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O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o líder francês Emmanuel Macron por rejeitar um convite para apoiar sua mais recente iniciativa de paz e sugeriu que poderia impor uma tarifa esmagadora sobre o champanhe em retaliação.
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“Ninguém o quer porque ele vai sair do cargo muito em breve”, disse Trump a repórteres na segunda-feira, no horário local, após ser informado de que Macron recusaria o convite. “Vou colocar uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele e aí ele entra”, acrescentou.
O presidente também publicou uma mensagem de texto de seu homólogo francês na qual Macron convidava Trump para jantar em Paris na quinta-feira. Macron também propôs reuniões com Ucrânia, Síria, Dinamarca e Rússia para tratar de uma série de questões, incluindo a exigência de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, citando motivos de segurança.
“Eu não entendo o que você está fazendo com a Groenlândia”, disse Macron a Trump na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada por uma autoridade francesa.
Críticas e ameaças
Enquanto segue para o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, Trump vem alimentando uma série de disputas com líderes europeus.
Ele ameaçou oito países europeus com tarifas por se oporem às suas exigências sobre a Groenlândia, atacou a Noruega por não lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz (que não é concedido pelo governo norueguês) e agora tenta forçar a França a se juntar ao chamado Conselho da Paz, ao lado de autocratas como Alexander Lukashenko, de Belarus, e até do presidente russo Vladimir Putin.
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Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, o mandato do chamado Conselho da Paz está se expandindo rapidamente, e Trump parece vê-lo como um veículo para resolver outros conflitos e moldar outros eventos internacionais, segundo vários funcionários europeus.
De acordo com um rascunho da carta constitutiva do grupo proposto, visto pela Bloomberg, Trump atuaria como seu presidente inaugural e teria autoridade sobre decisões de adesão. O governo Trump está pedindo que países que desejem um assento permanente no órgão contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão.
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Macron não pretende aceitar, disse anteriormente uma pessoa próxima ao líder francês. Segundo essa fonte, Macron acredita que a carta vai além de Gaza e está preocupado com o fato de que ela possa potencialmente minar as Nações Unidas, que a França considera inegociáveis.
A mesma fonte afirmou que Macron considera inaceitável que Trump tente influenciar a política externa francesa por meio de ameaças e que ele está determinado a não recuar. A China também foi convidada.
Reunião de líderes da UE
Os líderes da União Europeia devem realizar uma cúpula de emergência nesta semana para discutir sua resposta.
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O bloco está pronto para impor tarifas sobre €93 bilhões (US$ 108 bilhões) em produtos americanos se Trump levar adiante a ameaça de aplicar uma tarifa de 10% aos países europeus em 1º de fevereiro, e Macron está pressionando para que a UE ative o chamado Instrumento Anticoerção, uma ferramenta poderosa que concede às autoridades amplos poderes para restringir o acesso ao mercado europeu.
A Marinha francesa apreendeu 4,87 toneladas de cocaína em uma embarcação pesqueira interceptada no Pacífico Sul, em uma operação realizada no dia 16 de janeiro. Procedente da América Central, o navio era tripulado por dez hondurenhos e um equatoriano, segundo informaram autoridades francesas.
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Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Alto Comissariado da França na Polinésia Francesa informou que as Forças Armadas do país mobilizaram “significativos recursos humanos e materiais” para a ação.
De acordo com uma fonte próxima à investigação, a droga era transportada em um barco com bandeira do Togo e teria como destino o mercado australiano.
As autoridades francesas não devem processar os tripulantes detidos, mas seus países de origem poderão adotar medidas legais contra eles.
A apreensão ocorre em meio a alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a expansão de grupos do crime organizado no Pacífico. Segundo a entidade, organizações envolvidas no tráfico de cocaína e metanfetamina têm ampliado sua atuação na região, utilizando rotas que ligam a América do Norte e do Sul aos mercados da Austrália e da Nova Zelândia.
O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (20) que fará uma reunião com países da Otan para discutir a Groenlândia, afirmando que o território é “imperativo para a paz mundial”. A declaração foi feita em uma série de postagens nas redes sociais direcionadas a líderes europeus enquanto eles participavam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Segundo o New York Times, na madrugada, Trump voltou a atacar líderes europeus com mensagens no Truth Social, reiterando seu desejo de anexar a Groenlândia. Enquanto os chefes de governo se reuniam em Davos, ele escreveu que havia “concordado em se encontrar” no local para discutir o tema, classificando o território semiautônomo dinamarquês como “imperativo para a segurança nacional e mundial” e acrescentando: “Não há como voltar atrás”.
Além das mensagens, Trump publicou uma montagem que mostra uma bandeira dos Estados Unidos fincada sobre o território da Groenlândia.
Ilustração divulgada pelo presidente
Captura de tela/Truth
Em uma das postagens, Trump afirmou: “Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça. Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.
Confira a publicação:
Postagem de Trump
Captura de tela/Redes sociais/Truth
Ameaças de tarifas e reação europeia
Trump também ameaçou impor tarifas de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses caso o presidente da França, Emmanuel Macron, recusasse o convite para integrar seu “conselho de paz” destinado a supervisionar um cessar-fogo em Gaza. Críticos da proposta afirmam, segundo o New York Times, que o órgão poderia enfraquecer o papel das Nações Unidas.
As ameaças tarifárias relacionadas à Groenlândia são “muito diferentes dos outros acordos comerciais”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Davos. “Portanto, eu exortaria todos os países a manterem seus acordos comerciais. Nós concordamos com eles e isso proporciona grande segurança”, afirmou.
Em entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial, Bessent pediu que as pessoas “relaxem, respirem fundo e deixem as coisas acontecerem”, enquanto as declarações de Trump sobre possíveis tarifas contra países europeus por causa da Groenlândia dominavam as conversas em Davos.
Stephanie Lose, ministra da Economia da Dinamarca, afirmou a jornalistas em Bruxelas que a União Europeia buscará o diálogo, mas não deve descartar opções diante de novas ameaças de tarifas americanas. “Não queremos agravar a situação, mas, é claro, se outros continuarem a intensificar as tensões, será necessária uma resposta europeia em algum momento”, disse ela antes de uma reunião de ministros das Finanças da UE.
A Suprema Corte dos Estados Unidos poderá divulgar decisões ainda hoje, incluindo um veredicto aguardado sobre as tarifas impostas por Trump, segundo o New York Times.
Autoridades ucranianas disseram que planejam realizar novas negociações com representantes americanos em Davos sobre um plano para encerrar a guerra com a Rússia. Com a crise envolvendo a Groenlândia ameaçando desviar a atenção, autoridades de Kiev pediram que o conflito não seja ofuscado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que “é importante que o mundo não permaneça em silêncio” diante dos ataques russos noturnos que deixaram milhares de residências sem aquecimento e energia elétrica em temperaturas abaixo de zero. O chanceler ucraniano, Andriy Sybhia, disse que os ataques foram “um alerta para os líderes mundiais reunidos em Davos”, de acordo com o New York Times.
O descarrilamento e a colisão de dois trens em Adamuz, na província espanhola de Córdoba, deixaram ao menos 41 mortos neste domingo (18) e transformaram uma viagem comum em uma das maiores tragédias ferroviárias recentes da Andaluzia. Um trem da operadora Iryo, que seguia de Málaga para Madri, invadiu a via contrária e atingiu um Alvia da Renfe com destino a Huelva. O impacto ocorreu pouco antes das 20h (horário local), provocando o descarrilamento das duas composições. O Ministério dos Transportes classificou o episódio como “estranho e difícil de explicar”, enquanto as causas seguem sob investigação.
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Entre os mortos estão nomes profundamente ligados à cultura e ao jornalismo andaluz. Óscar Toro, jornalista, acadêmico e doutor em Comunicação pela Universidade de Huelva, morreu ao lado da esposa, María Clauss, fotojornalista e gestora cultural premiada com o Luis Valtueña de Fotografia Humanitária. Clauss também era diretora criativa do festival WofestHuelva e vice-presidente do Ateneo de Huelva. A morte do casal gerou forte comoção na imprensa regional. Ao Infobae, a jornalista Yolanda, do Canal Sur, descreveu Clauss como “uma mulher profundamente comprometida, socialmente consciente”.
