Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A determinação, pela maioria da Suprema Corte dos Estados Unidos, da inconstitucionalidade da aplicação de tarifas de importação justificada pela Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, é o maior freio imposto até agora pelas instituições americanas ao Trump 2.0. Por seis votos a três, os juízes derrubaram, na prática, o uso ilimitado de tarifaços como ferramenta de política externa. A reação do presidente, com insultos aos que o contrariaram e o anúncio de busca imediata de alternativas legais para manter e até ampliar as punições comerciais, ilustra o tamanho do baque para a Casa Branca, inclusive internamente, ao complicar a estratégia do Partido Republicano para o pleito de novembro, quando o Congresso estará em jogo. No ano em que os EUA celebram os 250 anos de sua democracia, a decisão desta quarta-feira (20) reforça a importância da separação dos Poderes, sublinha a atenção dos magistrados a avanços autoritários do Executivo e fortalece o Judiciário, seguidamente desrespeitado pelo atual governo. Mas se apressa quem vê um realinhamento de forças na Corte voltado para deter a revolução de ultradireita em marcha desde janeiro do ano passado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não vai comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde tinha depoimento marcado para segunda-feira (23). A informação foi confirmada à Agência Brasil por um dos advogados do banqueiro, Roberto Podval.

A opção de não comparecer à comissão parlamentar está amparada em um despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu na quinta-feira (19) que Vorcaro não é obrigado a comparecer aos depoimentos que estavam previstos. Além da CPMI do INSS, na segunda-feira, o banqueiro tinha uma oitiva marcada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no dia seguinte, na qual também não é obrigado a comparecer.

Notícias relacionadas:

Para o ministro do STF, a ida do banqueiro à audiência é facultativa, justamente pelo fato de estar na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Master. André Mendonça é o relator do caso.

O presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou, via assessoria, que a ida do banqueiro está cancelada. A pauta da reunião, inclusive, já foi alterada pelo parlamentar.

Em outra decisão, o ministro André Mendonça determinou a devolução, para CPMI do INSS, do acesso aos dados da quebra de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro. A comissão investiga o suposto envolvimento do banco com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias.

A decisão atendeu ao pedido da própria CPMI e derrubou determinação do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, que retirou os dados da comissão e determinou que o material fosse armazenado na presidência do Senado.

Mendonça determinou ainda que os dados de Vorcaro deverão ser enviados para a Polícia Federal (PF), que investiga as fraudes no Banco Master. Em seguida, a corporação deverá compartilhar as informações com a CPMI.

A medida foi celebrada pelo presidente da CPMI, que classificou como uma “vitória da transparência”.

“Sempre defendi que não se combate fraude escondendo informação. A determinação de envio imediato do material à Polícia Federal fortalece a investigação e o nosso trabalho. Seguiremos firmes. O Brasil precisa de instituições fortes, mas também de homens e mulheres de coragem para investigar até as últimas consequências”, escreveu Alfredo Gaspar em uma postagem nas redes sociais.

Entenda

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Após passar por Índia e Coreia do Sul, uma visita fora do programa original entrou na rota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será em Abu Dhabi, onde ele se reunirá com o presidente do país. Lula está em Nova Délhi, na Índia, onde participou da Cúpula de Inteligência Artificial (IA). Neste sábado, ele se encontra com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi, na etapa bilateral da visita. No domingo, viaja para Seul, na Coreia do Sul.
Em novo sinal de aproximação: Amorim convida assessor de segurança da Índia para visitar o Brasil
Tecnologia: Na Índia, Lula faz coro com Modi e Macron em defesa da regulação da IA
A princípio, Lula voltaria na terça para o Brasil sem mais compromissos. Mas o programa mudou para incluir uma visita relâmpago a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Seria apenas uma escala para reabastecimento do avião presidencial, mas vai ser mais que isso. Lula terá um encontro com o presidente do país, o xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, fortalecendo uma relação que tem ganhado peso crescente, tanto no plano político como no comercial, como importante destino de exportações.
Na Índia, a viagem do presidente terá sua última etapa nesta sexta, com a visita de Estado e o encontro com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi. Na véspera, Lula faltou a um evento organizado pelo Brasil dentro na Cúpula de IA, após se atrasar em uma entrevista concedida a um veículo de imprensa indiano. Seis ministros seguiram o programa, explicando a política brasileira para a inteligência artificial para um auditório lotado. A maioria foi para ver Lula, e saiu decepcionado ao saber que ele não iria.
Viagem: Lula chega à Índia, onde defenderá modelo sustentável de IA
Um dos ministros a falar foi o chanceler Mauro Vieira, que alertou para o risco de “congelamento do poder mundial”, caso os avanços tecnológicos fiquem concentrados em poucos países. “A tecnologia, por si só, não é neutra. Seus impactos dependem das escolhas políticas, regulatórias e institucionais que fazemos coletivamente” disse Vieira, reiterando a mensagem do presidente Lula em seu discurso na abertura da cúpula, em que defendeu regras claras para a governança da IA.
