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Há uma boa notícia em meio à confusão que marcou a eleição presidencial no Peru: não foram observados indícios de fraude no processo. Essa informação deve constar do relatório sobre o pleito que deve ser publicado hoje pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que enviou observadores ao país. Apesar da grande desorganização que deixou mais de 60 mil pessoas impedidas de votar, não se acredita que o processo eleitoral possa vir a ser invalidado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandres de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

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Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas apresentado nesta terça-feira (14) ainda precisa ser aprovado pela Comissão. Um pedido de vista pode adiar a votação do texto.

“É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão.

O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”.

A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. Já a assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.

Terceirizados que prestam serviço à administração pública têm direito, a partir desta terça-feira (14), ao benefício do reembolso-creche e à redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. 

O Diário Oficial da União traz publicadas hoje as instruções normativas que preveem os benefícios.

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As normas tratam dos trabalhadores que cumprem regime de dedicação exclusiva e beneficiam mais de 40 mil terceirizados.

Reembolso-creche

De acordo com o Ministério de Gestão e Inovação, mais de 14 mil crianças menores de seis anos serão contempladas pela Instrução Normativa n° 147/2026 e receberão o benefício. 

O valor repassado será exatamente igual aos pagos aos servidores públicos federais: R$ 526,64  por dependente, por mês.

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Redução de jornada

A Instrução Normativa n° 148/2026 prevê a diminuição das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem alteração de salário. A medida deve alcançar até 60 mil pessoas, de acordo com o MGI. Veja aqui a lista das atividades contempladas.

A decisão dá continuidade à ação iniciada em 2024, que já beneficiou 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases, quando cerca de 20 mil pessoas foram beneficiadas. 

A redução passa a abranger agora todos os demais postos que se enquadram nesse tipo de contrato. Ficam de fora apenas os trabalhadores que cumprem regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas.
 

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, de extrema direita, anunciou nesta terça-feira a suspensão do acordo de defesa entre seu país e Israel, que envolve o intercâmbio de equipamentos militares e pesquisa tecnológica. A decisão ocorre momentos depois do chanceler italiano classificar como “inaceitáveis” o ataques ocorridos no Líbano na última semana e da condenação de Meloni às críticas de Trump ao Papa Leão XIV.
Leia: Derrota em referendo na Itália leva Meloni a exigir renúncias; ministra do Turismo resiste e expõe tensões internas
Veja também: Primeira-ministra italiana classifica como ‘inaceitáveis’ as críticas de Trump ao Papa: ‘Normal que ele condene as guerras’
“Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel”, disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona, segundo declarações ouvidas pelas agências de notícias italianas ANSA e ANI.
Uma fonte diplomática italiana confirmou à AFP que o acordo foi suspenso e destacou que “teria sido politicamente difícil mantê-lo”. O tratado de defesa, ratificado em 2006 e renovado tacitamente a cada cinco anos, estava próximo do fim. Entre outras áreas, o acordo regulamenta a cooperação entre os dois países na indústria de defesa, formação de militares, pesquisa e tecnologias de informação. A oposição italiana pedia há vários meses ao governo que não renovasse o acordo.
Desgaste com Israel e EUA
As tensões entre Itália e Israel aumentaram na semana passada, depois que o governo italiano acusou as forças israelenses de atirarem para o alto perto de um comboio de soldados italianos da ONU no Líbano. A Itália convocou o embaixador de Israel para protestar contra o incidente, que não deixou feridos, mas danificou pelo menos um veículo. Além disso, o chanceler italiano, Antonio Tajani, condenou na segunda-feira os “ataques inaceitáveis” de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.
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Giorgia Meloni, também na última segunda, classificou como “inaceitáveis” as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Papa Leão XIV. O primeiro Pontífice nascido nos EUA, que lidera os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra no Irã, iniciada por Washington e Israel, condenando a “violência absurda e desumana” desencadeada pelos combates.
— Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja católica e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra — afirmou Meloni, em comunicado.
A China elevou o tom nesta terça-feira contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos e advertiu que poderá adotar “contramedidas” caso o presidente Donald Trump leve adiante ameaças de novas tarifas comerciais. Pequim, que é o principal comprador de petróleo do Irã e está entre os países autorizados por Teerã a atravessar o Estreito de Ormuz, é diretamente afetada pela escalada, que ocorre após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim de semana.
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Resposta: China pede a EUA e Irã que ‘evitem reacender guerra’ após fracasso de negociações
Com o bloqueio, iniciado às 11h (no horário de Brasília) de segunda-feira, Trump ameaçou afundar navios que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras iranianas no Golfo, apesar de EUA e Irã terem concordado dias antes com um frágil cessar-fogo de duas semanas. Diante das iniciativas de Washington, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a medida americana “apenas agravará as tensões”, minará o cessar-fogo e colocará em risco a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz.
— Os EUA aumentaram seus desdobramentos militares e adotaram uma ação de bloqueio direcionada, o que apenas agravará as tensões, minará o já frágil acordo de cessar-fogo e colocará ainda mais em risco a segurança da passagem pelo estreito — disse Guo em entrevista coletiva. — Trata-se de um comportamento perigoso e irresponsável.
O Irã fechou, na prática, o estratégico Estreito de Ormuz, permitindo apenas a passagem de embarcações que atendam países considerados amigos, como a própria China, ou que paguem uma taxa na faixa de US$ 2 milhões. O bloqueio americano, segundo analistas, busca cortar essas fontes de financiamento do Irã e pressionar Pequim a convencer Teerã a reabrir a via marítima, por onde transita um quinto do petróleo global em tempos de paz. Segundo dados de navegação analisados pela BBC, no entanto, pelo menos quatro navios ligados ao Irã cruzaram o estreito nesta terça.
Segundo especialistas: Entenda por que termo ‘bloqueio’ usado por Trump amplia risco militar e atrai críticas nos EUA
O embaixador iraniano nas Nações Unidas classificou a medida de Trump como uma “grave violação” da soberania do país. Na segunda-feira, o Irã chamou a decisão de “ato de pirataria” e afirmou que atingirá todos os portos dentro e próximos ao Golfo Pérsico caso seus próprios centros de navegação sejam ameaçados. A segurança dos portos da região é “ou para todos ou para ninguém”, disseram as forças armadas iranianas em comunicado.
Falando publicamente sobre a guerra pela primeira vez, o presidente chinês, Xi Jinping, ecoou esses alertas e pediu que a soberania dos países do Oriente Médio e do Golfo seja “respeitada”. Ele fez as declarações durante encontro em Pequim com o príncipe de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan, e afirmou que a China continuará a desempenhar um “papel construtivo” na promoção de negociações de paz.
Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, já havia afirmado que a prioridade atual deve ser manter o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos e evitar que o conflito volte a se intensificar no Oriente Médio. O principal diplomata chinês fez os comentários em uma conversa telefônica com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Ameaça tarifária