Os jornalistas Óscar Toro e María Clauss morreram no acidente de trem em Adamuz, Córdoba
Divulgação/Associação de Imprensa de Huelva
Famílias inteiras e futuros interrompidos
A tragédia atingiu também forças de segurança e serviços públicos. O sindicato policial JUPOL confirmou a morte de Samuel, agente da Brigada Provincial de Imigração e Fronteiras de Madri, que havia se tornado pai há apenas 18 meses. A Renfe informou à agência EFE que o maquinista do trem Alvia, Sergio, de 27 anos, natural de Alcorcón, também morreu no acidente.
Uma das histórias mais marcantes é a da família Zamorano-Álvarez, de Punta Umbría, em Huelva. Pepe Zamorano, a esposa Cristina Álvarez, o filho de 12 anos e um sobrinho morreram na colisão. Apenas a filha caçula do casal, de seis anos, sobreviveu. Segundo o prefeito da cidade, a menina foi hospitalizada e depois entregue aos cuidados da avó em Córdoba. A viagem havia sido planejada como presente de Dia de Reis, com visitas ao estádio Santiago Bernabéu e ao musical O Rei Leão, em Madri.
Cristina Álvares, Pepe e Félix morreram no acidente de trem de Adamuz
Reprodução/Redes sociais/@luuciamb12
A busca por desaparecidos prolongou a angústia de familiares durante horas. Rafael Millán Albert e José María Martín tiveram os nomes amplamente divulgados nas redes sociais antes de suas mortes serem confirmadas. A prefeitura de Gibraleón também comunicou o falecimento de Eduardo Domínguez. Em Isla Cristina, Pepi Sosa Casado e a filha, Ana Martín Sosa, morreram ao retornar de uma prova de concurso público em Madri, levando o município a decretar luto oficial. O cantor Manuel Carrasco, amigo da família, manifestou condolências publicamente.
Rafael Millán Albert, que viajava com sua esposa no trem Alvia que descarrilou em Adamuz
Reprodução/Redes sociais/@antoniovzquez_
O sistema prisional de Huelva perdeu Ricardo Chamorro Cáliz, agente penitenciário e instrutor de concursos, que viajava com alunos para exames de admissão, conforme relataram familiares e os jornais Huelva Información e Huelva24. Com ele estava Andrés Gallardo Vaz, professor especializado em preparação para concursos, cuja morte também foi confirmada após mobilização de amigos e vizinhos.
Ricardo, Ana, Josefa e José María
Reprodução/Redes sociais/X
A lista de vítimas inclui ainda Miriam del Rosario Alberico Larios, de 27 anos, e Natividad de la Torre, que viajava com o filho e os netos. Segundo o Huelva Información, o filho permanece internado em estado grave no Hospital Reina Sofía, em Córdoba, e uma das netas passou por cirurgia. Em uma homenagem nas redes sociais, o filho de Natividad escreveu: “Você nos deixou deixando o que sempre foi: puro amor”.
Miriam e Andrés, dois dos falecidos
Reprodução/Redes sociais/X
O impacto do acidente levou diversos municípios da Andaluzia a decretarem três dias de luto oficial e a suspenderem agendas institucionais. Enquanto as autoridades prometem esclarecer as causas do desastre, a região se despede de dezenas de vítimas cujas histórias transformaram números em nomes e deram rosto a uma tragédia que marcou o país.
Um ataque noturno russo deixou mais de 5.600 edifícios residenciais sem aquecimento em Kiev, em um momento em que as temperaturas na capital ucraniana giravam em torno de -14 °C, anunciou nesta terça-feira o prefeito Vitali Klitschko.
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“Após este ataque, 5.635 imóveis residenciais estão sem aquecimento”, informou o prefeito no Telegram. “Uma grande parte da cidade ficou sem água corrente”, acrescentou.
Segundo Klitschko, uma mulher ficou ferida e vários edifícios sofreram danos, incluindo uma escola primária.
Os novos bombardeios ocorreram pouco mais de uma semana depois de um ataque de grande escala de Moscou contra a infraestrutura energética de Kiev, o mais intenso desde o início da invasão russa da Ucrânia, há quase quatro anos.
A ofensiva, perpetrada em 9 de janeiro, deixou metade da cidade sem aquecimento por vários dias, em meio a temperaturas persistentemente abaixo de zero.
A Rússia também atacou Kiev na madrugada deste mês com drones de combate de longo alcance, antes de lançar mísseis de cruzeiro contra a capital e áreas do entorno.
“Os serviços municipais e de energia estão trabalhando para restaurar o aquecimento, a água e a eletricidade nas residências de Kiev”, afirmou Klitschko.
Desde o início da invasão, a Rússia tem bombardeado repetidamente o sistema energético ucraniano, o que, segundo autoridades em Kiev, reflete a intenção de enfraquecer a resistência da população civil.
O número de mortos na colisão entre dois trens no sul da Espanha, ocorrida neste domingo (18), subiu para 41, informaram as autoridades regionais da Andaluzia nesta terça-feira (20).
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“O número de mortos subiu para 41, após o corpo de uma pessoa ter sido encontrado na noite passada em um dos vagões” do trem da empresa Iryo, informou o governo andaluz em comunicado sobre o acidente ocorrido em Adamuz, na província de Córdoba. A contagem, segundo as autoridades, ainda pode aumentar.
Confira:
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Como ocorreu o acidente
O acidente aconteceu quando um trem da empresa espanhola Iryo, que viajava de Málaga com destino a Madri, descarrilou e invadiu a linha adjacente, por onde trafegava um trem de outra empresa, a Renfe, que seguia de Madri para Huelva, informou a operadora da rede ferroviária pública da Espanha, a Adif. O segundo trem também descarrilou, e parte dos vagões de uma das composições caiu em um barranco de cerca de quatro metros.
“O impacto foi terrível, fazendo com que os dois primeiros vagões do trem da Renfe fossem arremessados para fora dos trilhos”, afirmou o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, em publicação na rede social X.
Esta captura de vídeo, feita a partir de imagens geradas por usuários em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Madri, mostra equipes de emergência trabalhando após um acidente ferroviário em Adamuz, no sul da Espanha
AFP Photo/@eleanorinthesky via X
Repercussão internacional
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou que “essa noite é de profunda tristeza para o nosso país”. “Quero expressar minhas mais profundas condolências às famílias e entes queridos das vítimas. Nenhuma palavra pode aliviar tamanho sofrimento, mas quero que saibam que todo o país está com eles neste momento tão difícil”, escreveu no X.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou, afirmando que seus “pensamentos” estão com as vítimas do acidente ferroviário, que classificou como “uma tragédia”, e prometendo o apoio de seu país à Espanha. “Uma tragédia ferroviária atingiu a Andaluzia. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todo o povo da Espanha. A França se solidariza com eles”, escreveu Macron no X, na noite de domingo.
No mapa-múndi existem países tão pequenos que poderiam ser explorados em um único dia a pé ou de carro. Alguns não são maiores que uma cidade europeia, mas carregam séculos de história, uma identidade própria e uma presença internacional que desmente a ideia de que a importância se mede em quilômetros quadrados.
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São microestados, territórios minúsculos que fascinam pelo contraste entre seu tamanho e importância. No total, existem 18 países cuja área não ultrapassa 600 quilômetros quadrados, uma porção de terra menor que a cidade de Madri.
Apesar disso, são estados soberanos com seus próprios governos, populações permanentes e um lugar no cenário político mundial. Muitos também se tornaram destinos turísticos muito procurados, capazes de oferecer experiências intensas em espaços reduzidos.
Europa em miniatura
O continente europeu abriga alguns dos menores países do planeta. Lá você encontrará a Cidade do Vaticano, o menor estado do mundo, com apenas 0,44 quilômetros quadrados no coração de Roma. Fundada em 1929 e administrada pela Santa Sé, possui uma das maiores concentrações de arte e história do planeta, com a Basílica de São Pedro ocupando grande parte de seu território.
