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O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ficou ferido no bombardeio que matou o pai dele, Ali Khamenei, o antigo líder do país, no final de fevereiro. É o que revela a agência Reuters. Ele está lúcido, apesar de ter tido o rosto desfigurado.
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Irã reúne multidões em homenagem ao falecido líder supremo Ali Khamenei
AFP
Segundo as fontes ouvidas pela agência (três, todas próximas do círculo do atual líder iraniano), Khamenei também sofreu uma lesão significativa em uma ou nas duas pernas. Desde então, participa ativamente de reuniões, negociações e decisões do governo, mas sempre via áudio, acrescenta a agência.
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A notícia sobre Khamenei, que tem 56 anos, chega em meio ao momento de negociações do Irã com os EUA. Representantes dos dois países estão reunidos no Paquistão, neste fim de semana, para debater o futuro da guerra.
Também segundo a Reuters, os EUA concordaram em desbloquear fundos iranianos congelados mantidos no Catar e em outros países. Com isso, segundo essa mesma fonte, Teerã poderá finalmente permitir a passagem segura de petroleiros no Estreito de Ormuz. Este vai ser um dos principais temas das próximas negociações em Islamabad.
A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, que se reúne com autoridades iranianas ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chanceler Abbas Araghchi participam das negociações. Ambos os países têm como desafio fechar acordos limitados em um prazo de duas semanas, estabelecido pela trégua intermediada pelo Paquistão na terça-feira.
A cápsula Integrity, da missão Artemis II, ficou cerca de seis minutos sem comunicação com o centro de controle da Nasa durante a reentrada na atmosfera da Terra, o momento mais crítico da viagem de volta da Lua. O silêncio, causado pelo calor extremo ao redor da nave, terminou com aplausos quando a voz do comandante Reid Wiseman voltou a ser ouvida: “Houston, aqui é a Integrity. Ouvimos vocês alto e claro”.
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A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A perda de sinal, conhecida como “blackout”, é um fenômeno esperado. Ao atravessar as camadas mais densas da atmosfera a mais de 38 mil km/h, a cápsula fica envolta por um plasma superaquecido que bloqueia as comunicações, segundo a BBC. Ainda assim, o momento concentra a maior tensão da missão.
Após a retomada do contato, o trecho mais arriscado já havia sido superado. Pouco depois, os paraquedas principais, em vermelho e branco, se abriram com sucesso, desacelerando a nave até a amerissagem no Oceano Pacífico.
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A tripulação, formada por Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen, foi retirada da cápsula e levada de helicóptero ao navio de resgate USS John P. Murtha. Segundo a Nasa, os astronautas passam bem após a viagem de nove dias.
Mergulhadores da Marinha dos EUA e astronautas da Artemis II a bordo de uma balsa inflável são abordados por helicópteros e levados para o navio de recuperação após saírem da espaçonave Orion da NASA, que transportava o comandante da Artemis II, Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e a especialista de missão Christina Koch, da NASA, juntamente com o especialista de missão Jeremy Hansen, da CSA (Agência Espacial Canadense)
NASA James Blair/Divulgação
Antes da reentrada, a espaçonave Orion havia se separado do módulo de serviço, responsável por fornecer energia e propulsão durante a missão, iniciando a descida final rumo à Terra.
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O sucesso do retorno também ajuda a responder uma das principais preocupações dos engenheiros: o desempenho do escudo térmico. Em 2022, durante a missão não tripulada Artemis I, o revestimento apresentou desgaste inesperado, levantando dúvidas sobre sua eficácia em voos com astronautas.
Para esta missão, a agência alterou a trajetória de reentrada, reduzindo a carga térmica sobre a estrutura. Embora os dados completos ainda não tenham sido divulgados, o pouso seguro indica que a solução funcionou como previsto.
Tripulação da Artemis II retorna à Terra após missão espacial
Outro ponto crítico foi o ângulo de entrada na atmosfera. Se fosse muito raso, a cápsula poderia “quicar” de volta ao espaço; se muito íngreme, correria risco de superaquecimento. De acordo com a transmissão oficial, a Orion seguiu a trajetória ideal até atingir uma área pré-determinada no Pacífico.
— Isso não é sorte. São milhares de pessoas fazendo seu trabalho com precisão — afirmou o administrador associado da Nasa, Anit Kshatriya, ao comentar a manobra.
Artemis II, imagens da operação para reentrada na terra
Reprodução / NASA
A missão Artemis II levou humanos mais longe da Terra do que qualquer outro voo da história, em um trajeto de cerca de 400 mil quilômetros até a órbita lunar e de volta.
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O feito marca um passo importante no programa Artemis, que pretende retomar a presença humana na Lua mais de cinco décadas após as missões Apollo, encerradas em 1972.
Os próximos passos, no entanto, ainda enfrentam ajustes. A missão Artemis III foi reformulada e deve testar, em órbita terrestre, o acoplamento com módulos lunares desenvolvidos por empresas privadas. Já o primeiro pouso tripulado do programa, agora previsto para a Artemis IV, tem como meta 2028, embora haja incertezas sobre o cronograma.
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O retorno da Artemis II não levou astronautas à superfície lunar, mas cumpriu um objetivo essencial: demonstrar que a nave, a trajetória e os sistemas funcionam em conjunto — e que é possível levar humanos até a Lua e trazê-los de volta com segurança.
O desaparecimento na quinta-feira de um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos MQ-4C Triton, considerado o mais caro da frota americana, não foi o primeiro incidente a ser registrado com o modelo sobre o Estreito de Ormuz. Um outro MQ-4C Triton também teria desaparecido sobre a região em fevereiro, após emitir um sinal de socorro. A ação ocorreu poucos dias antes do ataque surpresa dos EUA e Israel contra o Irã.
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Em 22 de fevereiro, segundo informações do portal ucraniano Defense Express, um MQ-4C Triton havia decolado de uma base aérea dos Emirados Árabes Unidos e voava sobre o Estreito de Ormuz, quando de repente emitiu o código de emergência 7700. Pouco tempo depois, ele desapareceu dos serviços de observação.
O sumiço alimentou especulações de que o Irã pudesse ter abatido o drone. Mas, como registrado posteriormente, o MQ-4C Triton conseguiu retornar à base aérea dos Emirados Árabes Unidos.
Em junho 2019, um protótipo do MQ-4C Triton — um RQ-4A Global Hawk BAMS-D — desapareceu quase exatamente sobre o mesmo ponto do MQ-4C Triton que sumiu em fevereiro. Naquela ocasião, porém, ele teria sido de fato abatido pelo sistema de mísseis Sevom Khordad, conforme informou o governo iraniano.
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Teerã disse na época que o protótipo havia entrado em seu espaço aéreo, perto de Kuhmobarak, na província de Hormozgan, acompanhado de uma aeronave americana. Os iranianos argumentaram ter emitido dois alertas antes de abater o equipamento americano e que evitaram atirar na aeronave tripulada.
Washington, porém, informou que a aeronave estava em espaço aéreo internacional. O presidente Donald Trump estava em seu primeiro mandato e, segundo o New York Times na época, teria aprovado uma ação militar em retaliação, mas desistiu no último minuto.
A derrubada do protótipo do MQ-4C Triton aconteceu em meio à escalada de atritos nas relações entre Irã e EUA. No ano anterior, em maio de 2018, Trump retirou Washington do acordo nuclear assinado em 2015 e retornou com as sanções a Teerã.
Quanto ao drone que desapareceu no dia 9 de abril, ainda não há informações atualizadas.
Entenda o desaparecimento mais recente
De acordo com relatos, no dia 9 de abril, a aeronave não tripulada, que pode chegar a custar US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), havia concluído cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na região do estreito e aparentava estar retornando à sua base, a Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do site de rastreamento aéreo Flightradar24 indicam que o drone fez uma leve curva em direção ao Irã no momento em que transmitiu o código 7700, usado para emergências gerais, e iniciou uma descida. Em seguida, perdeu altitude rapidamente até desaparecer.
Mapa de ação do drone americano MQ 4C desaparecido no golfo pérsico
Reprodução: FlightRadar
Ainda não está claro se o equipamento caiu ou foi abatido, algo nunca antes registrado com o modelo.
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O incidente ocorre dois dias após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, com a expectativa de que Teerã reabra o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo, algo que ainda não aconteceu.
Um modelo do MQ-4C da Força Aérea Australiana
Reprodução: Northrop Gumman
Criado pela americana Northrop Grumman, o MQ-4C Triton é projetado para missões estratégicas de vigilância de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. Diferentemente de aeronaves convencionais, o modelo é capaz de operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de aproximadamente 13,7 mil quilômetros.
O equipamento também atua em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, funcionando como plataforma de observação de grande altitude. Até 2025, a Marinha dos EUA contava com cerca de 20 unidades do Triton, com planos de ampliar a frota.
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Enquanto Estados Unidos e Irã estão em negociações no Paquistão neste sábado, uma fonte iraniana do alto escalão afirma, de acordo com a Reuters, que os EUA concordaram em desbloquear fundos iranianos congelados mantidos no Catar e em outros países. Com isso, segundo essa mesma fonte, Teerã poderá finalmente permitir a passagem segura de petroleiros no Estreito de Ormuz. Este vai ser um dos principais temas das próximas negociações em Islamabad.
Veja: Nasa divulga fotos da chegada dos astronautas da Artemis II na Terra
Saiba mais: Irã busca projetar unidade com grande delegação em negociações de paz
A delegação iraniana liderada pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf (o segundo da direita para a esquerda)
Ministério das Relações Exteriores do Paquistão/Reuters/via The New York Times
A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, que se reúne com autoridades iranianas ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o chanceler Abbas Araghchi participam das negociações. Ambos os países têm como desafio fechar acordos limitados em um prazo de duas semanas, estabelecido pela trégua intermediada pelo Paquistão na terça-feira.
Em uma declaração nas redes sociais antes dos encontros, Ghalibaf insistiu que três cláusulas do que ele chamou de “quadro acordado” de dez pontos entre EUA e Irã já haviam sido violadas, incluindo o fim de ataques israelenses a combatentes do Hezbollah no Líbano, apoiados pelo Irã. Ghalibaf também criticou a Casa Branca por reafirmar que o Irã nunca seria autorizado a ter um programa doméstico de enriquecimento de urânio, como Teerã exige há anos.
“Nessa situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações é irrazoável”, escreveu.
Em negociações anteriores, representantes dos EUA pressionaram pela limitação do alcance dos mísseis iranianos e pela interrupção total do programa de enriquecimento nuclear, pontos que continuam sendo fonte de divergência.
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O Estreito de Ormuz, canal de apenas 34 km entre o Irã e Omã, é estratégico para cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e outros produtos essenciais. Desde o início do conflito, a passagem esteve praticamente fechada, elevando os preços globais do petróleo.
Agora, durante o período de duas semanas de cessar-fogo, o vice-chanceler iraniano Saeed Khatibzadeh afirmou que qualquer navio que se comunique com o Irã pode obter autorização para passagem segura, desde que não haja comportamento hostil. Contudo, o fluxo diário será limitado a 15 embarcações (contra cerca de 130 antes do conflito).
A União Europeia e o governo francês se posicionaram contra qualquer “pedágio” ou taxa de passagem, defendendo a liberdade de navegação.
— A liberdade de navegação é um bem público e deve ser garantida — disse Anouar El Anouni, porta-voz da Comissão Europeia.
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Ceticismo sobre acordo
Especialistas alertam que o acordo de duas semanas está longe de ser sólido. Robert Malley, que atuou como enviado especial de Biden para o Irã, disse que o cessar-fogo está cheio de ambiguidades e que as disputas entre EUA e Irã sobre sua interpretação dificultam o avanço.
— É difícil saber não apenas para onde ir a partir daqui, mas onde você está para começar — disse ele. — As negociações começam em bases muito frágeis.
Suzanne Maloney, especialista em Irã e vice-presidente da Brookings Institution, descreveu o cessar-fogo como “imperfeito e muito conturbado”, mas afirmou que “ambos os lados querem pelo menos testar o que é possível na mesa de negociações”.
R. Nicholas Burns, ex-negociador do Departamento de Estado, destacou que diplomatas de carreira, conhecedores do comportamento iraniano, devem ser incluídos para evitar erros. Segundo ele, os “diplomatas que falam farsi fluentemente e entendem o comportamento de negociação dos iranianos são uma força oculta dos EUA”.
— Os negociadores do governo iraniano são experientes, cínicos e habilidosos em esconder a verdade — afirmou.
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Irã busca projetar unidade com grande delegação em negociações de paz
O Irã parece estar levando as negociações de sábado a sério. A delegação de pelo menos 70 pessoas inclui diplomatas e negociadores experientes, especialistas em finanças e sanções, oficiais militares e consultores jurídicos, de acordo com a mídia iraniana e uma lista da delegação vista pelo The New York Times.
Entre as autoridades de destaque no campo iraniano estão o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi; Ali Bagheri Kani, membro do Conselho de Segurança Nacional do Irã; o Almirante Ali Akbar Ahmadian, ex-chefe do Estado-Maior da Guarda Revolucionária Islâmica e secretário do Conselho de Segurança Nacional; o General Esmail Ahmadi Moghadam, comandante militar aposentado e atual diretor da Universidade Nacional de Defesa do Irã; e Abdolnasser Hemati, governador do Banco Central do Irã.
Três altos funcionários iranianos familiarizados com as negociações disseram que a equipe do Irã tinha plena autoridade para tomar decisões no Paquistão e não precisava consultar Teerã, dada a natureza crítica das negociações. Os funcionários, que pediram para não serem identificados por estarem discutindo assuntos delicados, disseram que o novo líder supremo, o aiatolá Mujahideen Khamenei, havia dado a Ghalibaf, um amigo e aliado próximo, o poder de fechar um acordo ou abandoná-lo.
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmou em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira que Ghalibaf agora “representa a nação e o nezam”, usando a palavra persa para se referir a todo o sistema da República Islâmica, que inclui não apenas o governo eleito, mas também o líder supremo. “Desejo-lhe sucesso”, disse Aref.
— O que podemos inferir da delegação iraniana é que eles não vieram para obstruir as negociações — disse Vali Nasr, professor de estudos do Oriente Médio e especialista em Irã da Universidade Johns Hopkins. — Eles vieram com plena autoridade e seriedade para chegar a um acordo com os Estados Unidos.
Nasr, que também atuou no Departamento de Estado como representante especial dos EUA para o Afeganistão durante o governo Obama, disse que, normalmente, uma delegação tão grande de especialistas só seria enviada se as negociações estivessem na fase final de um acordo, e não para uma sondagem inicial.
Se Ghalibaf e Vance se encontrarem pessoalmente no sábado, isso representará uma grande mudança nas relações entre os Estados Unidos e o Irã e o encontro de mais alto nível entre autoridades desde o rompimento das relações diplomáticas em 1979. Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, acompanharão Vance, e ambos já negociaram com os iranianos anteriormente.
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Nasr afirmou que Teerã e Washington podem ter avançado mais nas negociações do que o divulgado publicamente, durante as trocas de mensagens paralelas mediadas pelo Paquistão na última semana. Washington enviou a Teerã um plano de paz de 15 pontos, e o Irã respondeu com seu próprio contraplano de 10 pontos, que, segundo Trump, serviria de base para as negociações quando anunciou o cessar-fogo na terça-feira.
Entre os temas em discussão estão o fim da guerra, a abertura do Estreito de Ormuz à navegação e o programa nuclear iraniano. Os interesses do Irã incluem a obtenção de um alívio abrangente das sanções, a liberação de fundos congelados e a indenização por danos causados ​​durante a guerra.
O Irã afirmou que qualquer acordo de paz, temporário ou permanente, deve incluir também seu aliado regional mais próximo, o Hezbollah, no Líbano. Este tem sido um ponto de discórdia especialmente tenso desde os ataques aéreos israelenses em larga escala no Líbano, que mataram mais de 300 pessoas na quarta-feira.
Fiel ao seu estilo, as autoridades iranianas viajaram com simbolismo. Chegaram vestindo ternos e camisas pretas da cabeça aos pés, um sinal de luto. No avião, segundo fotos e vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana, fotos e mochilas preenchiam os assentos vazios, representando as quase 170 crianças mortas em uma escola primária quando um míssil Tomahawk americano a atingiu.
A mídia estatal iraniana informou que a delegação se reunirá com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ao meio-dia de sábado, antes do encontro com os americanos.
Omid Memarian, pesquisador sênior e especialista em Irã do Dawn Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington focada na política externa americana, disse que a grande delegação tinha o objetivo de sinalizar que os principais líderes do Irã estavam apoiando a causa.
— A mensagem mais importante que o Irã está enviando com a composição de sua delegação é que existe consenso interno para negociações e um acordo nos mais altos escalões do regime — disse.
Após dez dias de uma jornada acompanhada por bilhões de pessoas na Terra, a Missão Artemis II, a primeira viagem tripulada em direção à Lua em mais de 50 anos, terminou com uma reentrada e um pouso perfeitos da cápsula Orion no Oceano Pacífico, na noite desta sexta-feira. A Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07, pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro foram resgatados por equipes da Marinha dos EUA e da Nasa, que divulgou fotos oficiais dessa volta. Veja:
Possível acordo com os EUA: Irã busca projetar unidade com grande delegação em negociações de paz
Na França: Menino de 9 anos mantido preso em van por mais de um ano não tomava banho desde 2024
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes “verdes” (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.
Além de Wiseman, também estavam a bordo o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch, da Nasa, e o especialista de missão Jeremy Hansen, da CSA (Agência Espacial Canadense).
Após um atendimento inicial no interior da própria cápsula Integrity, todos foram retirados e esperaram em barcos menores uma transferência em helicópteros para o USS John P. Murtha, onde passam por um período de recuperação e exames médicos antes de serem liberados.
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
“Os Estados Unidos estão de volta à ativa, enviando astronautas à Lua e trazendo-os de volta em segurança”, escreveu, na rede social X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman. “Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da Humanidade junto às estrelas.”
Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Josh Valcarcel/Divulgação
A volta da Artemis II
NASA/Bill Ingalls/Divulgação
Uma equipe iraniana liderada pelo presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, tem agendado um encontro com uma delegação americana chefiada pelo vice-presidente JD Vance neste sábado, em Islamabad, Paquistão, para negociar um possível fim da guerra. Os riscos são altos para ambos os lados. A guerra é profundamente impopular nos Estados Unidos e o presidente Trump busca uma saída. O Irã foi duramente atingido por ataques aéreos, que deixaram sua infraestrutura severamente destruída e sua economia em ruínas.
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— Temos boa vontade, mas não temos confiança — disse Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, ao chegar a Islamabad na noite de sexta-feira.
Ele ressaltou que duas rodadas anteriores de negociações sobre o programa nuclear iraniano, em junho e fevereiro, terminaram em ataques militares em vez de um acordo.
O Irã parece estar levando as negociações de sábado a sério. A delegação de pelo menos 70 pessoas inclui diplomatas e negociadores experientes, especialistas em finanças e sanções, oficiais militares e consultores jurídicos, de acordo com a mídia iraniana e uma lista da delegação vista pelo The New York Times.
Entre as autoridades de destaque no campo iraniano estão o Ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi; Ali Bagheri Kani, membro do Conselho de Segurança Nacional do Irã; o Almirante Ali Akbar Ahmadian, ex-chefe do Estado-Maior da Guarda Revolucionária Islâmica e secretário do Conselho de Segurança Nacional; o General Esmail Ahmadi Moghadam, comandante militar aposentado e atual diretor da Universidade Nacional de Defesa do Irã; e Abdolnasser Hemati, governador do Banco Central do Irã.
Três altos funcionários iranianos familiarizados com as negociações disseram que a equipe do Irã tinha plena autoridade para tomar decisões no Paquistão e não precisava consultar Teerã, dada a natureza crítica das negociações. Os funcionários, que pediram para não serem identificados por estarem discutindo assuntos delicados, disseram que o novo líder supremo, o aiatolá Mujahideen Khamenei, havia dado a Ghalibaf, um amigo e aliado próximo, o poder de fechar um acordo ou abandoná-lo.
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmou em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira que Ghalibaf agora “representa a nação e o nezam”, usando a palavra persa para se referir a todo o sistema da República Islâmica, que inclui não apenas o governo eleito, mas também o líder supremo. “Desejo-lhe sucesso”, disse Aref.
— O que podemos inferir da delegação iraniana é que eles não vieram para obstruir as negociações — disse Vali Nasr, professor de estudos do Oriente Médio e especialista em Irã da Universidade Johns Hopkins. — Eles vieram com plena autoridade e seriedade para chegar a um acordo com os Estados Unidos.
Nasr, que também atuou no Departamento de Estado como representante especial dos EUA para o Afeganistão durante o governo Obama, disse que, normalmente, uma delegação tão grande de especialistas só seria enviada se as negociações estivessem na fase final de um acordo, e não para uma sondagem inicial.
Se Ghalibaf e Vance se encontrarem pessoalmente no sábado, isso representará uma grande mudança nas relações entre os Estados Unidos e o Irã e o encontro de mais alto nível entre autoridades desde o rompimento das relações diplomáticas em 1979. Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, acompanharão Vance, e ambos já negociaram com os iranianos anteriormente.
Nasr afirmou que Teerã e Washington podem ter avançado mais nas negociações do que o divulgado publicamente, durante as trocas de mensagens paralelas mediadas pelo Paquistão na última semana. Washington enviou a Teerã um plano de paz de 15 pontos, e o Irã respondeu com seu próprio contraplano de 10 pontos, que, segundo Trump, serviria de base para as negociações quando anunciou o cessar-fogo na terça-feira.
Entre os temas em discussão estão o fim da guerra, a abertura do Estreito de Ormuz à navegação e o programa nuclear iraniano. Os interesses do Irã incluem a obtenção de um alívio abrangente das sanções, a liberação de fundos congelados e a indenização por danos causados ​​durante a guerra.
O Irã afirmou que qualquer acordo de paz, temporário ou permanente, deve incluir também seu aliado regional mais próximo, o Hezbollah, no Líbano. Este tem sido um ponto de discórdia especialmente tenso desde os ataques aéreos israelenses em larga escala no Líbano, que mataram mais de 300 pessoas na quarta-feira.
Fiel ao seu estilo, as autoridades iranianas viajaram com simbolismo. Chegaram vestindo ternos e camisas pretas da cabeça aos pés, um sinal de luto. No avião, segundo fotos e vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana, fotos e mochilas preenchiam os assentos vazios, representando as quase 170 crianças mortas em uma escola primária quando um míssil Tomahawk americano a atingiu.
A mídia estatal iraniana informou que a delegação se reunirá com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ao meio-dia de sábado, antes do encontro com os americanos.
Omid Memarian, pesquisador sênior e especialista em Irã do Dawn Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington focada na política externa americana, disse que a grande delegação tinha o objetivo de sinalizar que os principais líderes do Irã estavam apoiando a causa.
— A mensagem mais importante que o Irã está enviando com a composição de sua delegação é que existe consenso interno para negociações e um acordo nos mais altos escalões do regime — disse.
Dubai, um dos principais centros financeiros e turísticos do mundo, enfrenta uma crise sem precedentes após a escalada da guerra envolvendo o Irã, que já provocou ataques diretos ao território dos Emirados Árabes Unidos, fuga em massa de estrangeiros e um colapso na atividade econômica local.
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Desde o fim de fevereiro, quando começaram os bombardeios iranianos em retaliação a ações dos Estados Unidos e de Israel, a cidade — conhecida por praias lotadas, shoppings de luxo e arranha-céus — passou a registrar ruas vazias, hotéis com baixa ocupação e centros comerciais desertos. Imagens e relatos, como do repórter Ian Birrell ao Daily Mail, mostram um cenário descrito por moradores como uma “cidade fantasma”.
A ofensiva inclui centenas de mísseis e milhares de drones lançados contra o país. Embora a maioria tenha sido interceptada, fragmentos atingiram áreas urbanas e infraestrutura em Dubai e Abu Dhabi, causando mortes, feridos e danos materiais.
Cadeiras vazias em frente a um dos prédios de luxo de uma praia em Jumeirah Beach Residence em Dubai, em 11 de março de 2026
Fadel Senna / AFP
A insegurança levou à saída de milhares de expatriados e turistas, pilares da economia local. Empresas internacionais evacuaram funcionários, e até bancos e multinacionais reduziram operações. O impacto é direto: o turismo, uma das principais fontes de receita do emirado, entrou em queda acentuada, com cancelamentos em massa e retração no setor imobiliário e de serviços.
Além do êxodo, há relatos de detenções de estrangeiros — incluindo turistas e influenciadores — por publicarem nas redes sociais conteúdos relacionados aos ataques. As autoridades locais reforçaram leis rígidas de controle de informação, alegando necessidade de preservar a ordem pública.
O clima de tensão é agravado por episódios como a queda de destroços de interceptações de mísseis sobre áreas comerciais e empresariais, além de danos a instalações de grandes companhias internacionais.
Segundo o relato de Birrell, que ouviu moradores da cidade, o conflito compromete de forma estrutural o modelo econômico de Dubai, historicamente baseado em estabilidade, segurança e atração de capital estrangeiro. A saída de profissionais qualificados e investidores pode ter efeitos duradouros, com risco de recessão e perda de relevância global. Mesmo com esforços das autoridades para manter uma aparência de normalidade, a percepção internacional mudou.
Há setenta anos, uma lula foi retirada do estômago de uma baleia cachalote durante uma expedição baleeira. Uma equipe espanhola descobriu que a criatura, batizada de “lula de Poseidon”, é uma nova espécie até então desconhecida pela ciência e foi incluída entre as dez espécies marinhas mais extraordinárias de 2025.
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Seu nome científico é ‘Mobydickia poseidonii’ e permaneceu nas coleções do Museu de História Natural de Londres, catalogada incorretamente, até ser minuciosamente revisada pelo estudante Sam Arnold e pelo pesquisador Fernando Ángel Fernández-Álvarez, do Instituto Espanhol de Oceanografia.
Esses cientistas perceberam que não se encaixava na espécie que lhe haviam atribuído.
— Começamos a analisar sua morfologia e vimos que não correspondia à morfologia de cefalópodes descrita até então — explica Fernández-Álvarez.
O espécime é relativamente grande e, embora lhe faltem dois tentáculos, estima-se que seu comprimento total seja de cerca de 40 ou 50 centímetros.
Além disso, é despigmentada, exceto ao redor dos olhos, e possui ganchos nas ventosas dos braços com pontas laterais que lembram um tridente. Sua origem e cor os fizeram lembrar da baleia branca de “Moby Dick” e dos ganchos do deus grego Poseidon, duas figuras que, em última análise, deram nome a essa lula.
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Primeira família em 27 anos
A pesquisa, realizada inteiramente nas Coleções Biológicas de Referência Marinha do Instituto de Ciências Marinhas (ICM-CSIC) em Barcelona, ​​possibilitou nomear uma nova família pela primeira vez em 27 anos.
— É um evento extraordinário encontrar uma família de lulas oceânicas nesta época do ano — argumenta o biólogo. A descoberta, juntamente com a história de como foi encontrada, impulsionou a espécie para a lista do Registro Mundial de Espécies Marinhas (WoRMS) das dez espécies marinhas mais extraordinárias de 2025, que também inclui crustáceos, vermes e corais, entre outros.
“A descoberta de uma família completamente nova”
“O fato de existir apenas um espécime preservado de lula ainda desconhecido ressalta o quanto ainda se desconhece no oceano profundo e a importância dos museus e coleções biológicas como repositórios da biodiversidade da Terra”, destacou o WoRMS.
Fernández-Álvarez concorda com essa importância, destacando que é uma “maravilha” que a humanidade tenha chegado a respeitar os cetáceos a tal ponto que eles não sejam mais caçados.
— Mas também foi uma grande sorte que alguém tenha capturado aquele animal, o preservado, e que um museu o tenha mantido em condições adequadas por 70 anos, até que nós o encontrássemos — acrescenta.
Mistérios das profundezas inexploradas
A lula-de-poseidon não é a única com uma história fascinante por trás. Na verdade, a última família desses cefalópodes descrita há 27 anos, a Magnapinnidae, permaneceu sem identificação até que vídeos subaquáticos relacionados à exploração de petróleo começaram a ser filmados.
Nessas imagens “muito impressionantes”, era possível ver uma espécie de “alienígena emergindo do fundo nebuloso”, segundo a descrição do biólogo. O alienígena era, na verdade, uma lula com filamentos nos braços que ela usa para pescar e que, quando estendidos, podem atingir seis ou sete metros de comprimento.
Essas lulas com aparência alienígena entraram na cultura popular e podem ser vistas em videogames de exploração subaquática como o subROV, desenvolvido em Pontevedra pelo galego José González, que teve a consultoria de Fernández-Álvarez. Resta saber se a história da lula de Poseidon também chegará às telonas.
A Índia está considerando soltar cobras e crocodilos ao longo de sua fronteira com Bangladesh para conter o fluxo de imigrantes ilegais, informou a Força de Segurança de Fronteiras (BSF) na última quarta-feira (8). Bangladesh é quase totalmente cercado pela Índia, com uma fronteira que se estende por mais de 4.000 quilômetros, incluindo vastas áreas de deltas onde rios do Himalaia serpenteiam até o mar.
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Manoj Barnwal, oficial sênior da BSF, disse à AFP que “o uso de répteis” foi discutido em uma reunião com o Ministério do Interior em fevereiro.
— Fomos solicitados a avaliar a viabilidade de implantar répteis, como cobras ou crocodilos, em áreas ribeirinhas vulneráveis — disse Barnwal, vice-inspetor-geral da força paramilitar sediada em Calcutá, perto da fronteira com Bangladesh.
— O plano gira em torno do uso de repelentes naturais, como crocodilos e cobras, em áreas sujeitas a inundações, ao longo de trechos sem cercas, onde as cercas tradicionais são ineficazes ou impraticáveis — acrescentou.
A fronteira entre a Índia e Bangladesh atravessa Sundarbans, a maior floresta de mangue do mundo.
— É uma medida inovadora, mas apresenta vários desafios e levanta preocupações de segurança — disse Barnawl. — Como obteremos os répteis? Que impacto isso poderá ter sobre as pessoas nas aldeias ao longo da fronteira fluvial?
— Pedimos às nossas unidades de campo que estudem a viabilidade desta iniciativa e apresentem o seu relatório o mais breve possível — acrescentou.
As relações entre Nova Deli e Daca deterioraram-se após a revolução de 2024 em Bangladesh, que pôs fim ao regime autocrático da então primeira-ministra Sheikh Hasina, que fugiu para a Índia.
A Índia construiu cercas fronteiriças que se estendem por centenas de quilómetros e deteve dezenas de cidadãos de Bangladesh que tentavam atravessar a divisa dos dois países após a deposição de Hasina.
O governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi mantém uma postura intransigente em relação à imigração, particularmente da vizinha Bangladesh, país de maioria muçulmana.
Enquanto comemora-se o sucesso da Artemis II, a primeira missão tripulada a circular a Lua em mais de 50 anos, a Nasa segue trabalhando para tentar um pouso no satélite natural da Terra. Essa meta requer não apenas tecnologia, mas a coordenação de interesses entre três bilionários americanos: Jared Isaacman, Elon Musk e Jeff Bezos.
O primeiro deles, fundador da Draken (empresa que provê equipamento e serviços à Força Aérea dos EUA), é quem está no centro da empreitada. Após vender a companhia, Isaacman foi nomeado administrador da Nasa pelo presidente Donald Trump, e ele é quem supervisiona todo o programa lunar agora.
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A partir da missão Artemis III, a Nasa precisará do envolvimento da SpaceX, a gigante aeroespacial de Elon Musk, dono da Tesla, para cumprir seu objetivo. No próximo voo, que deve ocorrer em 2027, a espaçonave Orion deve ser acoplada ao módulo StarShip projetado para uma “alunissagem” (uma aterrissagem lunar).
Essa missão não seguirá até a Lua da primeira vez, porém, limitando-se apenas testar as operações de acoplamento na órbita da Terra. No ano seguinte, na Artemis IV, a Nasa já espera que astronautas possam pisar o solo lunar.
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A sequência de procedimentos que permitirá missões da Artemis viajarem até a Lua, pousarem, decolam de novo e retornam à Terra será um pouco diferente daquele adotado durante o programa Apollo nas décadas de 1960 e 1970, mas também vai envolver encaixes e desencaixes de módulos no espaço.
O problema de momento é que o desenvolvimento da StarShip está atrasado. A SpaceX deveria tê-lo já plenamente testado para a Artemis III, mas com o sistema ainda não foi totalmente validado para humanos, a agência espacial dos EUA preferiu fazer só o teste orbital.
O plano dos engenheiros de Musk para levar o módulo até a Lua é complexo, e vai requerer o lançamento de algo entre cinco ou oito outras espaçonaves-tanque para abastecê-lo ainda na órbita da Terra. Luís Loures, professor de engenharia aeroespacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), diz que há detalhes que precisam ser resolvidos.
— A solução do módulo StarShip, que a SpaceX propõe, faz parte do conceito que chamam de ‘new space’, que busca diminuir os custos da atividade espacial. Ele já teve mais de dez lançamentos de teste, uns com sucesso, outros não, e está caminhando — diz. — Particularmente, acho uma solução complexa para a missão, principalmente por causa do abastecimento de propelente criogênico em órbita terrestre para ir até a Lua. Isso é o que o painel de segurança da Nasa colocou para a SpaceX.
A Blue Origin entrou na corrida depois e acabou também conseguindo um contrato com a agência espacial, em princípio para operar a partir da Artemis V. O plano da empresa de Bezos, dono da Amazon, é um pouco distinto do da SpaceX, com desafios diferentes.
A ideia do módulo Blue Moon é usar como combustível hidrogênio e oxigênio líquidos, que oferecem mais propulsão por um volume menor de carga. Uma segunda espaçonave tanque projetada em parceria com a Lockheed Martin levaria o material para fazer o reabastecimento na órbita da Lua, porém, o que também adiciona uma certa complexidade ao plano.
Apesar da entrada tardia de Bezos na corrida, a Blue Origin está caminhando mais rápido, e a Nasa não descarta que a StarShip seja substituída pela BlueMoon nas missões Artemis III ou IV. Para ambas as companhias contudo, o prazo parece apertado.
Casey Dreier, analista de política espacial do centro de pesquisas The Planetary Society, diz que não está claro se as empresas sequer conseguirão obter lucro com essas operações. A perspectiva de prestígio pode encorajar Musk e Bezos a colocarem recursos do próprio bolso na empreitada, mas é claro que para tudo há um limite.
— A Nasa está pagando cerca de US$ 2 bilhões por ano para cada empresa, o que é bastante mas não chega nem perto do que gastaram com o programa Apollo, que consumiu US$ 30 bilhões para desenvolver um módulo de pouso em seis anos — diz Dreier. — É verdade que isso foi há mais de 50 anos, mas é o único exemplo de sucesso que temos.
Prazo apertado
A pressa em fazer o plano funcionar logo se deve a dois fatores.
Um deles é a promessa da China de aterrissar uma nave tripulada na Lua até 2030. O país asiático também tem seus próprios desafios, e não está claro se cumprirá esse prazo. Mas a perspectiva de uma segunda corrida lunar, em contraposição à primeira nos anos 1960 entre EUA e União Soviética, adiciona um pouco de motivação geopolítica.
O segundo fator em jogo é o interesse de um quarto bilionário envolvido na história: o presidente Donald Trump. Tendo sido um dos “pais” do progrma Artemis, iniciado em seu primeiro mandato, o republicano já deu sinais de que gostaria de ver astronautas americanos pisando a Lua antes de 2028, quando ele entrega o cargo.
Como se o ego de Trump não fosse o bastante para a Nasa ter que administrar, a entrada de Musk e Bezos na história não facilita. Antes de conseguir o contrato para a Artemis V, a Blue Origin chegou a processar a SpaceX sob a acusação de favorecimento ilícito, mas perdeu a ação. Isso é parte da razão para o atraso no programa.
Agora os dois empresários parecem ter selado paz, mas Isaacson é muito próximo de Musk, que já lhe vendeu um passeio espacial de natureza turística pela SpaceX. A amizade em si não foi considerada conflito de interesse, ainda que Bezos já tenha se mostrado disposto a questionar essa relação na justiça se for preterido de novo.
A equação final a ser resolvida, segundo Dreier, da Planetary Society, é que o dinheiro no caixa da Nasa tem um limite, e Musk e Bezos ainda estão, de certa forma, disputando espaço na Artemis.
— Nós estamos tentando voltar para a Lua por cerca de um terço do que gastamos com a Apollo e para fazer um programa mais ambicioso, que é estabelecer uma base lunar e ter uma presença sustentada na Lua — diz. — A aposta, ou a fé, é que essas empresas privadas possam enxugar parte do custo ou achar outras maneiras de tornar isso sustentável. Não sabemos se isso vai dar certo.

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