Na longa entrevista concedida ao “India Today”, Lula ressaltou a importância que vê no fortalecimento da relação bilateral, principalmente diante da necessidade de diversificar as parcerias econômicas num mundo instável. “A gente não pode ficar dependendo dos Estados Unidos ou dependendo da China, nós queremos que a nossa economia cresça, porque, se ela crescer, o fluxo comercial cresce e vai ser bom para a Índia e vai ser bom para o Brasil. Nós somos as duas maiores democracias do Sul Global, portanto nós temos que dar bons exemplos.”
Lula também falou sobre sua expectativa para o encontro que deve ter no mês que vem com o presidente dos EUA, Donald Trump. Disse que o Brasil não tem interesse em “enfrentamento” com os EUA e que deve incluir na conversa com Trump uma proposta sobre minerais críticos e terras raras, e também cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
*O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
Ataques israelenses no leste do Líbano deixaram, nesta sexta-feira, seis mortos e dezenas de feridos, informou a imprensa estatal libanesa. O Exército de Israel afirmou, no entanto, que os alvos pertenciam ao grupo Hezbollah.
Segundo Guardian: Documentos revelam plano de Trump de construir base militar para 5 mil pessoas em Gaza
Entenda a Guerra: Saiba mais sobre grupos como Hamas, Hezbollah, Fatah e locais como Gaza, Cisjordânia e Jerusalém
Os bombardeios no Vale do Bekaa “resultaram em um balanço inicial de seis mortos e mais de 25 feridos, distribuídos pelos hospitais da região”, segundo a agência estatal de notícias NNA. Por sua vez, o Exército israelense afirmou em comunicado que atingiu um “centro de comando” do Hezbollah.
Ao longo do dia, a NNA também relatou um ataque de Israel contra o campo de refugiados palestinos de Ain el Helweh, no sul do Líbano, que deixou dois mortos.
Israel mantém ataques contra posições no Líbano apesar do cessar-fogo firmado em 2024, que buscava encerrar mais de um ano de hostilidades com o Hezbollah. O país também tem atacado alvos do grupo islamista palestino Hamás, incluindo uma incursão no mesmo campo de refugiados de Ain el Helweh, em novembro passado, que resultou na morte de 13 pessoas.
A prisão do ex-príncipe Andrew no Reino Unido, sob suspeita de má conduta em cargo público, desencadeou uma onda de reações nos Estados Unidos e ampliou a pressão sobre autoridades americanas para responsabilizar pessoas ligadas ao financista Jeffrey Epstein. Segundo informações do The Guardian, parlamentares de ambos os partidos e sobreviventes dos abusos do criminoso sexual afirmam que a ação britânica expõe o que classificam como falta de prestação de contas do outro lado do Atlântico.
Liberação sob investigação e apuração criminal: o que acontece com o ex-príncipe Andrew após soltura?
Ameaça à estabilidade da Casa de Windsor: para a família real britânica, não há manual para reagir à prisão de um ex-príncipe
Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, foi detido na quinta-feira em conexão com sua atuação como enviado comercial do Reino Unido e após a divulgação de e-mails relacionados a Epstein, o banqueiro desacreditado e criminoso sexual condenado. Ele foi liberado no mesmo dia, sob investigação, após prestar depoimento à polícia sobre alegações de que teria compartilhado material confidencial com Epstein.
A prisão do ex-integrante da realeza, que tem negado reiteradamente qualquer irregularidade ligada a Epstein, não está relacionada a acusações de má conduta sexual.
Viaturas descaracterizadas: Polícia britânica realiza buscas em propriedade ligada ao ex-príncipe Andrew em Windsor pelo segundo dia consecutivo
Em reação à detenção, Skye Roberts, irmão da falecida Virginia Giuffre, disse que o Reino Unido está fazendo mais do que os Estados Unidos para responsabilizar figuras influentes. Giuffre afirmou ter sido traficada para o Reino Unido em 2001, aos 17 anos, para manter relações sexuais com Mountbatten-Windsor, acusação que ele sempre negou.
— A realidade é que o Reino Unido está fazendo muito mais. Acho que o rei pode erguer a cabeça quando vier aqui e dizer: “Estou fazendo o máximo que posso” — afirmou Roberts. — Aqui nos Estados Unidos, nosso presidente ainda não fez nada sequer remotamente semelhante. E os sobreviventes e o público estão muito decepcionados com isso — completou.
‘Ele nunca foi um príncipe’: família de Virginia Giuffre, americana que denunciou Andrew, reage à prisão
O presidente americano, Donald Trump, descreveu a prisão como “uma vergonha” e “muito triste”.
— Sou um especialista, de certa forma, porque fui totalmente inocentado, então posso falar sobre isso. Acho que é uma vergonha. É muito ruim para a família real. Para mim, é algo muito triste — disse Trump, a bordo do Air Force One.
