A prisão do ex-príncipe Andrew no Reino Unido, sob suspeita de má conduta em cargo público, desencadeou uma onda de reações nos Estados Unidos e ampliou a pressão sobre autoridades americanas para responsabilizar pessoas ligadas ao financista Jeffrey Epstein. Segundo informações do The Guardian, parlamentares de ambos os partidos e sobreviventes dos abusos do criminoso sexual afirmam que a ação britânica expõe o que classificam como falta de prestação de contas do outro lado do Atlântico.
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Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, foi detido na quinta-feira em conexão com sua atuação como enviado comercial do Reino Unido e após a divulgação de e-mails relacionados a Epstein, o banqueiro desacreditado e criminoso sexual condenado. Ele foi liberado no mesmo dia, sob investigação, após prestar depoimento à polícia sobre alegações de que teria compartilhado material confidencial com Epstein.
A prisão do ex-integrante da realeza, que tem negado reiteradamente qualquer irregularidade ligada a Epstein, não está relacionada a acusações de má conduta sexual.
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Em reação à detenção, Skye Roberts, irmão da falecida Virginia Giuffre, disse que o Reino Unido está fazendo mais do que os Estados Unidos para responsabilizar figuras influentes. Giuffre afirmou ter sido traficada para o Reino Unido em 2001, aos 17 anos, para manter relações sexuais com Mountbatten-Windsor, acusação que ele sempre negou.
— A realidade é que o Reino Unido está fazendo muito mais. Acho que o rei pode erguer a cabeça quando vier aqui e dizer: “Estou fazendo o máximo que posso” — afirmou Roberts. — Aqui nos Estados Unidos, nosso presidente ainda não fez nada sequer remotamente semelhante. E os sobreviventes e o público estão muito decepcionados com isso — completou.
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O presidente americano, Donald Trump, descreveu a prisão como “uma vergonha” e “muito triste”.
— Sou um especialista, de certa forma, porque fui totalmente inocentado, então posso falar sobre isso. Acho que é uma vergonha. É muito ruim para a família real. Para mim, é algo muito triste — disse Trump, a bordo do Air Force One.
No Congresso, a reação foi imediata. O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, que co-patrocinou com o democrata Ro Khanna um projeto para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar milhões de arquivos relacionados a Epstein, afirmou que a prisão representa um marco.
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“O príncipe Andrew acabou de ser preso. Essa foi a métrica que estabeleci para o sucesso da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, escreveu Massie na rede X, pedindo que a secretária de Justiça Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, “ajam”.
“Agora precisamos de JUSTIÇA nos Estados Unidos”, acrescentou.
O democrata Robert Garcia, membro graduado do comitê de supervisão da Câmara, afirmou que a prisão é “um enorme passo à frente” na busca por justiça para as vítimas de Epstein e acusou a Casa Branca de acobertamento.
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Ainda segundo informações divulgadas pelo jornal britânico, parlamentares também pediram que Mountbatten-Windsor viaje aos EUA para prestar depoimento sobre seus vínculos com Epstein.
Outro integrante do comitê, Suhas Subramanyam, declarou que a responsabilização no Reino Unido precisa ser acompanhada por medidas semelhantes nos EUA. Em entrevista à emissora MS Now, ele afirmou que a Europa tem avançado mais rapidamente que Washington nesse processo.
A deputada democrata Melanie Stansbury disse que a prisão representa um fato histórico, o primeiro membro da realeza britânica detido desde 1647, e criticou o que chamou de recusa do governo americano em investigar crimes “enterrados por décadas”.
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Já a republicana Nancy Mace afirmou que seu grupo foi o primeiro a pedir a prisão de Mountbatten-Windsor e declarou que “ninguém está acima da lei”.
Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça mostram que o nome de Andrew Mountbatten-Windsor estava no radar das autoridades americanas há 15 anos antes da prisão.
Entre as sobreviventes, Maria Farmer, primeira pessoa conhecida a denunciar Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, posteriormente condenada por tráfico sexual, afirmou que a prisão é apenas o início de um processo mais amplo de responsabilização.
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— Hoje é apenas o começo — disse. — Vamos exigir que todos os dominós do poder e da corrupção comecem a cair.
Outra sobrevivente, Marijke Chartouni, afirmou que o Departamento de Justiça dos EUA deveria ter agido com a mesma rapidez das autoridades britânicas, que levaram menos de três semanas entre a divulgação do mais recente lote de arquivos de Epstein e a prisão.
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A prisão do ex-integrante da realeza, que tem negado reiteradamente qualquer irregularidade ligada a Epstein, não está relacionada a acusações de má conduta sexual.
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Em reação à detenção, Skye Roberts, irmão da falecida Virginia Giuffre, disse que o Reino Unido está fazendo mais do que os Estados Unidos para responsabilizar figuras influentes. Giuffre afirmou ter sido traficada para o Reino Unido em 2001, aos 17 anos, para manter relações sexuais com Mountbatten-Windsor, acusação que ele sempre negou.
— A realidade é que o Reino Unido está fazendo muito mais. Acho que o rei pode erguer a cabeça quando vier aqui e dizer: “Estou fazendo o máximo que posso” — afirmou Roberts. — Aqui nos Estados Unidos, nosso presidente ainda não fez nada sequer remotamente semelhante. E os sobreviventes e o público estão muito decepcionados com isso — completou.
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No Congresso, a reação foi imediata. O deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, que co-patrocinou com o democrata Ro Khanna um projeto para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar milhões de arquivos relacionados a Epstein, afirmou que a prisão representa um marco.
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“O príncipe Andrew acabou de ser preso. Essa foi a métrica que estabeleci para o sucesso da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, escreveu Massie na rede X, pedindo que a secretária de Justiça Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, “ajam”.
“Agora precisamos de JUSTIÇA nos Estados Unidos”, acrescentou.
O democrata Robert Garcia, membro graduado do comitê de supervisão da Câmara, afirmou que a prisão é “um enorme passo à frente” na busca por justiça para as vítimas de Epstein e acusou a Casa Branca de acobertamento.
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Ainda segundo informações divulgadas pelo jornal britânico, parlamentares também pediram que Mountbatten-Windsor viaje aos EUA para prestar depoimento sobre seus vínculos com Epstein.
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A deputada democrata Melanie Stansbury disse que a prisão representa um fato histórico, o primeiro membro da realeza britânica detido desde 1647, e criticou o que chamou de recusa do governo americano em investigar crimes “enterrados por décadas”.
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Documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça mostram que o nome de Andrew Mountbatten-Windsor estava no radar das autoridades americanas há 15 anos antes da prisão.
Entre as sobreviventes, Maria Farmer, primeira pessoa conhecida a denunciar Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, posteriormente condenada por tráfico sexual, afirmou que a prisão é apenas o início de um processo mais amplo de responsabilização.
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Outra sobrevivente, Marijke Chartouni, afirmou que o Departamento de Justiça dos EUA deveria ter agido com a mesma rapidez das autoridades britânicas, que levaram menos de três semanas entre a divulgação do mais recente lote de arquivos de Epstein e a prisão.










