O desaparecimento na quinta-feira de um drone de vigilância da Marinha dos Estados Unidos MQ-4C Triton, considerado o mais caro da frota americana, não foi o primeiro incidente a ser registrado com o modelo sobre o Estreito de Ormuz. Um outro MQ-4C Triton também teria desaparecido sobre a região em fevereiro, após emitir um sinal de socorro. A ação ocorreu poucos dias antes do ataque surpresa dos EUA e Israel contra o Irã.
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Em 22 de fevereiro, segundo informações do portal ucraniano Defense Express, um MQ-4C Triton havia decolado de uma base aérea dos Emirados Árabes Unidos e voava sobre o Estreito de Ormuz, quando de repente emitiu o código de emergência 7700. Pouco tempo depois, ele desapareceu dos serviços de observação.
O sumiço alimentou especulações de que o Irã pudesse ter abatido o drone. Mas, como registrado posteriormente, o MQ-4C Triton conseguiu retornar à base aérea dos Emirados Árabes Unidos.
Em junho 2019, um protótipo do MQ-4C Triton — um RQ-4A Global Hawk BAMS-D — desapareceu quase exatamente sobre o mesmo ponto do MQ-4C Triton que sumiu em fevereiro. Naquela ocasião, porém, ele teria sido de fato abatido pelo sistema de mísseis Sevom Khordad, conforme informou o governo iraniano.
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Teerã disse na época que o protótipo havia entrado em seu espaço aéreo, perto de Kuhmobarak, na província de Hormozgan, acompanhado de uma aeronave americana. Os iranianos argumentaram ter emitido dois alertas antes de abater o equipamento americano e que evitaram atirar na aeronave tripulada.
Washington, porém, informou que a aeronave estava em espaço aéreo internacional. O presidente Donald Trump estava em seu primeiro mandato e, segundo o New York Times na época, teria aprovado uma ação militar em retaliação, mas desistiu no último minuto.
A derrubada do protótipo do MQ-4C Triton aconteceu em meio à escalada de atritos nas relações entre Irã e EUA. No ano anterior, em maio de 2018, Trump retirou Washington do acordo nuclear assinado em 2015 e retornou com as sanções a Teerã.
Quanto ao drone que desapareceu no dia 9 de abril, ainda não há informações atualizadas.
Entenda o desaparecimento mais recente
De acordo com relatos, no dia 9 de abril, a aeronave não tripulada, que pode chegar a custar US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), havia concluído cerca de três horas de monitoramento no Golfo Pérsico e na região do estreito e aparentava estar retornando à sua base, a Estação Aérea Naval de Sigonella, na Itália.
Dados do site de rastreamento aéreo Flightradar24 indicam que o drone fez uma leve curva em direção ao Irã no momento em que transmitiu o código 7700, usado para emergências gerais, e iniciou uma descida. Em seguida, perdeu altitude rapidamente até desaparecer.
Mapa de ação do drone americano MQ 4C desaparecido no golfo pérsico
Reprodução: FlightRadar
Ainda não está claro se o equipamento caiu ou foi abatido, algo nunca antes registrado com o modelo.
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O incidente ocorre dois dias após Estados Unidos e Irã chegarem a um acordo de cessar-fogo, com a expectativa de que Teerã reabra o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo, algo que ainda não aconteceu.
Um modelo do MQ-4C da Força Aérea Australiana
Reprodução: Northrop Gumman
Criado pela americana Northrop Grumman, o MQ-4C Triton é projetado para missões estratégicas de vigilância de longa duração, especialmente em áreas sensíveis como rotas marítimas. Diferentemente de aeronaves convencionais, o modelo é capaz de operar por mais de 24 horas a altitudes superiores a 15 mil metros, com alcance de aproximadamente 13,7 mil quilômetros.
O equipamento também atua em conjunto com aeronaves de patrulha P-8A Poseidon, funcionando como plataforma de observação de grande altitude. Até 2025, a Marinha dos EUA contava com cerca de 20 unidades do Triton, com planos de ampliar a frota.
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Em junho 2019, um protótipo do MQ-4C Triton — um RQ-4A Global Hawk BAMS-D — desapareceu quase exatamente sobre o mesmo ponto do MQ-4C Triton que sumiu em fevereiro. Naquela ocasião, porém, ele teria sido de fato abatido pelo sistema de mísseis Sevom Khordad, conforme informou o governo iraniano.
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Washington, porém, informou que a aeronave estava em espaço aéreo internacional. O presidente Donald Trump estava em seu primeiro mandato e, segundo o New York Times na época, teria aprovado uma ação militar em retaliação, mas desistiu no último minuto.
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