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Dias antes de o premier israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a expansão de uma “zona-tampão” em território libanês, através de novas operações terrestres, o chefe do Estado-Maior do país, Eyal Zamir, fez um alerta ao governo: o Exército corre hoje o risco de “entrar em colapso sob o próprio peso”, citando a exaustão das tropas após dois anos e meio de combates em múltiplas frentes, o déficit de novos soldados e os questionados benefícios concedidos a uma parcela da sociedade do país.
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Se dirigindo aos membros do Gabinete de segurança do governo, na quarta-feira passada, Zamir disse que estava “levantando 10 bandeiras vermelhas antes que as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) entrem em colapso”, citando especificamente a falta de soldados.
— Em breve, as IDF não estarão preparadas para suas missões de rotina e o sistema de reservas não se sustentará — disse Zamir, citado pelo Canal 13.
Segundo o Exército, há um déficit de 15 mil soldados, incluindo 8 mil para ações de combate. No começo de janeiro, semanas antes da guerra contra o Irã, Zamir afirmou a Netanyahu e outras lideranças políticas que a inação deles poderia afetar a prontidão militar e tornar o país menos seguro.
“A realidade da segurança nos últimos dois anos trouxe desafios sem precedentes e impactos significativos nas diversas unidades de pessoal das Forças de Defesa de Israel”, escreveu Zamir em carta a Netanyahu.
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Desde outubro de 2023, quando o Hamas realizou o maior ataque da História de Israel e matou quase 1,2 mil pessoas, o Exército israelense se vê em estado constante de guerra. A começar por Gaza, em um conflito destinado a eliminar o grupo palestino e recuperar os 250 reféns capturados na invasão. A ofensiva terrestre se estendeu por todo o território, e mesmo após o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado as tropas seguem em zonas controladas por Israel. Mais de 70 mil palestinos foram mortos e centenas de milhares ficaram feridos — entre os militares israelenses, foram 472 mortos.
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Bashar Taleb / AFP
Mas a pegada militar foi mais ampla. Israel lançou, em outubro de 2024, uma ofensiva terrestre contra o grupo Hezbollah no Líbano, em conjunto com ataques aéreos que eliminaram lideranças do grupo e destruíram boa parte da infraestrutura civil do país árabe. No final daquele ano, forças israelenses invadiram a Síria após a queda do ditador Bashar al-Assad e estabeleceram uma “zona de segurança”, similar à que Netanyahu quer criar em sua nova ofensiva contra o território libanês, iniciada há cerca de duas semanas e que deixou mais de mil mortos, deslocando um milhão de civis.
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Na Cisjordânia ocupada, o governo Netanyahu avançou com leis que ampliam o acesso de terras palestinas aos colonos judeus, e os ataques recorrentes contra a população árabe contam com o aval e o apoio dos militares israelenses. Em janeiro do ano passado, Israel deu início à “Operação Muro de Aço”, que ampliou ataques contra cidades e vilas palestinas, sob pretexto de prender membros de grupos extremistas, como o Hamas. Na reunião, Zamir afirmou que novos comandos militares foram mobilizados para a região para conter o avanço de atos de terrorismo realizados pelos colonos judeus, e disse que deve precisar de mais um batalhão em breve.
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Palestine TV
A guerra contra o Irã, embora travada à distância, exigiu um reforço em postos da Marinha, Força Aérea, Inteligência e especialistas em operações de busca e resgate. No dia 1º de março, quando começou o conflito, Netanyahu convocou 100 mil reservistas. Segundo a rádio estatal KAN, o premier deve anunciar a convocação de 400 mil reservistas nos próximos dias, citando a expansão no Líbano.
— Esta é a sua política, mas ela exige segurança e um pacote completo de proteção, porque a realidade no terreno mudou completamente, e isso requer mão de obra — afirmou Avi Bluth, chefe do Comando Central, na mesma reunião em que Zamir fez o alerta ao Gabinete de segurança, citado pelo Jerusalem Post.
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Há um ponto crucial nas críticas dos generais: a pouca disposição do governo Netanyahu — apoiado por partidos religiosos — para obrigar os judeus ultraortodoxos (haredim) a servirem nas Forças Armadas. Desde a criação do Estado de Israel, eles recebem uma espécie de “passe livre” para não cumprir o serviço militar obrigatório, mas a oposição a essa política ganhou corpo em meio às guerras. De acordo com o ex-premier Naftali Bennett, há hoje 100 mil homens ultraortodoxos aptos a servir.
— Estamos sendo solicitados a cobrir uma gama crescente de missões — disse, na quinta-feira passada, o porta-voz do Exército, Effie Defrin, ao comentar as declarações de Zamir, que cobrou a convocação dos haredim. — O chefe do Estado-Maior é obrigado a expressar sua posição em relação à prontidão das Forças Armadas de Israel, e o que se exige é a aprovação do projeto de lei [sobre a convocação dos ultraortodoxos].
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Em junho de 2024, a Suprema Corte de Israel determinou que os ultraortodoxos deveriam ser convocados, e ordens de prisão chegaram a ser emitidas aos que ignoraram o chamado, mas o governo Netanyahu não parece disposto a aprovar uma lei sobre o tema. No começo do mês, o premier anunciou que o projeto em tramitação no Parlamento sobre os haredim sairia de pauta para garantir o apoio dos partidos religiosos na votação do Orçamento, aprovado no domingo. O texto destinou o equivalente a R$ 1,3 bilhão a programas de instituições ultraortodoxas.
“O governo precisa parar com a covardia e suspender imediatamente todos os repasses de verbas para os desertores haredim. Enviem a polícia militar atrás dos desertores e convoquem os haredim sem hesitar”, afirmou o líder da oposição, Yair Lapid, na rede social X, na semana passada. “O aviso foi dado. A responsabilidade é de vocês. Está em suas mãos. Vocês não podem continuar abandonando a segurança de Israel, em tempos de guerra, por questões políticas mesquinhas.”
Sem forças de combate regulares à disposição, os reservistas servem como recurso básico para manter as guerras de Netanyahu. Depois de cumprir o serviço militar obrigatório, praticamente todos os cidadãos aptos passam a fazer parte da reserva, e podem ser mobilizados às pressas. Mas ao contrário das missões de curto prazo, como era de praxe até tempos recentes, desde 2023 os convocados às vezes passam mais de 100 dias no Exército, congelando suas vidas por semanas. A insatisfação é evidente, e o número de reservistas que ignoram os chamados é cada vez maior.
— Temos batalhas para travar em casa — disse ao portal YNet um reservista que não atendeu à convocação em dezembro. —Há caras na equipe que foram demitidos de seus empregos, outros cujas famílias mal conseguem se sustentar, ou que estão prolongando seus estudos há muito tempo. Este é um problema, uma complexidade difícil de descrever.
A Nasa lança nesta quarta-feira a missão Artemis II, a primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde 1972. Com duração prevista de cerca de 10 dias, o voo representa um marco na retomada da exploração lunar e deve servir como etapa decisiva para futuras missões com pouso no satélite natural.
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O lançamento está programado para a noite, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo do foguete Space Launch System (SLS), o mais poderoso já desenvolvido pela agência.
Os astronautas da missão Artemis II posam em frente ao foguete SLS, que os colocará em órbita
Nasa
Os astronautas vão pousar na Lua?
Diferentemente das históricas missões Apollo, a Artemis II não prevê pouso na superfície lunar. O objetivo principal é realizar um sobrevoo ao redor da Lua e retornar à Terra, testando sistemas essenciais para voos tripulados no espaço profundo, como suporte de vida, navegação e comunicação.
A trajetória seguirá o chamado “retorno livre”, em que a nave contorna a Lua e utiliza sua gravidade para retornar ao planeta sem necessidade de grandes correções de rota — um modelo considerado mais seguro para missões iniciais e semelhante à missão Apollo 8, em 1968.
Batizado em referência à deusa Artemis, irmã gêmea de Apolo na mitologia grega, o programa busca testar tecnologias necessárias para viagens humanas mais longas e complexas.
Tripulação histórica
A missão levará quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo reúne marcos históricos — Glover será o primeiro homem negro a viajar tão longe da Terra, Koch a primeira mulher e Hansen o primeiro canadense a participar de uma missão lunar.
Christina Koch detém o recorde de permanência contínua mais longa no espaço por uma mulher, com 328 dias. Ela ganhou projeção ao registrar uma “selfie espacial” com a Terra ao fundo, em 2019. Em missões futuras, pode se tornar a primeira mulher a pisar na Lua.
Tripulação viajará mais de 370 mil quilômetros da Terra em missão histórica
Reprodução/X
Etapas do voo
Após o lançamento, a nave Orion entrará em órbita terrestre antes de iniciar a viagem rumo à Lua. A ida deve levar cerca de quatro dias. Durante o percurso, os astronautas realizarão testes e experimentos científicos.
O sobrevoo lunar será seguido pelo retorno à Terra, com reentrada na atmosfera em alta velocidade — cerca de 40 mil km/h — e pouso no oceano Pacífico, onde a tripulação será resgatada. A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta.
Base para futuras missões
A Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis, que pretende estabelecer presença humana sustentável na Lua e, no futuro, viabilizar viagens a Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.
Os dados coletados serão fundamentais para a Artemis III, planejada para levar astronautas à superfície lunar nos próximos anos.
Desafios e atrasos
O lançamento ocorre após uma série de adiamentos causados por problemas técnicos, como vazamentos de hidrogênio e falhas em sistemas de pressurização. Segundo a Nasa, as questões foram corrigidas após revisões de segurança e testes adicionais.
— É um voo de teste e não está isento de riscos, mas nossa equipe e nosso hardware estão prontos — disse Lori Glaze, administradora associada interina da Diretoria de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da Nasa.
Ilustração da nave espacial tripulada Orion, da Nasa. Espaçonave corre risco de ser descontinuada após a missão Artemis III, prevista para 2027, conforme planejamento da administração Trump
NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRA / NLA / Science Photo Library via AFP
A Nasa havia levado o foguete e a cápsula Orion até a plataforma de lançamento em janeiro, em preparação para uma tentativa de voo no início de fevereiro. No entanto, a missão Artemis II foi adiada em um mês devido a um vazamento de hidrogênio ocorrido durante o abastecimento dos tanques do foguete em um ensaio geral.
A agência concluiu um ensaio bem-sucedido no fim de fevereiro, mas especialistas identificaram uma interrupção no fluxo de hélio para o estágio superior do foguete. O hélio é usado para pressurizar o hidrogênio e o oxigênio líquidos que funcionam como propelentes do motor. Como resultado, a Nasa retirou o foguete e a cápsula da plataforma e os levou de volta a um enorme hangar chamado Vehicle Assembly Building para reparos.
Nova era da exploração espacial
Mais de meio século após o fim do programa Apollo, a Artemis II marca o retorno da humanidade ao entorno da Lua. A missão é vista como o início de uma nova fase da exploração espacial, com foco em permanência de longo prazo fora da órbita terrestre.
A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta. O principal objetivo técnico é validar o desempenho do foguete e da nave para permitir, no futuro, uma missão com pouso lunar — prevista para 2028.
O cronograma, no entanto, depende de avanços ainda em desenvolvimento, como o módulo de pouso que será fornecido por empresas privadas ligadas a Elon Musk e Jeff Bezos.
A nova missão também carrega peso simbólico. Em 1968, a Apollo 8 levou três astronautas à órbita lunar na véspera de Natal, em uma transmissão assistida por cerca de um bilhão de pessoas. A tripulação ficou associada à imagem “Earthrise” e recebeu crédito por ter “salvado 1968”. Em um cenário atual descrito como de divisão e incerteza, a Artemis II surge com a ambição de repetir, ao menos em parte, esse impacto.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) instou, nesta terça-feira, El Salvador a rever as penas de prisão perpétua aprovadas para menores que cometem homicídio, estupro ou participam de “terrorismo”, argumentando que elas violam os direitos das crianças. O Congresso salvadorenho, controlado pelo partido governista, alterou a lei penal juvenil para aplicar essa pena a menores de 18 anos, como parte da política de endurecimento da segurança do presidente Nayib Bukele.
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“Instamos as autoridades de El Salvador a reverem prontamente as preocupantes alterações constitucionais e legais […] que preveem prisão perpétua para crianças de apenas 12 anos, em contradição com os padrões internacionais de direitos humanos”, disse Marta Hurtado, porta-voz do ACNUDH, em comunicado.
Hurtado lembrou que, após essas mudanças, os casos de menores condenados à prisão perpétua serão “revisados ​​somente após o cumprimento de 25 anos de suas penas”, o que “contraria a Convenção sobre os Direitos da Criança”, que exige priorizar “sua reabilitação e reintegração”.
Bukele respondeu ao oficial nas redes sociais, afirmando que recomendações semelhantes das Nações Unidas levaram gangues a recrutar jovens sob uma lei “que praticamente garantia impunidade para crimes cometidos por menores de 18 anos”.
Em 17 de março, por sugestão de Bukele, a Assembleia Legislativa aprovou a prisão perpétua como pena máxima — anteriormente de 60 anos — para adultos “assassinos, estupradores ou terroristas”, e posteriormente estendeu a pena a menores.
O Comitê dos Direitos da Criança e o Unicef declararam na última sexta-feira que a reforma é contrária aos “princípios consagrados” na Convenção, da qual El Salvador é signatário, e alertaram que a detenção é “prejudicial aos adolescentes”, além de “altamente custosa e ineficaz na prevenção da criminalidade”.
A política de segurança de Bukele reduziu os homicídios no país a níveis historicamente baixos, mas é criticada por organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos que apontam para “crimes contra a humanidade” nessa ofensiva.
Um avião militar russo Antonov-26 caiu enquanto sobrevoava a península anexada da Crimeia, causando a morte de 29 pessoas, informou na quarta-feira (horário local) a agência de notícias TASS.
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Na terça-feira, “por volta das 18h (horário de Moscou), foi perdido o contato com a aeronave de transporte militar An-26 enquanto realizava um voo programado sobre a península da Crimeia”, informou a TASS, citando o Ministério da Defesa.
— A equipe de busca e resgate localizou o local do acidente da aeronave An-26. Segundo relatos do local, os seis tripulantes e os 23 passageiros a bordo morreram — acrescentou o ministério.
Entre os destroços do avião, não foram observados sinais de impacto externo, o que indica que o acidente pode ter sido provocado por uma falha técnica, acrescentou a mesma fonte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta terça-feira (31) a guerra no Irã e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que vem encarecendo o combustível, especialmente o óleo diesel, no caso brasileiro. O país importa cerca de 30% do que consome no mercado interno.

Segundo Lula, o governo está tomando medidas possíveis e adotará todas as providências para evitar uma escalada do preço do diesel, que impacta diretamente a inflação.

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“Nós tomamos todas as medidas possíveis para evitar que se aumente o óleo diesel. Mas, no governo passado, eles venderam a distribuidora [BR Distribuidora, ex-subsidiária da Petrobras]. Então, quando a gente não sobe o preço, mesmo que a Petrobras baixe o preço, ele não chega na ponta, porque os atravessadores não deixam”, afirmou o presidente, em São Paulo, durante evento que comemorou os 21 anos do Programa Universidade Para Todos (Prouni) e os 14 anos da implementação da Lei de Cotas Raciais.

Lula destacou que o governo conta com a fiscalização de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, disse. 

A uma plateia formada por centenas de estudantes, Lula citou o cenário geopolítico conturbado e chamou à responsabilidade os líderes das cinco maiores potências militares do planeta: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, que são os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vocês estão vendo o bloqueio à Cuba, o que fizeram na Venezuela, o que fizeram no Irã. E agora, o que está acontecendo com a guerra no Irã? O preço do combustível está subindo, e o preço do combustível subindo vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo que a gente compra. Então, é preciso dar um recado a esses cinco senhores membros [permanentes] do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz, o mundo não precisa de guerra”, alertou.

“Quando a ONU foi criada, em 1945, o Conselho de Segurança e os membros permanentes, que são esses cinco países, eles foram criados para manter a paz no mundo, mas eles estão fazendo guerra”, enfatizou Lula.

Desconto no diesel

A expectativa é que o governo publique, ainda essa semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados. Cada ente – União e estado – arcaria com R$ 0,60 por litro subsidiado.

A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional.

Um mês de guerra

Com ataques combinados de Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano ocorridos no fim de fevereiro, a guerra completou essa semana um mês de duração, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito.

O preço no barril de petróleo já aumentou cerca de 50% desde então, e relatórios já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito, que ocorre na região do Oriente Médio, onde se concentram alguns dos principais países produtores de petróleo, incluindo o próprio Irã, que vive ameaça de invasão por terra por tropas norte-americanas. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta terça-feira (31) a guerra no Irã e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que vem encarecendo o combustível, especialmente o óleo diesel, no caso brasileiro. O país importa cerca de 30% do que consome no mercado interno.

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Lula destacou que o governo conta com a fiscalização de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, disse. 

A uma plateia formada por centenas de estudantes, Lula citou o cenário geopolítico conturbado e chamou à responsabilidade os líderes das cinco maiores potências militares do planeta: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, que são os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vocês estão vendo o bloqueio à Cuba, o que fizeram na Venezuela, o que fizeram no Irã. E agora, o que está acontecendo com a guerra no Irã? O preço do combustível está subindo, e o preço do combustível subindo vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo que a gente compra. Então, é preciso dar um recado a esses cinco senhores membros [permanentes] do Conselho de Segurança da ONU: criem juízo. O mundo precisa de paz, o mundo não precisa de guerra”, alertou.

“Quando a ONU foi criada, em 1945, o Conselho de Segurança e os membros permanentes, que são esses cinco países, eles foram criados para manter a paz no mundo, mas eles estão fazendo guerra”, enfatizou Lula.

Desconto no diesel

A expectativa é que o governo publique, ainda essa semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados. Cada ente – União e estado – arcaria com R$ 0,60 por litro subsidiado.

A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional.

Dois meses de guerra

Com ataques combinados de Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano ocorridos no fim de fevereiro, a guerra completou essa semana dois meses de duração, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito.

O preço no barril de petróleo já aumentou cerca de 50% desde então, e relatórios já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito, que ocorre na região do Oriente Médio, onde se concentram alguns dos principais países produtores de petróleo, incluindo o próprio Irã, que vive ameaça de invasão por terra por tropas norte-americanas. 

 

Um petroleiro russo atracou, nesta terça-feira, no porto de Matanzas, no oeste de Cuba, com o primeiro carregamento de petróleo recebido pela ilha desde janeiro, após uma trégua concedida por Washington em meio ao embargo de petróleo imposto à ilha. O navio “Anatoly Kolodkin”, sujeito a sanções americanas, entrou pela manhã no porto de Matanzas, a 100 km de Havana, transportando 730 mil barris de petróleo.
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A decisão do presidente americano, Donald Trump, de permitir que a Rússia forneça petróleo a Cuba evita um confronto com Moscou e oferece um alívio a um país que sofreu com apagões prolongados, racionamento drástico de combustível e redução do transporte público nos últimos meses.
“Agradecemos ao governo e ao povo da Rússia por seu apoio solidário”, escreveu no X o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, ressaltando que a “valiosa ajuda chega em meio a um cerco energético imposto pelos Estados Unidos, que tenta asfixiar a população cubana”.
Por sua vez, na mesma rede social, a embaixada russa em Cuba considerou um “dever ajudar” os “irmãos cubanos nessas difíceis condições”.
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Alguns cubanos presenciaram a manobra de atracação do navio no porto de Matanzas.
— Isso é essencial para nossa sobrevivência, porque o país está paralisado — diz Felipe Serrano, de 76 anos, que trabalha como segurança em um restaurante.
Leticia Munguía, uma aposentada de 61 anos, também estava entusiasmada com a chegada do navio.
— Espero que continuem enviando (petróleo), porque este carregamento não vai suprir tudo o que precisamos — ela ressalta.
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Trump afirmou no domingo que não tinha “nenhum problema” de que a Rússia enviasse petróleo para Cuba, mas um dia depois seu governo deixou claro que isso não representava uma mudança em sua política de sanções.
— Permitimos que este navio viesse a Cuba para atender às necessidades humanitárias do povo cubano. Essas decisões estão sendo tomadas caso a caso — explicou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
“Alívio temporário”
Havana durante um apagão neste mês
Adalberto Roque/AFP — Getty Images
A crise energética em Cuba se agravou em janeiro, quando Trump cortou o fornecimento de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro, principal aliado de Havana na região, e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha.
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A escassez de combustível afeta setores vitais da economia cubana, como turismo, níquel e tabaco, e obrigou o governo a adotar um plano de contingência, incluindo o racionamento drástico de gasolina.
A ilha de 9,6 milhões de habitantes sofreu sete apagões em todo o seu território desde o final de 2024, dois deles este mês, que desencadearam protestos incomuns.
Cuba produz cerca de 40 mil barris de petróleo pesado por dia, utilizados para alimentar as oito usinas termelétricas que formam a espinha dorsal do sistema elétrico do país, mas depende da importação de diesel e de gás liquefeito de petróleo (GLP).
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O diretor adjunto da petroleira estatal Cupet, Irenaldo Pérez, explicou à televisão cubana que o petróleo russo permitirá produzir GLP para hospitais e “um certo nível de gasolina” para o sistema de transporte, assim como diesel e óleo combustível para geradores de energia de reserva.
Segundo especialistas, o refino do petróleo russo levaria um mês.
— (Esse carregamento) pode oferecer um alívio temporário, mas está longe de resolver a magnitude do déficit que o país enfrenta — diz o economista Ricardo Torres, da Universidade Americana de Washington. — Claramente, não é suficiente.
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Para justificar o bloqueio energético à ilha, Trump alega que Cuba representa “uma ameaça excepcional” para a segurança de seu país pelas relações que mantém com Rússia, China e Irã.
Ricardo Herrero, diretor-executivo do Cuba Study Group, com sede em Washington, afirmou que o cerco petroleiro visa forçar Havana “a fazer concessões na mesa de negociações”.
— A estratégia aqui consiste em levar o sistema à beira do abismo, mas sem precipitar um colapso social ou humanitário total — explica Herrero.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na segunda-feira (30), a Lei 15.367/2026 que muda o processo de escolha de reitores das universidades. A lei foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (31).

A medida põe fim ao modelo da lista tríplice e estabelece que o presidente da República deverá nomear para reitoria da universidade o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica.

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Na cerimônia de sanção da lei, o ministro da Educação, Camilo Santana, classificou o momento como histórico aos reitores das universidades.

“É o fim da lista tríplice nas nossas universidades federais para que nunca mais um reitor seja eleito e não tome posse nesse país”, comemorou o ministro Camilo Santana.

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Autonomia 

Há anos, a mudança era reivindicada por entidades ligadas à educação e ao movimento estudantil. Entre elas, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra); e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) considerava inconstitucional a existência das referidas listas. 

A nova legislação também revoga dispositivos da lei de 1968, que historicamente serviram de base para o sistema de lista tríplice nas universidades.

Antes havia uma consulta à comunidade universitária, que envolvia docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos, e as instituições encaminhavam ao governo federal uma lista tríplice com os candidatos a reitor.  

A partir dessa lista, o presidente da República escolhia qualquer um dos nomes indicados, mesmo que não tenha sido o mais votado.

A Andifes contabiliza que, de 2019 a 2021, das 50 nomeações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, 18 foram de reitores que não haviam vencido as consultas realizadas internamente nas instituições, situação que gerou tensões e protestos das comunidades acadêmicas.

Com o texto sancionado, esse procedimento muda, e a exigência da lista tríplice deixa de existir.

Eleição

A eleição para a reitoria será direta com a inscrição de chapas para reitor e vice-reitor. 

Poderão votar a comunidade acadêmica, composta de seus docentes e servidores técnico-administrativos, ocupantes de cargos efetivos e em exercício, bem como os estudantes com matrícula ativa em cursos regulares.

O processo de eleição será regulamentado por colegiado constituído especificamente para esse fim.

Quem pode se candidatar

Para concorrer ao cargo máximo de uma universidade federal, não basta ser professor, sendo requisitos:

  • vínculo efetivo: o docente deve ser de carreira e estar em exercício (não pode ser professor substituto ou visitante).
  • titulação ou hierarquia

o candidato deve cumprir pelo menos uma dessas condições:

  • ter o título de doutor (independente do tempo de carreira).
  • estar no topo da carreira: ser professor titular ou professor associado 4 (o último nível antes de titular).
  • professores titulares-livres: também podem se candidatar aqueles que entraram na instituição já no cargo isolado de professor titular-livre e estejam em exercício.

Peso dos votos

Outra alteração na indicação de reitores determinada pela lei é o fim da regra que estabelecia peso de 70% para o voto docente na escolha das reitorias nas universidades federais.

O texto também permite que, conforme as normas de cada universidade, representantes de entidades da sociedade civil participem do processo de votação.

O processo de eleição e a definição do peso do voto de cada segmento da comunidade acadêmica, bem como, se for o caso, de representantes de entidades da sociedade civil, serão regulamentados por colegiado constituído especificamente para esse fim.

Posse

Após eleição direta, os reitores e vice-reitores das universidades federais serão nomeados pelo presidente da República, para mandato de quatro anos, permitida uma recondução para o mesmo cargo, em novo processo de votação.

Os diretores e vice-diretores de unidades universitárias serão nomeados pelo reitor, define a nova lei.

A poucos dias da data limite para a desincompatibilização de cargos executivos, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixaram seus cargos nesta terça-feira (31). Eles vão concorrer a cargos eletivos nas eleições gerais de outubro deste ano.

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data da eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril. O 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

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A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

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Risco de inelegibilidade

Caso o afastamento não seja cumprido, esses possíveis candidatos passam a ser considerados inelegíveis, de acordo com a Lei da Inelegibilidade. Ainda segundo o TSE, os prazos de desincompatibilização variam de acordo com o cargo ou a função que o pré-candidato ocupa e a vaga para a qual irá concorrer.

Deputados distritais, federais e senadores que queiram concorrer a outro cargo ou à reeleição não precisam deixar os mandatos.

O presidente da República não precisa renunciar ao mandato, caso queira disputar a reeleição. Se o chefe do Executivo quiser disputar outro cargo eletivo, aplica-se a norma desincompatibilização eleitoral.

O TSE disponibiliza um serviço, em sua página na internet, para verificar os prazos legais exigidos, de acordo com a função ocupada e o cargo eleitoral pretendido.

Exonerações e nomeações publicadas

Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na tarde desta terça (31), trouxe oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. A oficialização ocorreu horas depois da reunião ministerial em que Lula se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano.

No mesmo evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez. De acordo com o presidente, dos 37 ministros do governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro.

Na maior parte dos casos, os ministros que saem terão suas vagas ocupadas pelos respectivos secretários-executivos, que são justamente os cargos imediatamente inferiores na hierarquia das pastas. No caso do Ministério da Agricultura, o ministro Carlos Fávaro, que deve tentar a reeleição para senador da República, no Mato Grosso, deu lugar a André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura. No lugar de André de Paula, assume a secretária-executiva da pasta, Rivetla Edipo Cruz.

Outro afastamento, também em cumprimento à legislação eleitoral, já havia ocorrido há pouco mais de uma semana. Foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, substituído por Dario Durigan, o então secretário-executivo. Haddad vai disputar o cargo de governador do estado de São Paulo.

Outras mudanças já estão anunciadas, embora ainda sem definição oficial de substitutos. São os casos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ocupado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, mas que sairá para concorrer à reeleição na chapa de Lula; e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, com a iminente saída de Gleisi Hoffmann, que disputará uma vaga ao Senado pelo estado do Paraná. Em nenhuma das duas pastas, os substitutos foram confirmados.

Na Casa Civil, Rui Costa deve deixar o cargo oficialmente na próxima quinta-feira (2). Ele disputará uma das vagas ao Senado pela Bahia. Em seu lugar, na Casa Civil, assumirá a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior.

A seguir, confira todas as mudanças já confirmadas ou previstas nos cargos de ministros do governo federal:

Ministério da Fazenda

Sai: Fernando Haddad (PT), que deve disputar o governo de São Paulo

Entra: Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU em 20 de março

 

Ministério do Planejamento e Orçamento

Sai: Simone Tebet (MDB), que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo

Entra: Bruno Moretti, então secretário de Análise Governamental da Casa Civil

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar o Senado pelo estado do Mato Grosso

Entra: André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

Sai: Paulo Teixeira (PT), que deve disputar a reeleição para deputado federal por São Paulo

Entra: Fernanda Machiaveli, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH)

Sai: Macaé Evaristo (PT), que deve tentar a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais

Entra: Janine Mello, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Esporte

Sai: André Fufuca (PP), deputado federal eleito, ele deve tentar a disputa do Senado no Maranhão

Entra: Paulo Henrique Perna Cordeiro, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Pesca e Aquicultura

Sai: André de Paula, remanejado para o cargo de ministro da Agricultura

Entra: Rivetla Edipo Cruz, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Povos Indígenas

Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que deve tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo

Entra: Eloy Terena, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Portos e Aeroportos

Sai: Sílvio Costa Filho (Republicanos), que deve disputar a reeleição de deputado federal por Pernambuco

Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Meio Ambiente

Sai: Marina Silva (Rede), que pode disputar uma vaga ao Senado por São Paulo

Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério dos Transportes

Sai: Renan Filho (MDB), que deve concorrer ao governo de Alagoas

Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Casa Civil

Sai: Rui Costa (PT), que deve disputar o Senado pela Bahia

Entra: Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Educação (MEC)

Sai: Camilo Santana (PT), que pode disputar o governo do Ceará ou uma vaga ao Senado

Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional

Sai: Waldez Góes (PDT), que pode disputar uma vaga ao Senado pelo Amapá

Entra: Valder Ribeiro de Moura, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério das Cidades

Sai: Jáder Filho (MDB), que disputar o Senado pelo estado do Pará

Entra: Antonio Vladimir Moura Lima, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Igualdade Racial

Sai: Anielle Franco (PT), que deve disputar um vaga de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro

Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC)

Sai: Geraldo Alckmin (PSB), que disputará a reeleição de vice-presidente a chapa com Lula

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Secretaria das Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR)

Sai: Gleisi Hoffmann (PT), que deve disputar o Senado pelo estado do Paraná

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar nesta terça-feira (31), ao Senado, a mensagem presidencial que oficializa a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

No dia 20 de novembro do ano passado, o Palácio do Planalto confirmou a indicação de Messias, mas a mensagem não foi enviada em função da falta de apoio político. 

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Diante da possibilidade de envio da mensagem, o ministro da AGU declarou que vai continuar na busca do diálogo com os senadores.

“Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, declarou.

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Sabatina

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e deverá ter o nome aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa. A data da sabatina ainda será definida. 

O ministro da AGU tem 46 anos e, caso seja empossado no STF, poderá ficar no cargo até completar 75 anos, idade em que a aposentadoria é compulsória. 

Nascido no Recife, o ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007.  Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB). 

Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, setor responsável pelo assessoramento direto da presidente. No atual governo, ocupa a AGU desde 1º de janeiro de 2023.

 

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