Trump, que deve visitar a capital chinesa no próximo mês para conversas com Xi, disse no domingo que aplicaria uma tarifa de 50% sobre produtos chineses caso o país ofereça assistência militar ao Irã. As declarações coincidiram com informações divulgadas pela rede CNN, segundo as quais a inteligência americana avalia que Pequim pretende entregar novos sistemas de defesa aérea a Teerã nas próximas semanas, citando três fontes.
Contexto: Trump ameaça China com tarifas ‘assombrosas’ caso país forneça ajuda militar ao Irã
No fim de semana, o New York Times também afirmou que autoridades dos EUA indicaram que a China já teria enviado um carregamento de mísseis ao Irã, uma alegação que Pequim nega. Guo afirmou que essas informações são “completamente inventadas” e advertiu que a China reagirá caso Washington use as alegações como justificativa para novas tarifas.
— Se os Estados Unidos insistirem em usar isso como pretexto para impor mais tarifas à China, a China indubitavelmente tomará contramedidas firmes — disse o porta-voz.
Enquanto principal comprador de petróleo do Irã, a China é um parceiro econômico importante para o país. Apesar disso, Pequim e Teerã não possuem um pacto militar formal, e muitos analistas consideram a relação entre ambos como essencialmente transacional. A China também mantém fortes laços com países do Golfo, por exemplo, e criticou ataques iranianos contra eles no contexto da guerra atual.
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A escalada ocorre enquanto Pequim recebe uma série de líderes de países afetados pelo conflito no Oriente Médio. O líder vietnamita To Lam e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, chegaram à capital chinesa nesta terça-feira, com o objetivo de reforçar a cooperação sobre o conflito e tratar de questões bilaterais.
Segundo a chancelaria russa, Lavrov e o principal diplomata chinês, Wang Yi, discutiriam a situação no Oriente Médio, após uma ligação neste mês na qual os dois concordaram em trabalhar juntos para reduzir as tensões.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também visita Pequim nesta semana em uma viagem amplamente focada nas relações comerciais. Ele afirmou a jornalistas que a China pode desempenhar um “papel importante” no Oriente Médio, enquanto Xi alertou contra um retorno à “lei da selva” nas relações internacionais.
— Tanto a China quanto a Espanha são países com princípios que defendem a justiça. Devem fortalecer a comunicação, consolidar a confiança mútua e cooperar estreitamente para se opor à regressão do mundo à lei da selva — disse Xi durante encontro no Grande Salão do Povo, em Pequim. (Com AFP)
À medida que novos bombardeios lançados pelas Forças Armadas de Israel atingem o sul do Líbano nesta terça-feira, autoridades dos dois países se preparam para o primeiro encontro diplomático direto em décadas nos EUA, na tentativa de encontrar um acordo para interromper uma frente de guerra que opõe militares israelenses e o movimento libanês Hezbollah — e afeta amplamente milhões de civis, entre mortos, feridos e deslocados, além daqueles que moram em áreas urbanas perto de locais atingidos. Confrontos corpo a corpo entre soldados israelenses e homens do grupo armado recrudesceram nos últimos dias, segundo o Exército israelense.
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A rodada diplomática foi descrita por autoridades como um primeiro encontro, de caráter preparatório. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, participará da mediação, enquanto os embaixadores de Israel e Líbano nos EUA são esperados como parte das equipes no diálogo. Não há uma expectativa de acordo nesta terça, incluindo pelos renovados ataques no front e as declarações dos governos envolvidos e do Hezbollah, que não participam da negociação.
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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse na segunda-feira ao ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, que o governo espera um cessar-fogo para que negociações diretas sobre uma solução de longo prazo para os dois países, que não mantêm relações diplomáticas seja diretamente negociada. Enquanto um fim das hostilidades é apontado por Beirute como ponto central, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, descartou uma trégua e afirmou que não interromperá os ataques. Ele disse que o objetivo das discussões em Washington é o desarmamento do o Hezbollah, além da paz duradoura.
Se a tratativa bilateral já apresenta gargalos importantes, o cenário se torna ainda mais complexo com a oposição do Hezbollah ao início dos diálogos. O líder do grupo, Naim Qassem, afirmou em um discurso televisionado na segunda-feira que rejeita categoricamente as conversas, pedindo às autoridades libanesas que cancelem as negociações para não se tornarem “uma ferramenta de Israel”, apontando a tratativa como uma “capitulação e rendição” a um país que pretenderia “ocupar o Líbano”.
Além da disputa histórica sobre o traçado da fronteira entre os dois países, autoridades libanesas já demonstraram preocupação com os avanços israelenses sobre o sul do território, onde os militares israelenses atuam ativamente desde o início da guerra. O governo israelense declarou publicamente que deseja criar uma nova realidade de segurança regional, o que incluiria uma espécie de zona-tampão entre o norte de Israel e o sul do Líbano. Não está claro se há pretensão de um ganho territorial na área.
Pressão internacional
As negociações foram convocadas em um momento em que o apelo internacional por um cessar-fogo no Líbano atingiram um alto patamar, sobretudo após um ataque israelense na quarta-feira, um dia após o estabelecimento de um cessar-fogo com o Irã, que matou ao menos 357 pessoas — uma ação que o governo libanês denunciou ter atingido áreas densamente povoadas.
As condenações aos últimos ataques israelenses se espalharam pelo mundo. O Papa Leão XIV assumiu um discurso abertamente crítico contra a manutenção da guerra, enquanto muitos dos líderes europeus exigiram um cessar-fogo ou ações limitadas à autodefesa. Citando o contexto atual, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira que suspenderia um acordo de defesa que envolve o intercâmbio de equipamentos militares e pesquisa tecnológica com Israel.
ATAQUE AO LÍBANO
— Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel — disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona.
O Líbano enfrenta semanas de bombardeios israelenses que já deslocaram mais de um milhão de residentes e, segundo o Ministério da Saúde libanês, mataram mais de 2 mil pessoas e feriram mais de 6,7 mil até segunda-feira.
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A guerra entre Hezbollah e Israel reacendeu no mês passado depois que o Hezbollah atacou Israel em solidariedade ao Irã. Desde então, o grupo lançou mais de 6,5 mil foguetes, mísseis e drones contra Israel, de acordo com o Exército israelense.
As Forças Armadas do Estado judeu também informaram nesta terça-feira que confrontos noturnos entre soldados israelenses e homens do Hezbollah deixaram 10 soldados feridos na cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, cercada pelas forças do país. De acordo com o Exército, os combates nos últimos dias envolveram confrontos corpo a corpo, e ao menos três soldados teriam ficado gravemente feridos. (Com NYT e AFP)
A baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha, entrou em fase terminal após semanas de tentativas de resgate e agora é acompanhada apenas com medidas paliativas. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR e informações do jornal Frankfurter Rundschau, autoridades e especialistas decidiram interromper qualquer intervenção direta e permitir que o animal “morra em paz”.
Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha
Depois de 10 dias de tentativas, baleia jubarte na Alemanha volta a nadar, mas encalha novamente e preocupa autoridades
De acordo com o ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, a baleia apresenta sinais claros de agravamento, nesta terça-feira (14), incluindo respiração cada vez mais fraca e água nos pulmões. Especialistas apontam que o animal já não responde a estímulos e está em estado extremamente comprometido.
Por que a baleia não foi salva
Relatórios técnicos elaborados por especialistas do Museu Oceanográfico Alemão e do Instituto de Pesquisa da Vida Selvagem Terrestre e Aquática (ITAW) concluíram que não havia possibilidade realista de resgate. Segundo esses estudos, qualquer tentativa adicional apenas aumentaria o sofrimento do animal, sem garantir sua sobrevivência.
A baleia, debilitada e presa em águas rasas, sofreu sucessivos encalhes, um indicativo de problemas graves de saúde. Além disso, o ambiente do Mar Báltico, com baixa salinidade e pouca profundidade, agravou seu estado físico. Tentativas como estímulos sonoros com cantos de baleias e propostas de escavação foram testadas ou avaliadas, mas sem sucesso.
Especialistas também descartaram transporte ou retirada do animal com vida, alertando que isso causaria dor extrema e alto risco de novo encalhe.
Após quase duas semanas, baleia jubarte segue encalhada e debilitada na Alemanha
Pressão pública e controvérsias
O caso gerou forte comoção na Alemanha e mobilizou protestos, ações judiciais e até tentativas individuais de resgate. Segundo o Frankfurter Rundschau, uma ativista chegou a nadar até a baleia, sendo posteriormente retirada do mar pela polícia.
Pedidos na Justiça para obrigar novas tentativas de salvamento foram apresentados, mas rejeitados por falta de base legal. Um dos grupos chegou a propor o uso de escavadeiras e até aplicação de antibióticos, mas as autoridades consideraram as medidas inviáveis e potencialmente prejudiciais.
A decisão de interromper o resgate também recebeu apoio de especialistas internacionais, incluindo o painel da Comissão Baleeira Internacional, que reforçou que novas intervenções apenas prolongariam o sofrimento do animal.
O que vai acontecer agora
Com o prognóstico considerado irreversível, o foco das autoridades passou a ser o monitoramento até os últimos momentos do animal. Segundo a NDR, a baleia segue respirando, mas com movimentos cada vez mais fracos.
Após a morte, a carcaça deverá ser retirada e levada para Stralsund, onde será submetida a autópsia por cientistas do Museu Oceanográfico Alemão. O objetivo é identificar causas do encalhe, possíveis doenças e os impactos ambientais envolvidos.
O esqueleto poderá ser preservado para fins científicos, contribuindo para pesquisas sobre encalhes e conservação de mamíferos marinhos.
Linha do tempo: do primeiro avistamento ao desfecho iminente
A baleia foi vista pela primeira vez no porto de Wismar no início de março e, desde então, percorreu diferentes pontos do litoral alemão. Em 23 de março, encalhou pela primeira vez em um banco de areia próximo a Niendorf, sendo posteriormente libertada após escavação de um canal.
Nos dias seguintes, voltou a encalhar em diferentes pontos da baía de Wismar, conseguindo se mover em alguns momentos, mas sem encontrar saída para o mar aberto. No fim de março, ficou presa definitivamente na região do lago Kirchsee, perto da ilha de Poel, onde permanece desde então.
O que se sabe até agora
Especialistas afirmam que a baleia não pertence ao Mar Báltico e provavelmente se perdeu ao seguir cardumes de peixes ou devido à desorientação causada por ruídos subaquáticos. O ambiente da região, com baixa salinidade e pouca profundidade, é considerado inadequado para a espécie.
Há indícios de que o animal tenha sofrido ferimentos por hélice de embarcação e também se envolvido com redes, o que pode ter agravado seu estado.
Apesar das tentativas iniciais de resgate, o quadro evoluiu para um estágio irreversível. A decisão de interromper as ações foi baseada em critérios científicos e no princípio de evitar sofrimento adicional.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR e do Frankfurter Rundschau, resta apenas acompanhar os últimos momentos do animal, em um caso que se transformou em símbolo de comoção pública, e também dos limites do resgate de grandes mamíferos marinhos em condições extremas.

Terceirizados que prestam serviço à administração pública têm direito, a partir desta terça-feira (14), ao benefício do reembolso-creche e à redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. 

O Diário Oficial da União traz publicadas hoje as instruções normativas que preveem os benefícios.

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As normas tratam dos trabalhadores que cumprem regime de dedicação exclusiva e beneficiam mais de 40 mil terceirizados.

Reembolso-creche

De acordo com o Ministério de Gestão e Inovação, mais de 14 mil crianças menores de seis anos serão contempladas pela Instrução Normativa n° 147/2026 e receberão o benefício. 

O valor repassado será exatamente igual aos pagos aos servidores públicos federais: R$ 526,64  por dependente, por mês.

Redução de jornada

A Instrução Normativa n° 148/2026 prevê a diminuição das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem alteração de salário. A medida deve alcançar até 60 mil pessoas, de acordo com o MGI. Veja aqui a lista das atividades contempladas.

A decisão dá continuidade à ação iniciada em 2024, que já beneficiou 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases, quando cerca de 20 mil pessoas foram beneficiadas. 

A redução passa a abranger agora todos os demais postos que se enquadram nesse tipo de contrato. Ficam de fora apenas os trabalhadores que cumprem regime de escala de revezamento 12 por 36 horas ou 24 por 72 horas.
 

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Deputado Marcos Pollon

Foi cancelada a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, agendada para esta terça-feira (14), com o propósito de avaliar pareceres relativos a representações em desfavor do deputado Marcos Pollon (PL-MS), por suposto procedimento incompatível com o decoro parlamentar durante a ocupação do Plenário, em agosto do ano passado.

Um menino de 9 anos foi encontrado em Hagenbach, na região de Haut-Rhin, após mais de um ano fora do sistema escolar e vivendo em condições precárias dentro de uma van.
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A descoberta ocorreu após uma vizinha ouvir gritos e acionar as autoridades. Segundo os investigadores, a criança foi localizada “deitado em posição fetal, nu, coberto por uma manta sobre um monte de lixo e próximo a excrementos”.
Como o menino desapareceu?
O menino havia sido matriculado no primeiro ano do ensino fundamental em Mulhouse no ano letivo de 2023-2024.
Após a mudança da família para Hagenbach, deixou de frequentar a escola. O pai declarou à prefeitura que as três crianças da casa estavam escolarizadas, sem que houvesse verificação efetiva da informação.
De acordo com o reitorado de Estrasburgo, os pais têm “prazo de oito dias” para matricular os filhos em uma nova escola após mudança.
O que dizem as investigações?
O pai, de 43 anos, foi colocado em prisão preventiva e reconheceu os fatos. A companheira, de 37 anos, nega saber que o menino estava mantido no veículo.
O casal vivia com duas meninas, de 12 e 10 anos, a poucos metros do local onde a criança foi encontrada.
Falhas no sistema
O caso levou o Ministério da Educação a abrir uma investigação administrativa.
— Precisamos explicar por que ninguém foi capaz de identificá-lo — afirmou o ministro Édouard Geffray, que determinou apuração de seis semanas, ao jornal francês L’Humanité.
Segundo ele, será necessário avaliar se é preciso “mudar as práticas”.
O ministro afirmou que o prefeito é “responsável pela verificação da matrícula de todas as crianças de seu município na escola”, mas reconheceu que o ministério realiza “um acompanhamento mínimo”.
Já o ex-prefeito Guy Bach disse que os municípios não são “habilitados nem autorizados a verificar além do que é declarado” e que não há troca de informações com a Educação Nacional.
Especialistas apontam falhas na circulação de informações.
A alta-comissária para a Infância, Sarah El Haïry, afirmou “que um certo número de crianças infelizmente escapará à vigilância e que pais violentos irão se aproveitar disso”.

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