Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) 2950/2019 que estabelece ações de proteção a animais afetados por emergências, acidentes e por desastres. O projeto, que vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados, com regras para resgate, acolhimento e destinação de animais afetados e altera leis ambientais e de segurança de barragens. 

A proposta visa estruturar protocolos permanentes para atuação preventiva e coordenada em casos de emergência. O projeto também prevê medidas preventivas e reparatórias que deverão ser adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. 

Notícias relacionadas:

O foco é a redução da mortalidade de animais domésticos e silvestres em desastres por meio da integração de políticas de proteção ambiental e defesa civil e da maior conscientização sobre direitos e bem-estar animal. 

Veja as ações previstas para cada ente federativo: 

União: 

  • Apoiar os estados, o Distrito Federal e os municípios no mapeamento das áreas de risco, nos estudos de identificação de risco de desastre e nas demais ações de prevenção, mitigação, resgate, acolhimento e manejo dos animais atingidos 
  • Estabelecer medidas preventivas de segurança contra desastres em unidades de conservação federais

Estados 

  • Apoiar os municípios na identificação e mapeamento das áreas de risco 
  • Oferecer capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados

Municípios 

  • Oferta de capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados
  • Fiscalização das áreas de risco de desastre
  • Intervenção preventiva e a evacuação dos animais das áreas de alto risco ou vulneráveis
  • Organizar o sistema de resgate e atendimento emergencial à fauna impactada 
  • Prover abrigos temporários para os animais resgatados
  • Estimular a participação de entidades privadas, de associações de voluntários e de organizações não governamentais nas ações de acolhimento dos animais

Entre dezenas de requerimentos aprovados nesta quarta-feira (25) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, estão os que determinam a convocação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do ministro da Fazenda do governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes.

Quando uma pessoa é convocada, a ida à CPI não é opcional, podendo a Comissão pedir a condução coercitiva da testemunha ou do investigado em caso de ausência.


Brasília - 05/11/2025 - Senador, Fabiano Contarato, presidente da CPI do crime organizado, durante entrevista para Agência Brasil.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Fabiano Contarato diz que a CPI entra em uma nova fase de investigação – Arquivo/Lula Marques/Agência Brasil

Notícias relacionadas:

Ainda na sessão desta quarta-feira, a CPI quebrou os sigilos fiscais e bancário do Banco Master e de sócios de Vorcaro, incluindo a convocação de outros dirigentes do banco investigado por fraudes calculadas entre R$ 17 e 50 bilhões.

Foram ainda quebrados os sigilos da Reag Investimentos, empresa que liquidada pelo BC em janeiro deste ano por suspeita de participação nas fraudes do Banco Master. 

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a Comissão inicia uma nova fase da investigação contra o crime organizado.

“Precisamos parar de concentrar o combate em ações pontuais nas periferias e levar nossas investigações também para os esquemas do andar de cima”, afirmou o parlamentar capixaba.

A CPI ainda aprovou convites, quando o comparecimento à CPI é opcional, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, também no contexto da investigação contra o Banco Master

Outros convites aprovados no contexto da investigação do Banco Master foram do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do atual presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.  

Ex-ministros da Cidadania


Brasília (DF) 11/04/2024 Senador, Randolfe Rodrigues, durante coletiva no Senado.  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Randolfe Rodrigues defende a investigação da desregulação do mercado financeiro – Arquivo/Lula Marques/ Agência Brasil

Também foram aprovados requerimentos para convocação, quando há obrigação de comparecer, dos ex-ministros da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma e Ronaldo Vieira Remo.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) argumentou que as convocações dos ex-ministros da Cidadania são importantes devido a supostos indícios que os ligariam ao banqueiro Daniel Vorcaro.

“Importante destacar a proximidade do senhor João Roma com o senhor Ronaldo Bento, tendo este substituído aquele no Ministério da Cidadania em 2022. Não se pode olvidar, ainda, que Ronaldo Bento consta como um dos diretores do Banco Pleno, de propriedade de Augusto de Lima, e recentemente liquidado pelo Banco Central”, disse no requerimento.

Desregulação sob Campos Neto

O pedido aprovado para convocação do ex-presidente do BC Campos Neto aponta que a desregulação do mercado financeiro no governo Bolsonaro teria favorecido a prática de fraudes como a do Banco Master.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) destacou que Vorcado tentou conseguir autorização para ingressar no sistema financeiro durante toda a década de 2010, mas conseguiu a liberação apenas durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central, em outubro de 2019.

“A diretoria colegiada do Banco Central, sob a Presidência de Roberto Campos Neto, autoriza a transferência de controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, que posteriormente virou Master. A digital de Roberto Campos Neto é nítida e incontestável”, disse a parlamentar.

O requerimento apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) cita resoluções aprovadas pelo Banco Central durante a gestão de Campos Neto que promoveram a desregulamentação do sistema financeiro.  

“É imperativo que esta Comissão compreenda a lógica e as motivações por trás dessas mudanças normativas e avalie se elas, inadvertidamente ou não, criaram um ambiente de menor controle que foi explorado por agentes do crime”, afirmou o senador baiano.


Brasília – O relator, deputado Marco Rogério, durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. (José Cruz/Agência Brasil)

Marco Rogério diz que há motivação político-eleitoral nas convocações – Arquivo/José Cruz/Agência Brasil

A oposição se opôs a convocação de Campos Neto, dizendo que ela tem motivação político-eleitoral, uma vez que o ex-presidente do BC foi nomeado no governo Bolsonaro, como afirmou o senador Marco Rogério (PL-RO).

“O que nós estamos observando na CPI, neste momento, é a tentativa de trazer para o debate figuras públicas que nada tiveram a ver, nada tiveram com o fato em si, para tentar colocá-las na mesma vala. Campos Neto foi um Presidente do Banco Central respeitado pelo Brasil e pela comunidade internacional”, ponderou o senador do PL.

Paulo Guedes

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ao justificar o pedido para convocar o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, disse que  é preciso investigar se as políticas de desregulação do mercado financeiro entre 2019 e 2022 criaram um ambiente para expansão da lavagem de dinheiro.

“Foram implementadas políticas que, sob o pretexto de modernizar e aumentar a competitividade, fragilizaram os mecanismos de controle do sistema financeiro”, disse Randolfe.

A convocação de Paulo Guedes também foi combatida pela oposição, que denunciou “uso político-eleitoral” da CPI por governistas, como destacou o senador Sérgio Moro (União-PR).  

“Em nenhum lugar na imprensa, em lugar nenhum, apareceu qualquer referência a um envolvimento sequer remoto dele com o Banco Master. E aqui nós vamos convocar para quê? Para fazer o jogo político”, sugeriu o ex-juiz da Lava Jato.


CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para apreciação de requerimentos.A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.Mesa:senador Esperidião Amin (PP-SC);presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES);relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) em pronunciamento;vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);senador Jorge Kajuru (PSB-GO).Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

CPI do Crime Organizado entra em nova fase de investigações – Saulo Cruz/Agência Senado

Requerimentos não aprovados

A CPI, por outro lado, rejeitou a convocação da administradora Letícia Caetano dos Reis, apontada como ex-funcionária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e irmã de um dos sócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, acusado de operar o esquema de desvio de aposentados e pensionistas.

Também foi rejeitado pedido de convocação do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, conhecido também como Ahmed Mohamad Oliveira.

Onze homens sul-africanos que teriam sido aliciados para lutar pelas forças russas na Ucrânia retornaram ao seu país de origem nesta quarta-feira. Eles faziam parte de um grupo de 17 pessoas que solicitaram ajuda de Pretória em novembro, pois estavam presos no epicentro dos combates na região de Donbass, na Ucrânia, depois de terem sido enganados e forçados a se juntar a forças mercenárias.
Veja: como estão Ucrânia e Rússia após quatro anos de guerra?
Três vezes o PIB local: reconstrução da Ucrânia é estimada em quase US$ 600 bilhões
Quatro dos homens desembarcaram em Joanesburgo na semana passada, enquanto dois permaneceram na Rússia, onde um deles está hospitalizado, de acordo com o governo sul-africano. Repórteres da AFP viram os homens — incluindo um em cadeira de rodas — saindo do aeroporto de Durban, na província costeira de KwaZulu-Natal, com suas bagagens e escoltados pela polícia até uma área de detenção.
A televisão local noticiou que os familiares que aguardavam no aeroporto desabaram em lágrimas ao verem os homens desembarcarem. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou na terça-feira que as investigações sobre “as circunstâncias que levaram ao recrutamento desses jovens para atividades mercenárias” ainda estão em andamento.
Sul-africanos faziam parte de grupo que solicitou ajuda de Pretória em novembro, pois estavam presos no epicentro dos combates na região de Donbass, na Ucrânia
Rajesh Jantilal/AFP
A guerra desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 atraiu mercenários de ambos os lados, inclusive de vários países africanos. A Ucrânia afirmou nesta quarta-feira que mais de 1.780 cidadãos de 36 países africanos foram identificados entre as fileiras da Rússia e que alguns deles foram capturados.
Segundo relatos da mídia sul-africana, os homens teriam sido enviados à Rússia para treinamento de segurança pelo partido de oposição MK, liderado pelo ex-presidente Jacob Zuma, que governou a África do Sul entre 2009 e 2018. Uma das filhas de Zuma, Duduzile Zuma-Sambudla, renunciou ao parlamento após alegações de que estaria envolvida no recrutamento de homens para se juntarem às forças russas.
O Parlamento israelense aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que busca fortalecer a autoridade dos rabinos ultraortodoxos sobre o Muro das Lamentações e que pode levar à eliminação da área de oração mista. O Muro das Lamentações está localizado na Cidade Velha de Jerusalém, área ocupada por Israel em 1967 e é o último vestígio remanescente do Segundo Templo, destruído pelos romanos, e o local mais sagrado onde o rabinato permite a oração judaica.
Leia também: ONGs acusam Israel de tentar expandir fronteiras de Jerusalém pela primeira vez desde 1967
Promessas de US$ 5 bi para reconstruir Gaza: Israel aprova registrar partes da Cisjordânia como terras estatais
O local possui três áreas de oração: a maior, destinada aos homens; outra, às mulheres; e uma terceira, mista, mas que não possui a aprovação do rabinato israelense, dominado pelos ultraortodoxos. O projeto de lei passou por sua primeira leitura parlamentar nesta quarta-feira, com 56 votos a favor e 47 contra. A iniciativa, apresentada pelo parlamentar de extrema-direita Avi Maoz, busca conceder ao Rabinato Chefe plena autoridade sobre todas as seções do Muro das Lamentações.
De acordo com essa legislação, qualquer atividade contrária às diretrizes do rabinato, incluindo formas não ortodoxas de culto, seria definida como “profanação”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não estava presente na votação. No centro da disputa está a área de oração criada para acomodar o culto misto.
Galerias Relacionadas
Diversos movimentos judaicos não ortodoxos — predominantes entre as comunidades judaicas nos Estados Unidos, mas minoria em Israel — praticam o culto nessa área, mas reclamam que o acesso é difícil e o layout é inadequado.
Na tentativa de apaziguar a comunidade judaica americana, o governo anterior de Netanyahu votou em 2016 pela criação da área mista, mas voltou atrás no ano seguinte sob pressão de seus aliados ultraortodoxos. Isso significou que a área de uso misto foi criada, mas não desenvolvida. O projeto de lei apresentado nesta quarta-feira é a mais recente reviravolta no impasse entre o governo de coalizão de Netanyahu, um dos mais direitistas da história de Israel, e a Suprema Corte, cujos poderes o governo tenta restringir.
Na semana passada, a Suprema Corte ordenou ao governo e à prefeitura de Jerusalém que implementassem planos, há muito atrasados, ​​para desenvolver e melhorar a área de uso misto, incluindo a emissão de alvarás de construção que estavam paralisados ​​há quase uma década.
O astronauta que enfrentou um problema de saúde na Estação Espacial Internacional (EEI) em janeiro, o que levou à sua evacuação do laboratório orbital, afirmou estar “muito bem”, em comunicado divulgado na quarta-feira pela agência espacial dos Estados Unidos.
Lua de Sangue: Nasa divulga horários e mapas para observar eclipse lunar que ocorre no próximo dia 3 de março
Entenda: ‘Coisas estranhas’ estão acontecendo com o campo magnético da nossa galáxia, diz estudo
Mike Fincke, de 58 anos, disse estar “muito bem” e acrescentou que “sigo com a reabilitação padrão pós-voo” na sede da NASA, em Houston, no Texas. Anteriormente, a agência havia se recusado a identificar o astronauta que havia sofrido um “evento médico”, deixando uma aura de curiosidade sobre o que motivou o retorno antecipado. A de Fincke foi a primeira evacuação médica a partir da EEI.
Em razão da situação, a NASA encurtou a missão Crew-11, composta pelos astronautas americanos Fincke e Zena Cardman, pelo japonês Kimiya Yui e pelo cosmonauta russo Oleg Platonov. Fincke explicou que, em 7 de janeiro, passou por uma situação médica — sem dar detalhes — que exigiu “atenção imediata dos meus incríveis companheiros de tripulação”.
— Graças à resposta rápida deles e à orientação dos nossos médicos de voo da NASA, meu estado se estabilizou rapidamente — afirmou.
Ele insistiu que o retorno antecipado não ocorreu por uma emergência, mas para “aproveitar técnicas avançadas de imagem médica que não estão disponíveis na estação espacial”. A tripulação amerissou em frente à costa da Califórnia em 15 de janeiro.
Os familiares do narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, solicitaram a entrega de seu corpo, informou nesta quarta-feira a Procuradoria-Geral.
‘El Tuli’: Braço-direito de ‘El Mencho’ também morreu em confronto com militares no México, diz general
Detentos fogem de presídio no México após morte de ‘El Mencho’; 23 estão foragidos e um agente foi morto
Oseguera morreu no domingo durante uma operação militar no estado de Jalisco (oeste). A morte desencadeou uma onda de violência, com incêndio de estabelecimentos comerciais e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados do país.
A procuradoria mexicana “recebeu um documento, entregue por quem se apresentou como representante jurídico de familiares” de Oseguera, “no qual se solicita a entrega de seus restos mortais”, afirmou a instituição em comunicado.
“El Mencho”, de 59 anos, liderava o Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) e era até então o narcotraficante mais procurado pelo governo dos Estados Unidos, que oferecia recompensa de 15 milhões de dólares. O corpo foi transferido para instalações da procuradoria na Cidade do México.
Na operação e em confrontos posteriores, morreram ao menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil.
Ainda não se sabe qual será o destino final dos restos do chefe do tráfico, nascido em Aguililla, um remoto povoado nas montanhas de Michoacán (oeste). Oseguera também poderá ser enterrado no vizinho estado de Jalisco, onde fundou e fortaleceu o CJNG.
A procuradoria informou que dois supostos seguranças de “El Mencho”, detidos durante a operação, foram transferidos para um presídio de segurança máxima no estado do México, na região central do país.
Os Estados Unidos autorizaram a revenda de petróleo e gás para Cuba, desde que as empresas garantam que o combustível seja destinado a cidadãos e empresas do setor privado, anunciou o Departamento do Tesouro nesta quarta-feira.
À beira do colapso: Sem petróleo da Venezuela, crise de Cuba se aprofunda e expõe fragilidades estruturais
Marco Rubio: Chefe da diplomacia dos EUA mantém negociações secretas com o neto de Raúl Castro, revela veículo dos EUA
“O gás e outros produtos petrolíferos exportados e reexportados para entidades ou indivíduos do setor privado cubano para uso pessoal podem ser autorizados ao abrigo da Exceção de Licença SCP”, explica a nota do Departamento do Tesouro.
Initial plugin text
Em atualização.
Desde sábado, estudantes iniciaram uma nova onda de manifestações contra o regime do líder supremo Ali Khamenei em universidades no Irã, mais de 40 dias após a violenta repressão que marcou os protestos de janeiro no país. Vídeos verificados por veículos internacionais mostram atos em ao menos 13 instituições, incluindo os campi em Teerã e Mashhad. O governo iraniano respondeu rapidamente, mobilizando um forte aparato de segurança e presença armada nos arredores das universidades.
‘Grandes mentiras’: Irã rejeita acusações de Trump sobre ‘sinistras ambições nucleares’ de Teerã em discurso ao Congresso dos EUA
Mudanças nas justificativas: EUA avaliam atacar o Irã meses depois de terem dito que haviam obliterado o programa nuclear do país. Por quê?
Segundo o jornal britânico The Guardian, policiais à paisana e integrantes da milícia Basij, ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), ocuparam universidades ainda abertas. Em alguns campi, confrontos físicos foram registrados. Imagens mostram brigas entre estudantes e membros da milícia na Iran University of Science and Technology, enquanto caminhonetes com metralhadoras foram fotografadas do lado de fora da Universidade de Teerã.
De acordo com a BBC, estudantes entoaram palavras de ordem contra a Basij no pátio principal da Sajjad University of Technology, em Mashhad, a segunda maior cidade do país. Também houve manifestações no Shandiz Institute of Higher Education e na Khajeh Nasir University, na capital. Em frente à Escola de Engenharia Mecânica, manifestantes pró e contra o governo se enfrentaram verbalmente.
Acusação: Trump garante que Irã está desenvolvendo mísseis que poderiam atingir os EUA
Os estudantes contrários ao regime gritaram slogans como “Morte a Khamenei” e “Vida longa ao xá”, além de exibirem a antiga bandeira nacional, substituída após a Revolução de 1979. Em vídeos gravados na Universidade de Arte de Teerã, ouvem-se frases como “Lutamos, morremos, retomamos o Irã” e “Presos políticos devem ser libertados”.
Por outro lado, na Shahid Beheshti University, também em Teerã, um grande grupo de contra-manifestantes marchou pelo campus com bandeiras da República Islâmica e gritos de “Deus é grande”, segundo o The Wall Street Journal.
Muitos dos apoiadores do regime parecem ser estudantes ligados à Basij, milícia voluntária que teve papel central na repressão à onda anterior de protestos. Em alguns campi, integrantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, acusando ambos os países de fomentar a instabilidade.
Universidades sob vigilância
Administradores anunciaram a suspensão de aulas presenciais em diversas instituições. Estudantes identificados como participantes de protestos anteriores também foram impedidos de entrar nos campi. Atualmente, quase 80% das universidades iranianas operam em regime virtual, medida vista por analistas como forma de evitar novas concentrações.
Initial plugin text
O ministro da Ciência, Hossein Simaei-Sarraf, afirmou em vídeo divulgado pela mídia estatal iraniana que não tolerará “distúrbios” nas universidades. Já o procurador-geral Mohammad Mohebi Azad exigiu punições rápidas contra os envolvidos.
— Sempre que o sistema esteve no caminho das negociações, certos grupos, sob orientação do inimigo, tentaram inflamar o ambiente interno — declarou.
As manifestações foram retomadas com a reabertura do semestre letivo, após atos organizados em memória de estudantes mortos na repressão de janeiro. A onda anterior de protestos, que começou no fim do ano passado em meio ao colapso econômico e se espalhou pelo país, representou o maior desafio aos líderes clericais do Irã em décadas.
Análise: Frustração de Trump por resistência do Irã indica erro de cálculo após captura de Maduro
No início de janeiro, o regime cortou o acesso à internet e promoveu uma repressão violenta para conter os atos. Segundo a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, 7.070 pessoas tiveram as mortes confirmadas nos protestos anteriores, de acordo com relatório intitulado “Red Winter”. O governo iraniano reconhece 3.117 mortos.
Pressão externa e risco de escalada
A nova onda de agitação ocorre em um momento delicado. Na quinta-feira, está prevista em Genebra a terceira rodada de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano entre o chanceler Abbas Araghchi e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, com mediação de Omã.
Enquanto isso, o presidente americano Donald Trump intensificou a presença militar na região, posicionando navios de guerra e aeronaves após ameaçar “punir” o regime caso não haja acordo. Trump afirmou que, se Teerã não firmar um entendimento, será “um dia muito ruim para aquele país e, infelizmente, para seu povo”.
Após repressão violenta em janeiro: Governo do Irã adverte estudantes a não ultrapassarem ‘limites’ nos protestos em meio à tensão com os EUA
Analistas avaliam que o discurso de Khamenei também endureceu. Segundo Ali Hashem, pesquisador do Center for Islamic and West Asian Studies, da Royal Holloway, University of London, o líder supremo passou a adotar uma retórica inspirada em Karbala, símbolo central da tradição xiita que exalta o martírio diante da injustiça.
Por ora, os protestos permanecem restritos ao ambiente universitário e ainda não ganharam tração ampla nas ruas. Mas sua persistência, mesmo após a repressão que matou milhares de pessoas há poucas semanas, evidencia que o regime enfrenta um novo desafio, agora sob o olhar atento da comunidade internacional e em meio ao risco de uma crise externa.
Bill Gates admitiu ter cometido “um grave erro” ao se relacionar com Jeffrey Epstein, e disse aos funcionários de sua fundação filantrópica que de fato teve casos com duas mulheres russas, mas negou qualquer ligação com os crimes do financista e condenado por crimes sexuais.
Em meio ao escândalo Epstein, Bill Gates cancela discurso em cúpula de tecnologia na Índia: ‘para garantir foco em IA’
Da prisão de Andrew a denúncias contra Trump, veja o que se sabe sobre o caso Epstein
O cofundador da Microsoft é uma das figuras mais proeminentes que aparecem nos documentos do arquivo Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nos quais são reveladas amizades próximas, acordos financeiros ilícitos e fotos privadas.
Em uma assembleia geral com funcionários da Fundação Gates realizada na terça-feira, cuja gravação foi analisada pelo The Wall Street Journal, Gates lamentou que sua relação com Epstein tivesse afetado o trabalho de sua organização filantrópica.
“Foi um grande erro passar tempo com Epstein” e organizar reuniões entre executivos da fundação e o financista, disse Gates.
Arquivos de Epstein divulgados pelos EUA têm lacunas, incluindo entrevistas sobre acusação contra Trump, diz TV
Em um rascunho divulgado pelo Departamento de Justiça, Epstein afirmou que Gates manteve relações extraconjugais. Ele escreveu que sua relação com Gates ia desde “ajudar Bill a conseguir drogas para lidar com as consequências de ter feito sexo com garotas russas, até facilitar seus encontros ilícitos com mulheres casadas”.
Bill Gates: Bilionário aparece em imagens com meninas menores de idade
Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Gates, de 70 anos, reconheceu na assembleia dois casos. “Sim, tive casos amorosos; um com uma jogadora russa de bridge, que conheci em eventos de bridge, e outro com uma física nuclear russa, que conheci em atividades de negócios”, afirmou.
Mas negou qualquer relação com vítimas de Epstein, que foi encontrado morto em uma prisão de Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores de idade.
— Não fiz nada ilícito. Não vi nada ilícito — disse Gates na assembleia.
Repercussão: Prêmio de Arquitetura reage após virem à tona ligações de Tom Pritzker com Epstein
O empresário de tecnologia disse que sua relação com Epstein começou em 2011, três anos depois de o financista ter se declarado culpado de solicitar uma menor para prostituição.
— Saber o que sei agora torna isso, sabem, 100 vezes pior, não apenas em termos de seus crimes no passado, mas agora está claro que havia uma conduta imprópria contínua — disse Gates à equipe.
“Bill falou com franqueza, respondeu a várias perguntas em detalhes e assumiu a responsabilidade por suas ações”, declarou a Fundação Gates em um comunicado enviado à AFP.
O Senegal está intensificando a repressão à homossexualidade, com um número crescente de detenções, discursos de ódio e um projeto de lei para duplicar as penas, uma situação que está empurrando o coletivo LGBT+ para o exílio.
O tema da homossexualidade costuma vir à tona neste país da África Ocidental, de maioria muçulmana e de prática religiosa muito intensa.
Mas, nas últimas semanas, o assuntou se tornou especialmente quente após a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens -incluindo duas celebridades locais- por “atos contra a natureza”, um termo que designa as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, praticamente todos os dias têm sido reportadas novas detenções, com base em denúncias e na inspeção de celulares. Além disso, os nomes dos detidos são divulgados publicamente. Alguns dos detidos são acusados de terem transmitido voluntariamente a aids, o que alimenta debates acirrados contra a homossexalidade.
Estas detenções são altamente midiáticas e o CORED, órgão de regulação deontológica dos meios de comunicação no Senegal, teve que publicar um comunicado em que lembra que é preciso respeitar a “dignidade humana e a vida privada dos indivíduos”.
“Grande batida contra homossexuais”, “Bissexuais, perigoso ambulantes”, “A perseguição se intensifica” … foram algumas das manchetes mais recentes sobre o tema.
O assunto também tem sido muito comentado nas redes sociais, onde proliferam publicações incendiárias e vídeos de pessoas sendo agredidas após serem acusadas de serem homossexuais. Em um deles, que não pôde ser verificado pela AFP, é possível ver um grupo de pessoas espancando um homem acusado de ser homossexual.
Neste contexto, o governo aprovou um projeto de lei para duplicar as penas que punem as relações homossexuais, que passarão a ser de cinco a dez anos de prisão, se o texto for adiante. Além disso, a mesma lei prevê punir com entre três a sete anos de prisão “toda pessoa que faça apologia da homossexualidade”.
No Senegal, a homossexualidade é considera por muitos como um desvio, e associações religiosas muito influentes vêm há anos reivindicando sua “criminalização”. Um clima geral que se tornou insuportável para pessoas LGBT+, indicaram vários ativistas contatados à AFP.
Linchamento público
“Mesmo no Senegal, isto nunca tinha sido visto. O que estão fazendo é um linchamento público”, disse um ativista de direitos humanos, que pediu anonimato, à AFP.
“As pessoas [LGTB+] se escondem (…) muito mais do que antes” em decorrência desta onda de detenções, que provocou um “trauma” no coletivo, segundo o ativista.
“Estamos ajudando as pessoas a fugir para Gâmbia”, um país vizinho, dada a “situação dramática” que se vive no Senegal, afirmou.
É difícil quantificar quantas pessoas abandonaram o país neste contexto, já que fazem na clandestinidade, mas a associação STOP Homophobie afirma que recebeu 18 pedidos de pessoas para que as ajudassem a sair do Senegal nos últimos dias.
Segundo esta associação, que tem sede em Paris e presta assistência a senegaleses vítimas de discriminação em seu país, o número de pedidos vindos do país africano aumentou.
“Alguns mencionam violências, ameaças e expulsões familiares. Todos têm medo de ser presos e muitos temem que sua vida privada seja violada”, explicou Terrence Khatchadourian, secretário-geral da STOP Homophobie.
Além disso, Khatchadourian alertou que “o uso de elementos relacionados a presença do HIV como prova de acusação tem graves consequências para a saúde pública, por desencorajar a realização de testes de detecção e o acesso aos cuidados de saúde”.
No Senegal, são poucos os organismos que denunciam a situação, pois a defesa dos direitos das pessoas homossexuais é percebida como um valor ocidental incompatível com as tradições locais.
Em uma entrevista ao jornal senegalês L’Observateur, Denis Ndour, novo presidente da Liga Senegalesa dos Direitos Humanos, declarou apoiar o endurecimento das penas e qualificou os homossexuais como “doentes”.
Boubacar [nome modificado] é uma das pessoas que tiveram que deixar o país. Saiu há cinco meses, quando sua família descobriu sua homossexualidade e o expulsou de casa.
Segundo contou à AFP, ele tem alguns amigos que também estão tentando sair do Senegal. E, os que não têm meios para fazê-lo, “a única coisa que podem fazer é ver a morte se aproximar e esperar”.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress