‘Uma nação em colapso’: Cuba prepara população para a guerra enquanto EUA apertam cerco e fecham a válvula do petróleo
Contexto: Trump ameaça impor tarifas a países que vendam petróleo para Cuba
Encorajado pela operação bem-sucedida que capturou o então líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças contra Cuba desde então. Mais de 100 venezuelanos e cubanos morreram na ação, que levou Maduro a um tribunal federal nos Estados Unidos para responder a acusações de tráfico de drogas, negadas por ele.
Com uma grande mobilização naval no Caribe — que pressionou o regime de Maduro, aliado de Havana, até a deposição do chavista —, Trump instou Cuba a aceitar, “antes que seja tarde demais”, um “acordo” cuja natureza não especificou.
“Não haverá mais petróleo nem dinheiro com destino a Cuba: zero!”, ameaçou o presidente americano, que na última quinta-feira assinou um decreto pelo qual os EUA poderão impor tarifas, de valor não especificado, a países que vendam petróleo a Havana. Trump afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
Initial plugin text
O Pontífice também expressou a esperança de que os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, que começam na próxima sexta-feira, sejam uma oportunidade para “gestos concretos de distensão e diálogo”.
Multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano, acompanhando a oração do Ângelus
FILIPPO MONTEFORTE / AFP
— Esses grandes eventos esportivos constituem uma forte mensagem de fraternidade e reacendem a esperança de um mundo em paz — acrescentou Leão XIV, lembrando que esse é o objetivo da chamada “trégua olímpica”. — Desejo que todos os que têm no coração a paz entre os povos e ocupam funções de autoridade saibam aproveitar esta ocasião para realizar gestos concretos de distensão e de diálogo.
O Papa também rezou pelas “numerosas vítimas do deslizamento de terra em uma mina no Kivu do Norte, na República Democrática do Congo”, por aqueles que “sofrem com as tempestades que atingiram nos últimos dias Portugal e o sul da Itália”, bem como pelas “populações de Moçambique, duramente atingidas pelas inundações”.
Cuba prepara população para a guerra
Nos últimos dias, o governo cubano intensificou a retórica de mobilização nacional e os preparativos internos diante do agravamento das tensões com os Estados Unidos, que atingem o nível mais alto desde a Crise dos Mísseis de 1962. Em Havana, exercícios militares passaram a ocupar espaço nos noticiários estatais, enquanto autoridades falam abertamente em uma eventual “guerra em todo o território”, com participação da população civil.
Reação: México recua e suspende envio de petróleo a Cuba em meio à pressão dos EUA
O clima foi reforçado após declarações feitas em uma reunião na Embaixada dos EUA em Havana. Segundo testemunhas disseram à rede americana CNN, o encarregado de negócios americano, Mike Hammer, disse a diplomatas e funcionários locais que deveriam arrumar as malas. Em seguida, afirmou que, embora Cuba reclame há décadas do embargo econômico de Washington, “agora haverá bloqueio de verdade”, com corte total do fornecimento de petróleo à ilha.
— Nada vai entrar. Não vai chegar mais petróleo — disse.