Nas proximidades, na Riviera Francesa, encontra-se o Principado de Mônaco, uma cidade-estado de pouco mais de dois quilômetros quadrados que combina luxo, alta densidade populacional e forte apelo turístico. Sua fama internacional é frequentemente associada ao cassino de Monte Carlo, embora também possua museus, jardins e um centro histórico que contrasta com sua imagem glamorosa.
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Localizada na Itália, San Marino é uma das repúblicas mais antigas do mundo. Abrangendo 61 quilômetros quadrados, sua história remonta a 300 d.C., e três de seus principais pontos turísticos são Patrimônio Mundial da UNESCO.
Liechtenstein, situado entre a Suíça e a Áustria, completa este grupo europeu, com 160 quilômetros quadrados marcados por paisagens alpinas, museus de arte e uma economia especializada.
Ilhas pequenas, desafios enormes
Longe da Europa, no meio do Oceano Pacífico, encontram-se alguns dos menores e mais vulneráveis ​​países do mundo. Nauru, com apenas 21 quilômetros quadrados, passou por diversas administrações estrangeiras antes de conquistar sua independência em 1968. Hoje, mantém sua própria identidade, tendo inclusive um idioma nacional, o nauruano.
Tuvalu, com seus 26 quilômetros quadrados distribuídos por atóis, é uma das nações mais ameaçadas pela elevação do nível do mar. Sua localização, a meio caminho entre o Havaí e a Austrália, moldou um modo de vida intimamente ligado ao oceano e com poucos recursos naturais, além de corais e cocos.
As Ilhas Marshall, compostas por ilhas e atóis que totalizam menos de 200 quilômetros quadrados, conquistaram sua independência em 1990. No Caribe, São Cristóvão e Névis compreendem duas ilhas vulcânicas cuja história moderna começou com a chegada de Cristóvão Colombo e que hoje conservam extensas plantações de cana-de-açúcar selvagem.
Para além dos números, esses países demonstram que o tamanho não determina a riqueza cultural, a história ou o impacto global. Para os viajantes, eles representam destinos onde tudo parece concentrado, intenso e acessível, lembrando-nos de que mesmo nos menores espaços, mundos inteiros podem caber.
Uma empresa alemã especializada em engenharia de túneis concluiu que é “tecnicamente viável” a construção de um túnel submarino ligando a Espanha ao Marrocos, projeto orçado em £ 7,4 bilhões (cerca de R$ 53,3 bilhões) e discutido há mais de quatro décadas. A avaliação representa um avanço relevante em uma das iniciativas de infraestrutura mais ambiciosas do mundo, que pretende conectar, por via férrea, a Europa e a África sob o Estreito de Gibraltar.
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O estudo foi elaborado pela Herrenknecht, grupo alemão referência internacional em perfuração de grandes túneis, a pedido da Sociedade Espanhola de Estudos para a Comunicação Fixa através do Estreito de Gibraltar. Segundo reportaram os jornais britânicos Express e The Sun, o parecer técnico indica que, apesar dos desafios geológicos e oceanográficos da região, a obra pode ser executada com a tecnologia atualmente disponível.
O traçado proposto prevê um túnel de cerca de 38 quilômetros, ligando Punta Paloma, no sul da região espanhola de Cádiz, a Malabata, nas proximidades de Tânger, no norte do Marrocos. Caso saia do papel, a ligação permitiria reduzir de forma drástica o tempo de deslocamento entre os dois continentes: a viagem entre Madri e Casablanca, hoje feita em aproximadamente 12 horas por carro e balsa, poderia cair para cerca de cinco horas e meia em trens de alta capacidade.
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Reprodução
A expectativa é que mais de 12 milhões de passageiros por ano utilizem a conexão, além do transporte de cargas, o que tende a baratear custos logísticos e ampliar a integração econômica entre Europa e África. O projeto se inspira em obras como o Eurotúnel, entre Inglaterra e França, e a ligação fixa entre Dinamarca e Suécia, mas enfrenta obstáculos muito mais complexos.
O Estreito de Gibraltar atinge profundidades de até 300 metros, cerca de quatro vezes mais do que o Canal da Mancha, além de apresentar fortes correntes marítimas, ventos intensos e a presença de placas tectônicas ativas, com registro frequente de pequenos tremores. Esses fatores sempre foram apontados como os principais entraves técnicos desde que Espanha e Marrocos criaram, em 1979, uma comissão binacional para estudar a viabilidade da travessia.
Com o novo parecer técnico em mãos, o governo espanhol avalia os próximos passos do projeto. De acordo com informações divulgadas pela imprensa britânica, um plano preliminar de engenharia pode ser submetido à aprovação oficial já no próximo ano, reacendendo a possibilidade de que a ligação física entre Europa e África deixe, finalmente, o campo das ideias para entrar na fase de execução.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que os líderes europeus não oferecerão muita resistência à sua tentativa de comprar a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês rico em recursos naturais no Ártico.
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“Eles não oferecerão muita resistência. Temos que conseguir. Eles têm que aceitar”, disse ele a um repórter na Flórida que lhe perguntou o que ele planejava dizer aos líderes do Velho Continente que se opõem aos seus planos.
Trump tem repetidamente afirmado que os Estados Unidos devem controlar a ilha ártica estrategicamente localizada por razões de “segurança nacional”, porque, caso contrário, ela cairá sob o controle da China ou da Rússia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou na segunda-feira que convidou seu homólogo russo, Vladimir Putin, para participar do Conselho da Paz, uma organização que afirma se dedicar a “promover a estabilidade” no mundo. O próprio Kremlin já havia mencionado o convite a Putin.
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“Sim, ele foi convidado”, respondeu Trump a um repórter na Flórida que perguntou se ele havia convidado Putin para participar da instituição.
Trump também ameaçou na segunda-feira impor tarifas de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses devido à intenção do presidente francês, Emmanuel Macron, de recusar seu convite para o mesmo conselho: – Vou impor uma tarifa de 200% (…). E ele vai participar. Mas ele não precisa participar – disse ele.
A Casa Branca convidou diversos líderes mundiais para fazerem parte deste conselho, presidido pelo próprio Trump, incluindo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.
Os países membros — representados por seus chefes de Estado ou de governo — podem aderir por três anos, ou por um período mais longo se pagarem mais de US$ 1 bilhão em dinheiro no primeiro ano, de acordo com o documento fundador obtido pela AFP na segunda-feira.
Trump ‘presidente inaugural’
“O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, afirma o preâmbulo de seus “estatutos”.
O texto critica “as muitas abordagens para a paz” que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, numa clara alusão às Nações Unidas.
Considera também necessário ter “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz”.
Trump será “o presidente inaugural do Conselho da Paz”, com amplos poderes, e o único autorizado a convidar países a participar, a seu critério. Ele terá a palavra final nas votações.
Ele também poderá revogar a participação de um país – exceto em caso de veto por dois terços dos Estados-membros – e terá “autoridade exclusiva” para “criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias” do Conselho da Paz, sendo “a autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação” dos estatutos fundadores.
Este conselho foi originalmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas seu estatuto não parece limitar sua função ao território palestino ocupado.
Contra Instituições Internacionais
A ideia do conselho parece contrariar instituições internacionais como a ONU. Trump tem criticado regularmente as Nações Unidas e anunciou este mês que seu país se retirará de 66 organizações e tratados internacionais, aproximadamente metade dos quais ligados à ONU.
Neice Collins, porta-voz do presidente da Assembleia Geral da ONU, declarou à imprensa: “Só existe uma organização universal e multilateral para tratar de questões de paz e segurança, e essa é a Organização das Nações Unidas”.
O Conselho da Paz começou a tomar forma no sábado, com convites estendidos aos líderes de vários países. Trump também nomeou o Secretário de Estado, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; seu principal negociador de conflitos, Steve Witkoff; e seu genro Jared Kushner como membros.
Israel se opôs à composição de um “conselho executivo para Gaza” que operaria dentro da organização maior.

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