No Congresso, a reação foi imediata. O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, que co-patrocinou com o democrata Ro Khanna um projeto para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar milhões de arquivos relacionados a Epstein, afirmou que a prisão representa um marco.
Initial plugin text
“O príncipe Andrew acabou de ser preso. Essa foi a métrica que estabeleci para o sucesso da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, escreveu Massie na rede X, pedindo que a secretária de Justiça Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, “ajam”.
“Agora precisamos de JUSTIÇA nos Estados Unidos”, acrescentou.
O democrata Robert Garcia, membro graduado do comitê de supervisão da Câmara, afirmou que a prisão é “um enorme passo à frente” na busca por justiça para as vítimas de Epstein e acusou a Casa Branca de acobertamento.
De protetora a investigadora: ex-príncipe Andrew foi detido pela mesma polícia que fornece agentes para a segurança da realeza britânica; entenda
Ainda segundo informações divulgadas pelo jornal britânico, parlamentares também pediram que Mountbatten-Windsor viaje aos EUA para prestar depoimento sobre seus vínculos com Epstein.
Outro integrante do comitê, Suhas Subramanyam, declarou que a responsabilização no Reino Unido precisa ser acompanhada por medidas semelhantes nos EUA. Em entrevista à emissora MS Now, ele afirmou que a Europa tem avançado mais rapidamente que Washington nesse processo.
A deputada democrata Melanie Stansbury disse que a prisão representa um fato histórico, o primeiro membro da realeza britânica detido desde 1647, e criticou o que chamou de recusa do governo americano em investigar crimes “enterrados por décadas”.
Prisão de Andrew: quem são os bilionários e presidentes também ligados a Epstein
Já a republicana Nancy Mace afirmou que seu grupo foi o primeiro a pedir a prisão de Mountbatten-Windsor e declarou que “ninguém está acima da lei”.
Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça mostram que o nome de Andrew Mountbatten-Windsor estava no radar das autoridades americanas há 15 anos antes da prisão.
Entre as sobreviventes, Maria Farmer, primeira pessoa conhecida a denunciar Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, posteriormente condenada por tráfico sexual, afirmou que a prisão é apenas o início de um processo mais amplo de responsabilização.
Novas revelações: prisão do ex-príncipe Andrew por ligações com Epstein mantém premier britânico sob pressão
— Hoje é apenas o começo — disse. — Vamos exigir que todos os dominós do poder e da corrupção comecem a cair.
Outra sobrevivente, Marijke Chartouni, afirmou que o Departamento de Justiça dos EUA deveria ter agido com a mesma rapidez das autoridades britânicas, que levaram menos de três semanas entre a divulgação do mais recente lote de arquivos de Epstein e a prisão.
Uma pessoa morreu e outras 24 ficaram feridas quando uma embarcação de passageiros afundou nas populares ilhas turísticas de Galápagos, no Equador, informaram os serviços de emergência locais nesta sexta-feira (20).
Lac La Belle: Naufrágio do século XIX é localizado nas profundezas de lago nos EUA após 150 anos
Naufrágio no Amazonas gera alerta sobre segurança fluvial na Região Norte; país soma 5.600 mortes no século
O arquipélago, localizado no Oceano Pacífico, a cerca de 1.000 km da costa do Equador, possui flora e fauna únicas. Patrimônio Mundial da UNESCO, é uma das principais atrações turísticas do país.
O serviço de emergência ECU911 informou que a embarcação afundou na quinta-feira (19) enquanto navegava entre a praia de Tortuga Bay e Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz.
Equipes resgatam uma das vítimas de naufrágio de embarcação de passageiros nas Ilhas Galápagos, no Equador
Reprodução / X
“As equipes de resgate informaram que esta emergência infelizmente resultou em uma morte e 24 feridos”, afirmou o ECU911 em seu grupo de imprensa no WhatsApp.
Havia 29 pessoas a bordo da embarcação, segundo a Marinha Equatoriana. O capitão da embarcação morreu no incidente, cujo corpo foi encontrado após três horas de buscas, acrescentou a instituição militar.
O arquipélago de Galápagos recebeu esse nome devido às suas tartarugas-gigantes, e seu ecossistema inspirou a teoria da evolução de Charles Darwin. Suas ilhas “encantadas”, que também fazem parte da Reserva Mundial da Biosfera, receberam aproximadamente 146 mil turistas (65% estrangeiros) no primeiro semestre de 2025, em comparação com 142 mil no mesmo período de 2024, segundo o Parque Nacional de Galápagos.
O marido da Secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, foi proibido de entrar na sede do departamento depois que pelo menos duas funcionárias relataram a autoridades que ele as havia agredido sexualmente, de acordo com pessoas familiarizadas com a decisão e um boletim de ocorrência obtido pelo The New York Times.
Liberação sob investigação e apuração criminal: o que acontece com o ex-príncipe Andrew após soltura?
Naomi Campbell: documentos de Epstein sugerem ligações com a supermodelo
As mulheres disseram que o marido de Lori, Shawn DeRemer, as tocou de forma inapropriada no prédio do Departamento do Trabalho, na Avenida Constitution. Um dos incidentes, ocorrido durante o expediente na manhã de 18 de dezembro, foi gravado pelas câmeras de segurança do escritório, segundo as fontes. O vídeo mostra DeRemer abraçando uma das mulheres por um longo período e foi analisado como parte de uma investigação criminal, afirmou uma das fontes.
Em janeiro, as preocupações das mulheres em relação a DeRemer, de 57 anos, foram levantadas como parte de uma investigação interna do inspetor-geral do departamento sobre suposta má conduta de Lori e de sua equipe sênior, disse uma das pessoas. Em 24 de janeiro, o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington apresentou uma denúncia de contato sexual forçado ocorrido em dezembro no Departamento do Trabalho, de acordo com o relatório que foi consultado pelo The Times.
O boletim de ocorrência é o único dos últimos três meses associado ao endereço do Departamento do Trabalho, disse um porta-voz da polícia, acrescentando que a unidade de crimes sexuais do Departamento de Polícia está investigando o caso.
Após as mulheres descreverem os incidentes aos investigadores, DeRemer foi proibido de entrar nas instalações do Departamento do Trabalho, de acordo com pessoas familiarizadas com a decisão, que pediram para não serem identificadas devido à delicadeza das alegações e às investigações em curso envolvendo o departamento.
“[se] DeRemer tentar entrar, deverá ser solicitado que se retire”, dizia um aviso de restrição de construção consultado pelo The Times.
DeRemer, anestesiologista em Portland, no estado americano de Oregon, que visitava frequentemente o escritório de sua mulher em Washington, não respondeu ao pedido de comentário feito pelo The New York Times. Uma porta-voz do Departamento do Trabalho também não se manifestou. O advogado que representa Lori na investigação do inspetor-geral recusou-se a comentar.
O crescente escândalo de má conduta no Departamento do Trabalho forçou vários assessores e membros da equipe de segurança do círculo íntimo de Lori a serem afastados administrativamente e sob investigação.
O gabinete do inspetor-geral está investigando uma denúncia formal de que Lori mantinha um relacionamento sexual impróprio com um subordinado — membro de sua equipe de segurança — e abusava de seu cargo levando funcionários a casas noturnas com shows de strip-tease, consumindo álcool no trabalho e fazendo viagens pessoais às custas do contribuinte. Seu advogado negou as acusações.
O presidente Trump nomeou Lori como sua secretária do Trabalho no final de 2024, e ela foi confirmada em março do ano passado. Ela era congressista republicana pelo Oregon antes de perder a disputa pela reeleição em 2024.
Durante seu mandato como secretária do Trabalho, milhares de funcionários do departamento foram forçados a deixar o serviço público federal. Seu departamento também divulgou mensagens nas redes sociais que ecoavam as utilizadas por nacionalistas brancos.
Um dos principais líderes da oposição na Venezuela criticou nesta quinta-feira a nova lei de anistia, poucas horas após deixar a prisão domiciliar. A proposta, aprovada por unanimidade pelo Parlamento e sancionada rapidamente pela presidente interina Delcy Rodríguez, pode beneficiar centenas de dissidentes e é vista como o sinal mais forte até agora de que o governo interino, sob pressão dos Estados Unidos, tenta suavizar algumas das práticas mais repressivas do regime. Especialistas e ativistas em defesa de presos políticos, no entanto, afirmam que o texto inclui exceções e exigências judiciais que limitam seu alcance, e até mesmo apoiadores reconhecem que a lei é imperfeita.
Contexto: Parlamento da Venezuela adia novamente votação da lei de anistia que prevê a libertação de presos políticos
Presidente interina: Delcy Rodríguez diz que María Corina ‘terá que prestar contas’ se voltar à Venezuela e defende inocência de Maduro
A legislação exclui da anistia aqueles que tenham promovido, apoiado ou participado de “ações de força” contra o país com apoio de governos estrangeiros, acusações frequentemente usadas pelo chavismo ao longo de quase três décadas para barrar opositores de cargos públicos ou enviá-los à prisão.
A medida abrange fatos ocorridos ao longo do período iniciado em 1999, primeiro ano do mandato do ex-presidente Hugo Chávez, que estruturou o modelo político conhecido como chavismo. Desde então, milhares de venezuelanos e estrangeiros foram detidos, muitos sob acusações consideradas forjadas por organizações de direitos humanos.
— Este é um episódio profundo de reflexão — afirmou Rodríguez no Palácio Miraflores, ao sancionar o texto. Segundo ela, a lei demonstra “à Venezuela e ao mundo do que somos capazes e da generosidade que estamos oferecendo como atores políticos”.
‘Plano de estabilização’: EUA enviam mais de 6 toneladas de suprimentos médicos à Venezuela
Delcy pediu aos parlamentares e a um comitê de “paz” que revisem casos não contemplados pela lei de anistia e emitam recomendações adequadas com o objetivo de “curar feridas”.
