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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (31), que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.

Lula fez hoje a primeira reunião ministerial de 2026 e se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano. No evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez

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“Hoje, ainda tem muita gente séria, mas a verdade é que em muitos casos a política virou negócio”, destacou. “Os cargos têm um preço muito alto. Outro dia alguém me dizia: ‘um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais’. E se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, acrescentou o presidente.

Para Lula, todos são culpados nesse processo. Segundo ele, na perspectiva de não “criar caso para ninguém”, não se propõe as mudanças necessárias. “E as coisas vão passando e vai piorando e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições.”

Candidaturas

De acordo com o presidente, dos 37 ministros do governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro.

Entre eles, está o vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulava o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O presidente da República e seu vice não precisam renunciar ao mandato para concorrer ao próximo pleito. Caso a candidatura fosse para outro cargo, aí sim, a desincompatibilização seria necessária.

Políticos que tem a intenção de ser candidatos têm até 4 de abril para deixar cargos atuais, seis meses antes do 1º turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.

Durante a reunião, Lula destacou ainda que não nomeará novos ministros e que as pastas serão ocupadas por membros da equipe atual, como o então secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu o comando após a saída do ministro Fernando Haddad.

“Temos confiança na equipe que vocês montaram”, disse Lula. “Temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina fique funcionando sem nenhuma paralisia. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato”, acrescentou.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI do Crime Organizado), senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou, nesta terça-feira (31), a decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu restrições para o compartilhamento de dados financeiros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“[A decisão] suscita relevantes preocupações sobre a perspectiva da autonomia constitucional das comissões parlamentares de Inquérito e das comissões parlamentares mistas de Inquérito (CPMI)”, disse Contarato ao abrir a sessão do colegiado.

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“Ao estabelecer condicionamentos adicionais ao cumprimento das requisições formuladas por tais comissões, a decisão judicial acaba por introduzir um elemento de controle externo que, na prática, interfere diretamente na dinâmica e na efetividade da atividade investigativa parlamentar”, acrescentou ao ler o parecer produzido pela Assessoria Jurídica da comissão.

Na avaliação da assessoria, um dos pontos mais “sensíveis e controversos” da decisão que Moraes tornou pública na sexta-feira (27), reside na delegação, ao Coaf, da atribuição de avaliar a importância e pertinência dos pedidos de informações apresentados por comissões parlamentares.

“Tal entendimento, ainda que inspirado em preocupações legítimas com a proteção de direitos fundamentais, acabam por deslocar o juízo de admissibilidade da medida investigativa do âmbito do Poder Legislativo para um órgão administrativo”, ponderou Contarato.

Ele alega que “a transferência de atribuições” atinge o princípio da separação entre os três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Representa, ainda, um potencial esvaziamento das prerrogativas investigativas constitucionalmente asseguradas às CPIs e CPMIs”, afirmou Contarato.

O senador destaca que a Constituição Federal atribuiu às comissões parlamentares poder de investigação, incluindo a possibilidade de requererem informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos apurados, sem a necessidade de autorização prévia de outros órgãos.

“Ao condicionar o atendimento das requisições parlamentares à prévia avaliação por parte do Coaf acerca da pertinência temática ou da adequação dos fundamentos apresentados pela comissão, a decisão judicial acaba por submeter o exercício de competência constitucional do Poder Legislativo ao crivo de um órgão administrativo, o que pode gerar sério comprometimento da autonomia institucional das CPIs e das CPMIs”, disse Contarato.

No parecer, a Assessoria Jurídica orienta os membros da CPI do Crime Organizado a cumprirem fielmente os requisitos legais ao fundamentarem futuros pedidos de transferência de sigilo, indicando a necessidade, importância e utilização das informações solicitadas, evitando questionamentos judiciais e “obstáculos que possam comprometer a continuidade e a efetividade das investigações”.

Ao concluir a leitura do parecer, Contarato apontou a “gravidade” da decisão liminar de Moraes. 

“Inclusive porque ela tem efeito retroativo. Todas aquelas transferências que aprovamos e que vieram [recebemos], agora, sob pena de nulidade, têm que ser revistas. Com todo respeito, não podemos admitir”, afirmou o senador.

“A gente aprova, aqui, a convocação de testemunha e vem decisão do Supremo dizendo que testemunha não é obrigada a comparecer [às reuniões da comissão]. Aprovamos transferência de dados que foi invalidada”, disse. 

Decisão

Na decisão liminar, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu uma série de critérios para a requisição e a utilização dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A medida se aplica a pedidos de envios de informações apresentados tanto por comissões parlamentares de Inquérito, quanto por meio de decisões judiciais.

Para Moras, a falta de critérios claros têm permitido a normalização do uso de instrumentos de inteligência financeira para a prospecção patrimonial indiscriminada e aberto espaço para abusos. 

Por esses motivos, o ministro estabeleceu que os Rif não poderão ser a primeira ou única medida da investigação, sob pena de configurar a chamada “pesca probatória”, ou seja, a busca indiscriminada por provas, sem um fato específico, indício concreto ou delimitação clara do que se pretende encontrar.

O ministro apontou, em sua sentença, que o descumprimento dos requisitos anula a legalidade das provas.

“A ausência da estrita observância dos requisitos previstos na presente decisão afasta a legitimidade constitucional do uso das informações e dos relatórios de inteligência financeira (RIF), inclusive em relação àqueles já fornecidos e juntados às investigações e processos, e constitui ilicitude da prova produzida”, decidiu Moraes.

O ministro também proibiu o compartilhamento de dados do Coaf em apurações investigativas que não possuem natureza penal.

A Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou planos iniciais para impor pedágio ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de 20% do petróleo comercializado no mundo, informou a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), nesta terça-feira. O plano, que também prevê a proibição da passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel, formalizaria um sistema de cobrança que já havia sido implementado informalmente pela IRGC no Estreito, com tarifas de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por viagem.
Enquanto isso, segundo autoridades locais, ataques aéreos americano-israelenses atingiram instalações militares na região estratégica de Isfahã e deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, além de terem danificado uma das maiores empresas farmacêuticas do Irã. A capital iraniana, de acordo com a agência Fars, enfrentou queda de energia “em algumas áreas” nesta terça. Teerã, por sua vez, retaliou com uma ofensiva contra o centro de Israel, e países do Golfo afirmaram que interceptaram mísseis iranianos.
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Os ataques ocorrem um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar obliterar a Ilha de Kharg, instalações elétricas e de petróleo e usinas de dessalinização do Irã, caso um acordo não seja alcançado “em breve”. No entanto, as mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do Estreito de Ormuz.
A passagem tornou-se um dos principais pontos de tensão do conflito. Nas últimas semanas, o Irã atacou embarcações na região, enquanto Washington exige que Teerã permita a livre circulação de navios de todas as nações. Para que o pedágio entre em vigor, o Parlamento iraniano ainda precisa aprovar a medida em plenário, segundo a Fars. Ainda assim, uma ação unilateral do Irã não a tornaria legal e poderia isolar ainda mais o país no cenário internacional.
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Apesar dos esforços diplomáticos de países do Oriente Médio, a guerra, por ora, não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.
Nesta terça-feira, segundo a agência de notícias iraniana Isna, que citou uma fonte do Ministério da Saúde local, vários ataques deixaram “fora de serviço” uma central de dessalinização na ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, causando danos que não serão possíveis de resolver “em curto prazo”.
A agência Fars relatou bombardeios em “áreas militares” de Isfahã, que abriga um dos três locais de enriquecimento de urânio bombardeados pelos EUA durante a guerra 12 dias entre Irã e Israel, em junho do ano passado. Citando um oficial militar americano, o New York Times disse que os EUA bombardearam um depósito de munições em Isfahã com bombas antibunker de 907kg. Acredita-se que uma parte do urânio enriquecido do Irã esteja armazenada na cidade estratégica, e os EUA sugeriram que poderiam apreendê-lo com forças terrestres.
GBU-57/B Massive Ordnance Penetrator (MOP) dos EUA
Força Aérea dos EUA
No X, o governo iraniano afirmou que ataques coordenados entre EUA e Israel atingiram, também nesta terça, “uma das maiores empresas produtoras de medicamentos especializados, anticancerígenos e anestésicos”. A mídia estatal informou que a Grande Hosseiniya, um centro religioso xiita, foi danificada em Zanjan, no noroeste do país, onde quatro pessoas morreram.
Retaliação iraniana
Como faz desde o início da guerra, o Irã retaliou. Segundo a agência Reuters, o bairro residencial de Petah Tikva, perto de Tel Aviv, no centro de Israel, foi atingido por destroços de mísseis, que deixaram carros pegando fogo. Um jornalista da AFP ouviu pelo menos 10 explosões sobre Jerusalém, após um alerta sobre mísseis iranianos emitido pelo Exército israelense.
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Em Dubai, explosões continuaram sendo ouvidas na manhã desta terça-feira e, segundo o governo, detritos resultantes de uma interceptação causaram “danos materiais e ferimentos leves em quatro cidadãos asiáticos”. Nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Defesa, os Emirados Árabes Unidos interceptaram oito mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro e 36 drones lançados pelo Irã.
Lançamento de mísseis iranianos contra Israel e bases americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait
IRIB TV via AFP
Na segunda-feira, um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, afirmou que o ataque causou incêndio e danos ao casco, e as autoridades locais informaram que a situação foi controlada, sem vazamento de óleo e sem feridos entre a tripulação.
Também nesta terça, a Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone no sudeste da capital saudita, Riad. A base militar Príncipe Sultan, onde um ataque iraniano feriu 12 soldados americanos na semana passada, fica na região. O Exército do Kuwait também disse ter interceptado drones e mísseis, mas não especificou a origem.
(Com AFP e New York Times)
A polícia de Ceuta, enclave espanhol no norte da África, desmantelou uma das maiores organizações de tráfico de drogas dos últimos anos ao descobrir um túnel subterrâneo altamente sofisticado usado para introduzir haxixe proveniente do Marrocos no território espanhol.
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A estrutura, escondida sob um galpão industrial e camuflada atrás de um grande sistema frigorífico insonorizado, funcionava como um corredor logístico contínuo entre os dois lados da fronteira. O túnel tinha uma configuração considerada “labiríntica” pelas autoridades, com três níveis distintos: um poço de acesso vertical, uma câmara intermediária destinada ao armazenamento da droga e um trecho final que fazia a ligação direta com o território marroquino.
Polícia espanhola vasculha túnel usado para contrabandear drogas desde o Marrocos
— Uma vasta operação da Polícia Nacional contra a chamada “rede de redes do haxixe” levou à localização, em Ceuta, de uma complexa infraestrutura subterrânea destinada a introduzir toneladas de estupefacientes no nosso país — afirmaram as autoridades espanholas.
Ao longo da galeria, os investigadores encontraram trilhos metálicos, vagões, roldanas e sistemas de elevação capazes de transportar grandes volumes de droga com eficiência. O mecanismo permitia a movimentação dos carregamentos sem contato visual direto entre os integrantes da rede em cada extremidade do túnel, reduzindo riscos de identificação.
Para manter a estrutura em funcionamento, o grupo instalou bombas de drenagem para lidar com a presença de água subterrânea e um sistema avançado de isolamento acústico, projetado para evitar qualquer ruído que pudesse levantar suspeitas na superfície.
A investigação teve início em fevereiro de 2025 e levou à identificação dos principais responsáveis pela operação. Segundo a polícia espanhola, um dos líderes atuava a partir do Marrocos e era apontado como o responsável técnico pela construção da passagem, descrito como “arquiteto” e “mestre dos túneis”. O outro coordenava as atividades em Ceuta, onde eram negociados os carregamentos e centralizadas as decisões logísticas.
Ao longo das investigações, os agentes mapearam a capacidade da organização de operar em diferentes rotas. Entre as apreensões realizadas, estão 510 quilos de haxixe encontrados após um incêndio em uma residência no bairro do Príncipe, outros 432 quilos em Cabrerizas Altas e uma carga de 15 toneladas interceptada em junho do ano passado, em Almería, no sul da Espanha, escondida em um reboque procedente da cidade marroquina de Nador.
Além do túnel, a rede utilizava embarcações rápidas para transportar droga ao longo da costa da Andaluzia e pelo rio Guadalquivir e chegou a explorar rotas até a Galícia com o uso de barcos de pesca, ampliando o alcance da distribuição no território europeu.
Com o avanço das apurações, foi deflagrada uma operação de grande porte, com mais de 250 agentes mobilizados em diferentes regiões da Espanha, incluindo Andaluzia, Galícia e Ceuta. Ao todo, 27 pessoas foram presas durante a ofensiva.
Ao final da operação, os agentes apreenderam mais de 17 toneladas de haxixe, além de cerca de 1,43 milhão de euros em dinheiro, 66 equipamentos de comunicação e 15 veículos de luxo, consolidando o impacto da ação contra a rede criminosa.
A presença inédita de uma mulher, de um astronauta negro e de um não americano marca a tripulação da Artemis II, missão da Nasa que pretende levar quatro pessoas a um sobrevoo da Lua mais de meio século após o programa Apollo. A decolagem está prevista a partir de 1º de abril, na Flórida, com duração aproximada de dez dias.
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A missão não prevê pouso no satélite, mas repetirá um feito semelhante ao da Apollo 8, em 1968, ao contornar a Lua e retornar à Terra. Além do comandante, o americano Reid Wiseman, a tripulação será formada por Victor Glover, um homem negro; Christina Koch, uma mulher; e o canadense Jeremy Hansen, primeiro não-americano em uma missão da agência.
Victor Glover
Victor J. Glover
Divulgação/Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (Nasa)
Designado como piloto, Victor Glover foi selecionado pela Nasa em 2013 e já esteve na Estação Espacial Internacional na missão SpaceX Crew-1, integrando a Expedição 64. Aviador naval e piloto de testes, acumulou 3.500 horas de voo, experiência em mais de 40 aeronaves e mais de 400 pousos em porta-aviões, além de 24 missões de combate.
Com formação em Engenharia Geral e mestrados em áreas como Engenharia de Testes de Voo, Engenharia de Sistemas e Ciências Operacionais Militares, Glover será, na Artemis II, o primeiro negro a viajar tão longe no espaço.
Christina Koch
Christina Hammock Koch, especialista de missão da Ártemis II
Nasa
Única mulher da tripulação, Christina Koch também foi selecionada em 2013 e atuará como especialista de missão. Engenheira de voo nas Expedições 59, 60 e 61 da Estação Espacial Internacional, ela detém o recorde de permanência contínua mais longa no espaço por uma mulher, com 328 dias.
Formada em Engenharia Elétrica e Física, participou das primeiras caminhadas espaciais exclusivamente femininas e ganhou projeção ao registrar uma “selfie espacial” com a Terra ao fundo, em 2019. Em missões futuras, pode se tornar a primeira mulher a pisar na Lua.
Jeremy Hansen
Canadense Jeremy Hansen, especialista de missão da Ártemis II
Nasa
Representante da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen será o primeiro canadense a viajar até a região lunar. Ex-piloto de caça e instrutor, ele integra a equipe que realizará o sobrevoo, incluindo a passagem pelo lado oculto da Lua.
Além de Victor, Christina e Jeremy, que inauguram um novo perfil nas missões da agência, no comando da tripulação está o americano Reid Wiseman. Selecionado como astronauta da Nasa em 2009, Gregory Reid Wiseman foi convidado para a missão Artemis II há três anos.
Natural de Baltimore, no estado de Maryland, ele é formado em Engenharia de Computação e tem mestrado em Engenharia de Sistemas. Wiseman serviu como engenheiro de voo a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) para a Expedição 41, de maio a novembro de 2014. Ele também atuou como chefe do Escritório de Astronautas da Nasa entre 2020 e 2022.
Missão marca estreia do foguete SLS e mira base lunar
O voo também marcará a estreia tripulada do foguete SLS (Space Launch System), peça central da estratégia americana para futuras explorações lunares. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que serviria como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.
Batizado em referência à deusa Artemis, irmã gêmea de Apolo na mitologia grega, o programa busca testar tecnologias necessárias para viagens humanas mais longas e complexas. A Lua é tratada como etapa intermediária antes de uma eventual missão ao planeta vermelho.
A iniciativa ocorre em meio a novos movimentos internacionais. A China pretende enviar humanos à Lua até 2030, com foco no polo sul lunar, região considerada promissora em recursos naturais. Ainda assim, especialistas relativizam a comparação com a corrida espacial da Guerra Fria.
Para Matthew Hersch, da Universidade de Harvard, aquela rivalidade foi “única” e “não se repetirá por muito tempo”. Segundo ele, os chineses não estão “de fato competindo com ninguém, mas consigo mesmos”.
Apesar dos avanços tecnológicos, os riscos permanecem elevados. A nave ainda não foi testada com humanos, e a distância até a Lua — mais de 384 mil quilômetros — é cerca de mil vezes maior do que a da Estação Espacial Internacional. A própria Nasa reconhece os desafios da operação.
Ex-chefe de astronautas da agência, Peggy Whitson diz que “nada que não seja perfeito” é aceito.
— Caso contrário, estamos aceitando um risco maior — afirmou: — Esse é um processo importante que todos devem adotar para que possamos realmente ter sucesso, porque precisamos conviver com a consciência, por nossa história em voos espaciais, de que, quando ocorrem acidentes, pessoas morrerão.
Cronograma prevê sobrevoo lunar e futuras missões com pouso
Antes de seguir rumo à Lua, a missão realizará verificações e manobras próximas à Terra para reduzir riscos. Em seguida, a nave seguirá até o satélite, incluindo um sobrevoo do lado oculto, quando haverá interrupção das comunicações com a Terra.
A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta. O principal objetivo técnico é validar o desempenho do foguete e da nave para permitir, no futuro, uma missão com pouso lunar — prevista para 2028.
O cronograma, no entanto, depende de avanços ainda em desenvolvimento, como o módulo de pouso que será fornecido por empresas privadas ligadas a Elon Musk e Jeff Bezos. O programa Artemis já enfrenta atrasos e aumento de custos.
A nova missão também carrega peso simbólico. Em 1968, a Apollo 8 levou três astronautas à órbita lunar na véspera de Natal, em uma transmissão assistida por cerca de um bilhão de pessoas. A tripulação ficou associada à imagem “Earthrise” e recebeu crédito por ter “salvado 1968”.
Em um cenário atual descrito como de divisão e incerteza, a Artemis II surge com a ambição de repetir, ao menos em parte, esse impacto.
Horas após uma reportagem do Financial Times afirmar que um corretor do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, teria tentado realizar um “grande investimento” em empresas de defesa nas semanas que antecederam o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, o Pentágono rejeitou a alegação. Em publicação nas redes sociais na noite de segunda-feira, Sean Parnell, principal porta-voz do órgão americano, afirmou:
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“Essa alegação é totalmente falsa e fabricada. Nem o secretário Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo. Este é mais um ataque infundado e desonesto, concebido para induzir o público ao erro. Exigimos uma retratação imediata”, escreveu. “O secretário Hegseth e o Departamento de Guerra permanecem firmes em seu compromisso com os mais altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis”.
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Citando fontes anônimas com conhecimento do assunto, o Financial Times publicou que, em fevereiro, um corretor ligado a Hegseth no Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros, entrou em contato com a BlackRock, uma das principais empresas de gestão de ativos e investimentos do mundo, para discutir um investimento multimilionário no fundo Defense Industrials Active ETF. O movimento foi feito pouco antes de Washington lançar sua ação militar contra o Irã.
A consulta em nome do potencial cliente de alto perfil foi sinalizada internamente na BlackRock, disseram as fontes. O fundo em questão, com cerca de US$ 3,2 bilhões em ativos e negociado sob o código IDEF, busca “oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança em meio à fragmentação geopolítica e à competição econômica”, segundo descrição da própria gestora.
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Entre as maiores posições do fundo estão os conglomerados de defesa RTX, Lockheed Martin e Northrop Grumman, que têm o Departamento de Defesa americano como principal cliente, além da empresa de integração de dados Palantir. Tanto a BlackRock quanto a Morgan Stanley se recusaram a comentar o caso.
O FT afirmou que o investimento discutido pelo corretor não chegou a se concretizar porque o fundo, lançado em maio do ano passado, ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Embora ETFs sejam projetados para serem comprados e vendidos com a mesma facilidade de uma ação, a expansão desse tipo de produto fez com que muitas corretoras oferecessem apenas parte dos mais de 14 mil ETFs existentes.
Não se sabe se o corretor posteriormente encontrou um fundo alternativo focado em defesa para realizar o investimento. ETFs são populares entre investidores individuais por, em geral, oferecerem taxas mais baixas, tratamento tributário mais favorável e maior agilidade na negociação em comparação com fundos mútuos.
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Listado na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores dos EUA, o fundo IDEF subiu 28% no último ano, mas não acompanhou a guerra no Oriente Médio e recuou quase 13% no último mês. Embora o fato de a abordagem à BlackRock ter sido abortada possa ter evitado perdas de curto prazo, diz o FT, a disposição do corretor de Hegseth de realizar o investimento no momento em que a Defesa se preparava para lançar uma campanha militar em larga escala deve gerar controvérsia.
Figura central
As discussões sobre o investimento em defesa ocorrem em um momento em que analistas de Wall Street vêm examinando negociações realizadas em mercados financeiros e de previsão antes de decisões tomadas pelo governo do presidente Donald Trump. Hegseth tem sido uma figura central no esforço de guerra contra o Irã e um dos mais vocais defensores do ataque dentro da administração, com o próprio presidente citando o secretário como a primeira pessoa em seu círculo de segurança nacional a pressionar pela guerra.
Antes de assumir o cargo, Hegseth trabalhou como apresentador da rede conservadora Fox News. De acordo com formulário de divulgação apresentado para sua confirmação no Senado, ele recebeu US$ 4,6 milhões em salário entre 2022 e 2024. Também ganhou quase US$ 500 mil em adiantamentos por dois livros nesse período e entre US$ 100.001 e US$ 1 milhão em royalties por cada um, além de quase US$ 900 mil em honorários por palestras.
Sua divulgação financeira mais recente, publicada em junho de 2025, mostrou que o secretário de Defesa vendeu ações de 29 empresas diferentes, com valores entre US$ 1.001 e US$ 50 mil cada. Em seu perfil no X, Hegseth não comentou o assunto, mas compartilhou a publicação do porta-voz do Pentágono negando a alegação.
Hóspedes de um hotel em Krabi, no sul da Tailândia, viveram momentos de tensão ao acordarem, por volta das 5h, com uma cobra deslizando próxima às suas cabeças dentro do quarto. Uma das hóspedes relatou ter sentido o animal deslizando pelo próprio corpo enquanto dormia. A região, banhada pelo Mar de Andaman e conhecida por destinos turísticos como Railay Beach e as Phi Phi Islands, é cercada por áreas de mata tropical — o que favorece a presença de animais silvestres, inclusive em áreas urbanas.
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Segundo relatos, o casal foi despertado por um chiado vindo da região da cama. Ao perceber a presença do réptil, uma das pessoas saiu do quarto gritando, enquanto a outra permaneceu deitada por alguns instantes, acreditando se tratar de um pesadelo.
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Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que um capturador profissional inicia a busca pelo animal, iluminando o ambiente com lanternas de celular. Após afastar travesseiros e mover a estrutura das camas, o profissional localizou a cobra em um vão entre o piso e a parede, atrás da cabeceira.
O animal foi retirado pela cauda e erguido acima do colchão. Nas imagens, a cobra abre o capuz e tenta atacar o capturador, demonstrando comportamento agressivo durante a contenção.
De acordo com os hóspedes, o réptil, identificado como uma naja, media cerca de 1,5 metro e apresentava sinais de agitação. Eles afirmaram ainda que o chiado característico do animal podia ser ouvido dentro do quarto antes da descoberta.
O episódio repercutiu nas redes sociais, onde usuários destacaram o risco enfrentado pelo casal e questionaram como o animal conseguiu acessar o interior do hotel.
O rei britânico King Charles III e a rainha Camilla devem realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos no fim de abril, a convite do presidente norte-americano Donald Trump. A viagem terá como foco a celebração da histórica aliança entre os dois países e a marca dos 250 anos da independência norte-americana, segundo comunicado do Palácio de Buckingham.
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De acordo com o comunicado do Palácio de Buckingham, a viagem “celebrará as conexões históricas e a relação bilateral moderna” entre Reino Unido e Estados Unidos. Esta será a primeira visita de Estado de Charles III ao país desde sua coroação, embora ele já tenha estado em território norte-americano em 19 ocasiões como príncipe de Gales.
A mãe do monarca, a rainha Elizabeth II, realizou quatro visitas de Estado aos Estados Unidos ao longo do reinado, em 1957, 1976, 1991 e 2007, consolidando uma tradição diplomática entre as duas monarquias e Washington.
Confira o comunicado:
Comunicado do Palácio de Buckingham
Captura de tela
Segundo a CBS News, além da visita de Charles, o rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos também deve viajar a Washington em junho, com hospedagem prevista na Casa Branca, ampliando o calendário de encontros de chefes de Estado no país.
Contexto político e desdobramentos paralelos
A viagem ocorre em um cenário de tensões diplomáticas envolvendo o governo britânico e a administração norte-americana. O presidente Donald Trump tem feito críticas à postura do primeiro-ministro Keir Starmer em relação a posições sobre conflitos internacionais no Oriente Médio, enquanto o Reino Unido mantém apoio logístico a operações dos Estados Unidos por meio de bases militares utilizadas em ações “defensivas”.
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No plano interno, a monarquia britânica também enfrenta repercussões de escândalos recentes ligados ao nome de Jeffrey Epstein. As ligações do rei Charles com o caso levaram à retirada de títulos do ex-príncipe Andrew, seu irmão, após novas revelações associadas ao caso Epstein. Outro nome citado em investigações recentes foi o de Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido em Washington, investigado por suspeitas relacionadas a condutas no serviço público.
Após a agenda nos Estados Unidos, o rei deverá seguir para as Bermuda, onde realizará uma visita oficial, ampliando o roteiro diplomático da viagem.
A chegada de cerca de 200 militares dos Estados Unidos à Base das Lajes, nos Açores, Portugal, em meio à tensão com o Irã, marca a instalação de um dos equipamentos mais utilizados em operações modernas de guerra: o drone MQ-9 Reaper. Conhecido como “drone assassino”, o modelo combina vigilância de longo alcance com capacidade de ataque — tudo controlado à distância.
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Fabricado pela General Atomics, o MQ-9 Reaper é uma aeronave não tripulada de grande porte. São cerca de 11 metros de comprimento e uma envergadura de 20 metros — maior que a de muitos aviões comerciais de pequeno porte. O projeto entrou em operação em 2007 e cada unidade custa aproximadamente US$ 64 milhões (cerca de R$ 313 milhões).
O principal diferencial do drone é a autonomia: ele pode permanecer mais de 24 horas no ar sem necessidade de reabastecimento. Isso permite missões prolongadas de vigilância e monitoramento em áreas extensas, com transmissão de dados em tempo real.
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Apesar do tamanho, o Reaper não leva piloto a bordo. Toda a operação é feita remotamente, a partir de estações em solo. A tripulação básica é composta por dois profissionais: um responsável pela pilotagem e outro pelos sensores e armamentos. Essa configuração permite que o drone seja operado a milhares de quilômetros de distância da área de conflito.
Além da vigilância, o MQ-9 é equipado para combate. O modelo pode carregar diferentes tipos de armamento, incluindo mísseis e bombas guiadas, que são acionados com precisão a partir do solo. O sistema também conta com sensores avançados, capazes de identificar alvos, acompanhar movimentações e operar em diferentes condições climáticas.
Outro ponto-chave é a modularidade. O drone pode ser adaptado conforme o tipo de missão, recebendo diferentes combinações de câmeras, radares e armamentos. Isso amplia seu uso, que vai de operações militares ofensivas a missões de reconhecimento e inteligência.
Com velocidade de cruzeiro de cerca de 335 km/h, o Reaper não é um drone de combate rápido, mas sim uma plataforma de presença constante no ar — capaz de observar, identificar e agir com precisão ao longo de horas.
Um ataque armado na região de Artibonite, no Haiti, deixou pelo menos 70 mortos e 30 feridos, segundo o Coletivo em Defesa dos Direitos Humanos. O balanço, divulgado nesta segunda-feira (30), supera de forma significativa as estimativas iniciais das autoridades locais, que haviam reportado entre 16 e 17 mortes e até 19 feridos.
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De acordo com relatos da Defesa Civil haitiana, integrantes da gangue Gran Grif invadiram a localidade de Jean-Denis por volta das 3h da manhã deste domingo (29). A ação teria provocado ainda o deslocamento de cerca de 6 mil pessoas, que abandonaram suas casas diante da escalada da violência.
Escalada da violência e reação internacional
Em coletiva, um porta-voz do secretário-geral da ONU condenou o ataque e destacou que as estimativas de mortos variam amplamente, entre 10 e 80 vítimas. A organização pediu uma investigação completa e ressaltou que o episódio evidencia a deterioração das condições de segurança no país.
De acordo com a CNN, o Coletivo em Defesa dos Direitos Humanos afirmou, em nota, que a ausência de resposta estatal e o avanço de grupos armados configuram uma “abdicação de responsabilidade” por parte das autoridades haitianas.
A ofensiva ocorre em meio ao agravamento dos confrontos entre gangues na região de Artibonite, considerada estratégica para a produção agrícola do país. Nos últimos dias, operações violentas também foram registradas em áreas vizinhas, como Verrettes, de onde mais de 2 mil pessoas foram deslocadas, segundo as Nações Unidas.
Enquanto isso, forças de segurança haitianas, com apoio de uma missão internacional respaldada pela ONU e de uma empresa militar privada dos Estados Unidos, intensificam ações contra grupos armados. Ainda assim, nenhum líder relevante foi preso até o momento.
O cenário de violência tem se ampliado para além da capital, Porto Príncipe, e já deixou mais de um milhão de deslocados internos. Desde 2021, cerca de 20 mil pessoas morreram em decorrência do conflito entre gangues no Haiti, número que segue em crescimento.

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