A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, de extrema direita, anunciou nesta terça-feira a suspensão do acordo de defesa entre seu país e Israel, que envolve o intercâmbio de equipamentos militares e pesquisa tecnológica. A decisão ocorre momentos depois do chanceler italiano classificar como “inaceitáveis” o ataques ocorridos no Líbano na última semana e da condenação de Meloni às críticas de Trump ao Papa Leão XIV.
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“Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel”, disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona, segundo declarações ouvidas pelas agências de notícias italianas ANSA e ANI.
Uma fonte diplomática italiana confirmou à AFP que o acordo foi suspenso e destacou que “teria sido politicamente difícil mantê-lo”. O tratado de defesa, ratificado em 2006 e renovado tacitamente a cada cinco anos, estava próximo do fim. Entre outras áreas, o acordo regulamenta a cooperação entre os dois países na indústria de defesa, formação de militares, pesquisa e tecnologias de informação. A oposição italiana pedia há vários meses ao governo que não renovasse o acordo.
Desgaste com Israel e EUA
As tensões entre Itália e Israel aumentaram na semana passada, depois que o governo italiano acusou as forças israelenses de atirarem para o alto perto de um comboio de soldados italianos da ONU no Líbano. A Itália convocou o embaixador de Israel para protestar contra o incidente, que não deixou feridos, mas danificou pelo menos um veículo. Além disso, o chanceler italiano, Antonio Tajani, condenou na segunda-feira os “ataques inaceitáveis” de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.
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Giorgia Meloni, também na última segunda, classificou como “inaceitáveis” as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Papa Leão XIV. O primeiro Pontífice nascido nos EUA, que lidera os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra no Irã, iniciada por Washington e Israel, condenando a “violência absurda e desumana” desencadeada pelos combates.
— Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja católica e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra — afirmou Meloni, em comunicado.
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“Diante da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel”, disse Meloni aos jornalistas à margem de um evento em Verona, segundo declarações ouvidas pelas agências de notícias italianas ANSA e ANI.
Uma fonte diplomática italiana confirmou à AFP que o acordo foi suspenso e destacou que “teria sido politicamente difícil mantê-lo”. O tratado de defesa, ratificado em 2006 e renovado tacitamente a cada cinco anos, estava próximo do fim. Entre outras áreas, o acordo regulamenta a cooperação entre os dois países na indústria de defesa, formação de militares, pesquisa e tecnologias de informação. A oposição italiana pedia há vários meses ao governo que não renovasse o acordo.
Desgaste com Israel e EUA
As tensões entre Itália e Israel aumentaram na semana passada, depois que o governo italiano acusou as forças israelenses de atirarem para o alto perto de um comboio de soldados italianos da ONU no Líbano. A Itália convocou o embaixador de Israel para protestar contra o incidente, que não deixou feridos, mas danificou pelo menos um veículo. Além disso, o chanceler italiano, Antonio Tajani, condenou na segunda-feira os “ataques inaceitáveis” de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.
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Giorgia Meloni, também na última segunda, classificou como “inaceitáveis” as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Papa Leão XIV. O primeiro Pontífice nascido nos EUA, que lidera os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra no Irã, iniciada por Washington e Israel, condenando a “violência absurda e desumana” desencadeada pelos combates.
— Considero inaceitáveis as palavras do presidente Trump sobre o Santo Padre. O Papa é o chefe da Igreja católica e é justo e normal que ele peça a paz e condene todas as formas de guerra — afirmou Meloni, em comunicado.










