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Um dos principais líderes da oposição na Venezuela criticou nesta quinta-feira a nova lei de anistia, poucas horas após deixar a prisão domiciliar. A proposta, aprovada por unanimidade pelo Parlamento e sancionada rapidamente pela presidente interina Delcy Rodríguez, pode beneficiar centenas de dissidentes e é vista como o sinal mais forte até agora de que o governo interino, sob pressão dos Estados Unidos, tenta suavizar algumas das práticas mais repressivas do regime. Especialistas e ativistas em defesa de presos políticos, no entanto, afirmam que o texto inclui exceções e exigências judiciais que limitam seu alcance, e até mesmo apoiadores reconhecem que a lei é imperfeita.
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A legislação exclui da anistia aqueles que tenham promovido, apoiado ou participado de “ações de força” contra o país com apoio de governos estrangeiros, acusações frequentemente usadas pelo chavismo ao longo de quase três décadas para barrar opositores de cargos públicos ou enviá-los à prisão.
A medida abrange fatos ocorridos ao longo do período iniciado em 1999, primeiro ano do mandato do ex-presidente Hugo Chávez, que estruturou o modelo político conhecido como chavismo. Desde então, milhares de venezuelanos e estrangeiros foram detidos, muitos sob acusações consideradas forjadas por organizações de direitos humanos.
— Este é um episódio profundo de reflexão — afirmou Rodríguez no Palácio Miraflores, ao sancionar o texto. Segundo ela, a lei demonstra “à Venezuela e ao mundo do que somos capazes e da generosidade que estamos oferecendo como atores políticos”.
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Delcy pediu aos parlamentares e a um comitê de “paz” que revisem casos não contemplados pela lei de anistia e emitam recomendações adequadas com o objetivo de “curar feridas”.
A Assembleia Nacional deve instalar uma comissão especial nesta sexta-feira para supervisionar a aplicação da norma, incluindo a ex-primeira-dama Cilia Flores. Ela e o ex-presidente Nicolás Maduro foram capturados por forças americanas em janeiro, em uma operação em Caracas, e estão sob custódia nos Estados Unidos, em Nova York.
A lei determina que os beneficiados obtenham aprovação judicial para ter direito à anistia, pessoalmente ou, se estiverem no exterior, por meio de advogado. Na prática, isso significa que muitos terão de recorrer aos mesmos juízes que os processaram ou condenaram, em um sistema judicial que observadores internacionais classificam como corrupto e alinhado ao regime.
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Em relatório divulgado nesta semana, a Human Rights Watch (HRW) afirmou que a proposta de anistia “não garante a libertação incondicional de todas as pessoas presas arbitrariamente” e alertou que o aparato repressivo utilizado nos últimos anos permanece intacto. A organização defendeu reformas profundas no Judiciário e no Conselho Nacional Eleitoral, além da revisão de leis que criminalizam críticas ao governo.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou a anistia como um “passo transcendental” para a “estabilidade” do país. Em comunicado, o general afirmou que a norma deve ser interpretada como um sinal de maturidade política, não como validação de erros, mas como um gesto necessário para avançar “apesar da dor”.
Padrino também declarou que a norma não é “simplesmente uma lei, mas, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país”, destacando que as Forças Armadas apoiam a iniciativa e permanecem subordinadas à presidente interina.
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Embora o governo interino apoiado pela Casa Branca celebre a medida como histórica, críticos afirmam que as exclusões e o crivo judicial afastam o texto do modelo amplo de anistia defendido por setores da oposição.
“Quando, em uma lei de anistia, os excluídos somam centenas, o próprio propósito que ela proclama não se cumpre”, escreveu Alí Daniels, diretor da ONG Access to Justice, na rede X.
Preocupados com a exigência de que os libertados compareçam às autoridades judiciais, ativistas defendem a criação de uma comissão independente, com participação de organizações internacionais de direitos humanos, para supervisionar a aplicação da lei.
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Parlamentares opositores resistiram à exigência de revisão judicial, mas votaram a favor do projeto por considerá-lo um passo possível diante da correlação de forças na Assembleia.
