Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Uma intensa tempestade de inverno atinge grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana, colocando cerca de 185 milhões de pessoas sob alertas meteorológicos e levando 23 estados, do Sul ao Nordeste, a decretarem estado de emergência. O frio extremo já provocou ao menos duas mortes e causou impactos severos no transporte aéreo e no fornecimento de energia.
De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, dois homens do condado de Caddo morreram de hipotermia, mortes atribuídas diretamente às condições climáticas extremas provocadas pela tempestade. Uma pessoa foi encontrada morta na manhã desta terça-feira em Austin, no Texas, segundo o Serviço de Emergências Médicas do condado de Austin-Travis, e, ainda com a causa da morte não divulgada, há suspeita de que tenha sido causada pelo frio extremo.
A tempestade também deixou mais de 1 milhão de consumidores sem energia elétrica em todo o país, aumentando a preocupação com o risco de novos casos de hipotermia, especialmente entre populações vulneráveis. Até a manhã deste domingo, o site de monitoramento PowerOutage.us mostrava mais de 900 mil clientes sem energia elétrica, principalmente no sul, onde a tempestade começou no sábado.
Outros 250 mil clientes residenciais e comerciais ficaram sem energia no Tennessee, enquanto Texas, Mississippi e Louisiana, onde esse tipo de tempestade é raro, registraram cerca de 100 mil cortes de energia cada. Dezenas de milhares de casas também foram afetadas no Kentucky (centro-leste) e na Geórgia (sudeste).
Os impactos se estendem ao setor aéreo. Mais de 10 mil voos programados para este sábado foram cancelados, além de outros 2 mil previstos para domingo, segundo dados do setor, afetando milhões de passageiros.
Grande parte das regiões central e leste do país enfrenta sensações térmicas entre –20 °C e –30 °C e temperaturas de 10 a 40 graus abaixo da média histórica. Meteorologistas alertam que o vento intenso agrava ainda mais o risco à saúde.
Considerada pelos meteorologistas como um dos piores episódios de inverno das últimas décadas nos Estados Unidos, a tempestade causou intensa queda de neve e acúmulo de gelo com consequências potencialmente “catastróficas”, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês).
– Os impactos da neve/granizo persistirão até a próxima semana, com períodos de congelamento que manterão as superfícies geladas e perigosas para dirigir e caminhar – informou o NWS.
Eventos cancelados
A partida desta terça-feira entre o Dallas Mavericks e o Milwaukee Bucks foi adiada, anunciou a National Basketball Association (NBA) nesta tarde. Segundo a liga, a equipe dos Mavericks “não conseguiu deixar Dallas devido à tempestade de inverno”. O jogo estava programado para começar nesta noite no Fiserv Forum, em Milwaukee.
Autoridades do Texas à Carolina do Norte e Nova York pediram aos moradores que permanecessem em casa devido às condições perigosas. “Evitem as estradas, a menos que seja absolutamente necessário”, publicou a Divisão de Gerenciamento de Emergências do Texas na rede X.
Nevou em toda a região central dos Estados Unidos, incluindo Kansas, Oklahoma e Missouri, onde algumas áreas já registravam 20 centímetros de neve acumulada na noite de sábado, segundo o NWS.
Voos cancelados e supermercados vazios
Os moradores de Washington acordaram com uma camada de vários centímetros de neve nas calçadas e ruas, com previsão de granizo durante o dia. O presidente Donald Trump disse no sábado em sua plataforma Truth Social: “Continuaremos monitorando e em contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e abrigados!”. Os escritórios federais permanecerão fechados por precaução na segunda-feira.
Os aeroportos em Washington, Filadélfia e Nova York tiveram quase todos os seus voos cancelados para o dia. Mais de 15.000 voos de e para os Estados Unidos foram cancelados durante o fim de semana, e milhares de outros sofreram atrasos, de acordo com o site FlightAware.
O NWS alertou que o gelo poderia causar “quedas de energia prolongadas, danos a árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis”. Muitos supermercados estavam com as prateleiras vazias em antecipação à previsão do tempo.
A tempestade, descrita como “excepcionalmente grande e duradoura” pelo NWS, é causada pela chegada de uma massa de ar ártico vinda do Canadá. Cientistas observam que as perturbações no vórtice polar, que enviam essas massas de ar ártico em direção ao resto da América do Norte, tornaram-se mais frequentes nos últimos 20 anos. Isso pode ser devido ao aquecimento relativamente rápido do Ártico, que enfraquece a faixa de ventos que normalmente isola a atmosfera sobre essa zona polar.
As temperaturas congelantes esperadas após a tempestade podem durar até uma semana, com sensação térmica prevista para cair abaixo de -45°C em algumas áreas.
(Com informações de NBC News)
Barack e Michelle Obama divulgaram neste domingo um pronunciamento condenando o assassinato de um segundo cidadão americano em Minneapolis por agentes federais, afirmando que o caso exemplifica o “ataque” do presidente Donald Trump aos valores americanos.
Trump se pronuncia após morte: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
— O assassinato de Alex Pretti é uma tragédia de partir o coração. Também deveria ser um sinal de alerta para todo americano, independentemente do partido, de que muitos de nossos valores fundamentais como nação estão cada vez mais sob ataque — disseram o ex-presidente e a ex-primeira-dama em uma declaração conjunta publicada em redes sociais.
Initial plugin text
No texto, o casal classificou a ação de agentes federais e do ICE como “espetáculo de recrutas mascarados atuando com impunidade e recorrendo a táticas que parecem planejadas para intimidar, assediar, provocar e colocar em risco os moradores de uma grande cidade americana”. Segundo os Obama, o presidente Trump “parece ansioso” para “escalar a situação” e as justificativas do governo para as mortes “não se baseiam em nenhuma investigação séria” e “parecem ser contrariadas por evidências em vídeo”.
A declaração finaliza afirmando que as ações dos agentes “precisam parar”, e convoca os cidadãos americanos para “apoiar e se inspirar na onda de protestos pacíficos”.
Agentes federais mataram a tiros Alex Jeffrey Pretti, um morador de Minneapolis de 37 anos, por volta das 9h da manhã de sábado, horário local. Um vídeo compartilhado com o New York Times por uma testemunha ocular e seu advogado, assim como outras gravações publicadas nas redes sociais, documentam a cena violenta, na qual os agentes parecem disparar pelo menos 10 tiros contra Pretti em apenas cinco segundos.
Trump se pronuncia após morte: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o episódio começou depois que um homem se aproximou de agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo e que um agente disparou “tiros em legítima defesa”. Outro incidente em Minneapolis neste mês, no qual um venezuelano foi baleado na perna por um agente federal, também foi caracterizado como “defensivo” pelo departamento.
As imagens contradizem a versão do DHS sobre o ocorrido, que, segundo a agência, começou depois que a vítima se aproximou dos agentes federais com uma arma de fogo empunhada e a intenção de “massacrá-los”. Nos vídeos verificadas pelo Times e pela CNN e analisadas pelo GLOBO é possível identificar momentos cruciais da abordagem realizada pelos agentes federais da Patrulha de Fronteira americana que resultou na morte do enfermeiro Alex Pretti a tiros. As gravações corroboram os relatos de duas testemunhas — que prestaram depoimentos sob juramento e não foram identificadas — de que Pretti não empunhava uma arma no momento da abordagem, não iniciou o conflito e não teria recebido socorro imediato após os disparos.
Initial plugin text
Um vídeo obtido pela CNN mostra dois manifestantes no meio de uma rua ao redor de um agente federal que sai de um carro. No fundo, é possível ouvir sons de apitos. Uma das pessoas está com a mão direita na boca, aparentemente segurando e assoprando um apito. Pretti aparece na imagem atravessando a rua, se aproximando da cena. Com a mão esquerda, ele sinaliza para um carro que vem em sua direção; com a direita, segura um celular, filmando a abordagem.
Na sequência, um vídeo compartilhado nas redes sociais, gravado de dentro de um veículo que seguia pela rua segundos depois, mostra que Pretti foi abordado pelos agentes federais, contrariando a versão do DHS. Nas imagens, é possível ver que um dos agentes se aproxima do enfermeiro e o força a recuar até a calçada de onde havia saído.
Alex Pretti aparece segurando o celular quando é abordado por agentes da Patrulha de Fronteira
Reprodução/Redes sociais
Em outra gravação divulgada nas internet, gravada logo após a anterior, um dos agentes aparece empurrando duas pessoas. Pretti, um pouco mais atrás, filma a situação. Quando a segunda manifestante é empurrada e cai no chão, o enfermeiro se posiciona entre eles. Neste momento, o oficial usa spray de pimenta contra os três, enquanto outros agentes se aproximam. Pretti continua segurando o celular na mão esquerda e levanta a outra na altura do rosto para se proteger dos jatos.
Agente da Patrulha de Fronteira empurra Alex Pretti e outros dois manifestantes em Minneapolis
Reprodução/Redes sociais
Neste momento, Pretti tenta ajudar a pessoa que está caída, e está de costas para os agentes. Em outra gravação, filmada de dentro de um carro bem à frente da cena, é possível confirmar a posição e a ação do enfermeiro, que é puxado pelo casaco, por trás, por um dos oficiais, ao mesmo tempo em que pelo menos cinco outros se aproximam e cercam a vítima, tentando imobilizá-lo.
Alex Pretti tenta ajudar manifestante empurrada a se levantar e é puxado por agente da Patrulha de Fronteira
Reprodução/Redes sociais
Derrubado ao chão, de joelhos e com a cabeça inclinada ao chão, Pretti é golpeado na cabeça repetidamente por um dos agentes com uma lata de spray de pimenta. Enquanto isso, outro agente, que veste um casaco cinza, se aproxima com tranquilidade da cena violenta.
Agente da Patrulha de Fronteira golpeia Alex Pretti na cabeça com lata de spray de pimenta em Minneapolis
Reprodução/Redes sociais
Num vídeo gravado de outro ângulo, já na mesma calçada onde ocorre a ação, a uma curta distância da cena, é possível ver quando o agente de casaco cinza se posiciona e pega a arma que estava sob posse de Pretti. Na contramão do que alegou o DHS — que o enfermeiro empunhava uma arma contra os agentes —, o revólver da vítima estava posicionado em suas costas, na altura do quadril. Imobilizado e cercado por sete agentes, Pretti não parece estar tentando pegar sua arma. Segundo o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, Pretti era um cidadão americano sem antecedentes criminais e possuía porte de arma válido. De acordo com a lei de Minnesota, cidadãos podem portar legalmente uma arma de fogo em público, sem porte velado, desde que tenham porte autorizado.
Agente da Patrulha de Fronteira toma arma de Alex Pretti que estava guardada em suas costas, na altura de seu quadril, e se afasta da cena
Reprodução/Redes sociais
Na sequência, o agente de casaco cinza retira a arma do local, que corresponde ao perfil de uma pistola que, segundo o DHS, pertencia a Pretti. Neste momento, é possível ouvir o primeiro disparo. No entanto, por meio de nenhum dos vídeos analisados é possível identificar de onde ele partiu. Em seguida, enquanto a vítima está de joelhos e imobilizado, o agente em pé diretamente acima dele parece disparar um tiro contra Pretti à queima-roupa. Imediatamente, ele dispara mais três tiros. No total, é possível ouvir 10 tiros no vídeo gravado pela mulher que está próxima à cena.
Agente da Patrulha de Fronteira atira à queima-roupa contra Alex Pretti, já desarmado
Reprodução/Redes sociais
Os agentes se afastaram de Pretti, que desmaiou. Outro agente — o mesmo que empurrou os civis para a rua e usou spray de pimenta contra Pretti — sacou uma arma e atirou nele. O primeiro agente também disparou outros tiros. Juntos, eles dispararam mais seis tiros contra o enfermeiro enquanto ele permanecia imóvel no chão. Nos vídeos analisados, é possível ouvir as testemunhas gritando e questionando por que o homem havia sido assassinado.
Agente da Patrulha de Fronteira atira em Alex Pretti aparentemente inconsciente no chão
Reprodução/Redes sociais
Segundo o relato de uma das testemunhas, que consta em declarações sob juramento apresentadas em um tribunal federal de Minnesota, após os disparos, ela se dirigiu ao local para tentar prestar socorro a Pretti, já que é médica, mas teve sua passagem impedida pelos agentes. De acordo com ela, em vez de os agentes estarem verificando seu pulso ou realizando RCP (manobras de reanimação cardiopulmonar), “pareciam contar seus ferimentos à bala”.
Agentes da Patrulha de Fronteira mexem no corpo de Alex Pretti após disparos
Reprodução/Redes sociais
Alex Pretti é a segunda pessoa a ser baleada e morta por um agente federal em Minnesota nas últimas semanas. Imagens de sua morte em Minneapolis foram publicadas nas redes sociais quase imediatamente após o incidente.
O governador de Minnesota, Tim Walz, contestou as alegações de autoridades federais de que o Pretti representava uma ameaça. Ele acusou “as pessoas mais poderosas do governo federal” de “manipularem histórias e divulgarem fotos”.
Grandes multidões de manifestantes continuaram a se reunir ao longo do dia no local onde Pretti foi baleado. Mais tarde, Walz autorizou o envio da Guarda Nacional de Minnesota, cujos membros usarão coletes refletivos fluorescentes para se diferenciarem dos agentes federais.
Um menino foi salvo por pessoas da comunidade após o táxi em que estava ter se desviado da via e caído em um canal de águas correntes e congelantes na noite deste sábado em Macachecala, capital da República do Daguestão. Três homens improvisaram uma operação de resgate, retirando a criança do veículo semi-submerso antes que ele afundasse completamente, enquanto outros ajudaram a trazê-la à margem em segurança.
Tragédia: Morre menino de 12 anos atacado por tubarão na Austrália
Taipei 101: Americano escala prédio mais alto de Taiwan sem equipamento de segurança; vídeo
O incidente ocorreu no canal da Revolução de Outubro, quando o táxi perdeu o controle e entrou na correnteza. Imagens que circulam em redes sociais mostram um homem pendurado em uma estrutura sobre o canal e outro quase sem roupas, estendendo as mãos para retirar o menino do carro ainda flutuante. Ele foi passado por uma cadeia humana até um quarto homem na margem, que o recebeu em terra firme.
Initial plugin text
A mãe da criança, também dentro do táxi, foi resgatada em seguida pelos mesmos populares. O motorista conseguiu sair sem ferimentos graves.
Um dos homens que participou do resgate foi identificado como Assadulla Magomedov, aprendiz na escola de artes marciais Abdulmanap Nurmagomedov. Imagens do ato valeram elogios nas redes sociais e pedidos de reconhecimento oficial pelos seus esforços.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram momento em que menino é resgatado de canal congelante no Daguestão
Reprodução | X
O canal da Revolução de Outubro já foi palco de outros acidentes com veículos ao longo dos anos, em grande parte devido à ausência de barreiras de proteção ao longo de trechos perigosos da margem, segundo relatos de moradores nas redes sociais. Autoridades locais afirmaram que uma investigação sobre as circunstâncias do acidente está em andamento.
Os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff instaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a reabrir a passagem fronteiriça de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, durante conversas em Jerusalém, informaram meios de comunicação israelenses neste domingo (25).
Disputa: EUA e Dinamarca vão renegociar acordo de defesa de 1951 sobre a Groenlândia, dizem fontes
Apesar de bloqueios de Israel, Unicef anuncia primeira entrega de material recreativo para crianças de Gaza em mais de dois anos
Ali Shaath, recém-nomeado administrador de Gaza no âmbito do plano do presidente americano Donald Trump para pôr fim à guerra definitivamente, declarou na quinta-feira que Rafah seria reaberta “em ambas as direções” na próxima semana.
A reabertura de Rafah, um ponto de entrada crucial para a ajuda humanitária a Gaza, na Palestina, está prevista no âmbito do acordo de cessar-fogo vigente desde 10 de outubro. No entanto, permanece fechada.
O site de notícias israelense Ynet, citando um funcionário israelense sob anonimato, informou que Witkoff pressionou Netanyahu durante a reunião de sábado para reabrir Rafah sem esperar que o Hamas devolvesse o corpo de Ran Gvili, o último refém israelense mantido em Gaza.
‘Nunca mais genocídio’: Ativistas pró-Palestina colocam faixa no topo do Portão de Brandemburgo, em Berlim
Alerta: ‘Genocídio cometido por Israel continua sem pausa’ em Gaza, afirma Anistia Internacional
Segundo o funcionário, Witkoff também levantou a possibilidade de a Turquia desempenhar um papel no futuro de Gaza.
— Witkoff tem pressionado para que nosso maior rival, a Turquia, chegue à nossa fronteira (…), o que constituiria uma verdadeira ameaça à nossa segurança — declarou o funcionário, segundo o Ynet.
Esse funcionário também acusou Witkoff de ter “se tornado um lobista dos interesses do Catar”, segundo a mesma fonte.
Questionada sobre essas informações, a porta-voz de Netanyahu, Shosh Bedrosian, disse que as verificaria.
Netanyahu tem rejeitado reiteradamente qualquer envolvimento turco na situação do pós-guerra em Gaza, apesar do convite de Donald Trump ao presidente Recep Tayyip Erdogan para se unir ao seu “Conselho de Paz”.
O descarrilamento do trem Iryo 6189, que matou 45 pessoas na Espanha no último domingo aconteceu em um trecho da ferrovia fabricado em 1989 e que não passou por reformas desde então, segundo o jornal espanhol El Mundo.
Leia mais: Alex Jeffrey Pretti e Renee Nicole Good: quem eram os mortos a tiros por agentes federais nos EUA
Mundo: Tempestade Fern coloca mais de 140 milhões de pessoas em alerta nos EUA sob risco de queda de energia e frio extremo
O acidente aconteceu em um ponto da ferrovia onde ocorre a transição nos trilhos entre uma parte mais moderna e outra mais antiga. Segudo o jornal, a hipótese mais provável é que tenha ocorrida uma quebra do trilho no ponto de junção entre seções de aço fabricadas com décadas de diferença. A Adif, empresa pública que gere a ferrovia, a estrutura passou por todos os controles de qualidade.
Ainda de acordo com o jornal, o trecho não teria sido contemplado por reformas recentes da rede ferroviaria.
Após o descarrilamento, o veículo colidiu com outro trem, que vinha na direção oposta. Ambos os trens, que transportavam um total de 480 pessoas, trafegavam a uma velocidade superior a 200 km/h, dentro do permitido para esse trecho, e foi descartado erro humano por parte dos maquinistas.
Nesta sexta-feira, um relatório revelou que a comissão de investigação acredita que existe a possibilidade de que um trilho apresentasse uma fratura na altura de uma solda. A hipótese decorre do fato de que as rodas de vários trens de alta velocidade que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do descarrilamento inicial que desencadeou a tragédia apresentavam “entalhes”.
“Esses entalhes nas rodas e a deformação observada no trilho são compatíveis com o fato de que o trilho estivesse fraturado”, afirmou a Ciaf (Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários), vinculada ao Ministério dos Transportes.
“De acordo com as informações disponíveis neste momento, pode-se levantar a hipótese de que a fratura do trilho ocorreu antes da passagem do trem da Iryo envolvido no acidente e, portanto, antes do descarrilamento”, acrescentou a Ciaf.
Em menos de 20 dias, o assassinato de duas pessoas por agentes federais em Minnesota, nos Estados Unidos, inflamaram os protestos na região, acirrando uma guerra de narrativas entre autoridades locais e federais. As famílias das vítimas questionam as versões oficiais das corporações de que oferecessem algum tipo de ameaça, em especial aos agentes.
‘Mentiras repugnantes’: Pais de enfermeiro morto por agentes federais contestam versão do governo
Mais uma vítima: Americano morto por agentes federais em Minneapolis era enfermeiro de UTI; governador denuncia caso como ‘atroz’
O caso mais recente foi o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, ao ser baleado por agentes federais americanos no último sábado (24). Imagens gravadas por pessoas que estavam no local contradizem a versão das autoridades de que o rapaz estaria armado, destaca a família, o qual chamou a alegação de “mentiras repugnantes”.
Pretti participava de protestos contra a política migratória do presidente Donald Trump. Cidadão norte-americano, nascido em Illinois, ele era enfermeiro de terapia intensiva em um hospital de veteranos. Antes de se formar no curso, conquistou diploma em biologia, sociedade e meio ambiente pela Universidade de Minnesota, em 2011, que o levou para o campo da pesquisa, segundo a agência de notícias Associated Press.
Ainda na escola, se envolveu em atividades artísticas, como o coral juvenil, e escotismo. No Ensino Médio, jogou futebol americano, beisebol e atletismo, de acordo com a AP.
De acordo com parentes de Pretti, ele era contrário à atuação do serviço de imigração — Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) — devido às ações como as ocorridas em Minneapolis e em outras partes do país. O enfermeiro participava de manifestações, incluindo as realizadas após o homicídio de Renee Good, no último dia 7, durante uma operação do órgão.
“Alex queria fazer a diferença neste mundo. Infelizmente ele não estará conosco para ver seu impacto”, diz trecho da nota divulgada pela família após o assassinato.
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
‘Terrorista doméstico’ ou ‘Força do bem’? Morte de enfermeiro por disparos de agentes federais nos EUA alimenta narrativas políticas
Segundo a família contou à AP, Pretti tinha uma arma e autorização para porte velado em Minnesota, e negou que soubesse que ele andava armado. Ele não tinha ficha criminal. Na versão do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Pretti foi baleado e morto em meio a uma “operação direcionada” para procurar um imigrante em situação irregular acusado de agressão.
Funcionários do DHS disseram que um homem então se aproximou de agentes da Patrulha de Fronteira com uma pistola semiautomática 9 mm para tentar “massacrá-los”. Os agentes teriam tentado desarmá-lo, mas ele teria resistido “violentamente”, levando a “uma luta armada”. O indivíduo foi declarado morto no local.
Mas vídeos analisados pelo jornal americano The New York Times contradizem os relatos. As gravações mostram o homem segurando um celular, e não uma arma, quando os agentes o forçam ao chão antes de dispararem ao menos dez vezes em cinco segundos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que os investigadores acreditam que ao menos dois agentes dispararam.
‘Atiraram na minha esposa’: companheira de mulher morta por agente de imigração nos EUA se desespera e culpa a si mesma
No último dia 7, Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) durante um protesto contra operações migratórias em Minnesota. Ela participava, junto com com a esposa, na condição de observadoras legais, filmando a abordagem de agentes federais. Testemunhas afirmam que Renee foi atingida três vezes no rosto quando um agente abriu fogo durante a confusão na rua. Já as autoridades federais alegam que a vítima tentou atropelar os policiais com o carro.
Renee era mãe de três filhos e tinha acabado de se mudar para a cidade de Minneapolis, em 2025. Nascida em Colorado Springs, antes de se mudar para Minnesota, morou em Kansas City, Missouri.
Ela foi descrita pela mãe, Donna Ganger, como “amorosa, generosa e afetuosa”, declarou em entrevista ao jornal local Minnesota Star Tribune, à época.
Reação: Manifestantes entram em confronto com forças de segurança nos EUA após mulher ser morta a tiros por agente federal
Renee estudou escrita criativa na Old Dominion University em Norfolk, Virgínia, onde também se graduou na Faculdade de Artes e Letras, em Inglês. Em 2020, ganhou um prêmio de poesia. Também teve um podcast com o segundo marido, já falecido, no qual era apresentadora, e tocava guitarra de forma amadora.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
Nos últimos anos Renee era principalmente dona de casa, após ter tido trabalhos fora, como assistente odontológica e em uma cooperativa de crédito, segundo a agência AP.
No dia de sua morte, ela atuava na manifestação como observadora legal, em que, de forma voluntária, monitora as forças policiais e de segurança em protestos e operações para, entre outras ações, garantir que os direitos legais sejam respeitados. Logo após sua morte, o governo Trump a chamou de “terrorista doméstica”.
O local do tiroteio onde Renne morreu fica a cerca de 1,5 km de onde George Floyd foi morto em 2020, caso que também gerou uma onda de protestos, que se espalhou pelo país.
Duas testemunhas do assassinato de Alex Pretti afirmaram, em depoimentos sob juramento, que o enfermeiro de 37 anos morto a tiros por funcionários da Patrulha de Fronteira no sábado não estava portando uma arma quando se aproximou de agentes federais em Minneapolis. Os relatos contradizem a alegação de autoridades do governo de Donald Trump de que os disparos contra o homem, que estava deitado no chão, foi um ato de legítima defesa.
Trump se pronuncia após morte: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
Vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram o momento que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que o episódio começou depois que um homem abordou agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo.
No entanto, imagens do local analisadas pelo New York Times mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma enquanto era imobilizado, embora não esteja claro de onde partiu o primeiro disparo. Algumas das gravações circulam nas redes.
‘O estado vai cuidar disso’: Governador do Minnesota diz que ‘não se pode confiar’ em investigação federal sobre disparos
Medo de retaliação
Os relatos das testemunhas constam em declarações sob juramento apresentadas em um tribunal federal de Minnesota no final da noite de sábado, poucas horas após o assassinato de Pretti. Os depoimentos fazem parte de um processo movido por uma organização americana sem fins lucrativos de direitos civis, a ACLU, em nome de manifestantes de Minneapolis contra a secretária do DHS, Kristi Noem, e outros funcionários do Departamento de Segurança Interna que comandam a repressão à imigração na cidade.
Os nomes de ambas as testemunhas foram omitidos nos documentos públicos. Uma delas é uma mulher que filmou o vídeo mais nítido do tiroteio fatal e a outra é profissional médica que mora nas proximidades do local onde Pretti foi morto e disse que inicialmente foram impedidos por agentes federais de prestar socorro à vítima do tiro.
Em seu depoimento, a mulher que filmou os disparos logo atrás de Pretti, vestindo um casaco rosa, identificou-se como “uma animadora infantil especializada em pintura facial”. Ela testemunhou que foi ao local a caminho do trabalho porque tem participado de atividades de observação na comunidade, porque, segundo ela, “é muito importante documentar o que o ICE está fazendo com meus vizinhos”.
Vice-presidente: Vance culpa ‘extrema esquerda’ por ‘caos’ em Minnesota após morte de homem baleado por agentes federais
Ela descreveu a cena angustiante de Pretti sendo imobilizado por agentes federais após socorrer outra pessoa que havia sido atingida por spray de pimenta e derrubada pelos agentes. Um agente federal então borrifou um agente químico nos rostos de Pretti e da mulher que ele tentara ajudar. A testemunha relatou não ter visto nenhum sinal de que o enfermeiro estivesse com uma arma em nenhum momento.
Segundo a testemunha, Pretti estava observando e ajudando a direcionar o tráfego ao redor de um comboio de veículos federais antes de ela e a vítima se aproximarem para documentar a atividade de imigração com seus celulares. Quando um agente pediu que eles recuassem, a testemunha contou que eles foram para a calçada, mas Pretti permaneceu na rua filmando. Na sequência, o enfermeiro se aproximou de outros dois observadores na rua enquanto eles eram ameaçados com spray de pimenta e um deles foi empurrado ao chão, disse a testemunha. Um agente então borrifou spray no rosto dos três, e Pretti colocou as mãos acima da cabeça e foi borrifado novamente e empurrado pelo agente, acrescentou.
— Os agentes derrubaram o homem no chão. Eu não o vi tocar em nenhum deles, ele nem estava virado para eles. Não parecia que ele estava resistindo, apenas tentando ajudar a mulher a se levantar. Eu não o vi com uma arma — relatou a mulher em depoimento. — Eles o jogaram no chão. Quatro ou cinco agentes o imobilizaram e começaram a atirar nele. Atiraram tantas vezes… Eu não sei por que atiraram nele. Ele só estava ajudando. Eu estava a um metro e meio dele e eles simplesmente atiraram.
Leia mais: Casaco de comandante do ICE vira símbolo de batalha por imigração por semelhança com uniforme nazista
O relato oficial do DHS foi de que o homem teria confrontado agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA — deslocados para o estado a mando de Trump — armado com uma pistola durante uma operação que tinha por alvo um imigrante acusado de violência. O agente, segundo o departamento, efetuou disparos contra Pretti “ao temer pela própria vida”.
Em uma entrevista coletiva na noite de sábado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Petti tinha como objetivo matar policiais, repetindo alegações feitas por outros membros do governo. Greg Bovino, um comandante da Patrulha da Fronteira, chamou Pretti de “homem armado” e disse que ele abordou agentes federais “empunhando” uma arma e ameaçou “massacrá-los”.
Em seu relato, a mulher que acompanhou o momento de perto disse que leu a declaração do DHS sobre o incidente e a classificou como “errada”, reiterando que o enfermeiro não estava armado, mas segurando uma câmera. A animadora infantil contou ainda que está com medo de sofrer represálias dos agentes por ter testemunhado a situação e por isso não retornou à sua casa já que, segundo ela, os oficiais estariam a procurando.
— Não sei o que os agentes farão quando me encontrarem. Eu sei que eles não estão dizendo a verdade sobre o que aconteceu.
‘Terrorista doméstico’ ou ‘Força do bem’?: Morte de enfermeiro por disparos de agentes federais nos EUA alimenta narrativas políticas
Sem prestação de socorro
A segunda testemunha, uma pessoa cujo nome e gênero não foram revelados, disse em seu depoimento que viu o momento dos disparos da janela de seu apartamento, próximo ao local. Antes do tiroteio, a testemunha — um profissional médico de 29 anos — contou que viu Pretti gritando com os oficiais, mas “não o viu atacar os agentes ou sacar qualquer tipo de arma”. Depois dos disparos, a pessoa afirmou que tentou prestar socorro médico, foi inicialmente impedida.
— A princípio, os agentes não me deixaram passar — disse. — Mas nenhum dos que estavam perto da vítima estava realizando RCP (manobras de reanimação cardiopulmonar), e eu percebi que a vítima estava em estado crítico. Insisti para que os agentes do me deixassem avaliá-lo.
Mais um shutdown?: Morte de enfermeiro por agentes federais em Minneapolis aumenta possibilidade de outra paralisação do governo dos EUA
Segundo o relato, quando a testemunha finalmente convenceu os agentes a deixá-la passar, ela disse que ficou confusa sobre o motivo de a vítima estar deitada de lado, mas, em vez de os agentes estarem verificando seu pulso ou realizando RCP, eles “pareciam estar contando seus ferimentos à bala”.
— A vítima tinha pelo menos três ferimentos à bala nas costas — disse a testemunha, além de um na parte superior esquerda do tórax e outro possível ferimento de bala no pescoço. — Verifiquei o pulso, mas não senti nenhum.
A tempestade de inverno Fern está se deslocando por grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana, mantendo quase 140 milhões de pessoas — mais de 40% da população — em alerta, do Novo México à Nova Inglaterra. Com temperaturas extremas, fortes nevascas e acúmulo de gelo, a tempestade já forçou o cancelamento de cerca de 12 mil voos e gerou alertas sobre rotas transformadas em armadilhas de gelo e possíveis cortes de energia que podem durar vários dias.
— O que realmente torna esta tempestade única é que vai ficar extremamente frio imediatamente depois — explicou Allison Santorelli, meteorologista do Serviço Nacional de Meteorologia. — A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não vão desaparecer tão cedo, o que vai dificultar muito os esforços de recuperação — acrescentou.
Entenda: Frio polar da tempestade Fern ameaça rede de energia de dois terços dos EUA, afeta voos e traz risco de hipotermia
Contexto: Tempestade Fern pode atingir metade da população dos EUA, com temperaturas de até -46°C
Ao meio-dia de sábado, cerca de 0,6 centímetros de gelo já haviam se acumulado em áreas do sudeste de Oklahoma, leste do Texas e partes da Louisiana. As piores condições são esperadas em partes da Louisiana, Mississippi e Tennessee, onde o gelo pode atingir até 2,5 centímetros de espessura em galhos de árvores, linhas de energia e estradas. Meteorologistas alertaram que os danos, especialmente nas áreas mais atingidas pelo gelo, podem ser comparáveis ​​aos causados ​​por um furacão.
Quedas de energia e frio extremo
Mais de 112 mil interrupções de energia foram relatadas em todo o país na manhã de sábado, incluindo cerca de 55 mil no Texas, 13.700 na Louisiana e quase 11.800 no Novo México, de acordo com o site poweroutage.us.
— Todas as linhas de energia são aéreas, então basta muito pouco para que haja uma queda de energia — disse Chris Plank, morador de Little Rock, Arkansas. A cidade estava coberta de neve na manhã de sábado, o que o deixou incerto se conseguiria fazer seu trajeto de cinco horas até Dallas para trabalhar no domingo. Embora um pouco de neve seja normal, ele só se lembrava de três tempestades de gelo nos últimos 20 anos.
No Texas, a previsão trouxe à tona lembranças da tempestade de gelo de 2021, que deixou quase 40% da rede elétrica do estado sem energia e causou mais de 200 mortes, a maioria devido à exposição ao frio.
Veja: Pai morre ao salvar filho em lago congelado de Nova York; criança caminha três quilômetros para sobreviver
A região centro-norte do país registrou sensação térmica de até -40°C, o que implica risco de congelamento em apenas 10 minutos.
Voos e vida diária paralisados
Ao meio-dia de sábado, mais de 4 mil voos haviam sido cancelados, segundo o site de rastreamento de voos FlightAware. No domingo, esse número havia subido para mais de 8 mil. Entre os aeroportos mais afetados estavam Dallas-Fort Worth, Nashville e Charlotte Douglas.
Missas, carnavais e aulas também foram cancelados. As igrejas passaram a realizar seus cultos de domingo virtualmente, e o Grand Ole Opry de Nashville decidiu realizar seu tradicional programa de rádio de sábado à noite sem público. Na Louisiana, os desfiles de Mardi Gras foram cancelados ou remarcados.
Autoridades da área da educação na Filadélfia e em Houston anunciaram que as escolas permanecerão fechadas na segunda-feira. Diversas universidades no Sul também suspenderam as aulas nesse dia, incluindo a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e o campus principal da Universidade do Mississippi em Oxf
Recomendações das autoridades
Autoridades estaduais e federais começaram a implementar medidas de emergência com a aproximação da tempestade. O presidente Donald Trump declarou nas redes sociais na sexta-feira que seu governo estava coordenando ações com governos estaduais e locais, enquanto governadores de mais de uma dúzia de estados alertaram sobre a iminência de mau tempo e pediram aos moradores que permanecessem em casa.
Vinte e dois estados declararam estado de emergência para liberar recursos federais, de acordo com um relatório divulgado pela agência no sábado.
Na Virgínia, as autoridades aconselharam os moradores a aproveitarem as últimas horas antes da chegada da tempestade para se abastecerem e evitarem viagens.
— Por favor, usem este tempo para se prepararem, certifiquem-se de que têm cobertores, roupas quentes e comida para enfrentar a tempestade — disse a governadora Abigail Spanberger em uma coletiva de imprensa.
Estratégia: Rússia reforça tática de ‘inverno bélico’ para impelir Ucrânia à capitulação
Autoridades da Geórgia aconselharam os moradores da região norte do estado a deixarem as estradas antes do anoitecer de sábado e a se prepararem para permanecer em casa por pelo menos 48 horas. Will Lanxton, meteorologista-chefe do estado, observou que a Geórgia poderia enfrentar “talvez a maior tempestade de gelo em mais de uma década”.
— O gelo é um desafio completamente diferente da neve. Não dá para controlá-lo. É muito mais provável que derrube linhas de energia e árvores — alertou Lanxton. Como parte dos preparativos, equipes estaduais começaram a tratar as estradas com salmoura após a meia-noite de sábado, com cerca de 1.800 trabalhadores atuando em turnos de 12 horas. — Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar que o gelo grude nas estradas. Vai ser um desafio — disse ele.
Sofrimento: Ucranianos descrevem como é ficar sem água, luz e calefação por ataques russos; veja depoimentos
Alerta em Nova York
A tempestade também representa o primeiro grande teste para o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que assumiu o cargo no início deste mês. Na sexta-feira, ele disse ao canal de notícias local NY1 que as equipes de limpeza da cidade seriam transformadas na “maior operação de combate à neve do país”, devido à forte nevasca esperada para domingo — entre 20 e 30 centímetros — e com o estado de emergência já declarado no estado.
Neste sábado, Mamdani realizou uma coletiva de imprensa no Depósito de Sal da Spring Street, em Manhattan, onde garantiu ao público que a cidade está preparada para a tempestade.
— Todas as agências estão trabalhando em perfeita coordenação com as outras. Estamos totalmente equipados e prontos para quaisquer condições climáticas de inverno que possam chegar neste domingo — afirmou.
‘Mentiras repugnantes’: Pais de enfermeiro morto por agentes federais contestam versão do governo
Reação: Vice-presidente Vance culpa ‘extrema esquerda’ por ‘caos’ em Minnesota após morte de homem baleado por agentes federais
O prefeito também alertou que “fará mais frio do que qualquer período prolongado de frio que a cidade de Nova York tenha experimentado em cerca de oito anos”.
— Analisamos 311 relatos de tempestades anteriores para identificar onde os serviços da cidade não responderam adequadamente. Agora vamos corrigir essas deficiências antes da tempestade chegar — acrescentou.
A governadora do estado, Kathy Hochul, acionou a Guarda Nacional para auxiliar a cidade no enfrentamento da tempestade, declarando estado de emergência e observando que está coordenando as ações com o prefeito.
O chamado “Código Azul”, o protocolo de emergência para frio extremo, está em vigor desde quinta-feira.
— Equipes de assistência a pessoas em situação de rua estão patrulhando os cinco distritos e encaminhando aqueles que precisam de ajuda para abrigos. Ninguém será recusado — enfatizou Mamdani. Ele também indicou que hospitais, centros de atendimento de urgência e abrigos permanecem abertos e pediu que as pessoas liguem para o 311 para obter assistência.
Com as agências de notícias AP e Reuters
Os pais do enfermeiro Alex Pretti, morto após ser baleado por agentes de imigração americanos, negaram que o filho estivesse com uma arma no momento em que foi atingido, versão divulgada por autoridades federais. Em nota divulgada à imprensa americana, eles classificaram a versão como “mentiras repugnantes”.
Leia mais: Americano morto por agentes federais em Minneapolis era enfermeiro de UTI; governador denuncia caso como ‘atroz’
Mundo: Vice-presidente Vance culpa ‘extrema esquerda’ por ‘caos’ em Minnesota após morte de homem baleado por agentes do ICE
“As mentiras repugnantes contadas sobre o nosso filho pela administração são repreensíveis e repugnantes. Alex claramente não está segurando uma arma quando é atacado pelos assassinos e covardes bandidos do ICE de Trump”, dizem Michael e Susan Pretti.
“Ele está com o telefone na mão direita e a mão esquerda vazia está levantada acima da cabeça enquanto tenta proteger a mulher que o ICE acabou de empurrar enquanto recebia spray de pimenta”, diz ainda nota.
Segundo os pais do enfermeiro, Alex “era uma alma de bom coração que se importava profundamente com sua família e amigos e também com os veteranos americanos de quem cuidou como enfermeiro da UTI no hospital de Minneapolis”.
“Alex queria fazer a diferença neste mundo. Infelizmente ele não estará conosco para ver seu impacto”, continua a nota.
Entenda o caso
A morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti inflamou ainda mais os protestos nas ruas de Minneapolis, onde milhares de manifestantes têm saído às ruas contra a agenda anti-imigração do governo republicano. Em uma entrevista coletiva, o governador de Minnesota, Tim Walz, que concorreu como vice na chapa da democrata Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024, classificou de “repugnante” um vídeo que assistiu do caso.
— Graças a Deus temos o vídeo! — disse, referindo-se à declaração de Gregory Bovino, o responsável pelas operações da Patrulha da Fronteira do presidente Trump, de que Pretti “queria causar o máximo de danos”. — É um absurdo, gente, é um absurdo e são mentiras.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), o incidente aconteceu em meio a uma “operação direcionada” para procurar um imigrante em situação irregular acusado de agressão.
Funcionários do DHS disseram que um homem então se aproximou de agentes da Patrulha de Fronteira com uma pistola semiautomática 9 mm para tentar “massacrá-los”. Os agentes teriam tentado desarmá-lo, mas ele teria resistido “violentamente”, levando a “uma luta armada”. O indivíduo foi declarado morto no local.
Mas vídeos analisados pelo jornal americano The New York Times contradizem os relatos. As gravações mostram o homem segurando um celular, e não uma arma, quando os agentes o forçam ao chão antes de dispararem ao menos dez vezes em cinco segundos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que os investigadores acreditam que ao menos dois agentes dispararam.
Autoridades federais postaram nas redes sociais a foto de uma arma que, dizem, estava com o homem, identificado como Alex Jeffrey Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos. Segundo O’Hara, Pretti não tinha ficha criminal e possuía uma licença de uso de armas — Minnesota permite o porte em locais públicos.
Walz também afirmou que falou com a chefe de Gabinete da Casa Branca, Susan Wiles, para avisar que as autoridades do estado devem liderar a investigação, declarando que “não se pode confiar no governo federal”.
— Não vamos deixar que nos obstruam — afirmou Walz, acusando o governo Trump de “inventar histórias e divulgar imagens”.
Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, declarou que o governo Trump quer aterrorizar a cidade.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que essa operação termine? — indagou, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
Em um post nas redes sociais, Trump culpou os políticos locais e policiais pelo caso, acusando Walz e Frey de “incitamento à insurreição”. Ele também acusou autoridades do estado de encobrirem uma fraude governamental. No último dia 20, o governador, o prefeito e mais quatro autoridades de Minnesota foram intimados pela Justiça americana em uma investigação sobre uma suposta obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos contra a presença de agentes de imigração no estado.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress