Um casal da Califórnia foi multado em US$ 915.135 (cerca de R$ 4,5 milhões) após derrubar ilegalmente 38 árvores em um terreno localizado na encosta de Oakland, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada nesta semana pelo Conselho Municipal da cidade, após anos de disputas administrativas e tentativas frustradas dos proprietários de reverter a penalidade.
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Segundo a imprensa local, Matthew Bernard e Lynn Warner compraram, em 2019, um terreno atrás do tradicional Claremont Hotel and Club, em North Oakland. Segundo o jornal local Oaklandside, em 2021 funcionários da prefeitura identificaram que o casal havia iniciado o corte de árvores sem as licções exigidas pela legislação municipal de proteção arbórea. Mesmo após sucessivos avisos, Bernard teria continuado com a remoção, inclusive de exemplares que, segundo relatos, estavam em propriedades vizinhas.
As autoridades afirmaram ter reunido ampla documentação sobre o caso, incluindo fotografias de pessoas realizando o corte no terreno, além de boletins de ocorrência registrados pela polícia após chamados relacionados ao desmatamento. Posteriormente, quando o casal tentou solicitar, em 2025, autorização para construir uma casa unifamiliar no local, a prefeitura emitiu uma notificação formal informando a violação da lei de preservação de árvores da cidade.
Valor das árvores e disputa no conselho
A equipe técnica da prefeitura calculou individualmente o valor de cada árvore removida. Os custos variaram de US$ 750 por uma pequena ameixeira até US$ 95 mil por um antigo carvalho-vivo, considerado de alto valor ambiental. A soma total resultou na multa de mais de US$ 915 mil, uma das mais expressivas já aplicadas sob essa legislação municipal.
Bernard e Warner solicitaram audiências junto ao Conselho Municipal de Oakland, direito previsto para contestação desse tipo de penalidade. No entanto, as tentativas não avançaram: em dezembro de 2025 e novamente em abril de 2026, o conselho não conseguiu chegar a uma decisão definitiva. Em 14 de abril, uma proposta para aplicar a multa máxima foi rejeitada após três vereadores votarem contra, enquanto a ausência de um membro acabou contabilizada como voto contrário.
Durante a defesa, Bernard afirmou que tentou seguir o processo de licenciamento e contestou o número de árvores removidas. Segundo ele, algumas já estavam doentes ou haviam caído antes da compra do terreno ou durante tempestades. “Discordamos da afirmação de que 38 árvores foram removidas. Algumas árvores caíram antes da nossa compra, outras caíram durante tempestades”, declarou. O casal também pediu que a multa fosse anulada com a promessa de replantar novas árvores após a futura construção da residência.
A decisão final, porém, foi influenciada pela mobilização de defensores ambientais e moradores, que enviaram e-mails aos vereadores e participaram da reunião pública em defesa da punição. Eles argumentaram que a ausência de sanção abriria precedente para novos casos de desmatamento irregular. Embora o vereador Carroll Fife tenha tentado reduzir a multa para US$ 300 mil, alegando necessidade de uma solução mais “equitativa”, prevaleceu o entendimento de que a legislação deveria ser aplicada integralmente. A vereadora Janani Ramachandran afirmou que Oakland precisava ser “cristalina” sobre violações legais: “Para qualquer pessoa que queira entrar em nossa cidade, destruí-la e violar nossas leis, pensando que sairá impune: vocês serão multados”.
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Segundo a imprensa local, Matthew Bernard e Lynn Warner compraram, em 2019, um terreno atrás do tradicional Claremont Hotel and Club, em North Oakland. Segundo o jornal local Oaklandside, em 2021 funcionários da prefeitura identificaram que o casal havia iniciado o corte de árvores sem as licções exigidas pela legislação municipal de proteção arbórea. Mesmo após sucessivos avisos, Bernard teria continuado com a remoção, inclusive de exemplares que, segundo relatos, estavam em propriedades vizinhas.
As autoridades afirmaram ter reunido ampla documentação sobre o caso, incluindo fotografias de pessoas realizando o corte no terreno, além de boletins de ocorrência registrados pela polícia após chamados relacionados ao desmatamento. Posteriormente, quando o casal tentou solicitar, em 2025, autorização para construir uma casa unifamiliar no local, a prefeitura emitiu uma notificação formal informando a violação da lei de preservação de árvores da cidade.
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A equipe técnica da prefeitura calculou individualmente o valor de cada árvore removida. Os custos variaram de US$ 750 por uma pequena ameixeira até US$ 95 mil por um antigo carvalho-vivo, considerado de alto valor ambiental. A soma total resultou na multa de mais de US$ 915 mil, uma das mais expressivas já aplicadas sob essa legislação municipal.
Bernard e Warner solicitaram audiências junto ao Conselho Municipal de Oakland, direito previsto para contestação desse tipo de penalidade. No entanto, as tentativas não avançaram: em dezembro de 2025 e novamente em abril de 2026, o conselho não conseguiu chegar a uma decisão definitiva. Em 14 de abril, uma proposta para aplicar a multa máxima foi rejeitada após três vereadores votarem contra, enquanto a ausência de um membro acabou contabilizada como voto contrário.
Durante a defesa, Bernard afirmou que tentou seguir o processo de licenciamento e contestou o número de árvores removidas. Segundo ele, algumas já estavam doentes ou haviam caído antes da compra do terreno ou durante tempestades. “Discordamos da afirmação de que 38 árvores foram removidas. Algumas árvores caíram antes da nossa compra, outras caíram durante tempestades”, declarou. O casal também pediu que a multa fosse anulada com a promessa de replantar novas árvores após a futura construção da residência.
A decisão final, porém, foi influenciada pela mobilização de defensores ambientais e moradores, que enviaram e-mails aos vereadores e participaram da reunião pública em defesa da punição. Eles argumentaram que a ausência de sanção abriria precedente para novos casos de desmatamento irregular. Embora o vereador Carroll Fife tenha tentado reduzir a multa para US$ 300 mil, alegando necessidade de uma solução mais “equitativa”, prevaleceu o entendimento de que a legislação deveria ser aplicada integralmente. A vereadora Janani Ramachandran afirmou que Oakland precisava ser “cristalina” sobre violações legais: “Para qualquer pessoa que queira entrar em nossa cidade, destruí-la e violar nossas leis, pensando que sairá impune: vocês serão multados”.