— Aqueles que se beneficiam da anistia não deveriam passar por procedimentos restritivos, mas receber tratamento preferencial — afirmou a deputada Nora Bracho durante o debate. Segundo ela, o apoio ao texto se deu por “compromisso com a liberdade dos presos políticos e dos perseguidos”.
Desde a captura de Maduro no mês passado, o governo interino afirma ter libertado quase 900 pessoas como gesto de paz, embora organizações independentes tenham verificado cerca de metade desse número e criticado as condições impostas. Muitos libertados permanecem sob prisão domiciliar ou outras restrições que a nova lei não revoga automaticamente.
Ainda assim, de acordo com grupos de direitos humanos, estima-se que entre 600 e 900 presos políticos continuem encarcerados no país, incluindo opositores e jornalistas. Segundo a ONG Foro Penal, quase 19 mil pessoas foram detidas por razões políticas desde 2014, em um padrão de perseguição que incluiu detenções arbitrárias, mortes sob custódia, desaparecimentos forçados e tortura.
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Muitos venezuelanos continuam cautelosos quanto à permanência das mudanças políticas e acreditam que o partido governista esteja mais focado na imagem, tentando convencer o presidente americano Donald Trump de sua cooperação.
A aprovação ocorre em meio à pressão de Washington para que a presidente interina promova mudanças democráticas e reoriente a economia do país em direção a uma reaproximação com os Estados Unidos, após um quarto de século de crescente autoritarismo. Na semana passada, Trump classificou as relações com a Venezuela como “extraordinárias” e Rodríguez afirmou ter sido convidada para ir à Casa Branca.
‘Reconciliação sem verdade’
Ex-deputado e aliado próximo da líder opositora María Corina Machado, Juan Pablo Guanipa afirmou estar “verdadeiramente livre” após deixar a prisão domiciliar durante a madrugada. Ele havia sido detido novamente horas depois de uma libertação anterior, semanas atrás.
Para Guanipa, o texto aprovado “não é uma anistia”, mas “um documento mal elaborado” que exclui “irmãos e irmãs que continuam injustamente atrás das grades”. Em uma longa publicação na rede X, ele defendeu a libertação de todos os presos políticos, o retorno dos exilados, o fechamento de “centros de tortura” e a revogação de leis repressivas.
Guanipa disse apoiar a reconciliação, mas apenas “com a verdade em primeiro plano”. Seu caso é o primeiro de grande repercussão associado à nova legislação.
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Ainda não está claro se permanecem válidas as proibições impostas pelo governo a figuras da oposição, impedindo-as de disputar cargos públicos, tema que a lei não trata explicitamente.
Entre os nomes afetados por inabilitações está o ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia, que representou a principal coalizão opositora na eleição de 2024 após a exclusão de María Corina Machado da disputa. González deixou o país após o pleito, em meio a mandados de prisão e denúncias de perseguição política.
Nesta sexta-feira, González escreveu na rede X que não haverá “reconciliação duradoura sem memória nem responsabilidade”, ressaltando que, para a medida ser legítima, ela “deve estar acompanhada de verdade, reconhecimento e reparação”.
“Foram anos demais de dor e perdas para reduzir este debate a um simples trâmite”, advertiu o opositor. “Uma anistia responsável é a transição do medo para o Estado de Direito. É o compromisso de que o poder não voltará a ser exercido sem limites e de que a lei estará acima da força”, acrescentou.
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Na tramitação do projeto, a oposição obteve algumas alterações. A versão original abrangia apenas nove episódios políticos, incluindo a contestada eleição presidencial de 2024. O texto aprovado ampliou o alcance para 12 eventos, entre eles o levante de 2019 liderado pelo governo paralelo do opositor Juan Guaidó, embora militares envolvidos nesse episódio tenham sido expressamente excluídos.
Segundo o cientista político Nicmer Evans, crítico do governo que esteve preso em El Helicoide, as restrições indicam que nem todos os presos políticos serão libertados.
Evans, que classificou a lei como “injusta”, disse que o texto pode excluir pessoas detidas por criticar o governo fora dos períodos especificados.
— Praticamente todos nós, jornalistas detidos por nossas opiniões fora desses prazos estabelecidos, estamos excluídos — afirmou.
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Mesmo quando não estiver explícito na lei, um comitê de parlamentares irá “corrigir” o que o presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, reconheceu como “erros no uso indevido da lei contra o ódio”, atendendo parcialmente a outra demanda de dissidentes, familiares e ativistas.
Os tribunais terão até 15 dias para analisar os pedidos de anistia, com possibilidade de recurso. Se concedida, autoridades policiais e militares deverão encerrar processos penais, civis e disciplinares, suspender pedidos de extradição e apagar registros relacionados.
A lei não se aplica a acusados de violações graves de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, grande tráfico de drogas ou crimes contra o patrimônio público. Também estabelece que beneficiários que cometam novos crimes após sua entrada em vigor poderão ser processados.
A repressão está diminuindo?
Para organizações internacionais, a anistia pode representar mais um gesto político do que uma mudança estrutural.
— A libertação de presos políticos traz um alívio importante, mas o aparato repressivo que o governo usou para detê-los permanece em vigor — disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da HRW.
Por outro lado, alguns analistas veem a anistia como parte do processo de redução da repressão na Venezuela.
“A anistia é um primeiro passo na direção certa”, escreveu o professor de economia política Michael Penfold nas redes sociais em 7 de fevereiro. Ele, crítico do governo, passou a integrar o novo Programa para a Convivência e Paz do governo interino, que busca restaurar o diálogo político.
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Apesar disso, muitos venezuelanos afirmam que a lei não vai longe o suficiente.
Delsa Solórzano, advogada e ex-parlamentar que entrou na clandestinidade após a eleição presidencial de 2024, disse que o texto não revoga leis que “serviram como instrumentos reais de perseguição política”, como a chamada lei “antiódio”, usada para silenciar críticos.
Renzo Huamanchumo Castillo, peruano-americano que foi mantido como preso político na prisão de Rodeo I, afirmou temer que o governo encontre “desculpas” para manter pessoas detidas. Ainda assim, disse ver motivos para ter esperança, citando protestos recentes diante de presídios.
— É o momento perfeito para as pessoas saírem e lutarem por sua liberdade — afirmou. — Elas não estão mais sozinhas — concluiu.
(Com Bloomberg, The New York Times e AFP)

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A Torre Inclinada de Pisa é um dos monumentos mais emblemáticos da Itália . Não é a única estrutura inclinada para um lado: das Casas Dançantes da Holanda ao Pagode da Colina do Tigre na China, existem monumentos tortos em todo o mundo. Mas por que elas se inclinam? E por que isso não significa necessariamente que vão cair?
Por que alguns edifícios se inclinam?
Existem vários motivos que explicam por que as estruturas se inclinam para um lado, de acordo com Mandy Korff, professora associada de práticas geotécnicas na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
Em alguns casos, como as icônicas Casas Dançantes da Holanda , isso se deve ao tipo de fundação utilizada em sua construção. “No centro de Amsterdã, a maioria das casas é construída sobre estacas de madeira”, afirma Korff.
Ele explica que as estacas são instaladas aos pares sob as paredes e fachadas dos edifícios. Elas são cravadas a 12 metros de profundidade no solo, que é composto de argila mole, turfa ou areia.
“Se estiverem assim e as estacas forem mantidas em boas condições, nada acontecerá às casas”, diz ele. Mas acrescenta que, se começarem a degradar-se ou apodrecer, podem surgir fissuras, e a deterioração irregular ou uma distribuição desequilibrada do peso podem fazer com que os edifícios se inclinem com o tempo.
Torre de Pisa, na Itália
GERVASIO RUIZ por Pixabay
O caso Pisa
As condições do solo também podem fazer com que os edifícios se inclinem para um lado , como é o caso da icônica Torre Inclinada de Pisa.
Nunziante Squeglia, professor de mecânica dos solos e fundações da Universidade de Pisa, faz parte de uma equipe que monitora a inclinação da torre.
“A torre começou a inclinar-se desde o início da sua construção porque o solo é extremamente mole . [Afundou] entre 3 e 4 metros”, disse Sgueglia ao programa de rádio Witness History da BBC. Os edifícios também podem inclinar-se devido a alterações no solo causadas pela ação humana.
Por exemplo, a torre da Oude Kerk, ou Igreja Velha, em Delft . “É muito menos conhecida, [mas] inclina-se de forma muito semelhante à Torre de Pisa “, observou Korff. “Inclina-se em direção ao canal porque o solo de um lado foi escavado para a sua construção, e ali é mais macio. Portanto, há menos pressão para mantê-la ereta, e quando a construíram, começou a inclinar-se.”
Alterações no nível das águas subterrâneas também podem causar a inclinação de um edifício . Korff alertou que, às vezes, os edifícios são inclinados propositalmente.
“Muitas casas em Amsterdã são construídas inclinadas para a frente porque era assim que as casas dos comerciantes eram construídas antigamente”, explicou ele. “Elas eram frequentemente construídas ao longo dos canais para armazenamento. Eram construídas inclinadas para a frente para facilitar a movimentação de mercadorias dentro da casa”, acrescentou.
Ele esclareceu: “ Se eles se inclinarem para a frente, não significa que haja um problema. Mas quando se inclinam para o lado, você sabe com certeza que essa não era a intenção .”
Corrija a inclinação
Por que não nos preocupamos mais com essas estruturas inclinadas? Segundo Korff, um prédio inclinado não significa necessariamente que ele não seja estruturalmente sólido .
“Para ser estruturalmente instável, a estrutura precisa estar bastante inclinada”, afirma. Mas, às vezes, as inclinações precisam ser corrigidas, como foi o caso da Torre de Pisa.
Embora a torre tenha começado a inclinar-se muito cedo, as medições mostraram que a situação piorou no século XX, com um aumento constante da inclinação .
“A situação era muito preocupante”, recorda Squeglia. E então, em 1989, a Torre Cívica da cidade italiana de Pavia desabou. Segundo Squeglia, esse foi o “gatilho”, e a Torre Inclinada de Pisa foi fechada um ano depois .
Havia muitas ideias sobre como endireitar ligeiramente a Torre Inclinada de Pisa para torná-la segura novamente. “A técnica escolhida foi a remoção de terra”, explica Squeglia. ” Sem tocar na torre, 37 metros cúbicos de terra foram removidos do lado norte das fundações .” E a torre foi reaberta 11 anos depois .
Um caso ‘especial’
Mas, segundo Korff, esse método para endireitar um edifício não é comum. “É algo muito específico de Pisa; não seria feito dessa forma em circunstâncias normais.”
Se um edifício inclinado tiver estacas de madeira, como as casas em Amsterdã, a substituição das fundações pode impedir que a inclinação piore, mas é um procedimento “invasivo” que envolve a remoção do piso térreo .
Também é possível corrigir uma inclinação levantando a casa com macacos hidráulicos , tal como se faz com um carro, salienta Korff, mas por vezes isso pode causar mais danos do que benefícios.
“ Se estiver muito inclinada, também é perigoso endireitá-la, porque a casa se adaptou à inclinação até certo ponto ”, diz ele. “É preciso ter muito cuidado, pelo menos para evitar piorar a situação.”
Embora alguns edifícios possam ser estabilizados, também existem desvantagens. “É possível fazer todo tipo de coisa com edifícios, tudo é possível”, destaca Korff. “Mas custa muito dinheiro e é complicado.”
O impacto das mudanças climáticas
A pesquisa de Korff revela que, somente na Holanda, cerca de 75.000 casas construídas sobre palafitas de madeira correm o risco de sofrer danos, e quase o triplo desse número está ameaçado devido a fundações rasas. E esses problemas podem piorar.
“Com as mudanças climáticas e as transformações nas águas subterrâneas, às vezes observamos mudanças mais rápidas”, diz Korff.
Se o nível do lençol freático baixar, as estacas de madeira ficam expostas ao ar, o que pode acelerar os danos. Alterações no lençol freático também podem afetar as camadas do solo, criando um efeito dominó em casas com diferentes tipos de fundações.
No entanto, ele acrescentou que é um processo lento . Quanto à Torre de Pisa, sua inclinação foi reduzida em mais de 40 centímetros após 11 anos de obras, concluídas em 2001.
Os engenheiros acreditam que seu futuro está garantido por pelo menos os próximos 200 anos.
O grupo de mineração Anglo American anunciou nesta segunda-feira que concordou em vender suas minas de carvão australianas para a siderurgia ao grupo britânico Dhilmar por até US$ 3,88 bilhões, após o fracasso de uma negociação anterior.
A empresa, que está passando por uma fusão bilionária com a canadense Teck Resources, planeja usar os recursos da venda para reduzir sua dívida. O grupo americano Peabody Energy desistiu de um acordo de US$ 3,8 bilhões no ano passado para comprar a unidade de carvão metalúrgico da Anglo American.
O tremor atingiu a cidade de Liuzhou, em Guangxi, informou a agência de notícias oficial Xinhua, acrescentando que uma pessoa ainda está desaparecida. A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53 anos, e informou que as operações de busca e resgate continuavam para encontrar a pessoa desaparecida.
As autoridades evacuaram mais de 7 mil pessoas da área, acrescentou a emissora. Vídeos transmitidos pela CCTV mostraram pessoas fugindo de prédios altos e montes de escombros ao lado de casas destruídas.
Terremotos são relativamente frequentes na China. Em janeiro do ano passado, um terremoto devastador na remota região do Tibete matou pelo menos 126 pessoas e danificou milhares de edifícios.
Ao chegar ao campo no norte do México onde procura pelos restos mortais do filho, Cecilia Flores, de 53 anos, beija uma grande faixa com o rosto dele estampado. Em letras grandes, lê-se: “Sua mãe está lutando porque te ama”. Em uma manhã de abril sob sol intenso, ela liderava uma equipe formada por outras mães, além de arqueólogos e criminologistas, em busca de vestígios de pessoas desaparecidas. Uma escavadeira abria valas de cerca de 1,2 metro de profundidade e até 55 metros de extensão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto eventos como furacões, grandes secas e calor extremo dominam as manchetes, um efeito silencioso da crise climática avança pelo mundo, de forma desigual. Além dos impactos mais conhecidos do aquecimento global, o aumento do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera também tem reduzido significativamente a qualidade nutricional de alimentos básicos, um cenário que afeta com mais força populações vulneráveis e contribui para o avanço da chamada “fome oculta” — quando não se consomem nutrientes suficientes para se manter saudável. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas (ou uma em cada três) já sofram desse problema, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O aumento “impactante” de execuções no Irã, que aplicou a pena de morte a mais de 2.150 pessoas, elevou o número de execuções globais em 2025 a um recorde desde 1981, de acordo com o relatório anual da Anistia Internacional, publicado nesta segunda-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar aniquilar o Irã neste domingo, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã, enquanto um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos. Depois de mais de um mês de trégua, a perspectiva de uma solução para o conflito, que começou em 28 de fevereiro, continua distante.
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“Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles se mexerem, rápido, ou não restará nada deles”, advertiu Trump em sua plataforma Truth Social.
Enviados dos dois países não conversam diretamente desde uma reunião no Paquistão em meados de abril. Antes mesmo da mensagem de Trump, Teerã já havia lançado um alerta a Washington.
“O presidente dos Estados Unidos deveria saber que, se […] o Irã for agredido novamente, os recursos e o Exército de seu país serão confrontados com cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e perturbadores”, declarou o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi.
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O vice-presidente do Parlamento, Hamidreza Hajibabaei, por sua vez, declarou que, se as instalações petrolíferas iranianas forem atacadas, o Irã atingirá instalações petrolíferas na região.
A guerra provocou um bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos, e arrastou os vizinhos Israel e Líbano para um mortal conflito paralelo.
Teerã, principal apoio do grupo libanês Hezbollah, exige um cessar-fogo duradouro no Líbano para assinar a paz com Trump. Um oficial militar israelense afirmou neste domingo que o Hezbollah lançou cerca de 200 projéteis contra Israel e suas tropas durante o fim de semana, apesar de Israel e Líbano terem concordado em prorrogar o cessar-fogo. O Ministério da Saúde libanês, por sua vez, informou que novos ataques israelenses no sul do país deixaram cinco mortos, entre eles duas crianças.
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Além disso, um ataque com míssil israelense que atingiu um apartamento no leste do Líbano matou um comandante da Jihad Islâmica e sua filha de 17 anos, informou neste domingo a agência estatal de notícias libanesa. Os ataques israelenses desde o início da guerra causaram a morte de mais de 2.900 pessoas no Líbano, incluindo 400 desde o início da trégua em 17 de abril, segundo as autoridades libanesas.
‘Sem concessões tangíveis’
Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo em 8 de abril, mas as negociações de paz estagnaram e os ataques esporádicos continuaram. Neste domingo, veículos de imprensa iranianos afirmaram que os Estados Unidos não cederam nada em concreto em sua última resposta à agenda proposta pelo Irã para as negociações destinadas a pôr fim à guerra.
A agência de notícias Fars destacou que Washington havia apresentado uma lista de cinco pontos que incluía a exigência de que o Irã mantivesse em funcionamento apenas uma instalação nuclear e transferisse sua reserva de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos.
Washington também se recusou a liberar “nem mesmo 25%” dos bens iranianos congelados no exterior ou a pagar indenizações pelos danos infligidos ao Irã durante a guerra, segundo a Fars.
“Os Estados Unidos, sem fazer concessões tangíveis, pretendem obter concessões que não conseguiram durante a guerra, o que levará a um impasse nas negociações”, afirmou a agência de notícias Mehr afirmou.
Neste domingo, um ataque com drone provocou um incêndio perto de uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, sem que fossem registradas vítimas ou aumento nos níveis de radiação. O Ministério da Defesa dos Emirados informou que outros dois drones foram interceptados. Um assessor do presidente denunciou um “ataque terrorista”. Grupos armados no Iraque apoiados pelo Irã possuem drones de combate, assim como os rebeldes huthis do Iêmen, aliados de Teerã.
A Arábia Saudita também anunciou na noite deste domingo que havia interceptado três drones provenientes do Iraque.
O Paquistão tem mediado as conversações de paz entre o Irã e os Estados Unidos, e seu ministro do Interior, Mohsin Naqvi, reuniu-se neste domingo em Teerã com o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Em uma publicação nas redes sociais após as conversações, Ghalibaf afirmou que a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã desestabilizou todo o Oriente Médio.
Dois jatos militares dos Estados Unidos colidiram no ar neste domingo (17), durante uma apresentação aérea no estado de Idaho. Apesar da gravidade do acidente, os quatro tripulantes das aeronaves conseguiram se ejetar com segurança, segundo informações divulgadas pela Marinha americana. Segundo a Fox News, cada uma das aeronaves custa cerca de 67 milhões de dólares, ou R$ 339 milhões.
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As imagens que circulam na web mostram uma aeronave se chocando à outra e permanecendo presa a ela. Poucos segundo depois, é possível ver os quatro paraquedas no ar, depois de os agentes se ejetarem. Na sequência, os caças caem no chão e explodem.
A colisão aconteceu durante o Gunfighter Skies Air Show, realizado nas proximidades da base aérea de Mountain Home. As aeronaves envolvidas eram dois caças E/A-18G Growler, utilizados em operações de guerra eletrônica pela Marinha dos Estados Unidos.
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De acordo com a comandante Amelia Umayam, porta-voz das Forças Navais do Pacífico dos EUA, os aviões se chocaram enquanto realizavam uma demonstração aérea por volta das 12h10, no horário local. Ela informou que todos os integrantes da tripulação conseguiram abandonar as aeronaves antes da queda.
— O incidente está sob investigação. Mais informações serão divulgadas assim que estiverem disponíveis — afirmou a porta-voz à agência de notícias Reuters.
Após a colisão, a base aérea foi isolada e equipes de emergência foram enviadas ao local do acidente. O Departamento de Polícia de Mountain Home emitiu um comunicado informando o cancelamento do show aéreo e alertando para que as pessoas não viajassem para a região. O caso será investigado pelas autoridades locais.
Os aviões pertenciam ao Esquadrão de Ataque Eletrônico 129, sediado em Whidbey Island, no estado de Washington. O grupo fazia parte das atrações programadas para o show aéreo, que voltava a ser realizado após oito anos de interrupção.
Dois dias após a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hezbollah no Líbano, ataques aéreos israelenses mataram sete pessoas no país neste domingo, incluindo um comandante da Jihad Islâmica, disseram autoridades libanesas e a mídia estatal, apesar de um frágil cessar-fogo. A Agência Nacional de Informação do Líbano (NIA, oficial) informou que um ataque com mísseis israelenses contra um apartamento nos arredores de Baalbek, no leste do país, matou o comandante Wael Abdel Halim e sua filha de 17 anos.
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Mais cedo, o Ministério da Saúde divulgou um “balanço preliminar” de outros ataques aéreos no domingo, relatando três mortes na vila de Tayr Felsay (incluindo uma criança) e mais duas na cidade de Tayr Deba, onde uma criança também foi morta. Segundo o ministério, onze pessoas ficaram feridas nesses ataques e outras quatro em duas outras cidades no sul do país.
Os bombardeios ocorreram dois dias após os Estados Unidos anunciarem, durante a segunda rodada de negociações entre Israel e Líbano em Washington, uma prorrogação de 45 dias do cessar-fogo. A trégua, vista como “frágil” pela comunidade internacional, está em vigor desde 17 de abril, mas ambos os lados se acusam mutuamente de violações.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo, no início de uma reunião de gabinete, que Israel está “mantendo o controle do território, limpando o território, protegendo as comunidades israelenses, mas também lutando contra um inimigo que está tentando nos enganar”.
— Enfrentamos o desafio de neutralizar os drones FPV — afirmou.
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O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio no início de março, quando atacou Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã nos ataques aéreos israelenses-americanos de 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
Mas o grupo xiita rejeita negociações diretas entre o Líbano e Israel, dois países que não mantêm relações diplomáticas. Desde o início de março, quase 3.000 pessoas morreram em ataques israelenses no Líbano, que também forçaram mais de um milhão de moradores a fugir de suas casas, segundo dados oficiais.
De todas essas mortes, mais de 400 foram relatadas desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. Do lado israelense, 21 pessoas morreram no território libanês desde o início de março: 20 soldados e um funcionário contratado pelo Exército.
Dez pessoas foram mortas a tiros em uma área rural do centro do México, informaram autoridades locais neste domingo, no mais recente episódio de violência em um país que se prepara para sediar a Copa do Mundo a partir do próximo mês.
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Seis homens, três mulheres e um menor morreram no ataque a tiros que ocorreu dentro de uma casa no município de Tehuitzingo, a cerca de 200 quilômetros ao sul da Cidade do México, informou a Secretaria de Segurança do Estado de Puebla em um comunicado. O Ministério Público acrescentou que nove pessoas morreram no local “por ferimentos a bala” e uma mulher morreu a caminho do hospital.
— Nossa linha de investigação aponta para um caso familiar — disse a promotora Idamis Pastor. Segundo ela, seis das vítimas eram membros da mesma família e as outras quatro eram “trabalhadores”.
A Secretaria de Segurança do Estado de Puebla informou que soldados, tropas da Guarda Nacional e policiais estaduais foram enviados à região “para esclarecer o ocorrido e prender os responsáveis”. O México é um dos três países anfitriões da Copa do Mundo da FIFA, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. A partida de abertura será na Cidade do México.
O estado de Puebla não sediará nenhuma partida da Copa do Mundo, mas receberá um amistoso na próxima sexta-feira entre as seleções do México e de Gana, e outro em junho entre Espanha e Peru.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, se orgulha da queda no número de homicídios desde que assumiu o cargo em 2014, em um país assolado pela violência relacionada ao narcotráfico há décadas. Segundo dados oficiais, a média diária de homicídios caiu 40%, de 86,9% em setembro de 2014 para 52,5% em abril do ano passado.
O México registrou mais de 450 mil homicídios desde o início da operação militar antidrogas em dezembro de 2006. Na sexta-feira, um tiroteio deixou cinco mortos em uma casa no estado de Guanajuato, um dos mais violentos do país.
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No final de abril, quatro membros de uma família, incluindo dois menores, foram assassinados em uma residência em um bairro residencial da Cidade do México. As autoridades relacionaram o crime ao roubo de dois veículos e outros objetos de valor.

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