Após passar por Índia e Coreia do Sul, uma visita fora do programa original entrou na rota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Será em Abu Dhabi, onde ele se reunirá com o presidente do país. Lula está em Nova Délhi, na Índia, onde participou da Cúpula de Inteligência Artificial (IA). Neste sábado, ele se encontra com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi, na etapa bilateral da visita. No domingo, viaja para Seul, na Coreia do Sul.
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A princípio, Lula voltaria na terça para o Brasil sem mais compromissos. Mas o programa mudou para incluir uma visita relâmpago a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Seria apenas uma escala para reabastecimento do avião presidencial, mas vai ser mais que isso. Lula terá um encontro com o presidente do país, o xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, fortalecendo uma relação que tem ganhado peso crescente, tanto no plano político como no comercial, como importante destino de exportações.
Na Índia, a viagem do presidente terá sua última etapa nesta sexta, com a visita de Estado e o encontro com o primeiro-ministro do país, Narendra Modi. Na véspera, Lula faltou a um evento organizado pelo Brasil dentro na Cúpula de IA, após se atrasar em uma entrevista concedida a um veículo de imprensa indiano. Seis ministros seguiram o programa, explicando a política brasileira para a inteligência artificial para um auditório lotado. A maioria foi para ver Lula, e saiu decepcionado ao saber que ele não iria.
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Um dos ministros a falar foi o chanceler Mauro Vieira, que alertou para o risco de “congelamento do poder mundial”, caso os avanços tecnológicos fiquem concentrados em poucos países. “A tecnologia, por si só, não é neutra. Seus impactos dependem das escolhas políticas, regulatórias e institucionais que fazemos coletivamente” disse Vieira, reiterando a mensagem do presidente Lula em seu discurso na abertura da cúpula, em que defendeu regras claras para a governança da IA.
Na longa entrevista concedida ao “India Today”, Lula ressaltou a importância que vê no fortalecimento da relação bilateral, principalmente diante da necessidade de diversificar as parcerias econômicas num mundo instável. “A gente não pode ficar dependendo dos Estados Unidos ou dependendo da China, nós queremos que a nossa economia cresça, porque, se ela crescer, o fluxo comercial cresce e vai ser bom para a Índia e vai ser bom para o Brasil. Nós somos as duas maiores democracias do Sul Global, portanto nós temos que dar bons exemplos.”
Lula também falou sobre sua expectativa para o encontro que deve ter no mês que vem com o presidente dos EUA, Donald Trump. Disse que o Brasil não tem interesse em “enfrentamento” com os EUA e que deve incluir na conversa com Trump uma proposta sobre minerais críticos e terras raras, e também cooperação no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
*O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
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*O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos










