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Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça “lançar o inferno” sobre o território iraniano caso a República Islâmica não chegue a um acordo com Washington pela liberação do Estreito de Ormuz, diversos países da Ásia já asseguraram a passagem de seus navios pelo canal marítimo por meio de acordos firmados diretamente com o Irã. Entre as nações que tiveram sucesso nas negociações com os iranianos estão alguns de seus principais aliados, como China e Rússia — também amplamente reconhecidos como rivais de Washington pela hegemonia do poder global — além de países que mantêm relações diplomáticas equilibradas com potências de ambos os hemisférios, como a Índia, e outros que chegaram a declarar estado de emergência energética por conta da queda brusca nos estoques de combustível, como as Filipinas, que dependem quase exclusivamente do petróleo que sai do Oriente Médio.
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Apesar dos anúncios públicos de liberação da passagem, os termos dos acordos entre empresas de navegação e o governo iraniano não foram divulgados. Portanto, ainda não está claro nem confirmado se esses países pagaram uma taxa para garantir a travessia de seus navios ou se o gesto das autoridades iranianas foi conquistado apenas por meio de negociações diplomáticas.
Especialistas e analistas internacionais avaliam que, independente de qual tenham sido os detalhes, o regime teocrático do país persa implementou uma espécie de “sistema de pedágio”, seja pago em dinheiro ou em acordo político, numa via que deveria ser regimentada pelas leis marítimas internacionais e no momento está sendo controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). Apesar deste cenário, a França e a Itália iniciaram conversas com o Irã no mês passado.
Alguns analistas consideram ainda que o controle rigoroso do estreito vai além de uma tática de guerra, mas expõe planos de longo prazo do regime iraniano. Para eles, o bloqueio da passagem marítima pode criar uma oportunidade para que Teerã se reintegre à economia global e à diplomacia internacional após anos de isolamento impostos por sanções globais.
Liu Jia, pesquisadora do Instituto do Oriente Médio da Universidade Nacional de Singapura, disse em entrevista à revista Time que “se o Irã adotar uma estratégia de fechamento seletivo — visando os Estados Unidos, Israel e seus aliados, enquanto permite a passagem de países amigos”, países do Golfo “podem buscar reparar as relações com o Irã ou desenvolver rotas de exportação alternativas, o que poderia aumentar os custos no curto e médio prazo”.
A especialista acrescentou que os países do Golfo que sofreram ataques retaliatórios do Irã também podem ser “compelidos a reavaliar suas estratégias de defesa”, incluindo se “hospedar bases militares americanas aumenta sua segurança ou, inversamente, aumenta sua exposição a ataques” por parte de adversários dos EUA.
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Suficientemente amigáveis
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a nomear publicamente há duas semanas os países considerados suficientemente amigáveis ​​para garantirem a liberação da passagem de seus navios no estreito. Eram eles China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.
“Muitos das empresas e dos países proprietários dessas embarcações, entraram em contato conosco e solicitaram que garantíssemos sua passagem segura pelo estreito. Para alguns desses países que consideramos amigáveis, ou em casos em que decidimos fazê-lo por outros motivos, nossas forças armadas garantiram a passagem segura”, afirmou Araghchi em entrevista à TV estatal iraniana.
Na ocasião, ele anunciou que o plano de restringir a passagem a embarcações aliadas “continuará no futuro, mesmo depois da guerra”.
“Estamos em estado de guerra. A região é uma zona de guerra e não há razão para permitir a passagem de navios de nossos inimigos e seus aliados. Mas ela permanece aberta a outros”, acrescentou o chanceler iraniano.
A Índia foi um dos primeiros países a garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores indiano, Subrahmanyam Jaishankar, disse ao Financial Times em março que a autorização para travessia de seus petroleiros foi resultado de diplomacia. Na semana passada, a embaixada do Irã em Nova Déli chegou a publicar nas redes sociais que “nossos amigos indianos” estavam “em boas mãos”.
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A China, que é a maior compradora de petróleo do Irã, confirmou também na semana passada que alguns de seus navios navegaram pelo estreito, mas não forneceu detalhes. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores declarou apenas que “após coordenação com as partes relevantes, três embarcações chinesas transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz”. O conselheiro de política externa do Kremlin, Yury Ushakov, declarou que “para nós, o Estreito de Ormuz está aberto”, considerando que a Rússia é uma das maiores aliadas de Teerã.
Na mesma linha, sem se aprofundar nos termos do acordo, o ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke, disse que seu país obteve garantias de passagem segura através de uma “boa relação diplomática com o governo iraniano”. Aproximadamente dois terços das importações de petróleo da Malásia provêm do Golfo. A embaixada iraniana no país do Sudeste Asiático adotou o mesmo tom do escritório na capital indiana e afirmou na segunda-feira que, após o primeiro navio malaio atravessar o estreito desde o início da guerra, que “o Irã não se esquece de seus amigos”.
As Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, foram o primeiro país a declarar estado de emergência energética por conta do bloqueio de Ormuz. Apesar de seus laços estreitos com os EUA, o país se tornou na quinta-feira a mais recente nação asiática a garantir um acordo com o Irã, que a secretária de Relações Exteriores, Theresa Lazaro, descreveu como “uma conversa telefônica muito produtiva” com Teerã.
O Paquistão, que tem feito a intermediação de mensagens entre Washington e Teerã, anunciou em 28 de março que o Irã concordou em permitir a passagem de 20 de seus navios pelo estreito. Diante disso, Islamabad passou a abordar empresas internacionais de comércio de commodities para que registrassem temporariamente seus navios sob a bandeira paquistanesa, a fim de aproveitar a liberação da passagem, segundo publicou a Bloomberg.
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“Este é um gesto bem-vindo e construtivo por parte do Irã e merece reconhecimento”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar. “Diálogo, diplomacia e medidas como essa, que visam a construção de confiança, são o único caminho a seguir”.
A Tailândia, que chegou a ter um navio graneleiro atacado por projéteis iranianos em março, também estabeleceu um pacto com o regime iraniano. O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, anunciou o acordo em 25 de março, e um petroleiro tailandês cruzou a fronteira posteriormente sem pagar taxas, de acordo com o jornal britânico The Independent.
O Iraque, rico em petróleo, que faz fronteira com o Irã, também foi isento do bloqueio. No fim de semana, o Comando Militar Conjunto Khatam al-Anbiya, do Irã, anunciou a liberação, e Bagdá agradeceu pelo gesto. A lista de nações autorizadas a atravessar o estreito em segurança conta ainda com Japão, Indonésia e Turquia.
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Pedra no sapato de Trump
O bloqueio do importante canal, por onde normalmente saem do Golfo Pérsico cerca de 20% das exportações de petróleo e gás do mundo, tem sido uma pedra no sapato do líder americano desde o início da guerra. Dias após os primeiros bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã fechou a passagem com ameaças de atacar embarcações que tentassem cruzá-la, e chegou a bombardear algumas delas.
Apesar de declarar publicamente que os EUA não precisam importar combustível da região, Trump sabe que a ameaça iraniana sobre o estreito e a queda brusca na circulação de navios pela rota tem efeitos graves em todo o comércio mundial, não apenas no setor petrolífero.
Mesmo após ter tentado dividir a responsabilidade pela liberação do estreito ao sugerir que aliados enviassem navios de guerra à região e não ter seu pedido atendido por nenhum deles, Trump segue adiando e ampliando o prazo dos ultimatos contra o Irã e chegou a declarar na segunda-feira que “uma civilização inteira” morreria na noite desta terça-feira caso Teerã siga sem fechar um acordo com seu governo.
Neste momento, o presidente americano tenta elevar as ameaças contra o regime dos aiatolás para garantir a passagem livre de todo e qualquer navio pela via marítima, principalmente de seus aliados ocidentais, que não fazem parte da lista de beneficiados por acordos com Teerã.

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O Pentágono divulgou nesta sexta-feira o que chamou de arquivos “novos, nunca vistos antes” sobre óvnis, apresentando a medida como um exemplo do compromisso do departamento — que expulsou repórteres no início deste ano — com a transparência. Foram mais de 160 arquivos publicados até o momento, mas espera-se que outros sejam divulgados gradualmente.
“Esses arquivos, ocultos por trás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas — e é hora de o povo americano vê-los por si mesmo”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um comunicado. “Nenhum outro presidente ou administração na história cumpriu esse nível de transparência sobre U.A.P.s”, disse, referindo-se ao que o Departamento de Defesa agora chama de fenômenos anômalos não identificados, mas que a maioria das pessoas chama de óvnis, ou objetos voadores não identificados.
A coleção está sendo “armazenada”, segundo o comunicado, em war.gov/ufo.
Os arquivos iniciais são imagens estáticas borradas que podem mostrar qualquer coisa. Em uma delas, um conjunto de pontos aparece na tela. Em outra, há alguns objetos de formato estranho.
Em 2017, o New York Times informou que o Pentágono tinha um programa secreto e sigiloso, iniciado em 2007, que investigava episódios relatados por militares que afirmavam ter encontrado o que pareciam ser objetos espaciais. Desde então, parlamentares pressionam o governo para que torne públicos seus trabalhos sobre óvnis.
Em atualização.
Uma enfermeira escolar de 64 anos foi condenada no Reino Unido após esfaquear repetidamente o ex-marido ao descobrir que ele havia sacrificado os dois dachshunds da família sem avisá-la. O caso aconteceu em Norfolk, no leste da Inglaterra, e foi julgado no Tribunal da Coroa de Norwich, nessta semana. Claire Bridger admitiu ter causado lesões corporais graves com intenção, mas foi absolvida da acusação de tentativa de homicídio.
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Segundo o tribunal, Claire e Keith Bridger estiveram juntos por 37 anos e eram casados havia 30, até a separação em abril do ano passado. De acordo com o depoimento da enfermeira, o rompimento ocorreu de forma repentina, durante um café da manhã com as duas filhas do casal. Após a separação, ela passou a se afastar do trabalho, recebeu medicação e ficou hospedada na casa de parentes por algumas semanas, afirmando que estava emocionalmente abalada.
O ataque após a revelação
Claire mantinha forte vínculo com os dois cães resgatados da família, a quem chamava de “minhas meninas”. Antes de viajar para Londres para visitar familiares, ela deixou os animais sob os cuidados de Keith. Segundo seu relato, uma das filhas chegou a avisá-la de que, caso ela não voltasse para casa, os cachorros poderiam ser sacrificados por serem difíceis de controlar, já que eram descritos como barulhentos e agressivos.
No dia 17 de julho do ano passado, ao retornar para buscar seus pertences, Claire foi até a nova casa do ex-marido e o encontrou na entrada da garagem. Em depoimento, afirmou que perguntou diversas vezes onde estavam os cães e, após insistir, ouviu de Keith: “Os cachorros estão mortos. Eu mandei sacrificá-los”. Ela disse ter ficado em choque e afirmou não se lembrar claramente do que aconteceu em seguida.
Keith relatou ao tribunal que a ex-esposa ficou “quase histérica”, gritando repetidamente: “Você matou meus cachorros”. Segundo ele, logo depois foi atacado com uma faca. A vítima sofreu ferimentos graves com risco de morte, incluindo um pulmão perfurado, recebeu transfusão de sangue ainda no atendimento dos paramédicos e teve o tórax selado antes de ser levado ao hospital.
Durante a investigação, quando a polícia chegou ao local, Claire, coberta de sangue, teria dito a um agente: “Eu sou uma mulher má”. Um especialista psiquiátrico ouvido no processo afirmou que uma combinação de consumo de álcool e forte excitação emocional pode ter provocado um episódio de amnésia no momento do ataque. O detetive Cameron Brown declarou que Keith sofreu ferimentos extremamente graves e classificou o episódio como “uma experiência incravelmente traumática”, destacando a força da vítima durante a recuperação.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, assumiu nesta sexta-feira a responsabilidade pelo mal desempenho do Partido Trabalhista britânico nas eleições locais, que registraram crescimento da sigla de extrema direita Reform UK. Os resultados, ainda em fase de apuração, apontam um avanço da legenda liderada pelo ativista anti-imigração Nigel Farage, e recuo dos trabalhistas mesmo em redutos históricos, pouco menos de dois anos após o retorno da centro-esquerda ao poder — em um governo marcado por crises internas. Starmer voltou a afirmar que não vai renunciar após o novo revés.
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— Os resultados são duros, muito duros, e não há como amenizar isso. Perdemos representantes brilhantes do Partido Trabalhista em todo o país, pessoas que dedicaram tanto às suas comunidades, tanto ao nosso partido — disse Starmer em um pronunciamento em Londres. Ele acrescentou pouco depois em uma entrevista à rede britânica SkyNews: — Os eleitores enviaram uma mensagem sobre o ritmo da mudança, sobre como querem que suas vidas melhorem. Fomos eleitos para enfrentar esses desafios. E eu não vou abandonar esses desafios e lançar o país no caos.
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As eleições locais, que colocaram cerca de 16 mil cargos em conselhos municipais e prefeituras em disputa no Reino Unido, eram o primeiro grande desafio eleitoral para Starmer desde julho de 2024, quando liderou seu partido na vitória e encerrou 19 anos de governo do Partido Conservador. Embora grandes cidades como Londres, Liverpool, Manchester e Birmingham não tenham aberto disputa para a prefeitura neste pleito, os resultados apontam um avanço do antissistema Reform UK em vários redutos trabalhistas no norte da Inglaterra e nas Midlands (centro da Inglaterra).
‘Mudança histórica’
Enquanto apenas 40 das 136 autoridades locais inglesas haviam divulgado os resultados, a liderança da sigla anti-imigração e eurocética era clara, com mais de 350 cadeiras garantidas em assembleias locais. Os trabalhistas, em sentido contrário, tinham perdido 245 assentos, segundo uma contagem da BBC.
— Estamos assistindo a uma mudança histórica na política britânica — declarou Farage durante um pronunciamento em Londres. — Somos competitivos em todas as regiões do país. Somos o partido mais nacional, viemos para ficar.
Os resultados parciais das eleições celebradas na quinta-feira incluem apenas a Inglaterra. A apuração dos votos mal começou no País de Gales e na Escócia. As pesquisas já haviam previsto uma derrota dos trabalhistas e um avanço expressivo do Reform UK.
O líder do Reform UK, Nigel Farage, posa com um sorvete em Walton-on-the-Naze, no leste da Inglaterra, após votar nas eleições locais
Chris Radburn/AFP
Liderança sob pressão
O frustrante resultado nas eleições locais pressiona Starmer, cuja popularidade despencou após uma série de crises internas durante seu governo. Um dos casos mais emblemáticos, que levou aliados a pedirem sua renúncia, envolve a nomeação de Peter Mandelson, um trabalhista cujos laços com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein já era conhecido, como embaixador em Washington.
Entre as fileiras trabalhistas, lideranças do partido sugeriram que uma troca no comando poderia criar uma condição mais favorável para a continuidade do governo. Fontes ouvidas por jornais britânicos sugeriram que o secretário de Segurança Energérica Ed Miliband, representante por Doncaster North, poderia substituir Starmer — que rejeitou a alegação e disse ter recebido apoio do aliado.
Na oposição, o encolhimento trabalhista também foi apontado como um clamor por mudança. A líder conservadora Kemi Badenoch afirmou em um discurso em Westminster que o Partido Conservador estava “voltando” — embora a sigla tenha perdido mais de 170 cadeiras em cargos locais, segundo os resultados de momento. O líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, afirmou que os resultados mostram que seu partido é o único forte o suficiente para enfrentar o Reform UK.
— Estou muito orgulhoso dos milhares de militantes Liberais Democratas que lutaram arduamente para conter o Reform e manter suas políticas divisivas longe de nossas comunidades. Mostramos que podemos enfrentar Nigel Farage e vencer, assumindo o controle de Portsmouth e Stockport, apesar do Reform ter investido tudo o que tinha nessas eleições — afirmou Davey. — O Partido Trabalhista e os Conservadores estão enfrentando perdas de proporções catastróficas porque as pessoas estão, com razão, fartas da situação deplorável em que se encontram no país. (Com AFP)
Um grande incêndio florestal atinge a zona de exclusão de Chernobyl, no norte da Ucrânia, após a queda de um drone, informaram nesta sexta-feira autoridades locais, que afirmam não ter detectado aumento nos níveis de radioatividade.
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“Um incêndio começou na quinta-feira no território da reserva de Chernobyl após a queda de um drone”, informou a administração da área que circunda, em um raio de 30 quilômetros, a usina nuclear acidentada de mesmo nome.
Segundo a administração da reserva, o fogo segue ativo e já afeta uma área de 1.100 hectares. Rajadas de vento e o terreno de difícil acesso vêm dificultando o trabalho das equipes de combate às chamas.
Imagens divulgadas pela administração da zona de exclusão mostram colunas densas de fumaça subindo sobre a floresta, além da circulação de caminhões de bombeiros e ambulâncias por estradas da região.
As autoridades não informaram se o drone que caiu era russo ou ucraniano. Os dois países trocam ataques com dezenas de drones quase diariamente desde o início da guerra.
“O nível de radiação na área afetada pelo incêndio permanece dentro dos limites normais”, assegurou a administração da reserva.
Os serviços de emergência da Ucrânia também informaram, em mensagem publicada no Telegram, que nenhum aumento da radioatividade foi detectado no país.
Área segue marcada pela pior catástrofe nuclear da história
A zona de exclusão de Chernobyl foi criada após a explosão, em abril de 1986, de um dos reatores da usina — acidente considerado a pior catástrofe nuclear da história.
Centenas de milhares de moradores foram evacuados da região, posteriormente transformada em reserva natural. Décadas depois, grande parte do território segue altamente contaminada.
Chernobyl voltou ao centro das atenções no início da guerra na Ucrânia. As forças russas ocuparam a usina no primeiro dia da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, e permaneceram no local por cerca de um mês, antes de se retirarem após fracassarem na ofensiva para tomar Kiev.
A usina está localizada a cerca de 130 quilômetros da capital ucraniana e a aproximadamente 20 quilômetros da fronteira com Belarus.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde o início desta semana mostra o momento em que um homem em um jet ski atinge uma baleia-cinzenta na costa de Vancouver, no Canadá, próximo à formação rochosa de Siwash Rock, no Stanley Park. O acidente aconteceu nesta segunda-feira (4) e mobilizou equipes de emergência e autoridades ambientais, que abriram investigação para apurar o estado do animal e a conduta do piloto.
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As imagens registradas por testemunhas mostram a baleia emergindo à superfície para expelir água segundos antes de ser atingida pela embarcação em alta velocidade. Ao passar sobre o dorso do animal, o jet ski, um modelo Sea-Doo, é lançado para o alto por alguns instantes antes de cair novamente no mar com força, arremessando o condutor para fora. Logo depois, a baleia volta a expelir água a poucos metros do homem, que aparece flutuando na água.
Assista:
O Serviço de Emergência de Saúde da Colúmbia Britânica confirmou que o piloto foi socorrido e levado ao hospital em estado grave, mas estável. Paralelamente, o Departamento de Pesca e Oceanos do Canadá (DFO, na sigla em inglês) e o Departamento de Polícia de Vancouver identificaram o condutor e iniciaram apuração sobre o caso.
Baleia vinha sendo observada há dias
Segundo Paul Cottrell, coordenador de mamíferos marinhos do DFO, uma equipe de especialistas esteve na região nesta terça-feira para avaliar a baleia, que vinha sendo vista há vários dias se alimentando próxima à costa da Baía Inglesa. De acordo com ele, não foram identificados sinais aparentes de ferimentos.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes Sociais
“Não conseguimos ver nenhum ferimento, e o animal parecia estar se comportando normalmente e se alimentando”, afirmou Cottrell. Na terça-feira, a baleia foi vista seguindo para noroeste, deixando a Baía Inglesa, e, na quarta-feira, já não foi mais localizada. O DFO acredita que ela tenha retomado sua rota migratória em direção ao oeste.
As normas canadenses de proteção a mamíferos marinhos determinam que embarcações mantenham distância mínima de 100 metros de baleias-cinzentas e de 200 metros quando elas estiverem acompanhadas de filhotes. O DFO é responsável por fiscalizar o cumprimento dessas regras. O porta-voz da polícia de Vancouver, agente Darren Wong, afirmou que a corporação trabalha em conjunto com o órgão federal, mas disse que ainda era cedo para confirmar se o condutor ferido poderá responder criminalmente pelo episódio.
Um casal da Califórnia foi multado em US$ 915.135 (cerca de R$ 4,5 milhões) após derrubar ilegalmente 38 árvores em um terreno localizado na encosta de Oakland, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada nesta semana pelo Conselho Municipal da cidade, após anos de disputas administrativas e tentativas frustradas dos proprietários de reverter a penalidade.
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Segundo a imprensa local, Matthew Bernard e Lynn Warner compraram, em 2019, um terreno atrás do tradicional Claremont Hotel and Club, em North Oakland. Segundo o jornal local Oaklandside, em 2021 funcionários da prefeitura identificaram que o casal havia iniciado o corte de árvores sem as licções exigidas pela legislação municipal de proteção arbórea. Mesmo após sucessivos avisos, Bernard teria continuado com a remoção, inclusive de exemplares que, segundo relatos, estavam em propriedades vizinhas.
As autoridades afirmaram ter reunido ampla documentação sobre o caso, incluindo fotografias de pessoas realizando o corte no terreno, além de boletins de ocorrência registrados pela polícia após chamados relacionados ao desmatamento. Posteriormente, quando o casal tentou solicitar, em 2025, autorização para construir uma casa unifamiliar no local, a prefeitura emitiu uma notificação formal informando a violação da lei de preservação de árvores da cidade.
Valor das árvores e disputa no conselho
A equipe técnica da prefeitura calculou individualmente o valor de cada árvore removida. Os custos variaram de US$ 750 por uma pequena ameixeira até US$ 95 mil por um antigo carvalho-vivo, considerado de alto valor ambiental. A soma total resultou na multa de mais de US$ 915 mil, uma das mais expressivas já aplicadas sob essa legislação municipal.
Bernard e Warner solicitaram audiências junto ao Conselho Municipal de Oakland, direito previsto para contestação desse tipo de penalidade. No entanto, as tentativas não avançaram: em dezembro de 2025 e novamente em abril de 2026, o conselho não conseguiu chegar a uma decisão definitiva. Em 14 de abril, uma proposta para aplicar a multa máxima foi rejeitada após três vereadores votarem contra, enquanto a ausência de um membro acabou contabilizada como voto contrário.
Durante a defesa, Bernard afirmou que tentou seguir o processo de licenciamento e contestou o número de árvores removidas. Segundo ele, algumas já estavam doentes ou haviam caído antes da compra do terreno ou durante tempestades. “Discordamos da afirmação de que 38 árvores foram removidas. Algumas árvores caíram antes da nossa compra, outras caíram durante tempestades”, declarou. O casal também pediu que a multa fosse anulada com a promessa de replantar novas árvores após a futura construção da residência.
A decisão final, porém, foi influenciada pela mobilização de defensores ambientais e moradores, que enviaram e-mails aos vereadores e participaram da reunião pública em defesa da punição. Eles argumentaram que a ausência de sanção abriria precedente para novos casos de desmatamento irregular. Embora o vereador Carroll Fife tenha tentado reduzir a multa para US$ 300 mil, alegando necessidade de uma solução mais “equitativa”, prevaleceu o entendimento de que a legislação deveria ser aplicada integralmente. A vereadora Janani Ramachandran afirmou que Oakland precisava ser “cristalina” sobre violações legais: “Para qualquer pessoa que queira entrar em nossa cidade, destruí-la e violar nossas leis, pensando que sairá impune: vocês serão multados”.
Uma menina de cinco anos sobreviveu após permanecer por mais de 24 horas presa em um veículo destruído em um grave acidente no estado do Colorado, nos Estados Unidos, que matou seus pais. O caso aconteceu nas proximidades da rodovia US 160 e mobilizou equipes de resgate e autoridades locais no fim de semana.
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Segundo informações divulgadas pela Patrulha Rodoviária do Colorado e pelo jornal local Durango Herald, o caminhão em que estavam Kayce Griffin, seus pais, Klariza Tarango, de 24 anos, e Devante Griffin, de 25, capotou na manhã de sexta-feira. O veículo, no entanto, não era visível da estrada e só foi localizado no sábado, após um motorista que passava pela região perceber os destroços e acionar a polícia.
As autoridades informaram que o acidente envolveu apenas aquele veículo e acreditam que ele tenha ocorrido por volta das 6h da manhã de sexta-feira. Quando os socorristas chegaram ao local, Klariza e Devante já estavam mortos. A menina foi encontrada com ferimentos leves e levada a um hospital da região. Posteriormente, ela recebeu alta e ficou sob os cuidados do avô.
Tragédia e milagre
Em nota publicada nas redes sociais, o Corpo de Bombeiros de Upper Pine River classificou o episódio como “uma tragédia e um milagre” pela sobrevivência da criança. A corporação afirmou que a perda “pesa não apenas para as equipes de resgate, mas também para a família e para toda a comunidade”, além de manifestar condolências aos parentes das vítimas.
A legista do condado de La Plata, Jann Smith, informou ao Durango Herald que nenhum dos adultos usava cinto de segurança no momento do acidente. A Patrulha Rodoviária do Colorado afirmou ainda que excesso de velocidade e uso de substâncias ilícitas foram descartados como fatores contribuintes e que não há previsão de apresentação de acusações no caso. A causa exata do capotamento, porém, ainda segue sob investigação.
Após a tragédia, familiares criaram páginas no GoFundMe para arrecadar recursos destinados às despesas funerárias e aos custos médicos da criança. Lequette Reed, mãe de Devante, escreveu que a família está “devastada e arrasada” com a perda repentina. Segundo outra campanha de arrecadação, o casal também deixa uma segunda filha, Karenza, de dois anos. Um memorial com uma cruz foi instalado no local do acidente.
As autoridades japonesas confirmaram nesta sexta-feira a primeira morte causada por ataque de urso no país em 2026, enquanto a polícia investiga outros dois casos que também podem ter sido provocados pelos animais.
A vítima confirmada é uma mulher de 55 anos, que morreu em 21 de abril na província de Iwate, no norte do Japão, informou um funcionário do Ministério do Meio Ambiente.
Segundo a imprensa local, a polícia apura ainda duas outras mortes suspeitas ligadas a ataques de urso, em meio ao aumento da presença desses animais em áreas próximas a centros urbanos.
Na quinta-feira, um corpo foi encontrado em outra área da província de Iwate. Já na terça-feira, outro cadáver foi localizado em uma floresta na província de Yamagata.
A polícia confirmou à AFP a morte de duas pessoas nesses episódios, mas afirmou que as causas ainda não foram oficialmente determinadas.
Escassez de alimento amplia risco
Especialistas apontam que a falta de alimento natural — especialmente bolotas, parte importante da dieta dos ursos — tem levado os animais, nos últimos anos, a avançar para áreas habitadas em busca de comida.
O fenômeno aumentou a preocupação das autoridades japonesas, sobretudo após a escalada de ataques fatais registrada recentemente.
Em 2025, o Japão enfrentou uma onda recorde de ataques de urso, com 13 mortes confirmadas — o maior número já registrado no país.
A Venezuela reconheceu nesta quinta-feira a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, nove meses após seu falecimento e depois de mais de um ano de desaparecimento forçado denunciado por sua família, segundo informou o Ministério dos Serviços Penitenciários.
Quero, de 51 anos, havia sido excluído da anistia promovida pelo governo venezuelano, de acordo com sua defesa. Sua mãe, Carmen Navas, afirmou ter procurado o filho de forma incessante, sem conseguir vê-lo durante todo o período de detenção.
Na tarde desta quinta-feira, Carmen, de 81 anos, foi levada por autoridades do Ministério dos Serviços Penitenciários ao local onde seu filho foi enterrado, no Parque Memorial Jardim La Puerta, cemitério em Caracas, constatou um jornalista da AFP.
Após depositar flores sobre o local apontado como sendo onde estariam os restos mortais de Quero, a mãe pediu a realização de um exame de DNA para confirmar a identidade do corpo.
Segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários, Quero morreu em 24 de julho de 2025, perto da meia-noite, “por insuficiência respiratória”, após ser transferido para o Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo, em Caracas, “ao apresentar hemorragia digestiva superior e síndrome febril aguda”.
O Ministério Público venezuelano anunciou “o início de uma investigação penal”, segundo comunicado divulgado na noite desta quinta-feira.
“Como parte da investigação, foi determinada a exumação com prontidão do cadáver”, acrescentou o MP.
Família contesta versão oficial
No local indicado como sepultura, um punhado de pedras e uma chapa de ferro enferrujada fincada em um terreno vazio são os únicos indícios da presença dos restos mortais. Em uma inscrição impressa em computador aparece o nome completo de Quero ao lado do de uma mulher.
A data de morte registrada no local é 27 de julho de 2025 — diferente de 24 de julho, data informada oficialmente pelo ministério.
Ativistas de direitos humanos denunciaram em janeiro que havia na Venezuela cerca de 200 pessoas em situação de “desaparecimento forçado”.
Desde então, 776 presos políticos foram libertados no país, segundo a ONG Foro Penal. Desse total, 186 deixaram a prisão após a promulgação da Lei de Anistia, em fevereiro.
‘É um caso gravíssimo’, diz ONG
Segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários, Quero “não forneceu dados sobre filiação e nenhum familiar se apresentou para solicitar visita formal”.
Familiares de presos políticos, porém, relatam frequentemente meses sem qualquer informação oficial sobre o paradeiro de parentes detidos, percorrendo presídios em busca de notícias.
“O privado de liberdade, estando sob tutela do Estado e diante da ausência de seus familiares, foi formalmente sepultado na data de 30 de julho de 2025 em cumprimento aos protocolos legais”, acrescentou o ministério.
Comerciante, Quero foi preso em 3 de janeiro de 2025 e acusado de supostos crimes de terrorismo.
— É um caso gravíssimo — afirmou à AFP Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal: — O próprio comunicado do Ministério dos Serviços Penitenciários é por si só indignante, porque indica que ele não havia informado sobre vínculos de filiação e que ninguém foi visitá-lo […] A mãe passava muito tempo procurando por ele e ninguém lhe dizia nada.
O advogado Eduardo Torres, defensor de direitos humanos e ex-preso político, afirmou que desaparecimento forçado e violação do direito à vida configuram crimes contra a humanidade.
— Infelizmente ele estava morto, como já nos haviam dito vários de seus companheiros de prisão — disse Torres à AFP.
Segundo levantamento do Foro Penal, 19 presos políticos morreram sob custódia do Estado venezuelano desde 2014. A organização calcula que havia 454 presos políticos no país no fim de abril.
Três excursionistas, entre eles dois estrangeiros, morreram nesta sexta-feira após a erupção de um vulcão na ilha indonésia de Halmahera, no leste do país, informou a polícia local. A explosão lançou uma enorme nuvem de cinzas no ar e desencadeou uma operação de busca em área montanhosa de difícil acesso.
— Há três mortos; dois estrangeiros e um morador da ilha de Ternate — afirmou Erlichson Pasaribu, chefe da polícia da província de Halmahera do Norte, à emissora Kompas TV, sem informar, até o momento, as nacionalidades das vítimas estrangeiras.
Segundo as autoridades, sete pessoas conseguiram descer da montanha sem ferimentos graves, enquanto outras 10 continuavam desaparecidas até a última atualização. A área onde estavam havia sido declarada de acesso proibido para visitantes no mês passado, depois que cientistas detectaram aumento da atividade vulcânica.
A agência indonésia de mitigação de desastres, BNPB, informou ainda que cinco montanhistas ficaram feridos na erupção.
Resgate é dificultado por terreno e novos estrondos
As equipes de resgate “continuam realizando buscas e evacuações de montanhistas na área montanhosa à medida que a atividade vulcânica aumenta”, disse o porta-voz Abdul Muhari em comunicado.
De acordo com Erlichson Pasaribu, a operação ocorre em terreno acidentado, onde veículos só conseguem avançar até determinado ponto da encosta.
— O restante do caminho, as vítimas precisam ser transportadas em maca. E ainda se ouvem estrondos da erupção. Isso atrasa nossa evacuação — afirmou.
Lana Saria, diretora da Agência Geológica do governo, informou que a erupção, registrada durante a madrugada, foi acompanhada por um “ruído estrondoso” e por uma espessa coluna de fumaça que se elevou a cerca de 10 quilômetros acima do cume do monte Dukono, com potencial de afetar populações vizinhas.
A Indonésia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região marcada por intensa atividade sísmica e vulcânica devido ao encontro de placas tectônicas. O país abriga quase 130 vulcões ativos.
Atualmente, o monte Dukono está no terceiro nível mais alto do sistema de alerta vulcânico de quatro níveis da Indonésia.
Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos (PVMBG) recomendava que turistas e montanhistas não se aproximassem a menos de 4 quilômetros da cratera Malupang Warirang.
Segundo a polícia, os excursionistas ignoraram os avisos instalados na entrada da trilha.

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