo de apuração que deveria acontecer de maneira coordenada entre as instituições.
Pressionado nas redes sociais, onde recebeu inclusive ameaças de morte, Piero Corvetto, chefe do ONPE, acabou renunciando antes que os resultados fossem anunciados. Oficialmente, os números finais serão divulgados apenas no domingo, devido ao alto número de atas contestadas que ainda estão sendo analisadas pelo JNE.
Além disso, mudanças recentes nas regras eleitorais incentivaram a fragmentação partidária e multiplicaram as candidaturas, que passaram de 30. As pesquisas, que apontavam um segundo turno entre Keiko e dois outros candidatos da direita, enfrentaram dificuldades metodológicas devido ao elevado número de candidatos e ao comportamento volátil do eleitorado — cerca de 20% dos peruanos decidem o voto apenas no dia da eleição.
No Peru, com um Parlamento muito dividido e sem um grande bloco partidário, os presidentes são constantemente ameaçados de impeachment
Ernesto Benavides/AFP
Assim como Castillo em 2021, Sánchez repetiu tendências históricas do eleitorado peruano, e venceu sobretudo nas regiões andinas, onde mais de um milhão de eleitores votaram no primeiro turno, segundo o ONPE. Como são regiões de acesso mais difícil, as atas demoraram mais para ser contabilizadas.
Agora, há o temor que o segundo turno seja novamente judicializado, aponta a especialista peruana. Também como em 2021, Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, morto em 2024, enfrentará um candidato da esquerda que nunca havia disputado uma eleição. É a quarta tentativa da candidata de chegar à Presidência — em 2011, foi derrotada por Ollanta Humala e, em 2016, perdeu para o economista Pedro Pablo Kuczynski. Tanto Castillo quanto Kuczynski não conseguiram concluir seus mandatos.
— O cenário atual repete as dinâmicas de 2021, mas teremos um segundo turno ainda mais polarizado entre o fujimorismo e a esquerda. Como parte de uma tendência global e de um ecossistema de imprensa fragmentado e fragilizado, as campanhas se tornaram muitos personalistas, centradas nas figuras dos candidatos, e não em suas propostas — explica Urratia. — O segundo turno tende a ser marcado mais por um “voto contra” o outro candidato, do que pelo apoio aos programas econômicos, de saúde e educação de seu próprio candidato

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