A Assembleia Nacional deve instalar uma comissão especial nesta sexta-feira para supervisionar a aplicação da norma, incluindo a ex-primeira-dama Cilia Flores. Ela e o ex-presidente Nicolás Maduro foram capturados por forças americanas em janeiro, em uma operação em Caracas, e estão sob custódia nos Estados Unidos, em Nova York.
A lei determina que os beneficiados obtenham aprovação judicial para ter direito à anistia, pessoalmente ou, se estiverem no exterior, por meio de advogado. Na prática, isso significa que muitos terão de recorrer aos mesmos juízes que os processaram ou condenaram, em um sistema judicial que observadores internacionais classificam como corrupto e alinhado ao regime.
Entrevista: Delcy Rodríguez afirma que se comprometerá a realizar eleições livres na Venezuela
Em relatório divulgado nesta semana, a Human Rights Watch (HRW) afirmou que a proposta de anistia “não garante a libertação incondicional de todas as pessoas presas arbitrariamente” e alertou que o aparato repressivo utilizado nos últimos anos permanece intacto. A organização defendeu reformas profundas no Judiciário e no Conselho Nacional Eleitoral, além da revisão de leis que criminalizam críticas ao governo.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou a anistia como um “passo transcendental” para a “estabilidade” do país. Em comunicado, o general afirmou que a norma deve ser interpretada como um sinal de maturidade política, não como validação de erros, mas como um gesto necessário para avançar “apesar da dor”.
Padrino também declarou que a norma não é “simplesmente uma lei, mas, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país”, destacando que as Forças Armadas apoiam a iniciativa e permanecem subordinadas à presidente interina.
Levantamento: operações de Trump no Caribe já custaram quase US$ 3 bilhões aos cofres dos EUA
Embora o governo interino apoiado pela Casa Branca celebre a medida como histórica, críticos afirmam que as exclusões e o crivo judicial afastam o texto do modelo amplo de anistia defendido por setores da oposição.
“Quando, em uma lei de anistia, os excluídos somam centenas, o próprio propósito que ela proclama não se cumpre”, escreveu Alí Daniels, diretor da ONG Access to Justice, na rede X.
Preocupados com a exigência de que os libertados compareçam às autoridades judiciais, ativistas defendem a criação de uma comissão independente, com participação de organizações internacionais de direitos humanos, para supervisionar a aplicação da lei.
Initial plugin text
Parlamentares opositores resistiram à exigência de revisão judicial, mas votaram a favor do projeto por considerá-lo um passo possível diante da correlação de forças na Assembleia.
— Aqueles que se beneficiam da anistia não deveriam passar por procedimentos restritivos, mas receber tratamento preferencial — afirmou a deputada Nora Bracho durante o debate. Segundo ela, o apoio ao texto se deu por “compromisso com a liberdade dos presos políticos e dos perseguidos”.
Desde a captura de Maduro no mês passado, o governo interino afirma ter libertado quase 900 pessoas como gesto de paz, embora organizações independentes tenham verificado cerca de metade desse número e criticado as condições impostas. Muitos libertados permanecem sob prisão domiciliar ou outras restrições que a nova lei não revoga automaticamente.
Ainda assim, de acordo com grupos de direitos humanos, estima-se que entre 600 e 900 presos políticos continuem encarcerados no país, incluindo opositores e jornalistas. Segundo a ONG Foro Penal, quase 19 mil pessoas foram detidas por razões políticas desde 2014, em um padrão de perseguição que incluiu detenções arbitrárias, mortes sob custódia, desaparecimentos forçados e tortura.
Pressão: primeira manifestação da oposição após a queda de Maduro reúne milhares de pessoas na Venezuela
Muitos venezuelanos continuam cautelosos quanto à permanência das mudanças políticas e acreditam que o partido governista esteja mais focado na imagem, tentando convencer o presidente americano Donald Trump de sua cooperação.
A aprovação ocorre em meio à pressão de Washington para que a presidente interina promova mudanças democráticas e reoriente a economia do país em direção a uma reaproximação com os Estados Unidos, após um quarto de século de crescente autoritarismo. Na semana passada, Trump classificou as relações com a Venezuela como “extraordinárias” e Rodríguez afirmou ter sido convidada para ir à Casa Branca.
‘Reconciliação sem verdade’
Ex-deputado e aliado próximo da líder opositora María Corina Machado, Juan Pablo Guanipa afirmou estar “verdadeiramente livre” após deixar a prisão domiciliar durante a madrugada. Ele havia sido detido novamente horas depois de uma libertação anterior, semanas atrás.
Para Guanipa, o texto aprovado “não é uma anistia”, mas “um documento mal elaborado” que exclui “irmãos e irmãs que continuam injustamente atrás das grades”. Em uma longa publicação na rede X, ele defendeu a libertação de todos os presos políticos, o retorno dos exilados, o fechamento de “centros de tortura” e a revogação de leis repressivas.
Guanipa disse apoiar a reconciliação, mas apenas “com a verdade em primeiro plano”. Seu caso é o primeiro de grande repercussão associado à nova legislação.
Chris Wright: EUA vão impulsionar um ‘aumento drástico’ na produção de petróleo da Venezuela, afirma secretário de energia americano
Ainda não está claro se permanecem válidas as proibições impostas pelo governo a figuras da oposição, impedindo-as de disputar cargos públicos, tema que a lei não trata explicitamente.
Entre os nomes afetados por inabilitações está o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que representou a principal coalizão opositora na eleição de 2024 após a exclusão de María Corina Machado da disputa. González deixou o país após o pleito, em meio a mandados de prisão e denúncias de perseguição política.
Nesta sexta-feira, González escreveu na rede X que não haverá “reconciliação duradoura sem memória nem responsabilidade”, ressaltando que, para a medida ser legítima, ela “deve estar acompanhada de verdade, reconhecimento e reparação”.
“Foram anos demais de dor e perdas para reduzir este debate a um simples trâmite”, advertiu o opositor. “Uma anistia responsável é a transição do medo para o Estado de Direito. É o compromisso de que o poder não voltará a ser exercido sem limites e de que a lei estará acima da força”, acrescentou.
Entenda: ONG denuncia ‘contradições’ e ‘conflitos de interesse’ em projeto de anistia na Venezuela após votação ser adiada
Na tramitação do projeto, a oposição obteve algumas alterações. A versão original abrangia apenas nove episódios políticos, incluindo a contestada eleição presidencial de 2024. O texto aprovado ampliou o alcance para 12 eventos, entre eles o levante de 2019 liderado pelo governo paralelo do opositor Juan Guaidó, embora militares envolvidos nesse episódio tenham sido expressamente excluídos.
Segundo o cientista político Nicmer Evans, crítico do governo que esteve preso em El Helicoide, as restrições indicam que nem todos os presos políticos serão libertados.
Evans, que classificou a lei como “injusta”, disse que o texto pode excluir pessoas detidas por criticar o governo fora dos períodos especificados.
— Praticamente todos nós, jornalistas detidos por nossas opiniões fora desses prazos estabelecidos, estamos excluídos — afirmou.
Líder da oposição: María Corina Machado está disposta a voltar à Venezuela
Mesmo quando não estiver explícito na lei, um comitê de parlamentares irá “corrigir” o que o presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, reconheceu como “erros no uso indevido da lei contra o ódio”, atendendo parcialmente a outra demanda de dissidentes, familiares e ativistas.
Os tribunais terão até 15 dias para analisar os pedidos de anistia, com possibilidade de recurso. Se concedida, autoridades policiais e militares deverão encerrar processos penais, civis e disciplinares, suspender pedidos de extradição e apagar registros relacionados.
A lei não se aplica a acusados de violações graves de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, grande tráfico de drogas ou crimes contra o patrimônio público. Também estabelece que beneficiários que cometam novos crimes após sua entrada em vigor poderão ser processados.
A repressão está diminuindo?
Para organizações internacionais, a anistia pode representar mais um gesto político do que uma mudança estrutural.
— A libertação de presos políticos traz um alívio importante, mas o aparato repressivo que o governo usou para detê-los permanece em vigor — disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da HRW.
Por outro lado, alguns analistas veem a anistia como parte do processo de redução da repressão na Venezuela.
“A anistia é um primeiro passo na direção certa”, escreveu o professor de economia política Michael Penfold nas redes sociais em 7 de fevereiro. Ele, crítico do governo, passou a integrar o novo Programa para a Convivência e Paz do governo interino, que busca restaurar o diálogo político.
Caracas: aliados de María Corina Machado são soltos dias antes de votação de projeto de anistia na Venezuela
Apesar disso, muitos venezuelanos afirmam que a lei não vai longe o suficiente.
Delsa Solórzano, advogada e ex-parlamentar que entrou na clandestinidade após a eleição presidencial de 2024, disse que o texto não revoga leis que “serviram como instrumentos reais de perseguição política”, como a chamada lei “antiódio”, usada para silenciar críticos.
Renzo Huamanchumo Castillo, peruano-americano que foi mantido como preso político na prisão de Rodeo I, afirmou temer que o governo encontre “desculpas” para manter pessoas detidas. Ainda assim, disse ver motivos para ter esperança, citando protestos recentes diante de presídios.
— É o momento perfeito para as pessoas saírem e lutarem por sua liberdade — afirmou. — Elas não estão mais sozinhas — concluiu.
(Com Bloomberg, The New York Times e AFP)
O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e as embarcações de seu grupamento de ataque chegaram ao Mar Mediterrâneo nesta sexta-feira, enquanto uma intensa movimentação de aeronaves militares em bases americanas no Oriente Médio foi registrada por sistemas de tráfego aéreo, um dia após o presidente Donald Trump fazer um ultimato ao Irã para aprovação de um novo acordo nuclear em um prazo de 10 a 15 dias. O destacamento de dois porta-aviões e de jatos para a região foi apontado como a maior mobilização militar de Washington na região desde a invasão do Iraque, em 2003 — uma ameaça a qual o regime teocrático de Teerã prometeu resistir em caso de ataque, embora tenha sinalizado que uma primeira versão do acordo será apresentada nos próximos dias.
Ultimato: Trump alerta Irã para ‘coisas ruins’ se não houver acordo e sugere risco de ação militar se pacto não for alcançado em 10 dias
Com Forças Armadas mobilizadas: Trump considera ataque limitado ao Irã para forçar acordo nuclear, diz jornal
O Gerald Ford cruzou o Estreito de Gibraltar — que liga o Atlântico e o Mediterrâneo — nesta sexta, o que se já não colocou, colocará em breve os caças e bombardeiros de sua ala aérea e os mísseis equipados nos três contratorpedeiros que o acompanham na zona operacional de um ataque ao Irã, caso Trump decida iniciar a ofensiva. O poder de fogo se soma a um cardápio já variado de opções estratégicas para o Pentágono, que inclui ataques a partir do Golfo Pérsico, do Mar Arábico e do Mar Vermelho, além de posições mais distantes no Índico e mesmo em solo americano.
Initial plugin text
Um levantamento realizado pelo Wall Street Journal, publicado na quinta-feira, apontou o atual envio de forças ao Oriente Médio como a maior concentração de poder aéreo dos EUA na região desde a guerra no Iraque. A análise destaca, além dos dois porta-aviões no entorno, o envio de uma série de aeronaves de combate e estratégicas, incluindo modelos F-35, F-16, F-15 e E-3, para bases na Arábia Saudita e na Jordânia. Um monitoramento realizado pela rede britânica BBC registrou o movimento de ao menos seis aeronaves militares na região apenas na manhã desta sexta.
Apesar de notável, aponta o estudo, a concentração de forças ao redor do Irã ainda é muito inferior às que foram direcionadas para a região antes das guerras no Iraque e no Kuwait. A avaliação na análise com base no perfil dos meios empregados, da ausência de tropas terrestres e do pouco apoio reunido para uma ação prolongada contra Teerã é de que estejam sendo programadas ações pontuais contra alvos de alto valor para o regime iraniano — embora as informações coletadas indiquem que não há alvos escolhidos até o momento.
EUA posicionam ‘Armada’ ao redor do Irã: Navios de guerra e jatos militares estão mobilizados no Oriente Médio
Arte/O GLOBO
Ao ordenar o envio do que chamou de “Armada” para o entorno da nação persa e ao comentar sobre as chances de um ataque direto, Trump repetidamente condicionou a ação a uma falta de progresso das negociações de um novo acordo sobre o programa nuclear do Irã. Embora a primeira ameaça do líder republicano tenha envolvido a repressão do governo teocrático a manifestantes pacíficos em protestos que começaram no ano passado, a pauta perdeu força na retórica americana — e a repressão se confirmou, sem qualquer ação cinética.
As ameaças então se centraram em um acordo para evitar que o Irã desenvolva armas atômicas — algo que as autoridades do país sempre negaram interesse, apesar de terem aumentado vertiginosamente o enriquecimento de urânio nos últimos anos. A pressão americana alcançou resultado ao levar os iranianos para uma mesa de negociação indireta, com mediação de Omã. Nesta sexta-feira, a diplomacia de Teerã anunciou que o esboço de uma primeira versão de acordo está quase pronta, e será apresentada nos próximos dias.
“O próximo passo para mim é apresentar uma minuta de um possível acordo aos meus homólogos nos EUA. Acredito que nos próximos dois ou três dias ela estará pronta e, após a confirmação final dos meus superiores, será entregue a Steve Witkoff”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em entrevista publicada online na sexta-feira no programa Morning Joe, da rede de televisão americana MSNBC.
Descrito pela Marinha americana como ‘plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo’, USS Gerald R. Ford tem 337 metros de comprimento e dois reatores nucleares para propulsão
Reprodução
Ainda de acordo com Araghchi, a parte americana não teria apresentado como demanda, durante as rodadas de negociação realizadas em Mascate e Genebra, uma proibição total ao enriquecimento de urânio pelo Irã — algo que Trump chegou a defender publicamente. O texto que está sendo finalizado, acrescentou, tenta garantir que o programa nuclear tenha o direito de existir, mas que o enriquecimento de urânia permaneça pacífico “para sempre”.
Há algumas semanas, veículos americanos afirmaram que representantes de países árabes próximos aos EUA, como a Arábia Saudita, estariam tentando convencer Trump a aceitar um acordo em que o Irã se comprometesse a enriquecer urânio a um limite de 3%. A saída, disseram as fontes com acesso às negociações, permitiria a Teerã uma saída honrosa e a manutenção de seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que, na prática, acabaria com uma ameaça atômica na prática.
Há outros gargalos para o fechamento do acordo. É do desejo de Washington, bem como de aliados como Israel, que o acordo inclua também limitações ao programa de mísseis — visto como ameaça mais imediata a partir de Teerã — e à rede de alianças construída pelos iranianos, incluindo milícias hostis a qualquer influência ocidental. O Irã descartou encerrar seu programa de mísseis, afirmando se tratar de uma capacidade vital de dissuasão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discursa durante uma sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Desarmamento, à margem da segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã, com Washington pressionando Teerã a fazer um acordo para limitar seu programa nuclear, em Genebra, em 17 de fevereiro de 2026
VALENTIN FLAURAUD / AFP
Apesar do sinal à diplomacia, representantes iranianos não deixaram os comentários hostis de Trump sem resposta. Em uma carta endereçada ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na quinta-feira — mesmo dia em que Trump estabeleceu o prazo para o acordo o representação iraniana nas Nações Unidas reiterou suas ameaças de atacar bases americanas no Oriente Médio caso seja alvo de “uma agressão militar”.
“Caso o Irã sofra uma agressão militar, responderá de maneira decisiva e proporcional, segundo os princípios de legítima defesa definidos no artigo 51 da Carta das Nações Unidas”, indica o texto. “Em tais circunstâncias, todas as bases americanas, infraestruturas e bens na região constituem alvos legítimos”.
A Guarda Revolucionária iraniana, braço militar mais ideologicamente ligado ao governo teocrático, realiza exercícios militares — similares a uma demonstração de força — no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de petróleo. (Com AFP)
A Sagrada Família de Barcelona atingiu seu ponto mais alto nesta sexta-feira, após a conclusão da cruz no topo de sua torre central, que coroa a igreja mais alta do mundo a 172,5 metros. Um enorme guindaste amarelo içou a peça final da grande cruz branca, com 17 metros de altura e 13,5 metros de largura, completando a torre de Jesus Cristo, a mais alta das 18 projetadas por Antoni Gaudí há mais de 140 anos, elevando-a a uma altura de 172,5 metros.
Leia mais: Sagrada Família, em Barcelona, está perto de se tornar a igreja mais alta do mundo, mas ainda distante do fim das obras
Estados Unidos: explosão em igreja deixa cinco feridos, incluindo pastor e bombeiros
Centenas de turistas do lado de fora do templo observaram com curiosidade enquanto a torre era abaixada, uma manobra realizada pelo guindaste e auxiliada por trabalhadores suspensos por cintos de segurança.
“Hoje era um dia que estávamos ansiosamente aguardando. Tudo correu muito bem”, disse o arquiteto-chefe do templo, Jordi Faulí, a repórteres depois.
O topo da basílica, já o edifício mais alto da cidade, fica um pouco abaixo da montanha de Montjuïc, a 177 metros, seguindo as instruções do brilhante arquiteto catalão, um católico devoto, que não queria ultrapassar o que considerava obra de Deus.
Há algum tempo, também é considerada a igreja mais alta do mundo, tendo recentemente tomado o recorde da Catedral de Ulm, na Alemanha. Os andaimes ainda cercam a torre e serão gradualmente removidos antes de 10 de junho, data prevista para a bênção da torre, coincidindo com o centenário da morte de Gaudí, que faleceu após ser atropelado por um bonde.
Espera-se que o Papa Leão XIV compareça à cerimônia, embora ainda não tenha confirmado sua presença. A colocação da cruz marca um passo importante na criação do monumento pago mais visitado da Espanha — com 4,8 milhões de ingressos vendidos em 2024 — cuja construção sofreu inúmeros contratempos desde que Gaudí assumiu o projeto em 1883.
Sagrada Família de Barcelona é considerada a igreja mais alta do mundo, tendo recentemente tomado o recorde da Catedral de Ulm, na Alemanha
Lluis Gene/AFP
Após o revés causado pela pandemia — que forçou o abandono dos planos de concluir o templo em 2026 — a comissão de construção, uma fundação canônica privada, reluta em definir uma nova data definitiva para a conclusão.
“Fala-se de um desejo de terminar em cerca de dez anos, mas não é um compromisso, porque muitas coisas podem acontecer”, afirmou Faulí com cautela.
Esses planos dependem de não haver mais contratempos que afetem o fluxo de visitantes, a principal fonte de financiamento do projeto, e da resolução das divergências em torno da construção dos controversos acessos à fachada da Glória, a entrada principal que ainda precisa ser construída.
Segundo o projeto defendido pelos construtores, a fachada deverá ser precedida por uma grande escadaria e uma praça, cuja construção implicaria a demolição de vários edifícios residenciais, algo a que os moradores se opõem. O conflito terá de ser mediado pela Câmara Municipal, que, em meio à crise habitacional da cidade, afirma que não haverá acordo que não garanta soluções habitacionais para os moradores.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress