Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca é um evento anual que os jornalistas que trabalham em Washington sempre esperam com ansiedade. Mas esse tinha algo de especial. Pela primeira vez, Donald Trump havia confirmado presença. Até o primeiro mandato de Trump, a ida do presidente americano ao jantar era uma tradição centenária praticamente incontornável. Desde 1924, todos os presidentes compareceram pelo menos uma vez ao longo do mandato; a maioria não perdeu um único ano. Ausências foram sempre pontuais por motivo de saúde ou compromissos políticos inadiáveis.
Investigação: Atirador ‘tinha como alvo membros do governo’ e ‘possivelmente Trump’, diz secretário de Justiça interino
Discurso de ódio: Trump diz que suspeito de disparos em jantar de imprensa escreveu manifesto anticristão
Mas Donald Trump, um presidente de relação conflituosa com a imprensa, esnobou o evento durante todo o primeiro mandato. Por isso, foi uma surpresa para toda a imprensa quando, desta vez, no primeiro ano de seu segundo mandato, Trump disse que compareceria. Havia outra novidade importante prevista para a noite deste sábado em Washington. Há 40 anos, na década de 80, nascera uma tradição dentro da tradição: um humorista passou a fazer parte do programa do jantar, convidado a satirizar o presidente na presença dele – para deleite dos jornalistas. Com Trump, dessa vez, o humorista seria substituído por um “mentalista”, alguém que “leria a mente” do presidente americano diante de todos nós. O resultado desta ousadia, por enquanto, nós vamos ficar sem saber.
Suspeito ‘fura’ bloqueio de segurança na Casa Branca e é ferido por agentes de segurança
O jantar deste sábado também foi o primeiro ao qual eu, que não faço parte da Associação de Correspondentes da Casa Branca, pude ir. A coincidência entre a data do jantar e uma viagem pessoal aos Estados Unidos combinada à gentileza de um convite da Agência de Notícias Reuters permitiram que eu pontualmente, às 19h, passasse pela recepção do Washington Hilton com um pequeno convite na mão para a checagem de ninguém. Esse foi o primeiro espanto. O Hilton é um hotel de mil quartos. O evento da associação de correspondentes previa 2500 convidados. No subsolo do hotel, agências de notícias e outros órgãos da imprensa americana organizavam badaladas festas de “aquecimento” para o jantar. À exceção de uma breve espiada de um guarda metropolitano ainda na parte externa do hotel, não foi necessário apresentar o convite. Também não houve detector de metal ou revista até a antessala do International Ballroom, o imenso salão onde ocorreria o jantar. Foi só ao chegar a este ponto que Cole Tomas Allen sentiria necessidade de acelerar o passo, atravessar correndo armado a barreira de segurança, para então ser alvejado e detido.
Tiros em Washington: O que se sabe sobre disparos no jantar dos correspondentes da Casa Branca
Atingido: Agente do Serviço Secreto baleado nos EUA recebe alta do hospital, diz porta-voz da agência
Antes disso, no interior do International Ballroom tudo seguia o script. A presidente da Associação dos Correspondentes da Casa Banca Weijia Jiang, da CBS News, abriu o evento celebrando a Primeira Emenda da Constituição e a presença inédita de Donald Trump. O Presidente e o vice, JD Vance, tomaram seus lugares em um palco armado à frente das mesas. Uma banda performou o hino americano. Uma salada de burrata com pepino foi servida.
Lideranças do governo Trump e jornalistas se misturavam em centenas de mesas justapostas no salão. Meus colegas da Globo Nova York Raquel Krahenbuhl, Deni Navarro e Anna Camanducaia estavam numa mesa com outros colegas estrangeiros que cobrem a Casa Branca. Mark Rubio, Scot Bessent, Pete Hegseth e outros integrantes do gabinete de Trump espalhados por mesas com estrelas do jornalismo americano. Na mesma mesa em que eu estava, o senador democrata por Rhode Island, Sheldon Whitehouse. Era com ele e com o diretor-executivo da Reuters, Alphonse Hardel, que eu começava a conversar sobre as eleições parlamentares americanas de novembro e a presidencial brasileira de outubro quando algo estranho aconteceu. Foi uma sequência de estampidos secos, que depois eu entenderia serem os tiros, mas que no ato me pareceram ruídos produzidos pela queda de objetos muito pesados em chão de madeira.
Correria após tiros serem disparados durante jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington
Danny KEMP and AFPTV teams / AFP
A dúvida de que algo grave estava acontecendo se dissipou quando dezenas de soldados armados com fuzis entraram pelo salão. Fomos todos para debaixo das mesas. Houve gritaria, mas não pânico. É ruim ver soldados de roupa camuflada apontando rifles num salão. Trump e JD Vance foram retirados do palco rapidamente. E todas as autoridades nas mesas também. O serviço secreto sabia onde estava cada um deles. Um ou mais agentes iam até a mesa, pegavam sem delicadeza no braço da autoridade e a conduziam para fora.
Por cerca de meia hora ficamos apenas nós lá. Dois mil e quinhentos jornalistas. Sem saber o que tinha se passado do lado de fora do salão. Um frenesi de apuração por telefone com internet ruim. Muitos repórteres para pouca informação. Soube-se em sequência que era apenas um atirador; que era da California; que estava preso; que não havia vítimas; que talvez o evento continuasse como programado. Era a determinação do presidente.
Agentes do serviço secreto fazem buscas após disparos em jantar de correspondentes
Yuri Gripas/Abaca/Bloomberg
Mas não deu. Àquela altura, a disrupção era grande demais para seguir o script. Foram as autoridades policiais que decretaram que o evento estava encerrado sem os discursos, sem a leitura da mente de Trump pelo mentalista, sem a palavra do Presidente, com a salada de burrata com pepino mal servida nas mesas. A presidente da Associação voltou ao palco e repetiu uma máxima do jornalismo: “Quando há uma emergência, a gente corre em direção à crise, não para longe dela.” É isso que distingue os jornalistas das outras pessoas. Do lado de fora do Hilton, depois de tudo, uma demonstração. Repórteres ainda no black-tie mandatório para o encontro, no frio de 10 graus, informando ao vivo para câmeras, microfones e telefones, um ao lado do outro, o que tinham acabado de testemunhar. Ninguém ali correu da notícia.
* Ricardo Villela é diretor de jornalismo da TV Globo
No Dia Internacional dos Anfíbios, especialistas trabalham contra o tempo em um projeto de conservação para evitar a perda definitiva da rã-da-patagônia, espécie endêmica e criticamente ameaçada de extinção. A iniciativa destaca a importância da preservação de anfíbios e sua adaptabilidade, que os torna um modelo biológico único.
‘Diplomacia do panda’: China envia dois animais gigantes a zoológico nos EUA em novo acordo
Leia também: Árvore de 350 anos é vandalizada com tinta spray em parque nos EUA
A ação ocorre em um contexto preocupante: dos 175 táxons de anfíbios identificados na Argentina, 51 enfrentam riscos críticos de conservação, com destaque para os gêneros Alsodes, Atelognathus e Telmatobius, considerados os mais vulneráveis. Nesse cenário, a rã-patagônica (Atelognathus patagonicus) tornou-se o foco de um projeto estratégico de resgate, reprodução em cativeiro e restauração de habitat, conduzido pela Fundação Temaikén em parceria com a Administração de Parques Nacionais (APN).
A relevância da espécie vai além de seu valor biológico. Os anfíbios são considerados bioindicadores ambientais fundamentais, já que sua pele permeável e ciclo de vida entre ambientes aquáticos e terrestres os tornam altamente sensíveis à qualidade da água, poluição e mudanças ambientais. “Seu estado de saúde reflete diretamente o equilíbrio dos ecossistemas em que vivem”, destacam os pesquisadores.
No caso da rã-da-patagônia, sua preservação é ainda mais relevante devido à sua plasticidade fenotípica excepcional, capaz de expressar dois morfotipos distintos conforme as condições ambientais. “Diante da redução dos corpos d’água causada pelas mudanças climáticas, esses animais conseguem adaptar suas características morfológicas e fisiológicas para sobreviver em ambiente terrestre, o que os torna um modelo valioso para estudos científicos”, explicam os especialistas.
Desde 2023, o projeto realiza o resgate de indivíduos em lagoas temporárias que estão secando, com transferência para o Bioparque. O objetivo é estruturar um programa de reprodução sob cuidados humanos e formar um novo núcleo populacional para futura reintrodução na natureza. “O objetivo é criar uma nova população reprodutora para que possam retornar em breve ao ambiente natural”, afirmam os responsáveis pela iniciativa.
A rã-da-patagônia é uma espécie endêmica que está criticamente ameaçada de extinção
Lucha Musante/Tamaikén
Até o momento, foram recebidos 64 espécimes, dos quais 34 seguem em observação constante. Os especialistas explicam que as perdas iniciais eram esperadas devido à falta de experiência prévia no manejo da espécie em cativeiro.
O trabalho inclui medições morfométricas, pesagens periódicas e um sistema de identificação baseado em manchas dorsais. A equipe já registrou avanços importantes, como a identificação de períodos de reabsorção ovariana em fêmeas e mudanças na coloração das calosidades nupciais em machos. “Essas informações são essenciais para o desenvolvimento de estratégias futuras de conservação”, apontam os pesquisadores.
Apesar dos progressos, o conhecimento sobre a fisiologia e a reprodução da espécie ainda é limitado. Mesmo assim, os dados coletados são considerados fundamentais para orientar novas ações de preservação.
Paralelamente, o Serviço de Parques Nacionais, com apoio técnico de pesquisadores do CONICET e da Universidade Nacional de La Plata, atua na restauração de habitats naturais e no controle de espécies invasoras. Ainda assim, a reintrodução imediata na Laguna Blanca não é possível, já que a recuperação do ecossistema exige um processo de longo prazo.
A ciência argentina reforça o compromisso com a espécie, entendendo que cada indivíduo resgatado é essencial para evitar a perda da singularidade biológica da Patagônia diante das mudanças climáticas. “A ciência segue empenhada em garantir a sobrevivência dessa espécie única”, concluem os pesquisadores.
Com informações da Fundação Temaikén.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que Cole Tomas Allen, o atirador que tentou invadir o jantar dos correspondentes da Casa Branca ao qual o republicano compareceu, escreveu um manifesto anticristão que incitava ataques contra funcionários do governo.
‘Possivelmente Trump’: Atirador ‘tinha como alvo membros do governo’ Trump, diz secretário de Justiça interino
Motivação é investigada: FBI realiza buscas na casa do suspeito por disparos no jantar dos correspondentes da Casa Branca
— Esse cara é um doente — disse Trump à rede de TV americana Fox News. — Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos. A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado.
Initial plugin text
Trump sugeriu que a família de Allen expressou preocupações sobre ele à polícia de Connecticut antes do ataque ao jantar de imprensa.
Autoridades que examinaram os dispositivos eletrônicos e os escritos do atirador acreditam que ele pretendia atacar membros do governo presentes no Salão de Baile do Washington Hilton. Na ocasião, o homem tentou invadir o jantar com duas armas, mas foi derrubado em uma cena caótica que resultou em disparos, Trump sendo retirado às pressas do palco e convidados se protegendo debaixo das mesas.
Suspeito ‘fura’ bloqueio de segurança na Casa Branca e é ferido por agentes de segurança
Em entrevista à imprensa americana neste domingo, o secretário de Justiça interino dos EUA, Todd Blanche, reiterou que Allen agiu sozinho e “tinha como alvo pessoas que trabalham no governo, possivelmente incluindo o presidente”. Ele acredita que o atirador “não está cooperando com as investigações”.
— Parece que ele, de fato, tinha como alvo pessoas que trabalham no governo, provavelmente incluindo o presidente — disse Blanche, afirmando que esta é uma visão “bastante preliminar”.
O secretário de Justiça interino ainda disse que o incidente mostrou que o perímetro de segurança ao redor de Trump e seus assessores “funcionou bem” para neutralizar rapidamente a ameaça.
— Não podemos esquecer que o suspeito não foi muito longe. Ele mal ultrapassou o perímetro — disse Blanche, que também estava no salão. — O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente Trump estava seguro.
Ele disse ao programa Meet the Press, da rede americana NBC News, que os investigadores estão analisando relatos de que o suposto atirador montou a arma no hotel. De acordo com Blanche, o suspeito pegou um trem de Los Angeles para Chicago e, em seguida, de Chicago para Washington, onde se hospedou no Washington Hilton um ou dois dias antes do jantar.
Trump mostrou-se excepcionalmente conciliador após o que considerou a terceira tentativa de assassinato contra ele em menos de dois anos. Ele sugeriu que suas convicções políticas pessoais o tornaram um alvo frequente, mas também fez um apelo à união e à reconciliação bipartidária em um mundo cada vez mais violento.
O presidente do UFC, Dana White, esteve presente no jantar da Casa Branca, neste sábado, onde um atirador tentou realizar um atentado contra Donald Trump, presidente dos EUA. Após o ocorrido, White contou que recusou o comando, dos agentes de segurança, para se abaixar no momento da confuão, pois ele queria “aproveitar cada minuto”. Reconhecidamente trumpista, White afirmou que a situação foi “incrível”, além de uma “experiência louca e única” .
Maratona de Londres 2026: Sabastian Sawe faz história e completa primeira maratona em menos de duas horas
Entenda: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
Em coletiva de imprensa: Trump diz ter ‘impressão’ de que atirador ‘é um lobo solitário’
Na saída do evento, Dana White explicou para jornalistas o que ele testemunhou.
— Começou a ficar barulhento, mesas sendo viradas, carras correndo com armas gritando para abaixar. Eu não abaixei, foi incrível para c***. Eu literalmente aproveitei cada minuto. Foi uma experiência louca e única — disse Dana White, que estava sentado bem na frente da mesa de Trump.

Initial plugin text
O atentado na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas por agentes do serviço secreto do hotel Washington Hilton na noite deste sábado, após disparos de arma de fogo serem ouvidos durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, que reunia autoridades políticas e repórteres que acompanham o dia a dia do presidente. Uma operação de emergência foi realizada para retirar autoridades do local, que rapidamente foi tomado por agentes com armas em punho. A Polícia Federal dos EUA (FBI) afirmou que um suspeito está sob custódia, enquanto Trump classificou o homem como “um lobo solitário”. Um agente foi alvejado, mas vestia colete à prova de balas.
Os convidados, incluindo autoridades e jornalistas, haviam entrado no salão de eventos para a noite de gala há cerca de cinco minutos, quando uma agitação foi notada na parte de trás da recepção. Um forte barulho foi ouvido e provocou pânico entre os presentes. Um agente do Serviço Secreto gritou: “Disparos efetuados”. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Trump é alcançado por agentes de segurança, que retiram ele e a primeira-dama, Melania, sob escolta. Relatos publicados pelas redes CBS e BBC, apontam que agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) foram posicionados no salão com armas longas apontadas para o ambiente.
Initial plugin text
Trump se manifestou sobre o incidente, inicialmente por meio das redes sociais, e posteriormente em uma coletiva de imprensa na Casa Branca. Em uma reação inicial, o presidente afirmou que o serviço secreto e as forças policiais “fizeram um trabalho fantástico” e que o “atirador foi detido”. Pouco depois, compartilhou a imagem de um homem imobilizado por policiais, sem identificá-lo. O New York Times, citando fontes policiais ouvidas em anonimato, afirmou se tratar de Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, Califórnia.
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump na coletiva de imprensa, na qual também se referiu ao suspeito como “uma pessoa doente”. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
Trump publicou imagem de homem detido por agentes de segurança após disparos em evento oficial em Washington
Reprodução/Truth Social
Ainda de acordo com Trump, investigadores estavam a caminho da residência do suspeito ainda na noite de sábado. O procurador-geral interino Todd Blanche disse esperar que uma acusação criminal fosse apresentada em breve. Minutos depois, Jeanine Pirro, procuradora federal do Distrito de Columbia, afirmou que o suspeito seria acusado de dois crimes: porte de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa. A autoridade disse que o réu será apresentado perante o tribunal federal na segunda-feira e que espera que outras acusações sejam feitas posteriormente.
Imagens de câmera de segurança mostram que o homem detido não chegou a passar pelo posto de segurança antes da porta de entrada do salão principal. Agentes de segurança perseguem o homem, que consegue disparar antes de ser imobilizado. Um repórter do Wall Street Journal presente no evento descreveu os protocolos de segurança aos quais os convidados foram submetidos e disse que só era necessário um ingresso de papel para entrar no hotel. Na entrada do salão de baile, havia detectores de metal.
Initial plugin text
Testemunhas que presenciaram o momento descrevem a cena com apreensão. O âncora da CNN Wolf Blitzer, disse que estava a poucos metros do confronto e que tiros foram disparados antes que os policiais conseguissem imobilizar o homem. Blitzer descreveu como um policial o agarrou, o derrubou no chão e o protegeu com o próprio corpo. “Eu só vi uma arma grande e ouvi os estrondos”, disse.
O chefe de polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que “um indivíduo atacou um posto de controle do Serviço Secreto” armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Carroll esclareceu que o suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital local para avaliação.
Initial plugin text
Enquanto isso, na parte interna do salão, convidados foram pegos de surpresa. Muitos descreveram cenas de desordem e pânico entre os presentes, assustados com a presença dos agentes armados.
“Um agente do Serviço Secreto de smoking me acompanhou até o banheiro masculino momentos antes do início dos tiros no corredor do lado de fora. Ouvimos gritos e o som de pratos quebrando. Saímos correndo do banheiro. Ao virarmos, outros agentes estavam com as armas em punho, apontadas diretamente para nós. Eles começaram a gritar para corrermos pelo corredor e nos abaixarmos”, escreveu o jornalista do New York Times Shawn McCreesh, que estava no evento. “Em seguida, os membros do Gabinete foram retirados um a um. Agentes de smoking circulavam pelo enorme Hilton com metralhadoras, olhando para todos os lados”.
Entre os presentes estavam Scott Bessent, secretário do Tesouro; Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional; Sean Duffy, secretário de Transportes; Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde; Karoline Leavitt, secretária de Imprensa; Steven Cheung, diretor de Comunicações da Casa Branca; e Kash Patel, diretor do FBI.
Há um paralelo histórico entre o incidente de sábado e o local em que o evento era realizado: o Washington Hilton é o mesmo hotel em frente ao qual tentaram assassinar o presidente Ronald Reagan, também republicano, em 1981. Trump também foi alvo de atentados recentes. Na campanha de 2024, o republicano foi atingido de raspão por um tiro de fuzil na orelha, em Butler, na Pensilvânia. Meses depois, foi retirado às pressas para um local seguro quando um agente federal atirou contra um homem armado em seu clube de golfe na Flórida.
Questionado sobre o motivo de continuar sofrendo atentados durante a coletiva na Casa Branca, Trump sugeriu que “as pessoas que causam o maior impacto”, citando o ex-presidente Abraham Lincoln, são as que se tornam alvos.
— Detesto dizer que me sinto honrado com isso, mas já fizemos muito — afirmou.
Initial plugin text
O presidente americano foi retirado do local do evento em uma limusine por volta das 21h45 (22h45 em Brasília) e seguiu para a Casa Branca. Imagens do local mostram que a segurança foi reforçada, com homens fardados em patrulha nos jardins da residência oficial.
Enquanto isso, organizadores de algumas das festas pós-evento confirmaram que elas seriam realizadas. A festa da revista Time na residência do embaixador suíço ocorrerá, segundo os organizadores. Richard Hudock, porta-voz da MS NOW, escreveu em uma mensagem de texto que o evento no Dupont Underground também acontecerá.
— Embora o evento desta noite não seja como planejamos originalmente, ainda achamos importante proporcionar um espaço para que amigos e colegas estejam juntos — disse ele. (Com NYT e AFP)

A polícia britânica fez um apelo público por informações que possam levar ao paradeiro de Holly Collinson, de 29 anos, desaparecida há pouco mais de um mês. O caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias, ampliando a mobilização por pistas sobre a jovem, vista pela última vez em 25 de março, em um pub na região da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra.
Segundo as autoridades, Holly havia viajado para a cidade de Newquay, onde foi vista no pub Central Square. Desde então, não há registro de contato com familiares, o que aumentou a preocupação com sua segurança. O desaparecimento foi oficialmente comunicado à polícia em 10 de abril pela família, que afirma não ter notícias da jovem desde o fim de março.
Confira:
Initial plugin text
Natural de Hinckley, Holly é descrita como uma mulher de aproximadamente 1,70 metro de altura, com constituição física esbelta. De acordo com a polícia, ela atualmente usa longos dreadlocks vermelhos e pode estar vestindo um chapéu e um casaco da mesma cor.
Buscas se estendem por diferentes regiões
Desde o registro do desaparecimento, equipes policiais têm conduzido buscas não apenas na Cornualha, mas também em Leicestershire e em outras áreas onde a jovem poderia ter passado. As investigações seguem em andamento, mas até o momento não houve confirmação de seu paradeiro.
As autoridades reforçam o pedido para que qualquer pessoa que tenha visto Holly ou possua informações relevantes entre em contato pelo telefone da polícia, informando o número do incidente 623, registrado em 10 de abril.
A família segue mobilizada e pede colaboração do público, enquanto cresce a apreensão pelo longo período sem notícias da jovem.
Em entrevista à imprensa americana neste domingo, o secretário de Justiça interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, disse que o incidente com tiros durante o jantar de correspondentes no Washington Hilton, mostrou que o perímetro de segurança ao redor do presidente americano, Donald Trump, e seus assessores “funcionou bem” para neutralizar rapidamente a ameaça.
— Não podemos esquecer que o suspeito não foi muito longe. Ele mal ultrapassou o perímetro — disse Blanche, que também estava no salão. — O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente Trump estava seguro.
‘Lobo solitário’, agente baleado e reação internacional: o que se sabe sobre disparos no jantar dos correspondentes da Casa Branca
Veja vídeos e foto do suspeito: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos
Blanche reiterou que Allen agiu sozinho e “tinha como alvo pessoas que trabalham no governo, provavelmente incluindo o presidente”. Segundo ele, o suspeito comprou as duas armas que portava no ataque “nos últimos dois anos” e se hospedou no Washington Hilton um ou dois dias antes do jantar.
Ele disse ao programa Meet the Press, da rede americana NBC News, que os investigadores estão analisando relatos de que o suposto atirador montou a arma no hotel.
— Parece que ele, de fato, tinha como alvo pessoas que trabalham no governo, provavelmente incluindo o presidente — afirmou o secretário de Justiça interino.
Horas após os disparos no Washington Hilton, que levaram à retirada às pressas de Trump e de integrantes de seu gabinete do jantar de correspondentes da Casa Branca, o FBI iniciou buscas na casa de Cole Tomas Allen, suspeito pelo ataque, em Torrance, nos arredores de Los Angeles, na madrugada deste domingo. Moradores da região se reuniram nas calçadas enquanto helicópteros policiais sobrevoavam a área e veículos das forças de segurança, com luzes vermelhas e azuis piscando, bloqueavam a rua.
Natural da Califórnia, Allen, segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, estava armado com facas, uma espingarda e uma pistola e havia se hospedado no Washington Hilton. Carroll ainda afirmou que as autoridades investigam se o alvo era, de fato, o presidente, mas acreditam que o suspeito agiu sozinho.
Em um pronunciamento na Casa Branca, após o incidente, Trump disse que o homem “provavelmente era um atirador solitário” e o classificou como “uma pessoa muito doente”.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa após o incidente no Washington Hilton
Salwan Georges / The New York Times
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
O prefeito de Torrance, George Chen, condenou o ataque, afirmando que as ações do suspeito não refletem os valores da cidade nem de seus moradores.
Initial plugin text
— Esta noite, nossa comunidade se une ao país na condenação do incidente violento ocorrido em Washington durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca — disse Chen, classificando a ligação do suspeito com a cidade como “profundamente preocupante”. — Torrance é uma comunidade construída com base no respeito, diversidade, trabalho árduo e segurança pública.
Com o quarteirão em frente à casa do suspeito isolado pela polícia local e agentes do FBI, multidões de moradores se aglomeravam para ver a casa de dois andares, enquanto as autoridades aguardavam um mandado de busca.
Torrance é uma cidade com cerca de 150 mil habitantes, localizada a sudoeste do centro de Los Angeles. Outrora povoada principalmente por operários das indústrias aeroespacial e automotiva, hoje é reconhecida por sua força de trabalho qualificada na área da saúde e por seus profissionais de escritório, além da proximidade com praias populares. O valor médio dos imóveis na cidade ultrapassa US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões, na cotação atual), embora o bairro ao redor da casa do suspeito fosse um pouco mais modesto.
Disparos no Washington Hilton
Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump, do hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, mostram uma pessoa passando correndo por seguranças, que então se viram e a perseguem. Citando fontes policiais, a rede americana CBS News afirmou que, pelo menos, cinco a oito tiros foram disparados.
Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso
Reprodução/Redes sociais
Dentro do próprio salão de baile, onde mais de 2 mil pessoas estavam reunidas para o evento, imagens mostraram Trump e a primeira-dama, Melania Trump, em seus lugares em um palco na frente do salão conversando com outros convidados, quando fortes estrondos foram ouvidos à distância.
Eles aparentemente perceberam a comoção na sala e foram retirados às pressas do palco pela segurança, enquanto alguns convidados se abrigaram. Vários agentes do Serviço Secreto correram para o palco, portando armas, enquanto os participantes se abaixavam para se esconder sob as mesas redondas.
Entenda: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
A sala foi brevemente isolada, antes de ser anunciado que o evento seria adiado e remarcado. Os participantes foram retirados da sala, e muitos tentaram noticiar os acontecimentos.
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Quem é o suspeito
A mídia americana citou fontes policiais que identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia.
Ele disse às autoridades policiais que queria atirar em funcionários do governo Trump, segundo duas fontes ouvidas pela CBS. Em uma coletiva de imprensa, o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suposto atirador era um hóspede do hotel onde o evento estava ocorrendo e que ele estava “armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”.
Ainda de acordo com as fontes, ele trabalhava para uma empresa de aulas particulares em Torrance chamada C2 Education. Em dezembro de 2024, ele recebeu o prêmio de “Professor do Mês” da empresa.
Jeanine Pirro, procuradora federal pelo estado de Washington, afirmou que o suspeito enfrenta duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (26) “repudiar veementemente” o ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido nesse sábado (25) em um encontro com jornalistas em Washington.

“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite”, diz a nota publicada por Lula nas redes sociais.

Notícias relacionadas:

“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, acrescentou o presidente brasileiro.

Os disparos foram dados durante o jantar de Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

O suspeito atirou em um agente do serviço secreto – que acabou sendo salvo por usar colete à prova de balas. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um “lobo solitário”, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos.

Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.

Horas após os disparos no Washington Hilton, que levaram à retirada às pressas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de integrantes de seu gabinete do jantar de correspondentes da Casa Branca, o FBI iniciou buscas na casa de Cole Tomas Allen, suspeito pelo ataque, em Torrance, nos arredores de Los Angeles, na madrugada deste domingo. Moradores da região se reuniram nas calçadas enquanto helicópteros policiais sobrevoavam a área e veículos das forças de segurança, com luzes vermelhas e azuis piscando, bloqueavam a rua.
‘Lobo solitário’, agente baleado e reação internacional: o que se sabe sobre disparos no jantar dos correspondentes da Casa Branca
Veja vídeos e foto do suspeito: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos
Natural da Califórnia, Allen, segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, estava armado com facas, uma espingarda e uma pistola e havia se hospedado no Washington Hilton. Carroll ainda afirmou que as autoridades investigam se o alvo era, de fato, o presidente, mas acreditam que o suspeito agiu sozinho.
Em um pronunciamento na Casa Branca, após o incidente, Trump disse que o homem “provavelmente era um atirador solitário” e o classificou como “uma pessoa muito doente”.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa após o incidente no Washington Hilton
Salwan Georges / The New York Times
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
O prefeito de Torrance, George Chen, condenou o ataque, afirmando que as ações do suspeito não refletem os valores da cidade nem de seus moradores.
Initial plugin text
— Esta noite, nossa comunidade se une ao país na condenação do incidente violento ocorrido em Washington durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca — disse Chen, classificando a ligação do suspeito com a cidade como “profundamente preocupante”. — Torrance é uma comunidade construída com base no respeito, diversidade, trabalho árduo e segurança pública.
Com o quarteirão em frente à casa do suspeito isolado pela polícia local e agentes do FBI, multidões de moradores se aglomeravam para ver a casa de dois andares, enquanto as autoridades aguardavam um mandado de busca.
Torrance é uma cidade com cerca de 150 mil habitantes, localizada a sudoeste do centro de Los Angeles. Outrora povoada principalmente por operários das indústrias aeroespacial e automotiva, hoje é reconhecida por sua força de trabalho qualificada na área da saúde e por seus profissionais de escritório, além da proximidade com praias populares. O valor médio dos imóveis na cidade ultrapassa US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões, na cotação atual), embora o bairro ao redor da casa do suspeito fosse um pouco mais modesto.
Disparos no Washington Hilton
Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump, do hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, mostram uma pessoa passando correndo por seguranças, que então se viram e a perseguem. Citando fontes policiais, a rede americana CBS News afirmou que, pelo menos, cinco a oito tiros foram disparados.
Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso
Reprodução/Redes sociais
Dentro do próprio salão de baile, onde mais de 2 mil pessoas estavam reunidas para o evento, imagens mostraram Trump e a primeira-dama, Melania Trump, em seus lugares em um palco na frente do salão conversando com outros convidados, quando fortes estrondos foram ouvidos à distância.
Eles aparentemente perceberam a comoção na sala e foram retirados às pressas do palco pela segurança, enquanto alguns convidados se abrigaram. Vários agentes do Serviço Secreto correram para o palco, portando armas, enquanto os participantes se abaixavam para se esconder sob as mesas redondas.
Entenda: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
A sala foi brevemente isolada, antes de ser anunciado que o evento seria adiado e remarcado. Os participantes foram retirados da sala, e muitos tentaram noticiar os acontecimentos.
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Quem é o suspeito
A mídia americana citou fontes policiais que identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia.
Ele disse às autoridades policiais que queria atirar em funcionários do governo Trump, segundo duas fontes ouvidas pela CBS. Em uma coletiva de imprensa, o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suposto atirador era um hóspede do hotel onde o evento estava ocorrendo e que ele estava “armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”.
Ainda de acordo com as fontes, ele trabalhava para uma empresa de aulas particulares em Torrance chamada C2 Education. Em dezembro de 2024, ele recebeu o prêmio de “Professor do Mês” da empresa.
Jeanine Pirro, procuradora federal pelo estado de Washington, afirmou que o suspeito enfrenta duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa.
(Com The New York Times)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma tentativa de ataque registrada durante um jantar com correspondentes em Washington. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “repudia veementemente” o episódio.
Na mensagem, o presidente brasileiro também estendeu sua solidariedade à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no evento. Segundo ele, episódios de violência política representam uma ameaça direta às instituições democráticas.
“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, escreveu Lula.
Em atualização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de outras autoridades do governo, foi retirado às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado, após relatos de disparos de arma de fogo no local. Na ocasião, um agente do Serviço Secreto, que estava de colete à prova de balas, foi atingido, mas recebeu alta do hospital neste domingo. O suspeito foi posteriormente identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos.
Veja vídeos e foto do suspeito: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos
Entenda: Trump diz que ‘atirador’ foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos
Em um pronunciamento na Casa Branca, após o incidente, Trump disse que o homem que efetuou os disparos “provavelmente era um atirador solitário” e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Segundo o presidente, as autoridades realizam buscas no apartamento do suspeito para entender as motivações do crime.
O que aconteceu
Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump, do hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, mostram uma pessoa passando correndo por seguranças, que então se viram e a perseguem. Citando fontes policiais, a rede americana CBS News afirmou que, pelo menos, cinco a oito tiros foram disparados.
Ataque em Washington: o que se sabe sobre o homem preso por abrir fogo no jantar de Donald Trump
Momento em que Trump saiu às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca após relatos de supostos tiros
Reprodução
Dentro do próprio salão de baile, onde mais de 2 mil pessoas estavam reunidas para o evento, imagens mostraram Trump e a primeira-dama, Melania Trump, em seus lugares em um palco na frente do salão conversando com outros convidados, quando fortes estrondos foram ouvidos à distância.
Eles aparentemente perceberam a comoção na sala e foram retirados às pressas do palco pela segurança, enquanto alguns convidados se abrigaram. Vários agentes do Serviço Secreto correram para o palco, portando armas, enquanto os participantes se abaixavam para se esconder sob as mesas redondas.
Initial plugin text
A sala foi brevemente isolada, antes de ser anunciado que o evento seria adiado e remarcado. Os participantes foram retirados da sala, e muitos tentaram noticiar os acontecimentos.
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Em coletiva de imprensa: Trump diz ter ‘impressão’ de que atirador ‘é um lobo solitário’
O que Trump disse após o tiroteio
Falando da Casa Branca cerca de uma hora após o incidente, o presidente disse que um “homem muito doente” havia sido detido depois de atacar a segurança do hotel Washington Hilton com uma arma “poderosa”.
Trump durante coletiva de imprensa após ataque no jantar com jornalistas correspondentes
KENT NISHIMURA / AFP
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
O presidente se referiu a duas tentativas anteriores contra sua vida, incluindo uma durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em julho de 2024, e outra enquanto jogava golfe em Palm Beach, em setembro do mesmo ano.
Relembre: Hotel de onde Trump foi retirado após disparos é o mesmo em que Reagan sofreu atentado em 1981
Trump confirmou que um agente dos Estados Unidos foi baleado, mas ressaltou que “passa bem”. Segundo ele, o policial foi salvo por estar usando colete à prova de balas.
— Não vamos deixar que tomem nossa sociedade, ou cancelar eventos. Vamos lutar como nunca — afirmou Trump, que definiu o ocorrido como como um “momento traumático”.
O presidente também foi questionado por jornalistas se o ataque à tiros está ligado à guerra com o Irã e respondeu que “acha que não”. Trump ressaltou que o atentado não vai impedi-lo de sair vitorioso no embate.
Quem é o suspeito
A mídia americana citou fontes policiais que identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia.
Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso
Reprodução/Redes sociais
Ele disse às autoridades policiais que queria atirar em funcionários do governo Trump, segundo duas fontes ouvidas pela CBS. Em uma coletiva de imprensa, o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suposto atirador era um hóspede do hotel onde o evento estava ocorrendo e que ele estava “armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”.
‘Um policial me jogou no chão e pulou em cima de mim’: veja relatos de jornalistas presentes no jantar com Trump
Ainda de acordo com as fontes, ele trabalhava para uma empresa de aulas particulares em Torrance chamada C2 Education. Em dezembro de 2024, ele recebeu o prêmio de “Professor do Mês” da empresa.
Jeanine Pirro, procuradora federal pelo estado de Washington, afirmou que o suspeito enfrenta duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa.
Reação internacional
Da Venezuela a Israel, vários líderes internacionais condenaram o incidente. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar “chocado pelas cenas de ontem à noite na gala de correspondentes da Casa Branca, em Washington”. “Qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado com a máxima veemência”, escreveu neste domingo em sua conta no X.
“O ataque armado dirigido ao presidente dos Estados Unidos é inaceitável. A violência nunca tem lugar na democracia. Dirijo a Donald Trump todo o meu apoio”, escreveu no X o presidente francês, Emmanuel Macron.
Presidente francês, Emmanuel Macron, fala com a imprensa durante visita ao Memorial da Guerra da Coreia, em Seul
Ludovic Marin/AFP
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e sua esposa, Sara, estão “chocados com a intenção de assassinato” contra o presidente Trump. “Ficamos aliviados porque o presidente e a primeira-dama [Melania Trump] estão sãos e salvos”, escreveu no X.
Leia também: Hotel de onde Trump foi retirado após disparos neste sábado é o mesmo em que Reagan sofreu atentado em 1981
“Rechaçamos a intenção de agressão contra o presidente e sua esposa, Melania, a quem estendemos nossos desejos de boa vontade, assim como aos participantes da gala de correspondentes. A violência nunca será uma opção para quem defendemos as bandeiras da paz”, escreveu em sua conta no X a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a violência política não tem lugar na democracia” após o ocorrido em Washington. Ela disse estar “aliviada” por não haver vítimas entre os participantes da gala anual de correspondentes e destacou que “um evento destinado a homenagear a imprensa livre nunca deveria se transformar em cenário de terror”.
Reagan sofreu atentado em 1981
Mais do que um edifício luxuoso na capital dos EUA, o hotel Washington Hilton voltou a ser palco de um evento traumático para um presidente americano neste sábado. Enquanto o presidente Donald Trump precisou ser retirado às pressas pelo serviço secreto, após disparos de arma de fogo serem ouvidos durante um evento com autoridades e membros da imprensa, o local presenciou anos antes um atentado contra outro republicano: Ronald Reagan, em 1981.
Em 30 de março de 1981, após um discurso no mesmo hotel que sediou os acontecimentos deste sábado, Reagan seguia para sua limusine quando foi surpreendido por John Hinckley Jr., que disparou contra o então presidente, provocando-lhe ferimentos. O republicano precisou passar por cirurgia e teve um pulmão perfurado.
Fotografia de Sebastião Salgado do atentado ao presidente americano Ronald Reagan
Reprodução
Hinckley foi detido no local e levado a julgamento. Seu caso ganhou notoriedade e prendeu a atenção do público pelo crime, supostamente, ter sido cometido com a intenção de impressionar a estrela de Hollywood Jodie Foster, que no ano anterior estrelou o filme “Foxes” (“Gatinhas”, na versão brasileira), e já era reconhecida por seu papel no sucesso “Táxi Driver”.
O atirador escapou de uma condenação por tentativa de magnicídio nos tribunais por alegada insanidade. Ele passou mais de 30 anos em um hospital psiquiátrico em Washington, sendo liberado em 2016 para morar com a mãe idosa na Virgínia, sob condições restritas. Após o falecimento da mãe, em 2022, a justiça americana retirou as últimas medidas contra Hinckley — sob protesto da família de Reagan.
Em 2023, aos 68 anos, Hickley foi tema de uma matéria da revista Fortune ao lançar um álbum de música folk. A publicação destacava que o ex-atirador “construiu um canal no YouTube de moderado sucesso”, com mais de 32 mil seguidores e mais de 40 vídeos dele cantando músicas originais e covers de Bob Dylan a Elvis Presley.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress