Em Davos, bilionários caem em golpe de falso ingresso VIP para acesso a Trump
Ofensiva: Trump afirma que líderes europeus não oferecerão muita resistência à compra da Groenlândia
“Ninguém o quer porque ele vai sair do cargo muito em breve”, disse Trump a repórteres na segunda-feira, no horário local, após ser informado de que Macron recusaria o convite. “Vou colocar uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele e aí ele entra”, acrescentou.
O presidente também publicou uma mensagem de texto de seu homólogo francês na qual Macron convidava Trump para jantar em Paris na quinta-feira. Macron também propôs reuniões com Ucrânia, Síria, Dinamarca e Rússia para tratar de uma série de questões, incluindo a exigência de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, citando motivos de segurança.
“Eu não entendo o que você está fazendo com a Groenlândia”, disse Macron a Trump na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada por uma autoridade francesa.
Críticas e ameaças
Enquanto segue para o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, Trump vem alimentando uma série de disputas com líderes europeus.
Ele ameaçou oito países europeus com tarifas por se oporem às suas exigências sobre a Groenlândia, atacou a Noruega por não lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz (que não é concedido pelo governo norueguês) e agora tenta forçar a França a se juntar ao chamado Conselho da Paz, ao lado de autocratas como Alexander Lukashenko, de Belarus, e até do presidente russo Vladimir Putin.
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Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, o mandato do chamado Conselho da Paz está se expandindo rapidamente, e Trump parece vê-lo como um veículo para resolver outros conflitos e moldar outros eventos internacionais, segundo vários funcionários europeus.
De acordo com um rascunho da carta constitutiva do grupo proposto, visto pela Bloomberg, Trump atuaria como seu presidente inaugural e teria autoridade sobre decisões de adesão. O governo Trump está pedindo que países que desejem um assento permanente no órgão contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão.
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Macron não pretende aceitar, disse anteriormente uma pessoa próxima ao líder francês. Segundo essa fonte, Macron acredita que a carta vai além de Gaza e está preocupado com o fato de que ela possa potencialmente minar as Nações Unidas, que a França considera inegociáveis.
A mesma fonte afirmou que Macron considera inaceitável que Trump tente influenciar a política externa francesa por meio de ameaças e que ele está determinado a não recuar. A China também foi convidada.
Reunião de líderes da UE
Os líderes da União Europeia devem realizar uma cúpula de emergência nesta semana para discutir sua resposta.
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O bloco está pronto para impor tarifas sobre €93 bilhões (US$ 108 bilhões) em produtos americanos se Trump levar adiante a ameaça de aplicar uma tarifa de 10% aos países europeus em 1º de fevereiro, e Macron está pressionando para que a UE ative o chamado Instrumento Anticoerção, uma ferramenta poderosa que concede às autoridades amplos poderes para restringir o acesso ao mercado europeu.








