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O jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca é um evento anual que os jornalistas que trabalham em Washington sempre esperam com ansiedade. Mas esse tinha algo de especial. Pela primeira vez, Donald Trump havia confirmado presença. Até o primeiro mandato de Trump, a ida do presidente americano ao jantar era uma tradição centenária praticamente incontornável. Desde 1924, todos os presidentes compareceram pelo menos uma vez ao longo do mandato; a maioria não perdeu um único ano. Ausências foram sempre pontuais por motivo de saúde ou compromissos políticos inadiáveis.
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Mas Donald Trump, um presidente de relação conflituosa com a imprensa, esnobou o evento durante todo o primeiro mandato. Por isso, foi uma surpresa para toda a imprensa quando, desta vez, no primeiro ano de seu segundo mandato, Trump disse que compareceria. Havia outra novidade importante prevista para a noite deste sábado em Washington. Há 40 anos, na década de 80, nascera uma tradição dentro da tradição: um humorista passou a fazer parte do programa do jantar, convidado a satirizar o presidente na presença dele – para deleite dos jornalistas. Com Trump, dessa vez, o humorista seria substituído por um “mentalista”, alguém que “leria a mente” do presidente americano diante de todos nós. O resultado desta ousadia, por enquanto, nós vamos ficar sem saber.
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O jantar deste sábado também foi o primeiro ao qual eu, que não faço parte da Associação de Correspondentes da Casa Branca, pude ir. A coincidência entre a data do jantar e uma viagem pessoal aos Estados Unidos combinada à gentileza de um convite da Agência de Notícias Reuters permitiram que eu pontualmente, às 19h, passasse pela recepção do Washington Hilton com um pequeno convite na mão para a checagem de ninguém. Esse foi o primeiro espanto. O Hilton é um hotel de mil quartos. O evento da associação de correspondentes previa 2500 convidados. No subsolo do hotel, agências de notícias e outros órgãos da imprensa americana organizavam badaladas festas de “aquecimento” para o jantar. À exceção de uma breve espiada de um guarda metropolitano ainda na parte externa do hotel, não foi necessário apresentar o convite. Também não houve detector de metal ou revista até a antessala do International Ballroom, o imenso salão onde ocorreria o jantar. Foi só ao chegar a este ponto que Cole Tomas Allen sentiria necessidade de acelerar o passo, atravessar correndo armado a barreira de segurança, para então ser alvejado e detido.
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Antes disso, no interior do International Ballroom tudo seguia o script. A presidente da Associação dos Correspondentes da Casa Banca Weijia Jiang, da CBS News, abriu o evento celebrando a Primeira Emenda da Constituição e a presença inédita de Donald Trump. O Presidente e o vice, JD Vance, tomaram seus lugares em um palco armado à frente das mesas. Uma banda performou o hino americano. Uma salada de burrata com pepino foi servida.
Lideranças do governo Trump e jornalistas se misturavam em centenas de mesas justapostas no salão. Meus colegas da Globo Nova York Raquel Krahenbuhl, Deni Navarro e Anna Camanducaia estavam numa mesa com outros colegas estrangeiros que cobrem a Casa Branca. Mark Rubio, Scot Bessent, Pete Hegseth e outros integrantes do gabinete de Trump espalhados por mesas com estrelas do jornalismo americano. Na mesma mesa em que eu estava, o senador democrata por Rhode Island, Sheldon Whitehouse. Era com ele e com o diretor-executivo da Reuters, Alphonse Hardel, que eu começava a conversar sobre as eleições parlamentares americanas de novembro e a presidencial brasileira de outubro quando algo estranho aconteceu. Foi uma sequência de estampidos secos, que depois eu entenderia serem os tiros, mas que no ato me pareceram ruídos produzidos pela queda de objetos muito pesados em chão de madeira.
Correria após tiros serem disparados durante jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington
Danny KEMP and AFPTV teams / AFP
A dúvida de que algo grave estava acontecendo se dissipou quando dezenas de soldados armados com fuzis entraram pelo salão. Fomos todos para debaixo das mesas. Houve gritaria, mas não pânico. É ruim ver soldados de roupa camuflada apontando rifles num salão. Trump e JD Vance foram retirados do palco rapidamente. E todas as autoridades nas mesas também. O serviço secreto sabia onde estava cada um deles. Um ou mais agentes iam até a mesa, pegavam sem delicadeza no braço da autoridade e a conduziam para fora.
Por cerca de meia hora ficamos apenas nós lá. Dois mil e quinhentos jornalistas. Sem saber o que tinha se passado do lado de fora do salão. Um frenesi de apuração por telefone com internet ruim. Muitos repórteres para pouca informação. Soube-se em sequência que era apenas um atirador; que era da California; que estava preso; que não havia vítimas; que talvez o evento continuasse como programado. Era a determinação do presidente.
Agentes do serviço secreto fazem buscas após disparos em jantar de correspondentes
Yuri Gripas/Abaca/Bloomberg
Mas não deu. Àquela altura, a disrupção era grande demais para seguir o script. Foram as autoridades policiais que decretaram que o evento estava encerrado sem os discursos, sem a leitura da mente de Trump pelo mentalista, sem a palavra do Presidente, com a salada de burrata com pepino mal servida nas mesas. A presidente da Associação voltou ao palco e repetiu uma máxima do jornalismo: “Quando há uma emergência, a gente corre em direção à crise, não para longe dela.” É isso que distingue os jornalistas das outras pessoas. Do lado de fora do Hilton, depois de tudo, uma demonstração. Repórteres ainda no black-tie mandatório para o encontro, no frio de 10 graus, informando ao vivo para câmeras, microfones e telefones, um ao lado do outro, o que tinham acabado de testemunhar. Ninguém ali correu da notícia.
* Ricardo Villela é diretor de jornalismo da TV Globo

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Uma ocorrência de violência doméstica terminou em uma explosão de grandes proporções na madrugada desta quinta-feira (30), no bairro do Queens, em Nova York, deixando policiais feridos, civis hospitalizados e um morto ainda não identificado. Imagens registradas por câmeras corporais dos agentes mostram o momento em que policiais do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) são lançados ao chão pela força da detonação, segundos após chegarem à residência.
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Segundo a polícia, a equipe foi acionada às 2h42 da manhã após uma denúncia de violência doméstica em uma casa da região. A pessoa que fez a ligação relatou que um homem de 50 anos, aparentando estar embriagado, havia chegado ao imóvel, entrado à força e ameaçado familiares.
Confira:
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Imagens de segurança da residência, divulgadas pelas autoridades, mostram o suspeito carregando uma faca e duas sacolas contendo uma substância ainda não identificada. De acordo com o NYPD, ele teria intimidado os moradores após entrar no imóvel.
A filha do suspeito e dois netos conseguiram fugir da casa antes da explosão, mas uma outra vítima permaneceu presa no local e não conseguiu sair imediatamente.
Cerca de 16 minutos após o primeiro chamado, quando os policiais já estavam na porta da frente da residência tentando contato, uma forte explosão ocorreu dentro da casa. As imagens mostram o impacto rompendo a entrada e arremessando violentamente os agentes para trás.
Apesar da explosão, o NYPD informou que os policiais se levantaram e retornaram imediatamente ao imóvel em chamas para verificar se ainda havia moradores presos. Registros posteriores mostram agentes ajudando várias pessoas a deixarem o prédio destruído, incluindo crianças em estado de choque.
Sete policiais e um sargento foram levados a hospitais da região com ferimentos como queimaduras e um corte na cabeça. Segundo a corporação, todos já receberam alta.
A comissária de polícia de Nova York, Jessica Tisch, classificou a atuação dos agentes como “heroica”. Em publicação na rede social X, ela afirmou que, mesmo feridos e sem saber o que ainda encontrariam no interior da casa, os policiais decidiram seguir em frente.
“Eles ficaram feridos. Tinham acabado de ser atirados ao chão por uma explosão. E naquele momento, sem ter uma ideia clara do que mais poderiam encontrar pela frente, eles tomaram a decisão de continuar avançando”, escreveu.
Além dos agentes, vários civis também foram levados ao hospital com ferimentos leves, segundo autoridades locais. A vítima que havia permanecido presa na residência conseguiu deixar o imóvel com segurança.
Investigação sobre a causa da explosão
Quase 300 bombeiros foram mobilizados para controlar o incêndio e evitar que as chamas atingissem imóveis vizinhos. Como medida de segurança, prédios próximos também precisaram ser evacuados.
Horas depois da explosão, equipes de resgate encontraram um corpo entre os escombros. A vítima ainda não foi identificada oficialmente. O homem de 50 anos apontado como principal suspeito permanece desaparecido.
De acordo com o NYPD, ele possuía três ordens de proteção já vencidas, emitidas por integrantes da própria família.
Diversas agências participam da investigação para determinar o que causou a explosão e se a substância levada pelo suspeito teve relação com o incidente. As autoridades informaram que as diligências continuam.
Um menino venezuelano de 10 anos compareceu sozinho, no final do mês de abril, a um tribunal de imigração em Houston, no Texas, após sua mãe ser detida por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Sem advogado e sem familiares próximos no país, Wilfredo Gomez passou a enfrentar de forma independente um processo de deportação para o Equador, país onde, segundo aliados da família, ele nunca esteve e não conhece ninguém.
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O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos após o congressista democrata Joaquin Castro denunciar a situação nas redes sociais e cobrar a libertação da mãe do garoto, Nexoli, além da suspensão imediata da deportação.
Segundo relato de Wilfredo à emissora Univision, a ida ao tribunal foi marcada por medo e insegurança.
— Eu estava com muito medo porque era a minha primeira vez no tribunal — afirmou o menino.
De acordo com informações da Fox San Antonio e da Chron, Nexoli foi detida em dezembro durante uma blitz policial em Houston e permanece presa desde então. Ela possui autorização de trabalho e, segundo Castro, tentava regularizar sua situação migratória enquanto mantinha um pedido de asilo em andamento junto com o filho.
Sem outros parentes nos Estados Unidos, a antiga chefe de Nexoli, Marife Mosquera, assumiu a tutela legal de Wilfredo. Foi ela quem recebeu uma notificação do Departamento de Segurança Interna informando que o governo federal havia iniciado o processo de deportação da criança.
Mosquera também relatou que foi informada de que, com a prisão da mãe, o processo migratório de Wilfredo passou a tramitar separadamente. Desde então, ela tenta obter mais informações junto às autoridades sobre o caso e busca assistência jurídica para o menino.
Impactos emocionais
Desde a detenção da mãe, Wilfredo tem apresentado sinais de abalo emocional. Segundo sua tutora, ele perdeu peso e seu desempenho escolar caiu.
Ao falar sobre a ausência de Nexoli, o menino destacou a mudança na rotina e no apoio emocional que recebia.
— Ela costumava me encorajar muito. Ela ainda me encoraja, mas não é a mesma coisa — disse à Univision.
A situação levou Joaquin Castro a fazer um apelo público ao Departamento de Segurança Interna. Em publicação na rede X, o parlamentar afirmou que o menino não deveria estar sendo tratado como um infrator.
“Wilfredo tem 10 anos. Na semana passada, ele se representou no tribunal de imigração. Sua mãe, Nexoli, foi detida em Houston e está presa, longe do filho, desde dezembro”, escreveu o congressista.
Castro afirmou ainda que o governo pretende deportar o garoto para o Equador, embora ele nunca tenha vivido no país.
“Ele deveria ser tratado como uma criança, não como um criminoso”, acrescentou.
A publicação foi compartilhada posteriormente por Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, que afirmou que situações como essa não são incomuns no sistema migratório americano.
“Dizer que uma criança de 10 anos se representou sozinha em um tribunal de imigração parece uma afirmação distópica, mas isso é relativamente comum em nosso sistema”, escreveu.
Ele também criticou medidas adotadas durante o governo de Donald Trump, afirmando que uma das primeiras ações da administração foi retirar financiamento da assistência jurídica gratuita para crianças imigrantes.
O Departamento de Segurança Interna ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação das reportagens locais.
O Irã enviou uma proposta de negociação aos Estados Unidos por meio de mediadores do Paquistão, informou a agência estatal Irna nesta sexta-feira. No mesmo dia, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou que Teerã está aberto a dialogar com Washington, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
Veja: Em desafio a Trump, líder supremo afirma que Irã não abrirá mão de tecnologia nuclear e de mísseis
Secretário de Defesa dos EUA: Pete Hegseth diz que guerra no Irã pode continuar mesmo após fim de prazo para obter aval do Congresso
— A República Islâmica nunca renunciou às negociações (…) mas, de fato, não aceitamos imposições — declarou em um vídeo publicado no site do Judiciário, Mizan Online.
— Não queremos a guerra; não queremos que ela continue — enfatizou. — [No entanto, o Irã] não vai, de forma alguma, abandonar seus princípios e valores diante desse inimigo malicioso, com o objetivo de evitar a guerra ou impedir sua continuidade — ponderou.
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Irã e EUA realizaram apenas uma rodada de conversas após a instauração, em abril, de uma frágil trégua, depois de quase 40 dias de conflito, iniciado com os bombardeios norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro.
A Casa Branca, no entanto, tem sustentado que o cessar-fogo em vigor representa o fim das hostilidades. O governo do presidente Donald Trump argumenta que não há confrontos desde 7 de abril, o que, na prática, encerraria o conflito do ponto de vista legal.
Restrições à liberdade de expressão: Jornalista que ficou preso no Kuwait por posts sobre guerra no Irã diz que teve cidadania revogada
Nos últimos dias, as negociações estagnaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, mantém quase fechado o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de hidrocarbonetos extraídos do Golfo.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta semana retomar as operações contra o Irã.
Trump deveria ser informado por comandantes militares sobre as opções disponíveis, segundo o site Axios.
Presidente do Irã: Masoud Pezeshkian diz que bloqueio naval dos EUA está ‘condenado ao fracasso’
Ejei insistiu que Washington não obteve “nada” com essa guerra, acrescentando que Teerã não vai “se intimidar” nas negociações.
Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito.
Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
Apesar da trégua, o impasse nas negociações mantém o cenário instável. Sem avanço em um acordo, cresce o risco de retomada dos confrontos, diante da troca de ameaças e da pressão econômica exercida por Washington sobre Teerã.
O chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou nesta sexta-feira que Teerã está aberto a dialogar com os Estados Unidos, mas não aceitará “imposições” sob ameaça.
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— A República Islâmica nunca renunciou às negociações (…) mas, de fato, não aceitamos imposições — declarou em um vídeo publicado no site do Judiciário, Mizan Online.
— Não queremos a guerra; não queremos que ela continue — enfatizou. — [No entanto, o Irã] não vai, de forma alguma, abandonar seus princípios e valores diante desse inimigo malicioso, com o objetivo de evitar a guerra ou impedir sua continuidade — ponderou.
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Irã e EUA realizaram apenas uma rodada de conversas após a instauração, em abril, de uma frágil trégua, depois de quase 40 dias de conflito, iniciado com os bombardeios norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro.
A Casa Branca, no entanto, tem sustentado que o cessar-fogo em vigor representa o fim das hostilidades. O governo do presidente Donald Trump argumenta que não há confrontos desde 7 de abril, o que, na prática, encerraria o conflito do ponto de vista legal.
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Nos últimos dias, as negociações estagnaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos. Teerã, por sua vez, mantém quase fechado o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de hidrocarbonetos extraídos do Golfo.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta semana retomar as operações contra o Irã.
Trump deveria ser informado por comandantes militares sobre as opções disponíveis, segundo o site Axios.
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Ejei insistiu que Washington não obteve “nada” com essa guerra, acrescentando que Teerã não vai “se intimidar” nas negociações.
Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito.
Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
Apesar da trégua, o impasse nas negociações mantém o cenário instável. Sem avanço em um acordo, cresce o risco de retomada dos confrontos, diante da troca de ameaças e da pressão econômica exercida por Washington sobre Teerã.
O rabino nova-iorquino Nachum Yisrael Eber, de 51 anos, que havia sido dado como desaparecido após ser visto pela última vez saindo de um imóvel no norte de Bogotá, na Colômbia, teve a morte confirmada pela polícia local. O caso agora é investigado como homicídio.
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De acordo com o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, o corpo foi encontrado em 22 de abril na Direção Regional de Bogotá, um dia depois de o desaparecimento ter sido comunicado. Após análises forenses, o órgão conseguiu confirmar a identidade do homem por meio de registros odontológicos fornecidos pelos familiares, por intermédio da Embaixada dos Estados Unidos.
— O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses informa que (…) foi possível estabelecer a identidade no dia de hoje — afirmou a entidade em comunicado oficial divulgado em 28 de abril, no qual também manifestou condolências à família.
Câmeras de segurança registraram Eber saindo de uma residência no norte de Bogotá por volta das 21h no dia 21 de abril. Desde então, ele não foi mais visto. O corpo foi encontrado abandonado na capital colombiana e com sinais de violência, informação confirmada pelo jornal El Tiempo. Comentários nas redes sociais afirmam que o corpo teria sido encontrado esquartejado, mas autoridades informaram ao jornal que essa informação é falsa.
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A identificação não foi imediata, já que o cidadão não portava passaporte, o que exigiu verificações adicionais antes da notificação à família.
Embora as autoridades colombianas não tenham detalhado publicamente as circunstâncias exatas do homicídio, versões preliminares apontam para um possível roubo.
O veículo Yeshiva World News informou que Eber teria sido vítima de um ataque cometido por um grupo criminoso, versão também mencionada em reportagens do The Jewish Weekly, segundo as quais o rabino foi roubado e posteriormente assassinado, sendo abandonado em uma área isolada.
Por enquanto, a investigação segue em andamento, e as autoridades buscam esclarecer com precisão o que ocorreu e identificar os responsáveis.
Segundo a Polícia Metropolitana, o corpo foi encontrado dentro de um armário após uma ligação para a linha de emergência 123, na qual foi relatado que “aparentemente dentro de um closet ou armário se encontra uma pessoa de aproximadamente 45 anos”. Ao chegar ao local, as autoridades verificaram a situação e constataram que a vítima não apresentava sinais de esquartejamento, como havia sido especulado inicialmente, mas tinha marcas de violência, com “múltiplos golpes”, o que levou ao início imediato das investigações.
O caso começou a ganhar contornos a partir dessa denúncia feita por um cidadão, o que permitiu a atuação da Polícia Judiciária para realizar as primeiras apurações sobre tempo, modo e lugar dos fatos.
De acordo com o tenente-coronel Óscar Chauta, comandante da Estação de Polícia de Bosa, desde aquele momento foi iniciado um trabalho coordenado entre diferentes departamentos para esclarecer o ocorrido e determinar as circunstâncias da morte.
Apesar de o avanço do Instituto Médico-Legal na identificação do corpo ter sido decisivo, fontes da Procuradoria-Geral da Nação informaram que o caso continua em fase de investigação e que, por enquanto, não há conclusões definitivas sobre o que aconteceu.
Nesse sentido, afirmaram que “não podemos confirmar nem descartar, por ora, nenhuma hipótese”, embora entre as linhas investigadas esteja a possibilidade de roubo, ainda sem confirmação oficial.
A polícia turca lançou gás lacrimogêneo e prendeu dezenas de pessoas que participavam de manifestações do Dia do Trabalho em Istambul, nesta sexta-feira, enquanto milhares se reuniam em diferentes partes do país.
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Segundo a Associação de Advogados CHD, quase 200 pessoas foram presas em Istambul, onde a polícia disparou gás lacrimogêneo de veículos antimotim contra a multidão, conforme observaram jornalistas da AFP.
Imagens exibidas pelo canal de oposição HALK TV também mostraram o presidente do Partido dos Trabalhadores da Turquia, Erkan Bas, envolto em spray de pimenta.
— Quem está no poder já fala 365 dias por ano, então que os trabalhadores falem sobre as dificuldades que enfrentam pelo menos um dia por ano — disse ele.
Dois grupos foram especialmente identificados no lado europeu da cidade após sinalizarem a intenção de marchar até a Praça Taksim — palco de diversos protestos antigovernamentais no passado —, que foi isolada pela polícia durante a noite.
Um dirigente sindical, Basaran Aksu, foi preso logo após denunciar o bloqueio de Taksim.
— Não se pode fechar uma praça para os trabalhadores da Turquia. Todos usam a Praça Taksim para cerimônias oficiais, para comemorações. Só os operários, os trabalhadores, os pobres encontram a praça fechada para eles — esbravejou.
No dia 1º de maio, data que celebra os trabalhadores e a classe trabalhadora, a Turquia mobiliza todos os anos um grande contingente policial, com o isolamento de uma vasta área no centro de Istambul, ao redor da Praça Taksim.
No ano passado, os protestos foram deslocados para a região de Kadikoy, e mais de 400 pessoas foram presas.
Nesta sexta-feira, um grande contingente policial, com muitos agentes equipados para controle de distúrbios, além de barricadas metálicas, foi visto bloqueando o acesso aos bairros centrais de Istambul.
Confrontos e tensão durante os protestos
No distrito de Mecidiyekoy, a AFP viu a polícia usar gás lacrimogêneo contra a multidão, que incluía integrantes de um partido marxista, o HKP, que tentavam avançar enquanto gritavam: “Assassino dos EUA, cúmplice do AKP (partido governista da Turquia)”.
A polícia que cercava o bairro de Besiktas intervinha — por vezes de forma violenta — sempre que os manifestantes entoavam algum cântico. A AFP viu vários manifestantes sendo jogados ao chão.
Sindicatos e associações da sociedade civil convocaram as manifestações de 1º de maio sob o lema “Pão. Paz. Liberdade”.
A inflação na Turquia está oficialmente fixada em 30%, mas, segundo estimativas independentes, estaria mais próxima de 40%.
Em Ancara, cerca de 100 mineiros de carvão, que realizaram uma greve de fome de nove dias para exigir o pagamento de salários atrasados, foram ovacionados ao se juntarem à marcha do Dia do Trabalho, que foi especialmente numerosa e formada por muitos jovens, além de contar com forte presença policial, segundo um jornalista da AFP.
No início desta semana, as autoridades turcas emitiram mandados de prisão e de busca contra 62 pessoas, das quais consideraram 46 — entre jornalistas, sindicalistas e figuras da oposição — como “prováveis autoras de ataques”.
Um homem de 36 anos foi preso pela polícia israelense suspeito de agredir e derrubar uma freira francesa em Jerusalém, em um ataque registrado por câmeras de segurança e divulgado nesta quinta-feira. O ataque ocorreu na terça-feira nas proximidades do Cenáculo, tradicionalmente apontado como o local da Última Ceia de Jesus, no Monte Sião.
As imagens mostram o agressor se aproximando da religiosa e a empurrando violentamente ao chão. Segundo autoridades israelenses, a vítima sofreu ferimentos e hematomas no rosto. Após buscas, o suspeito foi localizado e detido, e a polícia informou que pediria a prorrogação da prisão preventiva.
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Em comunicado, a polícia de Israel afirmou tratar ataques contra membros do clero e comunidades religiosas com “máxima seriedade” e disse adotar política de “tolerância zero” para atos de violência.
— A Polícia de Israel trata qualquer ataque a membros do clero e comunidades religiosas com o máximo de seriedade e aplica uma política de tolerância zero a todos os atos de violência. Em uma cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, permanecemos comprometidos em proteger todas as comunidades e garantir que os responsáveis por violência sejam responsabilizados — afirmou o órgão em publicação.
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O nome do agressor não foi divulgado. A freira trabalha como pesquisadora ligada à Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, revelou à AFP O padre Olivier Poquillon, diretor da Escola. Ele afirma que ela não deseja se manifestar publicamente.
— Ontem, por volta das 17h45 (horário local) … ela sentiu alguém se aproximar por trás e arremessá-la com toda a força contra uma pedra — descreveu Poquillon.
Imagens mostram momento em que freira é agredida
Polícia de Israel
Vídeos que circulam nas redes sociais nesta semana mostram o momento em que um javali selvagem atravessa em alta velocidade uma rua no centro de Batman, no sudoeste da Turquia, e atinge um pedestre que atravessava uma faixa de pedestres. O ataque, registrado por câmeras de segurança e compartilhado na internet, deixou três pessoas feridas e provocou pânico entre os moradores da cidade.
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As imagens mostram o animal correndo pela via principal sem reduzir a velocidade e avançando em direção aos pedestres. Um homem, vestido com camisa branca, colete preto e calça jeans, atravessava a rua sem perceber a aproximação do javali.
Assista:
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Em poucos segundos, o animal o atinge com força, lançando-o para o alto. O homem chega a dar uma cambalhota no ar antes de cair de rosto no asfalto, enquanto o javali segue correndo pela avenida.
Segundo relatos da imprensa local, o caso aconteceu na segunda-feira, quando o animal teria saído de uma área de floresta próxima e invadido a região urbana, passando a atacar pessoas de forma aleatória.
Pânico no centro da cidade
Além do homem atingido na faixa de pedestres, outras duas pessoas também ficaram feridas em incidentes separados provocados pelo mesmo javali. O episódio gerou correria e preocupação entre moradores que presenciaram a cena.
Equipes de emergência prestaram os primeiros socorros e encaminharam as três vítimas para um hospital da região. Até o momento, o estado de saúde delas não foi oficialmente divulgado.
Após os ataques, o javali retornou para a área de mata e não havia confirmação das autoridades locais sobre um novo avistamento do animal até a última atualização do caso.
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Internautas comentaram o episódio com espanto e também com humor diante da velocidade e da força do animal. Alguns chegaram a comparar o javali a um “tanque”.
“Nem mesmo numa faixa de pedestres há paz”, escreveu um usuário. Outro brincou: “Se tivesse placa, teríamos multado”. Um terceiro comentou: “Puxa vida, parece um tanque”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que avalia retirar tropas americanas da Alemanha e indicou nesta quinta-feira (01) que também poderá reduzir o contingente militar na Itália e na Espanha, ampliando a pressão sobre aliados europeus da Otan. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e líderes europeus que criticaram a condução da guerra no Oriente Médio pelos EUA.
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“Eles não têm estado propriamente a bordo”, disse Trump ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de reduzir o contingente militar nos dois países. “A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido absolutamente horrível. Sem dúvida.” Na véspera, o republicano já havia anunciado na Truth Social que os Estados Unidos estudavam reduzir o número de tropas estacionadas na Alemanha e que uma decisão seria tomada “nos próximos dias”.
A ofensiva do presidente americano não é inédita. Em março, Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA na Europa como forma de pressionar aliados que, segundo ele, não demonstram apoio suficiente à política externa americana.
Atritos com Itália e Espanha
Na Itália, a relação com a primeira-ministra Giorgia Meloni se deteriorou por causa da resistência de Roma em aderir diretamente ao conflito com o Irã. Antes uma aliada próxima de Trump, Meloni passou a ser alvo de críticas do presidente, que chegou a afirmar que lhe faltava “coragem”. O desgaste aumentou após a recusa italiana em autorizar o uso de uma base aérea na Sicília por aviões militares americanos que transportavam armas para a guerra, além de críticas da premiê a falas de Trump sobre o papa Leão XIV.
Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem sido um dos líderes europeus mais duros contra a atuação americana no Oriente Médio. Trump já chegou a ameaçar impor sanções comerciais ao país e sugeriu até mesmo a suspensão espanhola da Otan, hipótese considerada inviável dentro das regras da aliança. Atualmente, cerca de 3.200 militares americanos estão estacionados em solo espanhol.
Alemanha no centro da disputa
A Alemanha concentra a maior presença militar americana na Europa, com 36.436 militares da ativa estacionados permanentemente no país, segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA divulgados em dezembro de 2025. O chanceler Friedrich Merz entrou na mira de Trump após afirmar que os Estados Unidos estavam sendo “humilhados” pelo Irã e criticar a falta de uma estratégia clara para encerrar a guerra.
Trump respondeu diretamente em sua rede social, afirmando que Merz “não sabe do que está falando” e atacando também a situação econômica alemã. O presidente americano já havia feito ameaça semelhante durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel ainda comandava o governo alemão.
A guerra no Oriente Médio aprofundou o distanciamento entre Washington e seus aliados europeus. Enquanto países como Alemanha, Itália e Espanha defendem uma solução diplomática e evitam envolvimento militar direto, Trump tem usado a presença das tropas americanas como instrumento de pressão política, reacendendo dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Otan.
Pelo menos três pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas após um grave acidente com um ônibus de passageiros em uma importante rodovia no oeste da Turquia, nesta sexta-feira (01). O veículo tombou na estrada entre Bandırma e Çanakkale, na região do distrito de Bandırma, depois que o motorista perdeu o controle da direção e colidiu contra a barreira de proteção da pista.
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EUA executam homem que estava, há quase 50 anos, condenado à pena de morte
Segundo relatos da imprensa local, o ônibus ficou de lado após o impacto, provocando momentos de pânico entre os passageiros. Testemunhas relataram cenas de desespero e confusão logo após o capotamento, enquanto ocupantes tentavam deixar o veículo.
Assista:
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Três mortes foram confirmadas ainda no local do acidente. Equipes de resgate e serviços de emergência foram acionados rapidamente e iniciaram o trabalho de retirada dos feridos do ônibus tombado.
Todos os passageiros feridos foram encaminhados para hospitais da região, onde receberam atendimento médico. De acordo com a mídia local, alguns deles permaneciam em estado grave. Os corpos das vítimas fatais foram levados para o necrotério do Hospital de Ensino e Pesquisa de Bandırma.
A principal via precisou ser temporariamente interditada para o trabalho das equipes de socorro e para a remoção dos destjos do acidente, mas foi reaberta após a liberação completa da pista.
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Investigação sobre as causas
Até o momento, a polícia turca não divulgou oficialmente o que provocou o acidente. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da colisão fatal e identificar se houve falha mecânica, erro humano ou influência das condições da estrada.
O caso reacende a preocupação com acidentes rodoviários no país. Há poucos meses, outro grave acidente com ônibus deixou oito mortos e 26 feridos após um veículo cair em um desfiladeiro de aproximadamente 15 metros na cidade costeira de Antalya, no sul da Turquia.
Segundo relatos locais, alguns dos 34 passageiros foram arremessados para fora do ônibus lotado quando o motorista perdeu o controle em meio a forte neblina e pista molhada, ao se aproximar de um cruzamento em vários níveis.
O governador provincial, Hulusi Sahin, afirmou que as condições climáticas contribuíram para o acidente. “O chão estava molhado e havia neblina na área. Não é um lugar para dirigir em alta velocidade, mas parece que o ônibus estava em alta velocidade”, declarou.
Na ocasião, o ônibus colidiu violentamente contra as barreiras de proteção da estrada, que cederam com o impacto. Equipes de resgate também foram mobilizadas para atender as vítimas.
O ministro da Justiça da Turquia, Yilmaz Tunc, informou que foi instaurado um inquérito judicial sobre o caso. Segundo ele, um procurador-chefe adjunto e dois procuradores públicos foram designados para conduzir a apuração.

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